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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

5439 - Mário Carlos Leão


O Doutor Mário Leão teve longa carreira de advogado e político,
em São Sebastião do Cai

O advogado Mário Carlos Leão, que nasceu na então localidade de Feliz, ainda pertencente ao município de São Sebastião do Caí, estudou em Porto Alegre até formar-se em Direito. Passou, então, a exercer a profissão de advogado, mas também se dedicou à  política elegendo-se prefeito municipal.

5438 - Autoridades na Festa da Bergamota

O governador do estado esteve presente ao evento

No ano de 1994, o governador e secretários do governo participaram da Festa da Bergamota. 
Na foto, da esquerda para a direita, aparecem na foto Cesar Schirmer, que era Secretário da Agricultura Rio Grande do Sul, Antônio Britto, governador do estado; Nelson Proença, Secretário de Desenvolvimento RS, e a corte da festa: a Rainha Helen Adam Goulart, Princesas Graciane e Luciana Liell.

Foto e informações extraídas do Facebook de Alzir Bach

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

5437 - De região estagnada a exemplo de desenvolvimento para o país

Da grande cidade de Montenegro à pequena São Vendelino, a região banhada pelo rio Caí teve extraordinário desenvolvimento nas últimas quatro décadas 

Chama atenção, cada vez mais, o fato de que o Vale do Caí é a região mais desenvolvida do país.
Fato muito notável, se considerarmos que, até meados do século XX a região se caracterizava pelo atraso na comparação com as outras regiões do seu entorno?
Até 1980, São Sebastião do Caí era uma cidade estagnada. Montenegro, que teve uma fase de brilho nas décadas e 50 e 60, perdeu impulso. E, dos outros municípios existentes na região na época, Feliz, Salvador do Sul tinham desenvolvimento medíocre. A população do Vale do Caí, nessa época, migrava maciçamente para cidades mais dinâmicas, com destaque para Novo Hamburgo, onde florescia a indústria de calçados. Portão era o único município da região que apresentava progresso significativo, graças à proximidade e semelhança com o Vale do Sinos.
Em 1980 ocorreram fatos que começaram a mudar a realidade regional. 
Um deles foi o movimento emancipacionista, que resultou na criação do município de Bom Princípio, em 1982. No ano seguinte, Hilário Junges assumiu a prefeitura daquele município e fez um governo tão brilhante e produtivo que mudou totalmente a realidade daquele antigo distrito caiense. Esse sucesso espetacular incentivou a emancipação de 14 outras localidades interioranas: Brochier, Tupandi, São Vendelino, São José do Hortêncio, Capela de Santana, Harmonia, São Pedro da Serra, Pareci Novo, Maratá, Barão, Alto Feliz, Vale Real, Linha Nova e São José do Sul. 
Além de servir de estímulo às demais emancipações, Bom Princípio deu-lhes a receita do sucesso administrativo: contenção nos gastos, especialmente na folha de pagamentos + investimento da prefeitura no estímulo à produção. Em outras palavras: é preciso conter os gastos para que sobre recurso para investir no aumento da geração de riqueza no município.
Seguindo esse modelo, todos os municípios novos progrediram muito e não há dúvida de que a qualidade das administrações municipais foi fundamental para isso. Estatísticas atuais confirmam que as administrações municipais do Vale do Caí são as melhores do país.
O que contribuiu muito para o impressionante progresso observado na região nos últimos tempos, foi o desenvolvimento das integradoras Frangosul, Naturovos, Agrosul e Ouro do Sul. Empresas que operam a produção de carnes e ovos em regime de integração com produtores rurais da região. Tanto nas indústrias como nas granjas, a produção tem elevado grau de eficiência e produtividade e esta produção tornou-se a maior geradora de riqueza da região. A produção de aves e suínos teve o seu desenvolvimento grandemente favorecido pelo fato das prefeituras apoiarem fortemente a implantação de modernos aviários e pocilgas. Modelo criado no município de Tupandi, no governo Hilário Junges (outra vez), e seguido por boa parte dos demais municípios. 
A eficiência das administrações na promoção da atividade econômica não se resumiu ao setor de carnes. As prefeituras também se empenharam e tiveram sucesso no estímulo à indústria, comércio, setor primário e serviços de modo geral. E todos esses setores cresceram, gerando grande crescimento econômico, fortalecendo as próprias prefeituras e melhorando a renda e a qualidade de vida da população.
Estatísticas mostram que o Vale do Caí já é hoje a região mais desenvolvida do país e o progresso continua intenso, contrastando fortemente com a situação que se observava 30 anos atrás.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

