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terça-feira, 29 de novembro de 2016

5212 - Morte na travessia do rio Caí

A imagem pode conter: atividades ao ar livre
A



















Antes das barcas e das pontes muitas mortes aconteceram nas travessias, a cavalo, do rio Caí
Herrmann Rudolf Wendroth: Perda do cavalo e da bagagem na travessia do Rio Caí. Perigoso por suas águas traiçoeiras o rio Caí ceifou muitas vidas ao longo dos tempos.
Antes das barcas e das pontes, muitas pessoas morreram nas travessias do rio Caí em lombo de cavalo
O primeiro imigrante alemão que chegou a Montenegro ficou por aqui. Morreu na travessia do rio a 21 de dezembro de 1831. Nesse ano de 2016 completam-se 185 anos da chegada a Montenegro.
Seu nome Johann Philipp Dauber de Alterglahn do Distrito de Kusel no Pfalz. Hoje a localidade está no estado alemão do Rheiland-Pfalz. Sepultado pelos companheiros de viagem às margens do Caí na travessia para Montenegro.
Vinham possivelmente para prestar serviços aos luso-brasileiros donos de estâncias em terras montenegrinas. O que era comum enquanto esperavam a demarcação de suas terras. Trabalhavam como alambradores e peões para trabalhos sazonais.
No retorno a São Leopoldo relataram o fato para o pastor Ehlers que fez o registro abaixo. Na falta de uma ilustração melhor usamos essa de Wendroth que passou pela mesma dificuldade cerca de 21 anos depois.
21/12/1831 Johann Philipp Dauber, de Altenglahn, junto a Kusel, evangélico, marceneiro, filho legítimo de Georg Dauber e Philippine Feller, +21/12/1831 às 9:00 da manhã, afogado, em Monte Negro, com 24 anos, logo sepultado no lugar do óbito. Nº 2/1832
Texto de Eduardo Kauer divulgado no seu Facebook

5211 - Como surgiu o Grêmio Gaúcho



Um dos três principais clubes sociais de Montenegro é o Grêmio Gaúcho. O texto a seguie mostra como surgiu o primeiro Grêmio Gaúcho, em Porto Alegre e como esse tipo de agremiação se espalhou pelo estado no final do século XIX.
Desde então vários clubes sociais e esportivos foram criados no estado por pessoas de descendência germânica e havia uma certa segregação, ficando as pessoas de origem lusa um tanto excluídas nesses clubes.
Ao que parece o movimento pela criação de grêmios gaúchos foi uma reação das comunidades lusas, criando clubes com participação predominante de pessoas de origem lusa. 
A matéria a seguir explica como começou o movimento que levou á criação de vários clubes sociais com o nome de Grêmio Gaúcho nas principais cidades do estado..


A matéria a seguir explica como começou o movimento que levou á criação de vários clubes sociais com o nome de Grêmio Gaúcho nas principais cidades do estado.

22 de maio - fundação do Grêmio Gáucho, primeira entidade tradicionalista do RS

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Criado em Terça, 22 Maio 2012 Última atualização em Terça, 22 Maio 2012Escrito por Cel Araujo
No dia 22 de maio de 1898, em uma discreta reunião campestre de domingo, em algum ponto da Estrada da Cavalhada, ao sul de Porto Alegre, foi fundado o Grêmio Gaúcho, primeira entidade destinada ao estudo e ao culto das tradições do Rio Grande do Sul. No domingo seguinte, outra reunião estabeleceu os estatutos e elegeu a primeira diretoria.
Localizado no bairro Medianeira, tinha como objetivo principal exaltar antigas tradições gaúchas, bem como ser um instrumento de reação a uma crise social que os associados pressentiam no final do século XIX.
Foi essa a primeira iniciativa de organização social, como um clube, para resgatar e preservar aspectos importantes da cultura gauchesca, tornando-se o precursor do Movimento Tradicionalista Gaúcho.
Maj João Cezimbra JacquesO clube foi inicialmente presidido pelo seu idealizador, o então Capitão de Cavalaria e Instrutor da Escola Militar do Rio Grande do Sul João Cezimbra Jacques, sendo formado com outros vinte sócios, seis deles alunos ou colegas da Escola Militar.
Assinaram seus estatutos: capitão João Cezimbra Jacques; Lúcio Cidade; Armando Salgado; José Obino; alferes Eulálio Franco Ribeiro; alferes Abrelino da Costa Godinho; alferes Hermes Borges de Andrade; alferes Timóteo do Amaral Oistrech; alferes Olímpio Antônio dos Santos Rosa; Emílio Castilhos; Lino Jacques; major Marcos Alves Pereira Salgado; Izolino Leal; Armando Assis; Domingos Macedo; Antônio M. Teixeira; Pedro Alexandrino de Borba; Estácio José Pacheco; Adolfo de Albuquerque Belo; Ildefonso Soares Pinto; Otaviano Manuel de Oliveira; Firmino Soares de Oliveira Neto. Outros presidentes dos primeiros anos foram o major Tomás Joaquim Teixeira, oficial do exército leal a Júlio de Castilhos e o tenente-coronel Francelino Cordeiro, oficial da Brigada Militar.
Major João Cezimbra Jacques, por ter idealizado e fundado a primeira entidade destinada ao estudo e ao culto das tradições rio-grandenses, foi consagrado como Patrono do Tradicionalismo Gaúcho em 1959.
Cezimbra Jacques, autor de dezesseis livros que variaram entre a etnografia, antropologia, política e lingüística, produziu, ainda em 1883, a obra “Ensaio sobre os Costumes do Rio Grande do Sul”, estudo pioneiro sobre o assunto e base fundamental para aqueles que se dedicam a hoje estudar e pesquisar a etnografia gaúcha. É com orgulho, pois, que o Casarão da Várzea reivindica ser o berço do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Para continuar o culto às tradições gaúchas e honrar a memória do Maj. João Cezimbra Jacques, em 1985, sob a inspiração do então Capitão e tradicionalista Ivo Benfatto, foi fundado o CTG Potreiro da Várzea.
O prédio do antigo Grêmio Gaúcho, situado na Av. Carlos Barbosa, nº 1525, encontra-se hoje completamente abandonado e  degradado. O "templo" que viu nascer o Movimento Tradicionalista Gaúcho é atualmente habitado por ratos e baratas, sendo quase desconhecido pelos gaúchos e gaúchas de todas as querências.

