Em 1968 Heitor Selbach disputou nova eleição, mas desta vez concorrendo ao cargo de prefeito. E foi, novamente, vitorioso. Era a sua quarta vitória eleitoral consecutiva. Ele governou o município (que na época incluía Capela de Santana, São José do Hortêncio, Bom Princípio e São Vendelino) até 1973.
Encerrado o mandato, Heitor Selbach não pode concorrer à reeleição porque a lei, então, não permitia. Mas, na eleição seguinte, ele novamente se elegeu, exercendo um segundo mandato de prefeito do Caí de 1977 a 1982.
Durante este seu mandato, Bom Princípio emancipou-se, o que deixou Heitor Selbach numa situação delicada. Como prefeito do Caí ele viu-se forçado a assumir posição contrária ao projeto de emancipação de Bom Princípio, sua terra natal e principal base eleitoral. O que o levou a tomar tal atitude foi o fato do projeto de emancipação prever que as divisas de Bom Princípio avançariam até a área urbana de São Sebastião do Caí. Pelo projeto, até uma parte do bairro Rio Branco, na cidade de São Sebastião do Caí, passaria a pertencer a Bom Princípio. Diante disto, Heitor Selbach entrou com medida judicial procurando impedir a emancipação com aquelas divisas. Esta posição - que ele como prefeito caiense não podia deixar de tomar - causou-lhe grande desgaste político em Bom Princípio. O que, certamente, o prejudicou politicamente quando, anos depois, ele foi candidato a prefeito do novo município, sem sucesso.
Afastado da atividade política ele dedicou-se muito à radiestesia, uma prática ligada à parapsicologia através da qual prestou auxílio gratuito a milhares de pessoas. Pedidos de intervenções suas eram feitos (através do telefone) até por pessoas de lugares distantes como São Paulo ou Mato Grosso.
Heitor Selbach governou o Caí por 10 anos e foi um administrador dedicado e eficiente. Realizou inumeráveis obras em todos os cantos do município, entre as quais se destacam a construção do Ginásio A no Parque Centenário (apelidado por seus correligionários como Heitorzão) e a pavimentação da avenida Osvaldo Aranha, a principal do bairro Vila Rica. Em seus governos ele trouxe para o Caí a agência do Banco do Brasil e a telefonia DDD. Entre as empresas que conseguiu atrair para o Caí figuram a Leitz Ferramentas e a Fasolo (que depois transformou-se na Azaléia Conceição).
Sua vida terminou num acidente automobilístico ocorrido no Caí em 30 de abril de 1993, quando o carro por ele dirigido chocou-se de frente com um outro veículo, defronte à antiga Tratoria Di Variani. Ele tinha 70 anos e um mês e não pode, por isto, satisfazer um dos seus grandes desejos que era o de doar as córneas ao Banco de Olhos. São aceitas doações apenas de pessoas com até 70 anos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário