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domingo, 26 de junho de 2016

5206 - Carvão: riqueza do Vale do Caí sediada em Brochier

O carvão vegetal é importante riqueza do município de Brochier

Em 1994 a família Musskopf começou a primeira linha de produção de carvão vegetal. Em quatro anos já adquiria o primeiro caminhão para entregas. O crescimento da empresa levou, em 2003, à abertura de mais uma linha de produção. Em 2005 é adquirida a marca ‘Carvão Ivoti’, reconhecida pela qualidade e 53 anos de história. Atualmente, a área construída ocupa 10 mil m² em Pinheiro Machado, interior de Brochier. É a maior produtora de carvão vegetal do estado e uma das maiores do País. A frota já conta com 17 veículos. Os 40 funcionários produzem atualmente 120 toneladas semanalmente, mas a indústria tem capacidade para produzir até 200 toneladas, demanda alcançada durante o verão, época de maior consumo do produto. Até lá, a produção excedente é guardada em modernos pavilhões. Toda a produção é feita dentro de todas as normas e legislações. Mas a dimensão da empresa não deixa de lado a condição de negócio familiar, sendo conduzida por Waldair Musskopf, a esposa e dois filhos. A empresa ainda favorece cerca de 200 famílias do Vale do Caí, que produzem carvão e vendem para a Ivoti. Um exemplo de empreendedorismo e adequação às leis, num mercado que gera milhares de empregos no país, mas que ainda carece de legislação mais justa e mais investimento governamental.


Economia crescente
Brochier detém o título de Capital do Carvão Vegetal. E não é a toa. Além da Carvão Ivoti, maior produtora do Estado, o município conta com mais de 30 empresas dedicadas ao produto. “Estimamos que trinta por cento de nossa economia gire em torno da produção de carvão vegetal”, observa o prefeito em exercício, Fabio Wendt. Ele participou na última quinta-feira, dia 23, do 2º Seminário Estadual sobre Produção Sustentável de Carvão Vegetal, realizado na cidade. O evento, que reuniu grande público na Comunidade Evangélica, tratou principalmente dos detalhes relativos à resolução nº 315/2016 do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), que determina novas regras para a produção de carvão.

O assistente técnico regional na área de Carvão Vegetal da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Fábio Encarnação, explica que a produção de carvão se tornou muito dinâmica nos últimos anos, apresentando alto índice de crescimento, tornando-se assim uma alternativa de renda para quem trabalha com a madeira como matéria prima, inclusive para os agricultores familiares. “Nesse sentido, debater o tema passa a ser fundamental”, analisa. Da mesma forma, de acordo com a avaliação do agrônomo, é importante estar atento às recentes pesquisas realizadas sobre o tema, bem como sobre as novas resoluções e tecnologias que invariavelmente representarão avanços na área.


Tecnologias
Fabio Wendt aponta para a necessidade de uma legislação mais justa para normatizar o setor produtivo de carvão vegetal. 

“Entendemos a necessidade de se proteger o meio ambiente, mas não podemos simplesmente tirar o pão da mesa do produtor”, comenta. Segundo ele, é necessário que as tecnologias avancem na direção de melhorar a qualidade de vida do agricultor. “O colono não é um criminoso”.

Uma das formas de melhorar a renda seria a produção do extrato pirolenhoso. O produto é resultante da condensação da fumaça gerada na queima da madeira e, em especial, durante a produção de carvão vegetal. “Com uma tecnologia adequada, nosso produtor vai agregar mais valor à sua produção”, ressalta, pedindo mais atenção dos setores de pesquisa dos governos e universidades para o assunto. O uso do composto como conservante em cosméticos e alimentos aumentaria muito o valor agregado do carvão vegetal.

Para Cleiton Musskopf, a adequação da empresa às novas legislações não atrapalharam o crescimento. “Nosso cliente também nos exige que estejamos de acordo com as normas ambientais, leis trabalhistas e comerciais. E estamos sempre nos adequando. Isto, no final, se torna muito mais vantajoso do que se estivéssemos à margem da lei”, sustenta.


EmpreendedorismoCleiton Musskopf, 24 anos, é um dos filhos de Aldair, e praticamente se criou ao lado dos fornos de carvão. Formado em ciências contábeis, ajuda na administração da empresa, e fala com entusiasmo do perfil empreendedor do pai. “Desde o início, todo dinheiro que sobrava, ele construía alguma coisa, e continua assim”, relata, mostrando a obra que vai abrigar os novos escritórios e uma residência. Além disso, nos modernos galpões está a grande ‘poupança’ dos Musskopf: a produção excedente, aguardando a demanda de alto verão.

Outro assunto que orgulha Cleiton é o relacionamento da empresa com pequenos produtores. “Antes as famílias produziam carvão como atividade secundária, agora isto se inverteu. Nós temos cerca de 200 famílias, de Brochier e outras cidades da região, que produzem e nos vendem. Pagamos à vista. E sabemos que, se não fizermos assim, eles não terão o pão para colocar na mesa”. É destes pequenos produtores que vem a maior parte do carvão vendido pela Ivoti. 

Nos fornos próprios são produzidos cerca de 40% da demanda
.