5436 - Doutor Mário Leão

Mário Leão era casado com Irene Hoff Leão e teve 6 filhos, 12 netos e 5 bisnetos | Arquivo familiar
O Caí perdeu, na noite do último domingo, um dos mais importantes políticos da sua história
O ex-prefeito de São Sebastião do Caí, Mário Carlos Leão, faleceu no início da noite de domingo, 28 de outubro, por volta de 18h30, vítima de infarto. Ele estava internado no Hospital Unimed de Montenegro e tinha 95 anos de idade.
Em homenagem a esse grande caiense, o prefeito Clóvis Duarte assinou, na manhã de segunda-feira, o decreto de luto no município por três dias. Clóvis ressaltou que o doutor Mário Leão se destacou com grande habilidade na gestão pública.
O velório foi realizado no Centro de Cultura na segunda-feira | Renato Klein/FN

Mário Carlos Leão foi prefeito de São Sebastião do Caí de 1956 a 1959. Foi também promotor de Justiça e advogado de 1943 a 2006. Ele era natural de Feliz que, na época, fazia parte do município de São Sebastião do Cai.O velório foi realizado no palco do Centro de Cultura e o enterro, às quatro horas da tarde de segunda-feira, no Cemitério Municipal, com grande acompanhamento.
A filha Marília é vereadora e pode ser candidata a prefeita em 2020 | Arquivo familiar
O pai do ex-prefeito, Marcos José de Leão, era o escrivão distrital em Feliz onde Mário Leão ficou até os 13 anos, quando partiu para estudar em Porto Alegre no Colégio Rosário. Na capital ele fez o ginasial e, mais tarde, começou a estudar à noite no Júlio de Castilhos.
Como era aluno do noturno, sobrava tempo para trabalhar durante o dia. Foi trabalhar então no Cais do Porto, onde era agente da Companhia União Fluvial do Caí. Ainda trabalhando, fez a faculdade de Direito e, ao se formar, veio para São Sebastião do Caí advogar com seu irmão Olavo, que na época , era um dos poucos profissionais do direito na cidade.
O doutor Mário morreu dois anos após o falecimento de sua esposa Irene Hoff Leão e teve seis filhos: Janice, Regina, Juliana, Marília, Maria da Graça e Marcos Daniel.
A filha Marília Leão Fortes é atualmente a única vereadora no Caí e já é cotada para concorrer à Prefeitura nas próximas eleições em 2020.
Prefeito
Entre as obras mais importantes do governo de Mário Leão (1956-1959) no Caí, ele mesmo destacava a eletrificação rural, numa época que a energia elétrica era muito precária. “Eu me lembro que, no Caí, só tinha energia elétrica até o Rio Branco. Com isso, eu iniciei o processo de levar luz às comunidades do interior. Foi uma festa”, recordou, em entrevista ao Fato Novo. Neste tempo São Sebastião do Caí ainda abrangia os distritos de Nova Petrópolis, Feliz, Bom Princípio e Capela de Santana e Portão.
Dr. Mário teve encontro com o presidente Figueiredo | Arquivo familiar
Por isso ele foi escolhido para ser candidato a prefeito novamente em 1964, tendo como seu oponente o médico Bruno Cassel, que já havia sido prefeito caiense uma vez, nos anos de 1947 a 1951.
Devido ao grande prestígio e reconhecimento que o povo caiense tinha pelo doutor Cassel – principalmente pela sua abnegação à medicina – o doutor Mário perdeu essa eleição.
Avô Coração de Leão     
Texto escrito pela neta Mariana Leão Ledur
Como toda boa fã, sempre prestei atenção em todos os detalhes referentes ao meu ídolo: sei de cor data de nascimento, número do CPF e número da OAB; sei o filme e a música preferidos (não casualmente o filme é Dr. Jivago e a música Tema de Lara.
A janta preferida era um pão de milho torrado com manteiga e mel, acompanhado de um café com leite.
Lugar preferido no mundo era Bruges, na Bélgica, e a praia Lagoinha, em Santa Catarina. Mas, afora as opções pessoais, a história dele é o que sempre me fascinou;
Ele foi interno quando criança e o boletim da escola era sempre da cor “encarnado” (que significava excelente). Disciplinas preferidas: história e geografia.
Getúlio Vargas lhe pagou uma guaraná quando tinha nove anos e dividia a mesma pensão com Mario Quintana na juventude.
Mário e Irene com seus 6 filhos | Arquivo Familiar
Paixão Côrtes e Brizola também ilustraram episódios da sua história. Nascido na década de 20, em uma família tradicional do interior, tirou uma moça simples das amarras de um pai autoritário e lhe ofereceu a liberdade plena.
Era ele que buscava os bicos caídos dos filhos nas madrugadas e fazia as melhores mamadeiras pela manhã.
Falou para a filha grávida que não era necessário casar. Depois, quando ela quis se separar, foi o primeiro a dizer para ela voltar pra casa que ajudaria a cuidar do bebê.
E assim foi: buscava a neta na escola todos os dias e ia para casa fazer o joguinho das capitais no intervalo do Chaves (e ele não perdia um).
Ciúmes só tinha do Antônio Fagundes (e como tinha) e do tal Capitão Tigre (a clássica briga do tigre e do leão). Fez de tudo para que as netas meninas tivessem boas condições de estudo.
Visita dos netos e bisnetos ao Dr. Mário | Arquivo Familiar
Adorador da vida política e diplomata de alma, nunca vi ele levantar a voz. Há 11 anos me disseram que ele tinha uma expectativa de 6 meses de vida.
Taí… Com 95 anos. seis filhos, doze netos e cinco bisnetos: todos apaixonados por ele e que, agora, ficam cheios de saudade.
Acho que, finalmente, entendi o significado da expressão “Coração de Leão”. 
Te amo, vô!