Matéria publicada no site do Colégio Militar de Porto Alegre em 22 de maio de 2012


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

5210 - Panorâmica do Caí no final da década de 1950



No  final da década de 1950, o Caí não tinha nenhum edifício moderno. O máximo que havia eram sobrados, como o prédio da prefeitura. O prédio mais alto da cidade era o do antigo presídio, na rua Tiradentes, com dois pavimentos acima do térreo.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

5209 - Chico Bergmann: um campeão do tênis

Chico Bergmann (o primeiro à direita) foi um dos maiores tenistas do Vale



Fato incomum, assim como aconteceu com o poeta Mário Quintana, que alcançou o reconhecimento e a glória com mais de 60 anos, ocorreu também com o caiense Omar (Chico, Picapau) Bergmann no esporte.
Nascido a 6 de outubro de 1919 em Porto Pereira, filho de João Alfredo (Que deu seu nome à rua que margeia o Rio Caí) e Amanda Ferle Bergmann, mudou-se para São Sebastião do Caí, aos dois anos de idade, juntamente com os pais e irmãos. Vieram para o Caí em função da sociedade dividida com Roberto Leão, na empresa de navegação União Fluvial do Caí, a mais importante da época em todo o Rio Grande do Sul.
Criado numa época em que o rio constituía-se na maior atração para os jovens da cidade, teve em Jaime Blauth, Martim Müller, Mauro Michaelsen, Carlos Henrique Oderich, Omar Feih, Remo e Atílio Rubenich alguns de seus, inesquecíveis piqueniques, passeios e pescarias nas nossas aprazíveis cachoeiras. Após concluir o primário na Escola Evangélica (Duque de Caxias - hoje Escola Normal), ingressou no Instituto Pré-Teológico em São Leopoldo para satisfazer o sonho dos pais que queriam vê-lo como pastor. A queda pelo esporte herdou de João Alfredo, inveterado jogador de bolão, integrante do famoso grupo Não Pode da Sociedade Ginástica, hoje Clube Aliança. Sua irmã Anita alcançou também o título de campeã estadual em Ginástica Olímpica.
Mas, o seu primeiro contato com o tênis aconteceu em 1933 aos 14 anos. Realizava-se naquele ano, na antiga sede do Caí Tênis Clube (no quarteirão em frente às conservas Oderich) um torneio do qual participavam os melhores tenistas da cidade: Carlito Adams, Osvino Müller, Bruno Hogroefe e Ernesto Mohn.
Não queriam que ele participasse, mas insistiu e acabou vencendo de forma sensacional. Naquele momento ele sentiu que seu esporte era o tênis e não o futebol, que também praticava. Assim iniciou a trajetória brilhante que prossegue até os dias de hoje.
Suas principais conquistas foram: vice-campeão da Copa Eberle em 1939. Campeão estadual em duplas 1943, junto com Mauro Michaelsen. Este campeonato foi disputado em Caxias do Sul, onde o Picapau permaneceu e casou com Leonice Müller, tendo com ela os filhos João Alfredo e Dulce Maria. Em 1948 ingressou na equipe das Organizações A. J. Renner, da qual fizeram parte Ari Acholler e Nelson Melin, e eles venceram o campeonato estadual e brasileiro por equipes. Venceu em 1956 e 1967 o campeonato estadual. Em 1953 venceu no Uruguai o campeão nacional-Kruel. Após esta fase, chegou na categoria de veteranos e obteve os títulos mais expressivos: campeão sul americano em Buenos Aires e mundial em Boden-Boden, na Alemanha, em simples e dupla com Derni Queiroz. Depois, disputou a Copa Britânica na Áustria e na Suíça, onde venceu na modalidade de simples. Neste ano, obteve novamente os títulos de campeão gaúcho, brasileiro e sul-americano. Todos os seus troféus estão expostos na Galeria Omar Bergmann no Country Tênis Clube.
Neste sábado, durante o “Jantar à luz de Velas” do Country, será comemorado o aniversário do tenista (67 anos). Nesta homenagem os vencedores do torneio “Omar Bergmann” também receberão os seus troféus. 

Matéria republicada na coluna Fato Novo 30 anos atrás, do jornal Fato novo





                                                                     

5208 - Roque Schmitz: morre o construtor de cidades

Roque Schmitz, com os seus loteamentos, ajudou a moldar as cidades do Vale do Caí

Na manhã da última sexta-feira, Bom Princípio recebeu, consternada, a notícia do falecimento de um dos seus filhos mais importantes: Aloísio Roque Schmitz. No momento da sua morte - causada por um infarto fulminante - ele trabalhava, tranquilamente, no seu escritório. Morreu da mesma forma que viveu: em paz.

O enterro, no sábado, atraiu uma multidão, que lhe prestou merecida homenagem. Roque foi um dos maiores principienses e a sua importância não ficou limitada apenas ao seu município. Ele teve influência fundamental para o desenvolvimento de várias das principais cidades do Vale do Caí.