Matéria de J B Cardoso para o jornal Fato Novo

sábado, 18 de junho de 2016

5205 - Nenê Souza, vereador, comerciante a acacicultor do bairro Conceição



Nenê Souza: o primeiro vereador do Vale da Conceição

O saudoso João Inácio de Souza Filho, carinhosamente chamado Nenê Souza, foi o primeiro vereador do Vale da Conceição, na 2ª Legislatura de São Sebastião do Caí, anos de 1952 até 1955. Neste período ser vereador era uma  honra poder representar sua comunidade do Parlamento Caiense, sem receber vencimentos. Cada vereador tinha sua atividade profissional, não necessitando destes vencimentos para completar sua renda.
Nenê Souza era comerciante e agricultor. Era plantador de mato de acácia. E, juntamente com a sua saudosa esposa Cenilda Hoff de Souza, administravam a Comercial Nenê Souza, que vendia alimentos e tecidos.
Nenê Souza nasceu dia 21 de maio de 1910 e faleceu em 7 de junho de 1970, de um taque cardíaco, assistindo o jogo Brasil e Inglaterra, que o Brasil venceu por 1x0. Foi transferido da sua residência, avenida Nelson Hoff, 1355, bairro Conceição, até o Hospital Sagrada Família, em São Sebastião do Caí, e atendido pelo saudoso médico, Dr. Bruno Cassel, mas não resistiu e veio a falecer. Deixou enlutados sua esposa Cenilda Hoff de Souza, que nasceu dia 12 de julho de 1912 e veio a falecer dia 29 de novembro de 1998, seu filho, o engenheiro civil, Dr. Percival Inácio de Souza e sua esposa Maria Alba Fortini. Também enlutados sua filha, a professora Jeanette Conceição de Souza Trein e seu genro, o ex-empresário  Édio Otto Trein. Netos: engenheiro civil   Júlio Fortini de Souza e a dentista Ana Lúcia Fortini de Souza Duvelius, a professora estadual de portugues Magale Jeanette Trein Nienov e o advogado de assuntos previdenciários Giovane Édio Trein.
O atual projeto da avenida Nelson Hoff foi elaborado pelo seu filho, o engenheiro civil, Dr. Percival Inácio de Souza e a pavimentação asfaltica foi executada na gestão do Prefeito Gerson Veit, juntamente com a rua Nenê Souza, esta dando acesso a rua da Escola Estadual Thomé Antônio de Azevedo.(Por Édio Otto Trein).

Foto Nenê Souza recebendo o diploma de Vereador caiense. 

Foto e texto do acervo de Édio Trein

5204 - 70 anos do Grêmio Esportivo Riachuelo

Equipe do Grêmio Esportivo Riachuelo, campeã caiense de 1957










O pesquisador Irani Loesch fez esse notável trabalho de pesquisa, salientando as grandes conquistas do Esporte Clube Riachuelo na sua longa trajetória, uma  das mais vitoriosas agremiações esportivas caienses.

O GRÊMIO ESPORTIVO RIACHUELO foi fundado em 11 de Junho de 1946 por  João Soares da Silva (Pai João) e  Donato Lali Bohn e começou sua atividade esportiva jogando num cedido pela prefeitura, que era localizado no quarteirão cercado pelas  ruas Oderich, 7 de Setembro, Ceoronal Guimarães e 1º de Maio.
Era o campo do Grêmio Esportivo Municipal, time formado por funcionários da prefeitura, mas cedido, também para outros clubes da cidade. A área foi, depois, loteada e hoje está ocupada por casas e apartamentos.
A atual sede social e praça de esportes, denominada estádio João Soares da Silva (o ¨Pai João¨) era também conhecido pelos seus torcedores como Alçapão da Vila. Ela foi inaugurada no ano de 1968, no mesmo endereço de hoje: Avenida Osvaldo Aranha, Nº 20 no Bairro Vila Rica. A Equipe é conhecida como ¨Piriquita¨ e suas cores são o Verde e Branco. O Riachuelo é uma continuação do extinto Sport Clube Rio Grandense, clube existente na década de 1940.