sábado, 27 de outubro de 2018

5435 - O doutor Carlos Krautler

O doutor, com farda da aeronáutica, e a esposa, no nascimento de um dos filhos
Neta do doutor Carlos brincando com os macaquinhos 
do Morro do Hospital numa visita ao avô 
O Doutor Carlos com o filho Daniel no colo
O doutor com sua esposa Nora Joice Job 










































O doutor Carlos Alberto Krautler, como a maioria dos médicos que já atuaram na cidade, veio de fora do município.
Esse era, também, o caso do doutor Carlos Alberto Krautler, que morreu na cidade onde atuou por várias décadas, no Hospital Sagrada Família.
Ele era natural da cidade de Lajes, em Santa Catarina, e foi um entre os 11 filhos de Joseph Wilhem Kräutler. Ou Guilherme Kräutler como passou a ser chamado depois da sua naturalização..
Durante a Segunda Guerra Mundial a Alemanha foi declarada nação inimiga do Brasil o que levou os alemães aqui residentes a serem discriminados no Brasil.
Era proibido, na época, dar nome alemão aos filhos.
O doutor Carlos nasceu em 1951 e, quando jovem, ingressou na Força Aérea Brasileira, onde atuou como especialista em comunicação aérea.
Mesmo trabalhando na Aeronáutica, Carlos Kräuter estudou medicina  e formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde, de Porto Alegre.
Em 1994 ele desligou-se da Aeronáutica e passou a se dedicar totalmente à medicina.
Casado com Nara Joice Job Krautler, 59 anos, teve os filhos, Carlos Jonatan Job Krautler, 37 anos Daniel Job Krautler 36 anos e Andressa Mariana Job Krautler 21 anos e ainda os netos Matheus Vieira Job Krautler, hoje com cinco anos, e Isabela de Matos Krautler com quatro.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