Roque Schmitz, como era mais conhecido, nasceu numa família de agricultores residentes em Bom Princípio, no dia 14 de julho de 1934. Seus pais foram Fridolino e Hilda Schmitz.

Quando era ainda menino, Roque estudou no colégio dos irmãos maristas, em Bom Princípio. Mas não teve condições de continuar os seus estudos imediatamente, pois precisou trabalhar cedo para ajudar no sustento da família. Ele casou com Maria Therezinha Persch e o casal teve cinco filhos: Maria de Nazaré, Luis Afonso, João Paulo, Ana Maria e Maria Fidelis. Esta última falecida num acidente automobilístico, quando tinha apenas 15 anos de idade.

Aos 42 anos, Roque voltou a estudar e formou-se engenheiro mecânico na UNISINOS, fazendo ainda um curso de pós-graduação em ecologia humana.

Nos anos de 1979 a 1982, ele foi secretário de obras em São Sebastião do Cai, município que, na época, incluía Bom Princípio, São Vendelino, São José do Hortêncio e Capela de Santana.

Na primeira eleição ocorrida em Bom Princípio, no ano de 1982, Roque foi candidato a prefeito, mas foi derrotado por Hilário Junges.

Depois disso, ele ainda atuou como secretário de obras na prefeitura de Bom Princípio, (no governo de César Baumgratz); na de Feliz, com o prefeito Clóvis Assmann, e em São Vendelino, com Leonardo Willrich.
CONSTRUTOR DE CIDADES
Mas a maior contribuição dada por Roque Schmitz à região foi a implantação de notáveis loteamentos. Todos concebidos de forma planejada e ordeira. O que ajudou algumas das principais cidades da região a ter um desenvolvimento harmônico e sustentável.

O primeiro deles, nos anos de 1979 a 1980, foi o Loteamento Schmitz, realizado em terras da sua família, junto ao centro da atual cidade de Bom Princípio.

Nos anos de 1983 a 1984, Roque teve a ousadia de implantar um enorme loteamento, com 18 hectares, em terras situadas do outro lado a antiga RS-122. Na época, a rodovia era extremamente movimentada e perigosa e se constituía numa barreira. Não parecia bom morar do outro lado da faixa. Mas o loteamento foi um sucesso e outros foram implantados pela empresa de Roque (a Imobiliária Schmitz) naquele setor da cidade: o Recanto Verde e o Paraíso do Vale.

Também em Bom Princípio, a Imobiliária Schmitz implantou o loteamentos John, em Santa Terezinha e o do Morro Tico-tico. Ainda em Santa Terezinha, foram criados os loteamentos Barle e Persch. Atualmente, a imobiliária está implantando mais um loteamento, o Auroro, em Bom Princípio.

A pequena vila de Bom Princípio, da década de 1970, transformou-se numa cidade. E esse crescimento, que poderia ter ocorrido de forma desordenada, como costumava acontecer naquela época, ocorreu de forma planejada. E isso ocorreu graças à visão privilegiada do engenheiro/ecologista Roque Schmitz.

 Expandindo os negócios
Já seria muito, se fosse apenas essa a obra de Roque Schmitz. Mas o seu trabalho não ficou limitado ao seu município.

Na cidade de Feliz, a Schmitz fez um dos seus mais ousados empreendimentos: o loteamento Colina, no bairro Matiel, com área de 28 hectares. Não muito menos do que o tamanho da cidade naquela época. Ainda na Feliz, foi implantado o loteamento Encosta da Serra, na localidade de Arroio Feliz.

No Vale Real, Roque implantou os loteamentos Zimmer e Morada do Vale.

A empresa de Roque também teve participação fundamental na expansão urbana de São Sebastião do Caí. Já em 1988, foi implantado o Loteamento Laux, numa época em que a cidade ainda era repartida em lado de lá e de cá da faixa (o traçado antigo da RS-122, na qual os veículos transitavam entre a Serra e a Grande Porto Alegre.

Ainda no Caí, a Schmitz implantou os loteamentos Morada do Vale, Rio da Mata e Angico, tendo mais dois em projeto.

No Pareci Novo, foram criados os loteamentos Colina das Flores e Jardim Ipê. Mais recentemente, a empresa expandiu seus negócios até Montenegro, onde impantou os loteamentos Mão de Pilão e Mão de Pilão 2.

O fato de haver realizado tanto não impediu Roque de se dedicar a atividades públicas, como o canto coral, e particulares, como o cultivo de flores e jardins. Era extremamente cordial, mesmo que pouco falante. Falando de forma amena e ouvindo com atenção, transmitia a todos o seu espírito positivo e fraterno.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

5207 - O último pároco jesuíta no Vale do Cai

Padre Hugo foi o último pároco jesuíta no Vale do Cai

O padre Hugo José Mentges está prestes a se despedir da Paróquia Três Santos Mártires das Missões, que vem conduzindo desde janeiro de 2011. Contudo, antes de deixar Salvador do Sul, o religioso será homenageado pela Câmara de Vereadores com o título de Cidadão Salvadorense.

O reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo pároco no município ocorrerá nesta segunda-feira, às 19h, em sessão solene, na Assemssul, já que o legislativo está em recesso. O ato será aberto à comunidade e deverá receber também familiares do padre e amigos de outras paróquias por onde já passou.

Natural de Cerro Largo, o padre Hugo Mentges tem 64 anos de idade. Fez seus estudos primários na Escola Dom Pedro II, na Linha Santo Antônio, Cerro Largo, e os estudos secundários no Colégio Medianeira, dos Irmãos Lassalistas, na mesma cidade. Até completar 25 anos, trabalhou com seus pais na agricultura.

