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sábado, 23 de agosto de 2014

4680 - Estudo de solução para o probelama das cheias no Vale do Caí recomenda obras que trarão imensos benefícios à região

Diques e corta-rio são apresentados como soluções para as enchentes

Moradores do Matiel pediram ampliação do dique para aumentar proteção









No bairro Niterói, de Canoas, um dique foi contruído há mais de 50 anos e deu
fim ao problema das enchentes, que perturbavam a vida dos seus moradores.
Por sobre o dique, existe a rua Gravataí. Em Porto Alegre, a avenida Castelo
Branco e a Freeway são diques que acabaram com o problema no bairro
Navegantes e na região do Aeroporto Salgado Filho
Para os quatro municípios – Caí, Montenegro, Pareci Novo e Harmonia, as alternativas apresentadas para reduzir as enchentes, são diques e um corta-rio. Se todas as obras forem executadas, o investimento deve superar os R$ 100 milhões. Mas pelo retorno que estas obras vão significar, o custo é até baixo. Além de acabar com o sofrimento de milhares de famílias que vivem o drama das inundações, proporcionará investimentos, expansão urbana e um grande desenvolvimento, numa verdadeira revolução para a região.

O estudo é o primeiro passo para evitar as enchentes. Com base nele poderá se elaborar o projeto e então buscar os recursos necessários. “Existe um programa do Governo Federal destinado justamente para liberar recursos para prevenção de desastres naturais”, lembrou o engenheiro Henrique Kotzian, da Engeplus, responsável pelo estudo, sobre a possibilidade de obtenção das verbas. Conforme o coordenador do planejamento urbano e regional da Metroplan, Dante larentis, após a aprovação do projeto pela comunidade e a obtenção das licenças e recursos, o que levariam em torno de dois a três anos, as obras para a construção da solução das enchentes levariam aproximadamente um ano.
Dique em Harmonia
Para Harmonia foram propostos três diques, de 3,5, 2 e 5 metros de altura e 300, 900 e 1.050 metros de extensão, localizados nas margens direita e esquerda do arroio Salvador e paralelo a rua Henrique Lauermann. O investimento seria de R$ 6,7 milhões, mas beneficiaria apenas 31 pessoas, de 13 edificações. E ainda precisariam três estações de bombeamento para proteger uma área urbana de 7,8 hectares. O engenheiro Henrique entende que o investimento não é compatível. E ainda cinco imóveis teriam que ser desapropriados, além de formar uma barreira visual e trazer transtornos.


Dique no Caí
Para o Caí permanece a alternativa do dique junto à cidade, que no seu topo poderá ser usado até como anel viário, pois teria 10 metros de largura, possibilitando o tráfego de mão-dupla e com a elevação facilitaria até para a ligação com uma futura ponte sobre o rio Caí, substituindo as precárias pontes estreitas do Matiel. 

O dique teria 4,5 metros de altura e 4,4 quilômetros de extensão, contornando a cidade desde a rua Lindolfo Collor seguindo o arroio Coutinho até a margem esquerda do rio Caí e depois até o fundo dos lotes da rua São João subindo até a Oderich, contornando o Instituto Paulo Freire até a rua Saturnino da Silva em direção à estrada do Cadeia. O investimento é calculado em 31,2 milhões de reais, incluindo projetos, obras, desapropriações, adequação do sistema viário e de drenagem. E poderia ter ainda cinco estações de bombeamento para retirada de água.

A grande vantagem é que diretamente cerca de 3,3 mil pessoas ficarão protegidas, o que significa 15% da população, além de 1.568 edificações. Áreas de risco, que costumam ser atingidas por inundações, poderão ser ocupadas sem o perigo dos alagamentos, possibilitando a expansão urbana. O nível de proteção é de uma área de 78,2 hectares. Como desvantagem, foi apontada a necessidade de desapropriação de aproximadamente 96 imóveis para as obras do dique. E o engenheiro Henrique garante que o impacto fora da área protegida é mínimo, com elevação de cerca de 25 centímetros entre Caí e Harmonia. “Pode impactar para 40 famílias, mas beneficiará outras 4 mil”, ressaltou, lembrando da possibilidade de medidas complementares, como remoções e zoneamento.
Mais dique para Matiel
O auditório da Escola Municipal Beato Roque, em Pareci Novo, ficou completamente lotado na noite de quarta-feira, dia 20. Além dos engenheiros da Engeplus Engenharia e Consultoria, participaram representantes da Metroplan e Secretaria de ObrasPúblicas do Estado e Comitê Caí, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais e comunidade em geral, totalizando cerca de 120 pessoas.