5434 - Racismo e crueldade

.João Bertoldo Rambo, com Pio e Bere, no dia do noivado 

























A única vez em minha vida que vi meu pai dar um tapa na orelha de alguém, foi quando estávamos sentados num bar perto de casa. Eu era criança, e todo dia um de nós irmãos acompanhava o pai até o bar, sentava com ele, e enquanto tomava lentamente aquele martelinho, compartilhava sua história, suas vivências e ia construindo dentro de nós o sentido de verdadeiros cidadãos. 
Pois, naquele dia, sábado de tardezinha, o único negro de nossa vila, pai de família com vários filhos, chegou no bar e o pessoal começou a pagar trago para ele, para embebedá-lo. Quando ele já estava alegrinho, começaram a enfiar gelo em suas calças, que deslizava até os pés. O pai já tinha se incomodado com isto e falou pra mim que este ato repulsivo pelo simples fato de o homem ser negro era completamente condenável.
Quando ele estava mais bêbado ainda, pelos pagamentos de martelinhos da turma e enfiando nele goela abaixo, um rapaz na época, pegou um toco de cigarro aceso e enfiou no meio dos dedos do pé do homem, para ver queimar até chegar na pele.
Meu pai levantou onde estava sentado, e deu um tapa tão estalado na orelha do cara que chegou a calar o boteco. Então ele disse em voz alta:
"Nunca faça a uma pessoa o que não quer que façam a você, branquela nojento."
O cara, massageando a orelha vermelha do tapa, foi e tirou o toco de cigarro do meio dos dedos do pé do negro.
Por atitudes como esta, aprendi desde pequeno que pessoas são pessoas, e a gente nunca olha elas por fora e sim por dentro.
Na foto, Meu pai, à esquerda, no dia do meu noivado em agosto de 1981, juntamente com Bere e eu.
Texto publicado por Pio Rambo no seu Facebook

domingo, 21 de outubro de 2018

5433 - Sobre a importância da imigração

Fala do embaixador brasileiro expõe a importância da imigração para o Brasil

O filme Querido Embaixador, que narra a trajetória do diplomata Luiz Martins de Souza Dantas, embaixador do Brasil na França, que durante a segunda guerra mundial defendeu a imigração de judeus para o Brasil, reproduz a seguinte fala desse personagem dita a um subordinado que era contrário à livre imigração de judeus para o Brasil.
"Lembre que foram os imigrantes que salvaram a noss lavoura quando a escravidão chegou ao fim"
Isso mostra porque o governo imperial brasileiro teve a necessidade de incentivar a imigração de europeus para o Brasil.




quinta-feira, 18 de outubro de 2018

5432 - Enxurrada em Harmonia


De forma inédita e inesperada, a água invadiu a rua e os prédios 
no ponto mais central da cidade

No dia 18 de outubro de 2016, a cidade de Harmonia foi surpreendida por uma grande enxurrada. 
A foto mostra a inundação ocorrida na rua mais central da cidade, a 25 de julho.
O fotografo registrou essa tragédia postado na mesma rua, num ponto mais alto situado próximo à igreja matriz.
O nível da água subiu rapidamente e invadiu vários prédios centrais da cidade.

Fotos de Orlei Pinto publicadas na sua página de Facebook

terça-feira, 16 de outubro de 2018

5431 - Projeto de restauro da antiga casa comercial Frederico Engel é apresentado aos caienses

Além da recuperação do antigo prédio construído por Frederico Engel,
será construído um novo prédio destinado a atividades culturais

A comunidade de São Sebastião do Caí conheceu, no dia 15 de outubro de 2018, às 19 horas, no Centro de Cultura, o projeto que pretende recuperar o imponente prédio que já foi sede do Banco Pelotense. O mesmo prédio onde, até meado dos anos 1980,  funcionou o antigo presídio da cidade. 
A apresentação foi feita pelos técnicos da empresa Escaiola Arquitetura Rara, que obteve junto o governo do Estado recursos para custear o projeto final.
O projeto concluído foi apresentado na segunda quinzena de setembro em reunião com o Instituto do Patrimônio Histórico do Estado (Iphae) e Secretaria Estadual da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, ocorrida em Porto Alegre. 
A proposta é viabilizar a criação de um amplo espaço para atividades culturais, batizado de Banco de Talentos do Caí. 
Estão previstas a reconstrução e transformação do local, hoje em ruínas, em uma nova opção para oficinas e manifestações culturais. 
“Vale destacar que o projeto foi aprovado e totalmente pago pelo Estado. Agora cabe ao município e ao governo estadual buscar os recursos par sua execução”, destacou a coordenadora de cultura da prefeitura, Ingrid Borchhardt.
O antigo presídio fica localizado na esquina das ruas Tiradentes com General Câmara, no bairro Navegantes. Foi construído em 1886 e hoje é a única sede do antigo Banco Pelotense com paredes ainda em pé. a ter sediado uma agência do extinto banco
Devido ao fato de estar situado ao lado do Centro Integrado Navegantes e próximo da Escola Municipal Alencastro Guimarães, a estrutura - após restauro - deverá ser usada para atividades culturais e com estudantes da comunidade local, por isso a criação do Banco de Talentos do Caí.
A área ao lado do velho prédio, com frente para a avenida Tiradentes, também será utilizada para a construção de um moderno prédio, que será utilizado para fins culturais e educacionais.