Em 1977, ingressou no Noviciado dos Jesuítas, em Porto Alegre. Após dois anos, fez sua consagração religiosa. Cursou Filosofia na Unisinos e, posteriormente, Teologia, no Centro de Estudos Superiores dos Jesuítas, em Belo Horizonte.

Em 4 de janeiro de 1986, foi ordenado sacerdote jesuíta e foi designado como vigário paroquial em Missal, no Paraná. No ano seguinte, assumiu o Santuário Nossa Senhora da Medianeira, em Santa Maria. 

De 1888 a 1991, cursou Cooperativismo na Philips Universität Marburg, na Alemanha. Em dezembro de 1992, iniciou seus trabalhos pastorais em Nova Petrópolis, onde ficou por 12 anos, acumulando ainda a Paróquia São Lourenço Mártir, da Linha Imperial, Berço Nacional do Cooperativismo. Antes de chegar a Salvador do Sul, foi empossado como reitor do Santuário Sagrado Coração de Jesus, onde está o túmulo do Padre Reus, em São Leopoldo, em 2005. 

O padre Hugo Mentges fará sua missa de despedida da cidade no dia 1º de agosto, às 19h, Igreja Matriz Três Santos Mártires das Missões. O novo pároco salvadorense será o padre Pedro José Ritter. Natural de Poço das Antas, entre 2006 e 2014, foi pároco da Paróquia Nossa Senhora da Purificação, de Bom Princípio, tendo sido, posteriormente, nomeado coordenador diocesano de Pastoral da Diocese, atividade que também continuará exercendo.
Matéria de Cleo Meurer publicada no Jornal Fato Novo

domingo, 26 de junho de 2016

5206 - Carvão: riqueza do Vale do Caí sediada em Brochier

O carvão vegetal é importante riqueza do município de Brochier

Em 1994 a família Musskopf começou a primeira linha de produção de carvão vegetal. Em quatro anos já adquiria o primeiro caminhão para entregas. O crescimento da empresa levou, em 2003, à abertura de mais uma linha de produção. Em 2005 é adquirida a marca ‘Carvão Ivoti’, reconhecida pela qualidade e 53 anos de história. Atualmente, a área construída ocupa 10 mil m² em Pinheiro Machado, interior de Brochier. É a maior produtora de carvão vegetal do estado e uma das maiores do País. A frota já conta com 17 veículos. Os 40 funcionários produzem atualmente 120 toneladas semanalmente, mas a indústria tem capacidade para produzir até 200 toneladas, demanda alcançada durante o verão, época de maior consumo do produto. Até lá, a produção excedente é guardada em modernos pavilhões. Toda a produção é feita dentro de todas as normas e legislações. Mas a dimensão da empresa não deixa de lado a condição de negócio familiar, sendo conduzida por Waldair Musskopf, a esposa e dois filhos. A empresa ainda favorece cerca de 200 famílias do Vale do Caí, que produzem carvão e vendem para a Ivoti. Um exemplo de empreendedorismo e adequação às leis, num mercado que gera milhares de empregos no país, mas que ainda carece de legislação mais justa e mais investimento governamental.


Economia crescente
Brochier detém o título de Capital do Carvão Vegetal. E não é a toa. Além da Carvão Ivoti, maior produtora do Estado, o município conta com mais de 30 empresas dedicadas ao produto. “Estimamos que trinta por cento de nossa economia gire em torno da produção de carvão vegetal”, observa o prefeito em exercício, Fabio Wendt. Ele participou na última quinta-feira, dia 23, do 2º Seminário Estadual sobre Produção Sustentável de Carvão Vegetal, realizado na cidade. O evento, que reuniu grande público na Comunidade Evangélica, tratou principalmente dos detalhes relativos à resolução nº 315/2016 do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), que determina novas regras para a produção de carvão.

O assistente técnico regional na área de Carvão Vegetal da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Fábio Encarnação, explica que a produção de carvão se tornou muito dinâmica nos últimos anos, apresentando alto índice de crescimento, tornando-se assim uma alternativa de renda para quem trabalha com a madeira como matéria prima, inclusive para os agricultores familiares. “Nesse sentido, debater o tema passa a ser fundamental”, analisa. Da mesma forma, de acordo com a avaliação do agrônomo, é importante estar atento às recentes pesquisas realizadas sobre o tema, bem como sobre as novas resoluções e tecnologias que invariavelmente representarão avanços na área.


Tecnologias
Fabio Wendt aponta para a necessidade de uma legislação mais justa para normatizar o setor produtivo de carvão vegetal. 

“Entendemos a necessidade de se proteger o meio ambiente, mas não podemos simplesmente tirar o pão da mesa do produtor”, comenta. Segundo ele, é necessário que as tecnologias avancem na direção de melhorar a qualidade de vida do agricultor. “O colono não é um criminoso”.

Uma das formas de melhorar a renda seria a produção do extrato pirolenhoso. O produto é resultante da condensação da fumaça gerada na queima da madeira e, em especial, durante a produção de carvão vegetal. “Com uma tecnologia adequada, nosso produtor vai agregar mais valor à sua produção”, ressalta, pedindo mais atenção dos setores de pesquisa dos governos e universidades para o assunto. O uso do composto como conservante em cosméticos e alimentos aumentaria muito o valor agregado do carvão vegetal.

Para Cleiton Musskopf, a adequação da empresa às novas legislações não atrapalharam o crescimento. “Nosso cliente também nos exige que estejamos de acordo com as normas ambientais, leis trabalhistas e comerciais. E estamos sempre nos adequando. Isto, no final, se torna muito mais vantajoso do que se estivéssemos à margem da lei”, sustenta.