O MAIS VITORIOSO
A tragetória do Riachuelo é muito exitosa. Desde a metade da década de 1950, foi a equipe que mais vezes levantou a taça da campeã caiense, vencendo dez vezes o Campeonato Caiense:
1954 – 1º Título – Campeão da Cidade, vencendo o E. C. Guarany
1958 e 1959 – Campeão da Cidade, vencendo o E. C. Guarany
1964 – Campeão Invicto da cidade, com o Treinador Carlitão
1969, 1971 e 1973, Campeão da Cidade vencendo o E. C. Guarany
com o Treinador João Birula nos dois primeiros Títulos.
1975, 1976 e 1977 – Tri-Campeão da Cidade.
Nesta fase, o Riachuelo totalizou 18 títulos de CAMPEÃO MUNICIPAL
No ano de 1979 foi fundada a Liga Caiense de Futebol Varzeano, tendo Egon Scchneck como seu primeiro presidente.  Entidade que foi sucedida pela  LICAF (Liga Caiense de Futebo) – L.C.F. / C. M. D. / S.D.C.D. / S.M.E.C.D. e Prefeitura Municipal.
Nesse período, o Riachuelo passou a dominar os Campeonatos Municipais, alcançando o inédito hexa Campeonato, nos anos 1984, 85, 86, 87, 88, em 89. Nesse último ano, o campeonato iniciou com seis equipes e ficou inacabado ainda na fase inicial/classificatória por falta de organização geral.
Nos anos de 90 e 91 não houve Campeonato Municipal e em 1992, o G. E. Riachuelo conquista seu sexto título em sequência, tornando-se HEXA CAMPEÃO MUNICIPAL, vencendo o E. C. Rio Branco nas duas partidas finais por 2 X 1.
Em 2002 e 2005 o Riachuelo conquista seus dois últimos Títulos Municipais na Categoria Titulares ou Força Livre.
Foi Vice Campeão Municipal de Titulares nos anos de 1993 e 2000.
Resumindo, o  G. E. RIACHUELO tem oito Títulos denominados de CAMPEÃO MUNICIPAL de SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ e nos eventos das ligas, totalizando 18 títulos conquistados.
 Contando desde o ano da sua fundação, o Riachuelo foi o clube caiense com maior número de títulos de times titulares ou força livre.

TAÇA DOS CAMPEÕES DO VALE DO CAÍ

Patrocinadores: SESI / EVENTU´S PROMOÇÕES e P. M. / S.M.C.E.
1993 – Declarados CAMPEÕES da 1ª TAÇA disputada, as Equipes do G. E. RIACHUELO – S. S. do CAÍ e o E. C. ALIANÇA do VALE REAL que estavam empatados no escore em 1 a 1 e por confusões, brigas entre atletas, arbitragem e torcedores, o jogo não foi finalizado e ambas as equipes foram consideradas CAMPEÃS, após Julgamento dos incidentes do jogo pelo Tribunal.

OUTRAS CONQUISTAS dos TITULARES:

1972 – Campeão da Taça Sesquicentenário da Independência.
1977 – Vice Campeão Estadual de Amadores, na Cidade de Ibirubá/RS.
1977 – Campeão Regional
1989 – Campeão do Torneio Início do Campeonato Municipal
1992 – No mês de Maio foi disputado no clássico RI-GUA, o Troféu 117 Anos do Caí, sendo vencedor o RIACHUELO, que venceu o GUARANI por 2 X 1 em homenagem ao falecido atleta MAURO COELHO.
1994 – Vice Campeão nos Titulares da Taça 119 Anos de São Sebastião do Caí / Troféu XII Festa Bergamota / Copa dos Campeões.
2002 – Vence a 1ª Copa UCS de Futebol de Campo na inauguração do campo de Futebol do Núcleo Vale do Caí da Universidade Caxias do Sul.

PRINCIPAIS TÍTULOS e CONQUISTAS dos ASPIRANTES:

1984 – Campeão Municipal de Aspirantes
1986 – Campeão Municipal Invicto de Aspirantes
1994 – Vice Campeão nos Aspirantes da Taça 119 Anos de São Sebastião do Caí / Troféu XII Festa Bergamota / Copa dos Campeões.
1995 – Campeão Municipal Invicto de Aspirantes
1997 – Vice Campeão do 1º Torneio / Taça Aberto Cidade do Caí / LICAF / CMD
2002 – Campeão Municipal de Aspirantes
Foi Vice Campeão Municipal de Aspirantes nos anos: 1987, 2010 e 2013

Texto e fotos do acervo de Irani Rudolfo Loesch

quinta-feira, 12 de maio de 2016

5203 - Irmã Maria Thereza Flores Herbert

segunda-feira, 2 de maio de 2016

5202 - Fundação do Corpo de Bombeiros Voluntários de São Sebastião do Caí

O prefeito Gerson Veit foi o responsável pela criação do Corpo de Bombeiros Voluntários de São Sebastião do Caí
Na solenidade de fundação da corporação estavam presentes,
na foto, da esquerda para a direita: vereador Erico Meireles (Guinho), ....,
Uve Herholz, Iguatemi Lúcio Moreira, Frederico Guilherme Zorzan,
Jair Foscarini II, promotor Sérgio Antônio Bins, ..., Gerson Veit, Selson Alves 

e padre Aloísio Steffen.



O Corpo de Bombeiros Voluntários de São sebastião do Caí foi criado oficialmente a Sociedade Civil Corpo de Bombeiros Voluntários de São Sebastião do Caí, que é a mantenedora do Corpo de Voluntários de São Sebastião do Caí. A instalação da unidade, com a sua efetiva entrada em operação, ocorreu no dia 1º de maio de 1996.
Em cerimônia liderada pelo então prefeito Gerson Veit, foi dado início às atividades do Corpo de Bombeiros Voluntários de São Sebastião do Cai, que veio a constituir numa das unidades de bombeiros melhor instaladas, treinadas e equipadas do estado.
A unidade começou a funcionar com um caminhão de bombeiros doado pela  Alemanha e com uma camionete Chevrolet doada pela prefeitura.

