quinta-feira, 19 de novembro de 2009

637 - Vocação

Adélio, já aos quatro anos de idade, falava que - quando adulto - seria médico. E acrescentava: “dos ricos eu vou cobrar bastante e dos pobres eu não vou cobrar nada”. O menino Adélio falava isto insistentemente, a ponto desta frase ficar gravada na memória das pessoas que o conheceram na época. Era um sonho intenso que acabaria por se realizar. Mas houve o risco dele se desviar deste propósito.
Um dos irmãos mais velhos de Adélio, chamado Ari, formou-se técnico agrícola e foi trabalhar na Bahia. E ele quase seguiu o mesmo caminho. A partir dos onze anos Adélio foi estudar num colégio agrícola em regime de internato, em Lagoa Vermelha. Fez depois o curso de técnico agrícola e estava prestes a ir para a Bahia a convite do irmão mais velho quando aconteceu uma desgraça: Ari foi assassinado.
Isto fez com que Adélio mudasse o seu rumo. Ele insistiu em cursar Medicina e seu pai acabou concordando com a idéia.
Passar no vestibular foi muito difícil, pois o curso de técnico agrícola não lhe deu uma boa base para isto. Ele estudou freneticamente e, mesmo assim, rodou no vestibular duas vezes. Na terceira tentativa conseguiu passar e isto foi uma alegria enorme para ele. Começava a realizar o sonho que alimentava desde a infância. Desde esta época ele tinha a idéia fixa de ser um cirurgião.
Adélio fez o curso de Medicina em Passo Fundo e depois cursou mais três anos de especialização em Porto Alegre, atuando no Hospital Lazarotto. E ainda fez um período de estágio no Rio de Janeiro.

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