EmpreendedorismoCleiton Musskopf, 24 anos, é um dos filhos de Aldair, e praticamente se criou ao lado dos fornos de carvão. Formado em ciências contábeis, ajuda na administração da empresa, e fala com entusiasmo do perfil empreendedor do pai. “Desde o início, todo dinheiro que sobrava, ele construía alguma coisa, e continua assim”, relata, mostrando a obra que vai abrigar os novos escritórios e uma residência. Além disso, nos modernos galpões está a grande ‘poupança’ dos Musskopf: a produção excedente, aguardando a demanda de alto verão.

Outro assunto que orgulha Cleiton é o relacionamento da empresa com pequenos produtores. “Antes as famílias produziam carvão como atividade secundária, agora isto se inverteu. Nós temos cerca de 200 famílias, de Brochier e outras cidades da região, que produzem e nos vendem. Pagamos à vista. E sabemos que, se não fizermos assim, eles não terão o pão para colocar na mesa”. É destes pequenos produtores que vem a maior parte do carvão vendido pela Ivoti. 

Nos fornos próprios são produzidos cerca de 40% da demanda
.

Matéria de J B Cardoso para o jornal Fato Novo

sábado, 18 de junho de 2016

5205 - Nenê Souza, vereador, comerciante a acacicultor do bairro Conceição



Nenê Souza: o primeiro vereador do Vale da Conceição

O saudoso João Inácio de Souza Filho, carinhosamente chamado Nenê Souza, foi o primeiro vereador do Vale da Conceição, na 2ª Legislatura de São Sebastião do Caí, anos de 1952 até 1955. Neste período ser vereador era uma  honra poder representar sua comunidade do Parlamento Caiense, sem receber vencimentos. Cada vereador tinha sua atividade profissional, não necessitando destes vencimentos para completar sua renda.
Nenê Souza era comerciante e agricultor. Era plantador de mato de acácia. E, juntamente com a sua saudosa esposa Cenilda Hoff de Souza, administravam a Comercial Nenê Souza, que vendia alimentos e tecidos.
Nenê Souza nasceu dia 21 de maio de 1910 e faleceu em 7 de junho de 1970, de um taque cardíaco, assistindo o jogo Brasil e Inglaterra, que o Brasil venceu por 1x0. Foi transferido da sua residência, avenida Nelson Hoff, 1355, bairro Conceição, até o Hospital Sagrada Família, em São Sebastião do Caí, e atendido pelo saudoso médico, Dr. Bruno Cassel, mas não resistiu e veio a falecer. Deixou enlutados sua esposa Cenilda Hoff de Souza, que nasceu dia 12 de julho de 1912 e veio a falecer dia 29 de novembro de 1998, seu filho, o engenheiro civil, Dr. Percival Inácio de Souza e sua esposa Maria Alba Fortini. Também enlutados sua filha, a professora Jeanette Conceição de Souza Trein e seu genro, o ex-empresário  Édio Otto Trein. Netos: engenheiro civil   Júlio Fortini de Souza e a dentista Ana Lúcia Fortini de Souza Duvelius, a professora estadual de portugues Magale Jeanette Trein Nienov e o advogado de assuntos previdenciários Giovane Édio Trein.
O atual projeto da avenida Nelson Hoff foi elaborado pelo seu filho, o engenheiro civil, Dr. Percival Inácio de Souza e a pavimentação asfaltica foi executada na gestão do Prefeito Gerson Veit, juntamente com a rua Nenê Souza, esta dando acesso a rua da Escola Estadual Thomé Antônio de Azevedo.(Por Édio Otto Trein).

Foto Nenê Souza recebendo o diploma de Vereador caiense. 

Foto e texto do acervo de Édio Trein

5204 - 70 anos do Grêmio Esportivo Riachuelo

Equipe do Grêmio Esportivo Riachuelo, campeã caiense de 1957










O pesquisador Irani Loesch fez esse notável trabalho de pesquisa, salientando as grandes conquistas do Esporte Clube Riachuelo na sua longa trajetória, uma  das mais vitoriosas agremiações esportivas caienses.

O GRÊMIO ESPORTIVO RIACHUELO foi fundado em 11 de Junho de 1946 por  João Soares da Silva (Pai João) e  Donato Lali Bohn e começou sua atividade esportiva jogando num cedido pela prefeitura, que era localizado no quarteirão cercado pelas  ruas Oderich, 7 de Setembro, Ceoronal Guimarães e 1º de Maio.
Era o campo do Grêmio Esportivo Municipal, time formado por funcionários da prefeitura, mas cedido, também para outros clubes da cidade. A área foi, depois, loteada e hoje está ocupada por casas e apartamentos.
A atual sede social e praça de esportes, denominada estádio João Soares da Silva (o ¨Pai João¨) era também conhecido pelos seus torcedores como Alçapão da Vila. Ela foi inaugurada no ano de 1968, no mesmo endereço de hoje: Avenida Osvaldo Aranha, Nº 20 no Bairro Vila Rica. A Equipe é conhecida como ¨Piriquita¨ e suas cores são o Verde e Branco. O Riachuelo é uma continuação do extinto Sport Clube Rio Grandense, clube existente na década de 1940.