O prefeito de Pareci Novo e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (AMVARC), abriu a audiência pública agradecendo a grande participação da comunidade, ressaltando que era o momento de tirar dúvidas e fazer questionamentos. Na sequência, o diretor da área de saneamento e recursos hídricos da Metroplan, Dante Larentis, destacou que nesta terceira audiência pública seriam mostradas as alternativas do estudos, seus prós e contras, impacto e investimentos.

O engenheiro Henrique Kotzian foi quem apresentou o estudo técnico que vem ocorrendo desde setembro de 2013 e deve ser concluído em outubro deste ano. Lembrou que o estudo foi dividido em seis etapas, estando atualmente na quarta. Informou que foram feitos diversos levantamentos, como fotografias aéreas, dados de chuva, níveis e vazões, simulações de enchentes e mapas de inundação.

Para Pareci Novo, o estudo apontou que a alternativa mais viável seria a construção de um dique paralelo ao rio, com investimento de cerca de R$ 7,3 milhões, incluindo duas estações de bombeamento para retirada da água. Com isso, além de proteger 189 pessoas (5% da população), possibilitaria o uso de áreas de risco de inundação para a expansão da ocupação urbana. Mas 27 imóveis teriam de ser desapropriados para o dique que contornaria a cidade até as proximidades da rua dos Parecys.

Outra alternativa, esta regional, seria um dique junto à RS 124, com 4 metros de altura, 4,5 quilômetros de extensão e investimento de 19,1 milhões. Isso garantiria o trânsito na rodovia mesmo em caso de uma grande enchente, além de proteger 129 pessoas de 50 edificações.

Quando foi aberto um espaço para questionamentos, surgiram muitas perguntas. O prefeito Rafael Riffel lamentou que o estudo não contemplava a área rural de Pareci Novo, que costuma ser a mais atingida pelas enchentes. E teme que com um dique do lado do Caí prejudique ainda mais. Mais moradores do Pareci citaram que as alternativas não iriam beneficiar e poderia até prejudicar áreas junto a RS 124, como em Matiel e Várzea. O prefeito de São Sebastião do Caí, Darci Lauermann, também solicitou uma complementação do estudo. O engenheiro Henrique informou que poderão ser feitos alguns ajustes e que a área solicitada poderá ser incluída, ampliando a extensão do dique. “Vamos estudar com carinho uma solução para esta área”, garantiu.

Mais uma audiência pública vai ocorrer, em outubro, com data e local que ainda devem ser definidos. A população também pode opinar, dando notas para cada alternativa e colocando em urnas nas Prefeituras de Pareci Novo, São Sebastião do Caí e Harmonia, e na Câmara de Vereadores de Montenegro. A participação também pode ocorrer pela internet, no facebook Cheias do Baixo Rio Caí.
Canal e dique em Montenegro
A principal novidade, apresentada na terceira audiência pública, realizada na noite da última quarta-feira, dia 20, em Pareci Novo, foram as soluções para Montenegro. Além de um dique, que neste caso passaria por fora da cidade, a proposta mais viável foi de fazer também o canal extravasor (corta-rio). “Só o canal não é suficiente para proteger a cidade”, afirmou o engenheiro Henrique Kotzian, da Engeplus, empresa que junto com a Aerogeo forma o Consórcio Técnico contratado pelo Governo do Estado para fazer o estudo, num investimento de R$ 1,4 milhão.

Só para as duas alternativas apresentadas para Montenegro (dique e canal), o investimento está orçado em 41,8 milhões de reais. Mas seria uma proteção contra cheias de tempo de retorno de 100 anos, inclusive com possibilidade de expansão da área urbana em áreas que costumam ficar alagadas nas enchentes. Um total de 7,4 mil pessoas (cerca de 13% da população) ficariam protegidas, em 3.627 edificações. Garantiria inclusive a navegação através de uma eclusa, além de duas comportas e estação de bombeamento para a retirada da água.

Só o canal, já rebaixaria a enchente em cerca de meio metro em Montenegro e beneficiariam também o Pareci em aproximadamente 47 centímetros e o Caí em 5 centímetros. Mas como não é suficiente, precisaria então também o dique, que teria 4,5 metros de altura 4,9 quilômetros de extensão. Já o canal teria 6,5 metros de profundidade, 50 metros de largura e 1,3 quilômetro de extensão a ser escavada na área rural de Capela de Santana, eliminando a curva que o rio faz em frente a área urbana de Montenegro. O nível de proteção é de 900 hectares. Entre as desvantagens, a necessidade de desapropriação de cerca de 60 imóveis e os impactos ambientais, que vão depender de licenciamentos.

Matéria de Guilherme Baptista publicada pelo jornal Jornal Fato Novo

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