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domingo, 15 de junho de 2014

4141 - História do Clube Rio Grandense 2






Em 1917 o Clube Riograndense, devido ao fato do Brasil haver declarado guerra à Alemanha, foi necessário fazer uma nacionalização. Por proposta de Bruno Stisinski, o antigo nome Gesselschaft  Germania foi mudado para Clube Cinema e Teatro Riograndense. 
Nesse ano faleceu Gustavo Jahn e a emoção tomou conta da cidade, pois além de ser o maestro da orquestra que levava o seu nome, ele era o esteio do Clube. Foi muito grande a presença de pessoas no seu enterro.

Cinema no Clube Riograndense
Em 1918, as apresentações de cinema e outras atividades do clube foram suspensas devido à epidemia da gripe espanhola. Doença contagiosa que matou milhões de pessoas pelo mundo a fora.
De 1924 até 1930, os filmes mudos melhoraram, passando a ter enredo. O que não acontecia antes. Os primeiros filmes apresentava apenas cenas em movimento, não chegando a contar uma história. E, mesmo assim, as pessoas se encantavam com a novidade.
Com as histórias, o sucesso do cinema aumentou e, por isso, foi instalado um piano que era tocado por Ilka Weissheimer (Noca), esposa do presidente Arno Weissheimer. Eram sons intensos ou suaves conforme as cenas que se sucediam. Música romântica nas cenas de amor, música agitada nas cenas de ação.
Em 1930, surgiu o cinema sonoro, o que tornou o cinema ainda mais atraente. 
Em 3 de setembro de 1941, o cinema do Clube Riograndense ganhou o nome de Goyo-En e passou a funcionar num prédio alugado. 
Em 1952, o cinema foi reformado recebendo equipamento de projeção da Inglaterra. Era de propriedade da exibidora cinematográfica Petry LTDA, possuia 770 lugares e utilizava projetor para filmes de 35 mms. 
A franquia ficou  com Gustavo Jahn Filho (Kali). 
A partir de 1959, com o surgimento da TV, o Trio Montecarlo, liderado pelo montenegrino Egon Schaeffer, passou a apresentar-se num dos principais programas da emissora: o Show Wallig.
Diante desse sucesso, Arno Weissheimer, presidente do Clube Riograndense, atendendo a pedido dos sócios, promoveu uma apresentação do trio. Uma festa de grande sucesso, ocorrida no ano de 1960.
Naquela ocasião, foi lembrado que o tio avô de Egon Schaeffer, era sobrinho neto de Emílio Schaeffer,
um dos fundadores do Riograndense. Ele era dono de uma farmácia e do hotel São João, que serviu de sede para o clube durante 10 anos. 
Novo Hamburgo ou Hamburg Berg se fez presente nas pessoas de Agostinho Cavasotto, diretor distrital do Lions Clube e o ex prefeito Níveo Friedrich. 
O Trio Montecarlo, que foi definido como um pequeno coral, usou modernas  tecnologias (o disco long play, o rádio e a televisão) para reacender o gosto que os fundadores do Clube Riograndense tinham pelo canto coral.
Com o sucesso da TV, o cinema entrou em declínio. O cine Goyo-En cerrou suas portas em 1966. 
Em 1980, o Clube Riograndense sob a gestão de Renato Costa vendeu parte do terreno que seguia até a esquina da Capitão Cruz para Antônio Kindel, onde hoje está o cartório. Nesse terreno morou Carlos Gottselig e sua esposa Teresa, isso foi decidido pela própria diretoria, pois era sócio honorário. Carlos Gottselig faleceu na década de 1950 e a esposa pouco tempo depois. Ele havia deixado um testamento que devolvia o terreno para o clube. O dinheiro da venda foi aplicado na remodelação do clube a partir do extinto cinema. O clube ficou mais amplo e modernizado. 
Em 1990 nova crise financeira surgiu e a parte frontal foi alugada e mais tarde vendida para o Unibanco que anos mais tarde fez fusão com o banco Itaú.
Em 10 de junho de 1988 o Riograndense se uniu ao SER Montenegro, onde os sócios passaram a desfrutar da atual  sede campestre. 
Nos últimos anos foram presidentes além dos já citados, Roberto Athaide Cardona de 1964 até 1973, Gustavo Jahn Filho, Milton Geswein, Edegar Seelig, Lair Gaspar Petry, Celso Orth, Ruy Seelig e em 1991 presidente da ala jovem Marcelo Petry Cardona. No atual ano de 2014 o presidente é Gerson Luis Müller e o vice Leomar E. Hommerding.
Narração e fotos do acervo de Egon A. Schaeffer.
Fontes - História do Clube Riograndense (Lia Petry Seelig), Solange Machado, Jornal O Progresso, Vivência pessoal desde 1950,                           

Texto de Egon Arnoni Schaeffer - Fontes: História do Clube Riograndense (Lia Petry Seelig), Solange Machado, Jornal O Progresso, Vivência pessoal desde 1950

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