O MAIS VITORIOSO
A tragetória do Riachuelo é muito exitosa. Desde a metade da década de 1950, foi a equipe que mais vezes levantou a taça da campeã caiense, vencendo dez vezes o Campeonato Caiense:
1954 – 1º Título – Campeão da Cidade, vencendo o E. C. Guarany
1958 e 1959 – Campeão da Cidade, vencendo o E. C. Guarany
1964 – Campeão Invicto da cidade, com o Treinador Carlitão
1969, 1971 e 1973, Campeão da Cidade vencendo o E. C. Guarany
com o Treinador João Birula nos dois primeiros Títulos.
1975, 1976 e 1977 – Tri-Campeão da Cidade.
Nesta fase, o Riachuelo totalizou 18 títulos de CAMPEÃO MUNICIPAL
No ano de 1979 foi fundada a Liga Caiense de Futebol Varzeano, tendo Egon Scchneck como seu primeiro presidente.  Entidade que foi sucedida pela  LICAF (Liga Caiense de Futebo) – L.C.F. / C. M. D. / S.D.C.D. / S.M.E.C.D. e Prefeitura Municipal.
Nesse período, o Riachuelo passou a dominar os Campeonatos Municipais, alcançando o inédito hexa Campeonato, nos anos 1984, 85, 86, 87, 88, em 89. Nesse último ano, o campeonato iniciou com seis equipes e ficou inacabado ainda na fase inicial/classificatória por falta de organização geral.
Nos anos de 90 e 91 não houve Campeonato Municipal e em 1992, o G. E. Riachuelo conquista seu sexto título em sequência, tornando-se HEXA CAMPEÃO MUNICIPAL, vencendo o E. C. Rio Branco nas duas partidas finais por 2 X 1.
Em 2002 e 2005 o Riachuelo conquista seus dois últimos Títulos Municipais na Categoria Titulares ou Força Livre.
Foi Vice Campeão Municipal de Titulares nos anos de 1993 e 2000.
Resumindo, o  G. E. RIACHUELO tem oito Títulos denominados de CAMPEÃO MUNICIPAL de SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ e nos eventos das ligas, totalizando 18 títulos conquistados.
 Contando desde o ano da sua fundação, o Riachuelo foi o clube caiense com maior número de títulos de times titulares ou força livre.

TAÇA DOS CAMPEÕES DO VALE DO CAÍ

Patrocinadores: SESI / EVENTU´S PROMOÇÕES e P. M. / S.M.C.E.
1993 – Declarados CAMPEÕES da 1ª TAÇA disputada, as Equipes do G. E. RIACHUELO – S. S. do CAÍ e o E. C. ALIANÇA do VALE REAL que estavam empatados no escore em 1 a 1 e por confusões, brigas entre atletas, arbitragem e torcedores, o jogo não foi finalizado e ambas as equipes foram consideradas CAMPEÃS, após Julgamento dos incidentes do jogo pelo Tribunal.

OUTRAS CONQUISTAS dos TITULARES:

1972 – Campeão da Taça Sesquicentenário da Independência.
1977 – Vice Campeão Estadual de Amadores, na Cidade de Ibirubá/RS.
1977 – Campeão Regional
1989 – Campeão do Torneio Início do Campeonato Municipal
1992 – No mês de Maio foi disputado no clássico RI-GUA, o Troféu 117 Anos do Caí, sendo vencedor o RIACHUELO, que venceu o GUARANI por 2 X 1 em homenagem ao falecido atleta MAURO COELHO.
1994 – Vice Campeão nos Titulares da Taça 119 Anos de São Sebastião do Caí / Troféu XII Festa Bergamota / Copa dos Campeões.
2002 – Vence a 1ª Copa UCS de Futebol de Campo na inauguração do campo de Futebol do Núcleo Vale do Caí da Universidade Caxias do Sul.

PRINCIPAIS TÍTULOS e CONQUISTAS dos ASPIRANTES:

1984 – Campeão Municipal de Aspirantes
1986 – Campeão Municipal Invicto de Aspirantes
1994 – Vice Campeão nos Aspirantes da Taça 119 Anos de São Sebastião do Caí / Troféu XII Festa Bergamota / Copa dos Campeões.
1995 – Campeão Municipal Invicto de Aspirantes
1997 – Vice Campeão do 1º Torneio / Taça Aberto Cidade do Caí / LICAF / CMD
2002 – Campeão Municipal de Aspirantes
Foi Vice Campeão Municipal de Aspirantes nos anos: 1987, 2010 e 2013

Texto e fotos do acervo de Irani Rudolfo Loesch

quinta-feira, 12 de maio de 2016

5203 - Irmã Maria Thereza Flores Herbert

segunda-feira, 2 de maio de 2016

5202 - Fundação do Corpo de Bombeiros Voluntários de São Sebastião do Caí

O prefeito Gerson Veit foi o responsável pela criação do Corpo de Bombeiros Voluntários de São Sebastião do Caí
Na solenidade de fundação da corporação estavam presentes,
na foto, da esquerda para a direita: vereador Erico Meireles (Guinho), ....,
Uve Herholz, Iguatemi Lúcio Moreira, Frederico Guilherme Zorzan,
Jair Foscarini II, promotor Sérgio Antônio Bins, ..., Gerson Veit, Selson Alves 

e padre Aloísio Steffen.



O Corpo de Bombeiros Voluntários de São sebastião do Caí foi criado oficialmente a Sociedade Civil Corpo de Bombeiros Voluntários de São Sebastião do Caí, que é a mantenedora do Corpo de Voluntários de São Sebastião do Caí. A instalação da unidade, com a sua efetiva entrada em operação, ocorreu no dia 1º de maio de 1996.
Em cerimônia liderada pelo então prefeito Gerson Veit, foi dado início às atividades do Corpo de Bombeiros Voluntários de São Sebastião do Cai, que veio a constituir numa das unidades de bombeiros melhor instaladas, treinadas e equipadas do estado.
A unidade começou a funcionar com um caminhão de bombeiros doado pela  Alemanha e com uma camionete Chevrolet doada pela prefeitura.

