sábado, 22 de agosto de 2009

278 - Guido Scherer e Augusto Gewehr

A presidência da Comissão Emancipadora coube a Guido Scherer, mas o projeto não foi levado até as suas últimas conseqüências porque havia interesse de importantes líderes montenegrinos, como o deputado Roberto Cardona em preservar Harmonia como parte de Montenegro, já que o distrito era um importante reduto eleitoral do seu partido. Sem um maior apoio dos políticos mais influentes da região, o projeto esbarrou em dificuldades que não puderam ser superadas e o acabou sendo rejeitado na Assembléia Legislativa. Uma das dificuldades intransponíveis foi o tamanho da vila de Harmonia, que não atendia ao que era exigido por lei. Os emancipadores não sabiam, naquela época, que era possível aprovar um projeto de emancipação mesmo que ele não atendesse às exigências determinadas pela lei. Valia o “jeitinho”, como se viu mais tarde, quando municípios muito menores (São Vendelino e Linha Nova, por exemplo) tiveram os seus projetos de emancipação aprovados.
Em 1985 o movimento emancipacionista voltou a acontecer. Foi formada uma Comissão Emancipadora presidida pelo professor Augusto Gewehr que, desta vez, chegou ao êxito. A recente experiência da emancipação de Bom Princípio, que ocorreu no ano de 1982, serviu de exemplo e motivação para os emancipacionistas de Harmonia. Eles contaram, inclusive, com orientação do presidente da comissão emancipadora de Bom Princípio, Arno Carrard, que lhes mostrou alguns atalhos para chegar com sucesso ao propósito desejado.
Além disto ocorreu, entre os anos de 1982 e 1984, um importante e bem sucedido movimento na comunidade harmoniense que resultou na reativação da Sociedade Cultural e Beneficente Harmonia, que havia sido desativada. Os líderes desta campanha bem sucedida foram praticamente os mesmos que assumiram a tarefa de, a partir de 1985, iniciar nova campanha pela emancipação.
Desta vez, afinal, o projeto de emancipação pode chegar ao sucesso. Mas não sem ter de superar sérias dificuldades. O projeto inicial incluía as localidades de Matiel e Despique, que não concordaram em ser incluídas no projeto. Foi necessário, então, modificar duas vezes o projeto para retirar dele primeiro o Matiel e depois o Despique. E, por fim, foi preciso ainda fazer mais uma terceira alteração no mapa do futuro município para excluir a localidade de Canto do Rio, hoje pertencente ao município de Bom Princípio. Só assim foi possível evitar através de acordos, ações judiciais que, se fossem levadas adiante, impossibilitariam a aprovação do projeto.
O primeiro prefeito eleito foi Edgar Roberto Fink, um antigo líder da comunidade, que já havia sido vereador e vice-prefeito de Montenegro.

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