Matéria de Ricardo Marques 

5430 - O armazém de Frederico Engels segundo Helena Cornelius Fortes

O prédio do antigo armazém em outubro de 2018

Em sua obra Reminiscências, publicada em 1975 (centenário de criação do município de São Sebastião do Caí) Helena Cornelius Fortes refre-se ao armazém  de Frederico (Fritz) Engel da seguinte forma:

"Tempos depois Cristiano Trein
o seu armazém transformou
em fábrica de tecidos
à qual o seu genro associou,
nascendo então nesta terra
a firma que a história marcou.

A firma A. J. Renner
na esquina da praça nasceu.
Mudou-se pra Porto Alegre
e espantosamente cresceu.
O velho sócio Cristiano
sentado na esquina morreu.

A primeira loja de então,
de Fritz Engel, la na praia,
vendia desde a batina
até o gorgurão pra saia,
desde o brim mais reforçado
à delicada cambraia.

Hoje este belo sobrado
com seus sólidos andares
serve para Destacamento
de Policiais Militares.
O único, em cem anos
com quase quatro andares."

Reminiscências 1875 - 1975, edição comemorativa aos 100 anos 
da emancipação de São Sebastião do Caí

5429 - Antônio Jacob Renner

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A.J.RENNER - Empresário - Lojas Renner - Alto Feliz - RS - Touro

(82 anos)
Empresário e Político
* Alto Feliz, RS (07/05/1884)
+ Porto Alegre, RS (27/12/1966)

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ANTÔNIO JACOB RENNER

Antônio Jacob Renner, mais conhecido como A. J. Renner, foi um empresário e político brasileiro e o fundador da Lojas Renner, uma das maiores redes varejistas gaúchas de vestuário. Foi um dos maiores empresários do Rio Grande do Sul. Neto de imigrantes alemães, o materno foi capitão do Exército Imperial e voluntário na Guerra dos Farrapos, era filho de Jacob Renner e Clara Fetter. Quando tinha 2 anos seus pais se mudaram para Montenegro, RS, onde ele estudou em escola pública e nos estabelecimentos paroquiais particulares. Aos 12 anos já trabalhava nas oficinas da refinaria de banha paterna, aos 14 mudou-se para Porto Alegre, RS, onde, trabalhou inicialmente como aprendiz e depois como artífice, na Joalheria Foernges e aprendeu a dominar o ofício de ourives. Em 1903, com 19 anos retornou para São Sebastião do Caí, RS, e, com o auxílio paterno, abriu uma ourivesaria. No ano seguinte casou-se com Mathilde Trein, uma das herdeiras da empresa Cristiano J. Trein & Cia., que dominava comércio de São Sebastião do Caí. Comércio este bastante intenso por causa do porto fluvial da cidade, que distribuía as mercadorias vindas de Porto Alegre e escoava a produção da colônia alemã, fazendo o transporte em lombo de burros por trilhas rudimentares. Após o casamento, deixou o ofício de ourives e iniciou sua atividade empresarial, em 1847, com o sogro, Franz Trein, numa casa comercial na cidade de São Leopoldo, RS. Ingressou como sócio na empresa, com o trabalho de caixeiro-viajante.
 
 
A. J. Renner com a família, em Torres, RS.
Com a inauguração da estrada de ferro, o transporte animal tornou-se obsoleto, mas A. J. Renner já havia percebido as necessidades dos colonos em matéria de vestuário. Em 1911 foi fundada no município de Caí uma empresa têxtil chamada Frederico Engel & Cia e o jovem A. J. Renner era um dos sócios da mesma. A empresa instalou-se inicialmente num galpão de madeira utilizado para pouso de tropeiros, e o capital investido foi pequeno para a época, 54 contos de réis. No primeiro ano não obteve bons resultados, consumindo o capital inicial e desanimando os investidores, A. J. Renner, tendo depositado ali suas esperanças e economias. Como a empresa enfrentou problemas logo de início, A. J. Renner propôs seu nome para a direção na reunião dos acionistas que decidiria o futuro da tecelagem. Surgia assim, em 02/02/1912, a A. J. Renner & Cia., indústria fabril instalada no bairro Navegantes. A. J. Renner conseguiu progresso rápido na sua fábrica porque criou um produto inédito e de grande utilidade: uma capa de chuva de qualidade muito superior às existentes no mercado. As chuvas que teve de enfrentar andando a cavalo, na época em que trabalhou como caixeiro viajante, o fizeram perceber a importância e a necessidade deste produto.
 