Fotos e informações principais de Castor Becker Junior

terça-feira, 19 de abril de 2016

5201 - Jornal O Município: páginas da edição de 7 de novembro de 1951







No ano de 1951, a localidade de Nova Petrópolis ainda pertencia ao município de São Sebastião do Caí. Wallace era natural de Novo Hamburgo e veio para o Caí para trabalhar como secretário da prefeitura. Acumulava funções atuando também como contabilista e, mais tarde, foi secretário da Câmara Municipal, função que exerceu por muitos anos.
Na edição acima reproduzida, o jornal foi editado com quatro páginas.
Permaneceu na cidade pelo resto de sua vida, casando com uma caiense e teve filhos que cresceram na cidade.
Nesta sua fase inicial, o jornal era composto (tipograficamente) e impresso pela Livraria Caiense. Mais tarde o jornal passou a contar com equipamento gráfico próprio.

Fotos de exemplar pertencente a Vilson Nunes da Silva

domingo, 3 de abril de 2016

5200 - Harmônios Bohn

João Edmundo Petry: de Bom Princípio a Novo Hamburgo, 

fabricando harmônios
João Edmundo Petry, que foi proprietário de uma fábrica de harmônios em Novo Hamburgo, era natural de Bom Princípio, onde conheceu o técnico alemão que instalou um destes instrumentos na igreja local. Ainda jovem, ele aprendeu com esse técnico detalhes do funcionamento do harmônio e resolveu fazer um. Deu certo e as suas experiências evoluíram para a criação de uma fábrica de harmônios instalada na localidade de Pareci Novo, então pertencente ao município de Montenegro.
Posteriormente, depois de  um incêndio ocorrido nessa fábrica, ele transferiu  suas atividades para a cidade de Novo Hamburgo.
João Edmundo foi, também, músico: um dos integrantes do Trio Montecarlo.

Foto do arquivo de Felipe Kuhn Braun

5199 - São José do Hortêncio, a Picada dos Portugueses

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Casa Trein
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Pedro Graebin e Margaretha com a sua família.
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Confirmação de Willy Becker, bem na dir segunda fila, com pastor Selings
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Músicos de Hortêncio: Pedro Gutheil é o quarto, da direita para a esquerda, em pé
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Professor Ernesto Nienow e sua turma
Na abertura oficial da Festa do Aipim de 2016, na cidade de São José do Hortêncio, o jornalista e escritor Felipe Kuhn Braun lançou seu 13° livro, intitulado História de São José do Hortêncio: a antiga Picada dos Portugueses. A obra, de 264 páginas, publicada pela Editora Oikos, de São Leopoldo, foi resultado de meio ano de pesquisas do autor naquela comunidade.
Nesse período, o escritor visitou 61 famílias e digitalizou 1,2 mil fotografias antigas, sendo que 200 delas estão publicadas em seu livro. Braun registrou a lista das primeiras famílias de Hortêncio, escreveu sobre os primórdios da Igreja Católica e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana na localidade.
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Também é abordado o envolvimento dos hortencienses no conflito Mucker e há informações sobre as famílias que migraram do antigo vilarejo para várias outras regiões, conhecidas como as “novas colônias”. São José do Hortêncio foi a primeira localidade fundada pelos imigrantes alemães no Vale do Caí. É o berço, em nosso Estado, de centenas de famílias de origem germânica, e é um local onde as famílias preservaram fotografias antigas e arcaicos objetos de seus antepassados.
“Durante vários meses, visitei as pessoas deste lugar para copiar cada acervo familiar e, depois de dezenas de visitas, montei um histórico deste município a partir das histórias familiares”, destaca Braun. “Também procurei material escrito pelos padres jesuítas e pelos pastores da Igreja Evangélica, para completar algumas lacunas desta história e poder entregar a esta coletividade o primeiro livro sobre São José do Hortêncio”, ressalta o escritor.
Fotos pesquisadas por Felipe Kunh Braun e reproduzidas no seu livro

sexta-feira, 11 de março de 2016

5198 - Huggo Egon Petry

Hugo Egon Petry

Obituário transcrito do Jornal ZH, de 05/02/2002



Hugo Egon Petry

      O pesquisador e genealogista Hugo Egon Petry, 83 anos, morreu na quinta-feira, 31/01/2002, em Canoas (RS), vítima de parada cardíaca. Foi sepultado no Cemitério Parque Jardim São Vicente.
     Genealogista emérito, foi um dos fundadores do Instituto de Genealogia do Rio Grande do Sul (Ingers), tendo sido presidente. Co-autor da obra Cemitérios das Colônias Alemãs do Rio Grande do Sul, deixou pesquisas, entre elas o segundo volume dos Cemitérios. A obra foi fator de agregação dos pesquisadores para fundar o Ingers, em 1985.
     Foi um dos fundadores do Aeroclube do Rio Grande do Sul, onde iniciou o curso de piloto, o qual obrigou-se a abandonar em função da II Guerra Mundial, por ser de origem alemã. Fez, então, aeromodelismo.
     Teve uma sala de cinema em Feliz, onde fazia projeções ao ar livre pelo interior. Na região, fez filmes de curta-metragem nos anos 40. Era formado em Teologia e Filosofia. Casado com Rosa Maria Griebeler, com quem teve os filhos Miguel Alfredo, Luís, Marino, Léo, Carmen e Cláudio.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