Fotos e informações principais de Castor Becker Junior

terça-feira, 19 de abril de 2016

5201 - Jornal O Município: páginas da edição de 7 de novembro de 1951







No ano de 1951, a localidade de Nova Petrópolis ainda pertencia ao município de São Sebastião do Caí. Wallace era natural de Novo Hamburgo e veio para o Caí para trabalhar como secretário da prefeitura. Acumulava funções atuando também como contabilista e, mais tarde, foi secretário da Câmara Municipal, função que exerceu por muitos anos.
Na edição acima reproduzida, o jornal foi editado com quatro páginas.
Permaneceu na cidade pelo resto de sua vida, casando com uma caiense e teve filhos que cresceram na cidade.
Nesta sua fase inicial, o jornal era composto (tipograficamente) e impresso pela Livraria Caiense. Mais tarde o jornal passou a contar com equipamento gráfico próprio.

Fotos de exemplar pertencente a Vilson Nunes da Silva

domingo, 3 de abril de 2016

5200 - Harmônios Bohn

João Edmundo Petry: de Bom Princípio a Novo Hamburgo, 

fabricando harmônios
João Edmundo Petry, que foi proprietário de uma fábrica de harmônios em Novo Hamburgo, era natural de Bom Princípio, onde conheceu o técnico alemão que instalou um destes instrumentos na igreja local. Ainda jovem, ele aprendeu com esse técnico detalhes do funcionamento do harmônio e resolveu fazer um. Deu certo e as suas experiências evoluíram para a criação de uma fábrica de harmônios instalada na localidade de Pareci Novo, então pertencente ao município de Montenegro.
Posteriormente, depois de  um incêndio ocorrido nessa fábrica, ele transferiu  suas atividades para a cidade de Novo Hamburgo.
João Edmundo foi, também, músico: um dos integrantes do Trio Montecarlo.

Foto do arquivo de Felipe Kuhn Braun

5199 - São José do Hortêncio, a Picada dos Portugueses

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Casa Trein
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Pedro Graebin e Margaretha com a sua família.
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Confirmação de Willy Becker, bem na dir segunda fila, com pastor Selings
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Músicos de Hortêncio: Pedro Gutheil é o quarto, da direita para a esquerda, em pé
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Professor Ernesto Nienow e sua turma
Na abertura oficial da Festa do Aipim de 2016, na cidade de São José do Hortêncio, o jornalista e escritor Felipe Kuhn Braun lançou seu 13° livro, intitulado História de São José do Hortêncio: a antiga Picada dos Portugueses. A obra, de 264 páginas, publicada pela Editora Oikos, de São Leopoldo, foi resultado de meio ano de pesquisas do autor naquela comunidade.
Nesse período, o escritor visitou 61 famílias e digitalizou 1,2 mil fotografias antigas, sendo que 200 delas estão publicadas em seu livro. Braun registrou a lista das primeiras famílias de Hortêncio, escreveu sobre os primórdios da Igreja Católica e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana na localidade.
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Também é abordado o envolvimento dos hortencienses no conflito Mucker e há informações sobre as famílias que migraram do antigo vilarejo para várias outras regiões, conhecidas como as “novas colônias”. São José do Hortêncio foi a primeira localidade fundada pelos imigrantes alemães no Vale do Caí. É o berço, em nosso Estado, de centenas de famílias de origem germânica, e é um local onde as famílias preservaram fotografias antigas e arcaicos objetos de seus antepassados.
“Durante vários meses, visitei as pessoas deste lugar para copiar cada acervo familiar e, depois de dezenas de visitas, montei um histórico deste município a partir das histórias familiares”, destaca Braun. “Também procurei material escrito pelos padres jesuítas e pelos pastores da Igreja Evangélica, para completar algumas lacunas desta história e poder entregar a esta coletividade o primeiro livro sobre São José do Hortêncio”, ressalta o escritor.
Fotos pesquisadas por Felipe Kunh Braun e reproduzidas no seu livro

sexta-feira, 11 de março de 2016

5198 - Huggo Egon Petry

Hugo Egon Petry

Obituário transcrito do Jornal ZH, de 05/02/2002



Hugo Egon Petry

      O pesquisador e genealogista Hugo Egon Petry, 83 anos, morreu na quinta-feira, 31/01/2002, em Canoas (RS), vítima de parada cardíaca. Foi sepultado no Cemitério Parque Jardim São Vicente.
     Genealogista emérito, foi um dos fundadores do Instituto de Genealogia do Rio Grande do Sul (Ingers), tendo sido presidente. Co-autor da obra Cemitérios das Colônias Alemãs do Rio Grande do Sul, deixou pesquisas, entre elas o segundo volume dos Cemitérios. A obra foi fator de agregação dos pesquisadores para fundar o Ingers, em 1985.
     Foi um dos fundadores do Aeroclube do Rio Grande do Sul, onde iniciou o curso de piloto, o qual obrigou-se a abandonar em função da II Guerra Mundial, por ser de origem alemã. Fez, então, aeromodelismo.
     Teve uma sala de cinema em Feliz, onde fazia projeções ao ar livre pelo interior. Na região, fez filmes de curta-metragem nos anos 40. Era formado em Teologia e Filosofia. Casado com Rosa Maria Griebeler, com quem teve os filhos Miguel Alfredo, Luís, Marino, Léo, Carmen e Cláudio.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