 
Anúncio das capas Renner
O grupo Renner atuava nos mais variados setores: indústria têxtil, de confecções, de tintas e vernizes, de feltro, curtume, de máquinas de costura, porcelanas e artefatos de cimento. Já em 1915, A. J. Renner implantou uma grande fábrica em Porto Alegre para atender aos numerosos pedidos do novo produto, capas de chuva das marcas Ideal, Oriental e Colonial. Além de produzir o tecido e confeccionar as capas, a empresa passou também a atuar no comércio, surgindo assim as Lojas Renner. As Lojas Renner tiveram seu primeiro ponto de venda inaugurado em 1922. Os primeiros tempos foram de muitas dificuldades de cunho técnico, como fios importados de baixa qualidade e equipamentos rudimentares, e também financeiras, devido ao pouco capital disponível. Entretanto, a restrição de importações durante a primeira guerra mundial representou um grande aumento de vendas, tendo a fábrica, nesse período, passado a trabalhar em três turnos para atender a demanda. No final da década de 1920, a empresa era a maior indústria de fiação e tecelagem do Rio Grande do Sul, passando a produzir, além das capas de lã, trajes para homens. Seu eslogan era "Roupas Renner: A Boa Roupa Ponto Por Ponto". A fabricação de ternos masculinos, até então, era praticamente monopolizada pelos alfaiates. Com a fabricação em escala industrial, a demanda por esse produto passou a ser prontamente atendida, além dos custos serem menores. Sua empresa ainda foi a responsável pela introdução da técnica da fiação penteada que permitia a produção de casemiras semelhantes, na qualidade, às casemiras inglesas. Em 1933 iniciou a fiação e tecelagem do linho, estendendo a sua produção para todo o território nacional. Introduziu um sistema vertical de produção, único no país, que compreendia desde a produção do linho e da lã até a confecção e comercialização da roupa. Envolveu-se com a organização dos sindicatos patronais, tendo sido presidente do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul. Foi eleito, em eleição indireta, deputado estadual representante classista dos empregados, em 1935. Depois de conflitos políticos, desiludido renunciou ao cargo em 20/04/1937. Também foi pioneiro na instituição de serviços para atender a seus funcionários e seus familiares: cooperativa de crédito, cooperativa de consumo, creche e atendimento à saúde. Participou como capitalista na fundação de outras empresas, tais como as Tintas Renner, com 30%, junto a sua irmã Olga e seus sobrinhos. E com outros sócios em outras empresas, surgindo assim um verdadeiro império industrial e comercial, formado por Lojas Renner, Tintas Renner, fábrica de tecidos, porcelanas, feltros, calçados e máquinas de costura.
 
 
O Grêmio Esportivo Renner foi fundado em 1931 por funcionários da firma.
Financiou durante muitos anos o programa informativo "Repórter Renner" na Rádio Guaíba de Porto Alegre e o Grêmio Esportivo Renner. Foi também fundador do primeiro Rotary Club em Porto Alegre, do Clube Leopoldina Juvenil e do Porto Alegre Country Club, onde praticava golfe todas as semanas. Em 1940, a empresa expandiu sua oferta de mercadorias e tornou-se uma loja de departamentos. Em 1965, foi constituída a companhia Lojas Renner S/A e, em 1967, ocorreu a sua abertura de capital.Nas suas empresas, A. J. Renner praticava uma avançada política de relações com os funcionários. Por iniciativa própria, ele diminuiu a jornada de trabalho para oito horas diárias e deu aos seus funcionários várias outras vantagens que as leis da época não exigiam. Ele influiu sobre Lindolfo Collor, ministro do trabalho de Getúlio Vargas, para que este criasse a moderna legislação trabalhista que levou os funcionários das demais empresas brasileiras a gozar dos mesmos direitos que os funcionários do Grupo Renner já usufruíam. O grande líder empresarial morreu em Porto Alegre, no dia 27/12/1966, aos 82 anos, e a empresa continuo sob o controle da família Renner. A. J. Renner foi pai de 6 filhos e avô de 14 netos, os quais continuaram a sua obra em empreendimentos nas mais diversas áreas da economia.
 