5197- Edgar Dietrich e família

O casal Edgar e sua esposa Amália Iris, com a filha Leslie, na calçada da rua
Marechal Floriano, quase esquina com a 13 de Maio
O caiense Afonso Edgar Dietrich era natural da localidade de Matiel, hoje pertencente ao município de Pareci Novo. Nasceu em 31 de outubro de 1930, mas residiu no Caí desde os dois anos de idade.
Desde jovem trabalhou na agência Ford da cidade, empresa pertencente ao empresário João Pereira. Em 1953, fundou o Sindicato dos Metalúrgicos, entidade que dirigiu até  1970. Foi sócio da empresa Jagar Autopeças até que, depois de sofrer um AVC, ficou debilitado.
Ele era muito sociável e, por nove anos, presidiu o Clube Aliança, principal entidade social caiense naquela época. Foi, também, presidente do Grêmio Esportivo Riachuelo, desde 1953.
No ano de 1982, foi candidato a prefeito, pelo PMDB.
Edgar, como era mais conhecido, foi casado com Amália Iris Mentz, com quem teve quatro filhos: Leslie, Lilian, Pedro Alberto e Martim Ernesto.

Foto do acervo de Leslie Dietrich

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

5196 - O primeiro pastor da comunidade luterana de Montenegro

Philipp Keller, o primeiro pastor de  Montenegro
O atual prédio da igreja  luterana de Montenegro se destaca pela sua imponência






No próximo dia 14 de fevereiro a Comunidade Evangélica de Montenegro - IECLB comemora seus 152 anos de fundação. 

Consta na história que em 1861 os teuto-brasileiros residentes em Montenegro já se reuniam na casa e armazém de Jacob Schilling para rezar e cantar. Seus cultos eram presididos pelo professor Philipp Keller que lia uma prédica e conduzia o coral. Durante a semana ele ministrava aulas para as crianças ali mesmo na venda do Jacob entre sacos de farinha e garrafas de cachaça.

Por isso é justo considerarmos que o coral da Igreja Evangélica e a Escola estão completando 155 anos. Nessa época apenas nove famílias residiam na povoação às margens do Rio Caí, mas esse número aumentou muito em três anos. Em 1864 o pastor Johann Peter Haesbaert é convidado para atender essa comunidade que se oficializa. “Provavelmente ele já estivesse em contato com vários dos moradores da região do Vale do Caí”, observa o pesquisador Eduardo Kauer. 

Primeira igreja
Num domingo, 14 de fevereiro, 18 famílias oficializam a fundação dessa comunidade constituindo-se como uma agremiação evangélica. Entre os fundadores há luteranos, calvinistas, reformados e católicos. Como elo comum apenas a sua origem germânica como elemento agregador. O pastor vinha esporadicamente até a vila de São João do Montenegro. 

Ás vezes suas visitas ocorriam uma vez por ano ou até uma vez por bimestre. Por isso, o professor Keller continuava seu trabalho ensinando as crianças e realizando sepultamentos na falta do pastor. Os evangélicos começaram a se organizar melhor, ganharam um terreno doado e construiram um pequeno templo para seus cultos e a educação. 

Primeiro Pastor
Philipp Keller foi o primeiro professor e pastor (sem formação teológica) que começou a atender os evangélicos em Montenegro a partir de 1861. Sua biografia demonstra bem seu elevado caráter e trabalho em prol da nossa região. No livro dos Cem anos da Colonização Alemã no Rio Grande do Sul, o padre Theodor Amstad publica sua foto como a única de um montenegrino (alemão que adotou Montenegro como lar) significativa para a História de nossa cidade.

Philipp Keller nasceu a 30 de agosto de 1824 em Nahbollenbach [consta Nahpollenbach] perto de (Idar) Oberstein, falecido a 23 de setembro de 1892 de ataque cardíaco, sepultado a 24 de setembro de 1892 em Montenegro. Foi casado com Karoline Geiss, o casal não permaneceu por muito tempo na atividade agrícola. Em 1857, Philipp Keller já atuava como o primeiro professor evangélico em Santa Maria da Soledade, também conhecido como Badenserberg (atual São Vendelino).

Recebeu prêmio pelo seu trabalho em tecelagem na Exposição Nacional do Rio de Janeiro em 1860. Em 1861 trabalha como tecelão de linho no Porto das Laranjeiras (Montenegro). Posteriormente recebe prêmios em 1875 na Exposição Nacional no Rio de Janeiro e, em 1881, na Exposição Teuto-Brasileira em Porto Alegre. 

Por sua contribuição em prol da indústria nacional foi condecorado pelo Imperador Dom Pedro II com a Ordem da Rosa, grau de Cavalheiro. Em 1884 sua fábrica foi modernizada, equipada com máquinas a vapor, denominando-se Fábrica de Fiação e Tecelagem a Vapor de São João de Montenegro. Carlos Von Koseritz elogia-a, em 1885, como o início da indústria têxtil na então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Em 1887 a empresa é transformada em sociedade anônima, não conseguindo, porém, resistir à concorrência das novas fábricas do gênero, surgidas na cidade de Rio Grande, em Porto Alegre e em São Paulo.