5197- Edgar Dietrich e família

O casal Edgar e sua esposa Amália Iris, com a filha Leslie, na calçada da rua
Marechal Floriano, quase esquina com a 13 de Maio
O caiense Afonso Edgar Dietrich era natural da localidade de Matiel, hoje pertencente ao município de Pareci Novo. Nasceu em 31 de outubro de 1930, mas residiu no Caí desde os dois anos de idade.
Desde jovem trabalhou na agência Ford da cidade, empresa pertencente ao empresário João Pereira. Em 1953, fundou o Sindicato dos Metalúrgicos, entidade que dirigiu até  1970. Foi sócio da empresa Jagar Autopeças até que, depois de sofrer um AVC, ficou debilitado.
Ele era muito sociável e, por nove anos, presidiu o Clube Aliança, principal entidade social caiense naquela época. Foi, também, presidente do Grêmio Esportivo Riachuelo, desde 1953.
No ano de 1982, foi candidato a prefeito, pelo PMDB.
Edgar, como era mais conhecido, foi casado com Amália Iris Mentz, com quem teve quatro filhos: Leslie, Lilian, Pedro Alberto e Martim Ernesto.

Foto do acervo de Leslie Dietrich

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

5196 - O primeiro pastor da comunidade luterana de Montenegro

Philipp Keller, o primeiro pastor de  Montenegro
O atual prédio da igreja  luterana de Montenegro se destaca pela sua imponência






No próximo dia 14 de fevereiro a Comunidade Evangélica de Montenegro - IECLB comemora seus 152 anos de fundação. 

Consta na história que em 1861 os teuto-brasileiros residentes em Montenegro já se reuniam na casa e armazém de Jacob Schilling para rezar e cantar. Seus cultos eram presididos pelo professor Philipp Keller que lia uma prédica e conduzia o coral. Durante a semana ele ministrava aulas para as crianças ali mesmo na venda do Jacob entre sacos de farinha e garrafas de cachaça.

Por isso é justo considerarmos que o coral da Igreja Evangélica e a Escola estão completando 155 anos. Nessa época apenas nove famílias residiam na povoação às margens do Rio Caí, mas esse número aumentou muito em três anos. Em 1864 o pastor Johann Peter Haesbaert é convidado para atender essa comunidade que se oficializa. “Provavelmente ele já estivesse em contato com vários dos moradores da região do Vale do Caí”, observa o pesquisador Eduardo Kauer. 

Primeira igreja
Num domingo, 14 de fevereiro, 18 famílias oficializam a fundação dessa comunidade constituindo-se como uma agremiação evangélica. Entre os fundadores há luteranos, calvinistas, reformados e católicos. Como elo comum apenas a sua origem germânica como elemento agregador. O pastor vinha esporadicamente até a vila de São João do Montenegro. 

Ás vezes suas visitas ocorriam uma vez por ano ou até uma vez por bimestre. Por isso, o professor Keller continuava seu trabalho ensinando as crianças e realizando sepultamentos na falta do pastor. Os evangélicos começaram a se organizar melhor, ganharam um terreno doado e construiram um pequeno templo para seus cultos e a educação. 

Primeiro Pastor
Philipp Keller foi o primeiro professor e pastor (sem formação teológica) que começou a atender os evangélicos em Montenegro a partir de 1861. Sua biografia demonstra bem seu elevado caráter e trabalho em prol da nossa região. No livro dos Cem anos da Colonização Alemã no Rio Grande do Sul, o padre Theodor Amstad publica sua foto como a única de um montenegrino (alemão que adotou Montenegro como lar) significativa para a História de nossa cidade.

Philipp Keller nasceu a 30 de agosto de 1824 em Nahbollenbach [consta Nahpollenbach] perto de (Idar) Oberstein, falecido a 23 de setembro de 1892 de ataque cardíaco, sepultado a 24 de setembro de 1892 em Montenegro. Foi casado com Karoline Geiss, o casal não permaneceu por muito tempo na atividade agrícola. Em 1857, Philipp Keller já atuava como o primeiro professor evangélico em Santa Maria da Soledade, também conhecido como Badenserberg (atual São Vendelino).

Recebeu prêmio pelo seu trabalho em tecelagem na Exposição Nacional do Rio de Janeiro em 1860. Em 1861 trabalha como tecelão de linho no Porto das Laranjeiras (Montenegro). Posteriormente recebe prêmios em 1875 na Exposição Nacional no Rio de Janeiro e, em 1881, na Exposição Teuto-Brasileira em Porto Alegre. 

Por sua contribuição em prol da indústria nacional foi condecorado pelo Imperador Dom Pedro II com a Ordem da Rosa, grau de Cavalheiro. Em 1884 sua fábrica foi modernizada, equipada com máquinas a vapor, denominando-se Fábrica de Fiação e Tecelagem a Vapor de São João de Montenegro. Carlos Von Koseritz elogia-a, em 1885, como o início da indústria têxtil na então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Em 1887 a empresa é transformada em sociedade anônima, não conseguindo, porém, resistir à concorrência das novas fábricas do gênero, surgidas na cidade de Rio Grande, em Porto Alegre e em São Paulo.

Philipp Keller visitou a Alemanha depois de 1872 patrocinado pelo governo imperial brasileiro. Esteve em sua terra natal onde entrou em contato com parentes. Figura entre os primeiros moradores da vila de Montenegro em 1860. Atuou como professor e regente de coral em Montenegro a partir de 1861 de forma improvisada na venda de Jacob Schilling às margens do Porto das Laranjeiras. Apesar de não ter formação teológica foi escolhido como pastor pelos evangélicos da região. Atuou entre 1864 e 1876 como regente de coral, professor e pastor substituto em parceria com o Pastor Haesbaert. 

Colaboração de Eduardo Kauer, publicada no jornal Fato Novo 
em 13 de fevereiro de 2016