Lojas Renner
 
Até meados da década de 90, a Renner era um magazine que vendia de tudo. Após uma profunda reestruturação, a Renner transformou-se em uma loja de departamentos especializada em moda, focada principalmente no público feminino. Com essa guinada, ficou mais próxima de seus principais concorrentes: Riachuelo e C&A. Mas, enquanto a C&A se especializou em moda jovem, os produtos daRiachuelo eram pensados para donas de casa e mães de família, o foco da Rennerfoi a mulher moderna que trabalha. A partir de 1994, teve início um plano de expansão que foi conquistando vários estados do Brasil. Plenamente reestruturada, a Renner expandiu suas operações para os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e para o Distrito Federal, consolidando sua posição nesses mercados como uma loja de departamentos com mercadorias de qualidade a preços competitivos. O ano de 1997 marcou a entrada das Lojas Renner no estado de São Paulo com a aquisição das tradicionais e famosas Lojas Mappin e Mesbla. Em 1991, a companhia contava com oito lojas e, até novembro de 1998, já havia inaugurado 13 novas lojas. Em dezembro de 1998, a J. C. Penney Brazil Inc., subsidiária de uma das maiores redes de lojas de departamentos dos Estados Unidos, adquiriu o controle acionário da companhia, até então detido pela família Renner, bem como outras ações detidas por acionistas minoritários, data em que já tinha 21 lojas. Como subsidiária do grupo J. C. Penney Brazil Inc. a Renner obteve alguns benefícios operacionais, tais como o acesso a fornecedores internacionais, especialistas na escolha de pontos comerciais, bem como a procedimentos e controles internos diferenciados. Em 1999, as Lojas Renner expandiram-se para o Rio de Janeiro, inaugurando quatro lojas na capital, uma em Niterói e uma em Volta Redonda. Foram inauguradas lojas também em Belo Horizonte e em Brasília. A expansão da Renner também envolveu a abertura de novas lojas nos Estados de Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a partir do ano 2000.
 
No ano de 2005, a J. C. Penney Brazil Inc. colocou à venda suas ações na bolsa de valores, deixando de ter o controle acionário da empresa. O mercado considerou a operação bem sucedida: 850 investidores compraram ações daRenner. Ninguém deteve o controle da empresa, os dez maiores acionistas foram fundos estrangeiros. Um fundo europeu deteve 7,7% de participação e o maior fundo brasileiro deteve 3% das ações. Já em 2006, a Renner iniciou a segunda fase do plano de expansão e a rede passou a atuar nos estados de Pernambuco, Ceará e Bahia. Em 2007, entrou no mercado da Região Norte e ampliou sua presença no Nordeste. No ano passado, sua receita líquida em vendas foi de R$ 1,75 bilhões, a qual, comparada com os R$ 133,4 milhões obtidos em 1995, representa um crescimento de aproximadamente 1.200%. O Conselho de Administração da Renner, presidido por Francisco Gros e integrado por José Galló, que está à frente da companhia desde a década de 90, conta com a participação da consultora de moda Glória Kalil, bem como Egon Handel, José Luiz Osório de Almeida Filho e Miguel Krigsner, presidente de O Boticário. A Renner vem se diferenciando no segmento de varejo de moda por investir no conceito de lifestyle que veste homens, mulheres, adolescentes e crianças de acordo com o estilo de vida de cada um. O conceito levou à criação de marcas próprias como as Just Be, Blue Steel, Rip Coast, Get Over, Request, entre outras. Com isso, a rede vem conquistando a fidelidade dos seus novos clientes e reforçando a dos antigos. Atualizada com as tendências de mercado e preparada para oferecer o melhor da moda e dos estilos aos seus clientes, a Renner é hoje a terceira maior rede de varejo especializada em roupas no país, com mais de 101 lojas espalhadas pelos quatro cantos do Brasil.
Fonte: Wikipédia e Caso de Sucesso
  1. Enviado por billy brasil em 02/02/2014
  2. Reeditado em 13/04/2015
  3. Código do texto: T4675545 
  4. Classificação de conteúdo: seguro

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

5428 - Projeto de restauro do prédio do antigo presídio é apresentado à comunidade caiense

Inicialmente um estabelecimento comercial, o prédio erguido em 1886
foi também agência bancária, quartel da Brigada e serviu até como presídio