Philipp Keller visitou a Alemanha depois de 1872 patrocinado pelo governo imperial brasileiro. Esteve em sua terra natal onde entrou em contato com parentes. Figura entre os primeiros moradores da vila de Montenegro em 1860. Atuou como professor e regente de coral em Montenegro a partir de 1861 de forma improvisada na venda de Jacob Schilling às margens do Porto das Laranjeiras. Apesar de não ter formação teológica foi escolhido como pastor pelos evangélicos da região. Atuou entre 1864 e 1876 como regente de coral, professor e pastor substituto em parceria com o Pastor Haesbaert. 

Colaboração de Eduardo Kauer, publicada no jornal Fato Novo 
em 13 de fevereiro de 2016

sábado, 6 de fevereiro de 2016

5195 - Números mostram os municípios que mais crescem economicamente


No Vale do Caí existem municípios muito ricos e outros muito pobres, assim como prefeituras muito mais ricas do que as outras.

É impressionante perceber como, numa mesma região, existem tamanha disparidade entre o grau de desenvolvimento dos municípios.

Isso pode ser visto na tabela ao lado abaixo.

Uma boa forma de se perceber isso é comparar o índice de retorno de ICMS, também conhecido como Índice de Participação dos Municípios (IPM).

Esse índice indica quanto do imposto arrecadado pelo governo volta para cada município e isso indica a força econômica, pois ele é uma medida do valor de tudo que se produz no município, na indústria, comércio, serviços e agropecuária.

Observando a tabela vemos que o IPM de Tupandi é maior do que o Caí e tende a superar, também, o de Portão. Isso quer dizer que Tupandi recebe mais retorno do imposto (ICMS) do que o Caí e quase mais que Portão.

Isso é surpreendente porque a população do Caí é quase seis vezes maior do que a de Tupandi e a de Portão é quase oito vezes maior.

A prefeitura de Portão recebe oito vezes menos dinheiro deste imposto (que é a sua principal fonte de receita) do que Tupandi. Imagine quanto a prefeitura de Tupandi pode proporcionar a mais para o seu povo do que a de Portão.

Olhando a tabela, o leitor pode tirar uma conclusão quanto à situação em que se encontra o seu município. Se está mais próximo do topo da tabela (Tupandi) ou da últimas colocação (Capela).


PERSPECTIVAS
Na penúltima coluna da tabela, constatamos que Tupandi é, disparado, o município mais rico da região. São José do Sul, Maratá e São Vendelino e Harmonia também estão muito bem. Próximos ao nível econômico de países europeus como Portugal e Grécia. Tupandi já alcançou nível comparável com o da Itália.

Na última coluna da tabela podemos ver como evoluiu cada município no último ano. Vemos que São José do Sul foi o que mais cresceu economicamente e que Capela de Santana teve o segundo melhor crescimento da região. Capela tende a superar o nível econômico de Portão.

Por outro lado, Pareci Novo foi o município da região cuja economia mais decresceu. Um caso excepcional, felizmente. A maioria dos municípios da região tiveram bom crescimento, com destaque para São José do Sul, Capela, Barão e Alto Feliz.


AGROPECUÁRIA
No passado, pensava-se que, para um município progredir, seria necessário atrair indústrias. A história econômica do Vale do Caí nos mostra, entretanto, que os municípios que mais progrediram são aqueles cujas prefeituras incentivaram fortemente a construção de aviários. 

Os municípios de Tupandi, São José do Sul, Maratá, São Vendelino, Harmonia, São Pedro da Serra, Pareci e Linha Nova fizeram isso e, hoje, são ricos. Há vinte anos, eram os mais pobres.


O SEGREDO DO SUCESSO
Os municípios mais industrializados, que foram os mais ricos no passado, hoje são os mais pobres.

Ocorre que o Vale do Caí tem extraordinárias condições para desenvolver a produção de carnes (aves, suinos, bovinos). 

Os municípios que investirem no incentivo a essa atividade estão fadados ao sucesso.

São José do Sul é o município mais progressista da região porque é eminentemente agrícola e está situado a pouquíssima distância de três grandes integradoras: a JBS, em Montenegro; a Naturovos, em Salvador do Sul e a Ouro do Sul, em Harmonia.
Matéria de Renato Klein publicada no jornal Fato Novo, em 6 de fevereiro de 2016

ccccccccccc

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

5194 - Assinatura do contrato para asfaltamento da estrada Cai-Hortêncio

O prefeito Clóvis Schaeffer, de São José do Hortêncio,
 assinou o contrato para asfaltamento da estrada Caí-Hortêncio, em 1996


No ano de 1996, no governo de Antônio Britto, a obra de asfaltamento da estrada que liga Caí 
a São José do Hortêncio chegou a ser decidida. 
A foto mostra o prefeito de Hortêncio, Clóvis Schaeffer assinando o contrato, 
juntamente  com  o então deputado estadual Jair Foscarini o prefeito do Caí Egon Schneck 
e o secretário estadual dos transportes, deputado José Otávio Germano. 
Com exceção de José Otávio, todos já são falecidos. Eles não conseguiram ver a obra concluída.