A comunidade de São Sebastião do Caí conhece hoje, dia 15, às 19 horas, no Centro de Cultura, o projeto que pretende recuperar a antiga sede do Banco Pelotense, onde até meado dos anos 1980 funcionou o antigo presídio da cidade. A apresentação terá presença do secretário estadual da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Victor Hugo Alves da Silva, e do diretor de Fomento da secretaria, Rafael Balle, e será feita pelos técnicos da empresa Escaiola Arquitetura Rara, que obteve junto o governo do Estado recursos pra custear o projeto final.
O projeto concluído foi apresentado na segunda quinzena de setembro em reunião com o Instituto do Patrimônio Histórico do Estado (Iphae) e Secretaria Estadual da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, ocorrida em Porto Alegre. A proposta é viabilizar a criação de um amplo espaço para atividades culturais, batizado de Banco de Talentos do Caí. Estão previstas reconstrução e transformação do local, hoje em ruínas, em uma nova opção para oficinas e manifestações culturais. “Vale destacar que o projeto foi aprovado e totalmente pago pelo Estado. Agora cabe ao município e o governo estadual buscar os recursos par sua execução”, destaca a coordenadora de Cultura da prefeitura, Ingrid Borchhardt.
O antigo presídio fica localizado na esquina das ruas Tiradentes com General Câmara, bairro Navegantes. Foi construído em 1886 e hoje é a única sede com paredes ainda em pé a ter sediado uma agência do extinto Banco Pelotense, entidade que marcou época no desenvolvimento do interior do Estado até a primeira metade do século 20. Devido ao fato de estar ao lado do Centro Integrado Navegantes e próximo da Escola Municipal Alencastro Guimarães, a estrutura após restauro deverá ser usada para atividades culturais e com estudantes da comunidade local, por isso a criação do Banco de Talentos do Caí.

Matéria de Ricardo Marques publicada no site da Prefeitura de São Sebastião do Caí

domingo, 14 de outubro de 2018

5427 - Quem contribuiu para a construção da primeira igreja luterana de Montenegro

Luteranos montenegrinos construiram uma pequena
capela logo no inícioda formação da cidade

Primeiro templo evangélico em Ieclb Montenegro 
Contribuições dos membros da Comunidade: 
Peter Boos - Reis 40:000,
Aug.[?] Dhein - Rs. 10:000,
Fr. Scfhreiner - Rs. 10:000.
P. Gerhardt - Rs. 32:180, 
Ed. Amberger Rs. 10:000,
Phil. Bender Rs. 25:000,
Georg Krug Rs. 25:000, 
João Heller Rs. 20:000, 
H[einrich] Kettermann Rs. 20:000,
H. Streb Rs. 40:000, 
Phil Koetz Rs. 50:000, 
Georg Krug Rs. 25:000, 
C. Müller Rs. 10:000, 
P. Müller Rs. 10:000, 
W. Schuler Rs. 50:000, 
Carlos Hosking[?] Rs. 50:000, 
C. Matzenbacher Rs. 15:000, 
P. Schreiner Rs. 25:000, 
H. Mumbach Rs. 20:000, 
P. Gerhardt Rs. 18:000,
João Heller Rs. 20.000,
H. Kauer Rs. 20:000, 
Georg Gerhardt Rs. 20:000, 
Jacob Trein Rs. 20:000, 
Georg Gerhardt Rs. 40:000, 
W. Schuler Rs. 50:000, 
C.[?] Koetz Rs. 50:000, 
H. Kauer Rs. 40:000, 
Phil. Kettermann Rs. 40:000,
P. Boos Rs. 40:000,
P. Wolf Rs. 10:000, 
J. P. Dahmer Rs. 20:000, 
J. P. Dahmer Rs. 20:000, 
H. Kettermann Rs. 20:000, 
Köhler[?] Rs. 8:000,
Adam Wolf Rs. 10:000,
C. Engers Rs. 40:000, 
P. Hoffmann Rs. 32:000, 
Phil. Diefenthäler Rs. 10:000,
Gottlieb Matte Rs. 9:000,
Scherer Rs. 12:000, 
H. Jung Rs. 10:000, 
Ad. Schwartz 5:500, 
G. Gerhardt Rs. 22:000,
Phil. Diefenthäler Rs. 50:000
Pesquisa: Eduardo Kauer


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