Foto e informações do acervo de Alzir Bach


sábado, 30 de janeiro de 2016

5193 - Escolha da Rainha do Carnaval Caiense empolgava o público, nos anos 90

Já na década de 1990, era realizado o concurso para eleição da Rainha do Carnaval

Nos anos 1990, a escolha da Rainha do Carnaval Caiense era feita no calçadão, sempre com presença de um grande público. Os jurados eram escolhidos na hora, entre as pessoas presentes. Acima, uma seleção de fotos das escolhas entre os anos de 94, 95, 96.

Fotos e textos do arquivo de Alzir Bach

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

5192 - Estrada Rio Branco: Um livro conta a história que deverá impulsionar o turismo na região

Neste prédio, situado em Nova Palmira, mulheres e crianças emigradas 
da Itália ficavam alojadas enquanto os homens iam à frente para construir 
suas casas e fazer plantações nos lotes  que lhes eram doados

O livro do professor Brambatti conta a epopeia dos imigrantes italianos que colonizaram a região de Caxias do Sul


Luiz Ernesto Brambatti, que é professor de turismo na Universidade Federal do Paraná, deu um grande passo para o desenvolvimento de um projeto que poderá alavacar o turismo em São Sebastião do Caí, Feliz, Bom Princípio e Vale Real: a criação da Rota Turística Estrada Rio Branco.

O professor Brambatti escreveu um magnífico livro a respeito da Estrada Rio Branco, rodovia que teve enorme influência no povoamento de toda a região pela qual ela passava. Além disso, ela foi fundamental, para a colonização italiana da região de Caxias do Sul.

Obra do governo federal, essa estrada foi construída pelo governo imperial (ao tempo de Dom Pedro II) para facilitar a atração de imigrantes para a região serrana do estado.

Na época, meados do século XIX, a região atualmente conhecida como Serra Gaúcha, era desabitada, sendo apenas percorrida por tribos de índios. O governo, liderado pelo primeiro ministro Visconde de Rio Branco (pai do Barão de Rio Branco), transferiu esses índios para a região norte do estado, liberando as terras para nelas acentar imigrantes europeus.

A estrada tinha início no porto de São Sebastião do Caí, passando pelo bairro Rio Branco (daí o nome), pelo Caí Velho e Bela Vista (no município de Bom Princípio) e Escadinhas, chegando no município de Feliz. O rio era atravessado no Passo da Boa Esperança, onde foi construída, em 1900, a ponte de ferro que existe até hoje.

A estrada tinha prosseguimento no centro da atual cidade de Feliz e dali seguia pelo que é hoje a avenida Voluntários da Pátria, chegando à localidade de Arroio Feliz e dirigindo-se à cidade de Vale Real. Depois, passava pelas localidades de Arroio do Ouro e Nova Palmira, que pertence hoje ao município de Caxias do Sul. Dali em diante, a estrada sobe a serra chegando à cidade de Caxias, a segunda maior e mais pujante do estado. Algumas das principais ruas da cidade foram parte da antiga estrada que, dali em diante, seguia pelos municípios de São Marcos, Campestre da Serra e Vacaria.

Caminhando ou levadas em carroças, milhares de imigrantes, chegaram ao porto do Caí em barcos e, dali, partiram para a atual Caxias do Sul caminhando ou em carroças, até chegarem ao local onde receberam terras para cultivar e construir as suas casas.

E assim começou a colonização italiana, que prosseguiu ocupando extensas áreas antes desabitadas, no norte do estado.

Foi todo um povo, que os riograndenses de então apelidaram de gringo, mudando da Itália conflagrada por guerras para a região que tornou-se, com o seu trabalho, próspera e hospitaleira.

Vindos de um país bem mais civilizado que o Brasil, os italianos trouxeram consigo conhecimentos de técnicas industriais e agrícolas das quais se serviram para alcançar notável progresso, tanto na agricultura e pecuária quanto na indústria e comércio.

Descendentes daqueles pioneiros espalharam-se pelo país e até por países vizinhos, em busca de novas terras para cultivar, constituíram famílias e hoje podem ser contados em milhões.

Imagine-se como seria interessante para esses descendentes dos imigrantes pioneiros, percorrer de carro os caminhos que seus antepassados trilharam com tanto sacrifício.


O caminho dos imigrantes italianos passava pelo Caí, Bom Princípio, Feliz e Vale Real
A história da estrada Rio Branco é um capítulo inicial do romance da imigração italiana e a rota turística que está sendo projetada - Rota Estrada Rio Branco - é um capítulo inicial dessa história.

A rota foi imaginada pelo professor Luiz Brambatti que, há vários anos, vem se empenhando no desenvolvimento desta rota. 

Agora, em mais um dos seus esforços para alcançar esse objetivo, ele está lançando um magnífico livro sobre o projeto.

Com 160 páginas em papel couche e mais de uma centena de ilustrações, a obra tem apresentação primorosa. Melhor ainda é o seu conteúdo, que revela muito sobre a história dos municípios do Vale do Caí que farão parte da Rota Estrada Rio Branco.

O livro do professor Brambatti é um marco no esforço para a criação da Rota Estrada Rio Branco. Um projeto com potencial turístico semelhante ao da Rota Romântica, que estende-se pelos municípios existentes entre São Leopoldo e São Francisco de Paula e conta com inúmeros hotéis, totalizando 17 mil leitos e cerca de 600 restaurantes à disposição o ano inteiro.

As paisagens oferecidas na Rota Estrada Rio Branco não são menos deslumbrantes, com o curvilíneo e correntoso rio Caí esgueirando-se entre montanhas e tudo coberto por frondosa mata atlântica (a floresta com maior biodiversidade no mundo).

Some-se a isso ao desejo de milhões de descendentes reviverem a jornada dos seus antepassados na sua chegada ao Brasil e o resultado será um roteiro turístico atrativo, capaz de atrair turistas anualmente.

A implantação deste destino turístico abre notáveis possibilidades de progresso econômico para os municípios incluídos nesse roteiro.

Interessados em adquirir o livro podem entrar em contato com o autor pelo e-mail lebramba@gmail.com

Matéria publicada no jornal Fato Novo em 19 de janeiro de 2016

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

5191 - As primeiras edições da Festa da Bergamota

Na festa de 2014, a festa recuperou o brilho das suas melhores edições
A Festa da Bergamota se originou de reunião de moradores e pessoas ligadas ao Centro de Treinamento Agrícola, em Capela de Santana, distrito de São Sebastião do Caí, no armazém de Amaro Bardem.

Na época, lá por 1970, o Engenheiro Agrônomo, Doutor Edmundo Henrique Schmitz, diretor do Centro de Treinamento Agrícola, incentivador das idéias dos moradores, resolveu fazer a 1ª festa em Capela de Santana, montando pavilhões rústicos, na frente da Igreja e no Salão Paroquial, onde foram expostos os cítricos e os produtos agrícolas da região.

Além das autoridades municipais, também visitaram a feira pessoas vindas dos municípios vizinhos, como Montenegro e Taquari. Foram 50 os expositores iniciais. O Prefeito de São Sebastião do Caí na época impressionado com o entusiasmo dos produtores e mentores da idéia, logo após, oficializou por Lei Municipal, trazendo-a em 1971 para a Sede do Município, já como a 2ª Festa da Bergamota, sendo o presidente o mesmo Engenheiro Agrônomo.

Na sede já teve maior repercussão, toda a comunidade se empolgou e os expositores foram em número maior, como também os visitantes. Em 1972 ocorreu a 3ª edição, que além da exposição cítrica, já incluiu exposição da indústria e comércio, sendo seu presidente o Sr, Egon Hildebrandt. 

Um grande número de visitantes compareceu nesta feira, e, neste ano ficou estabelecido que a festa fosse realizada de 2 em 2 anos, e como em 1975 seria o Centenário do Município, seria naquele ano. Assim em 1975, foi realizada a 4ª Festa da Bergamota, que teve como presidente o Sr.Roberto Kayser. Bem mais ampliada, com grande número de expositores de cítricos, indústria e comércio.

Em 1979, a 5ª edição, em 1982 a 6ª edição, tendo as duas festas o Sr. João Soares da Silva, como presidente, e o local o Parque Centenário. Anteriormente a Praça Central era o cenário das festas. Em 1984, a 7ª Festa, já montada num esquema bem diferente com estandes padronizados e com pavilhões separados para os 80 expositores de cítricos e 100 da indústria e comércio. 

Este ano com Gérson Veit tomou novo impulso tornando-se de âmbito Estadual. Na 8ª edição com uma estrutura bem maior tendo cerca de 100 expositores com 1.600 tipos de cítricos e 200 expositores da indústria e comércio, dos mais variados ramos, e de diversos municípios da região e interior do estado.

Em 1988 por ocasião da IX Festa ocorreu uma grande novidade. Um show de nível nacional e o término do Ginásio II, onde ocorreu a exposição de cítricos, tendo Danilo Fink como presidente. Na X Festa, 1990, o presidente foi o Sr, Luis Carlos Bohn havendo grandes inovações, como valorização do artesanato e produtos coloniais, além de melhorias no Parque Centenário.

No ano de 1992 na XI Festa da Bergamota paralelamente realizou-se a I Festa das Flores, com exposição de flores, folhagens e equipamentos para paisagismo e jardinagem. A infra-estrutura permitiu receber mais de 100 expositores de cítricos e 100 mil visitantes, e Luís Carlos Bohn presidiram a comissão organizadora.

O Sr. Egon Schneck presidiu a próxima festa que foi a XXI em 1994, contando com 330 expositores de 11 municípios. Houve desfile de carros alegóricos no centro da cidade e atrações nacionais de grande sucesso. No ano de 1988 ocorreu a XIII, com João Batista G. da Silva na presidência. Depois de 4 anos sem a festa, foi muito esperada pelos caienses e veio com toda força. 

O resultado do esforço de todos demonstrado foi festejado com muitos Shows, parque de diversões, enfim um grande número de novidades atrativas.


Texto extraído do site da Prefeitura Municipal de São Sebastião do Caí