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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

4733 - A Porto Alegre do final do século XIX

Na doca das frutas, situada perto do Mercado Público de Porto Alegre,
navegantes do rio Caí atracavam seus barcos e canoas, nas quais traziam
produtos agrícolas produzidos por eles e seus vizinhos

Na Rua da Praia, a mais central de Porto Alegre, duas fábricas de chapéus
eram vizinhas, concorrendo pela preferência do público


Gravuras de João Faria Vianna baseadas em fotografias de Porto Alegre
feitas no final do século XIX










  • Não se sabe como três das clássicas gravuras de João Faria Vianna foram parar em Sergipe. Mas é certo que, na semana passada, elas voltaram para casa. O responsável pelo retorno foi o jornalista Cláudio Dienstmann, que, furungando na rede, encontrou os trabalhos sendo leiloados naquele Estado, os adquiriu e, com zelo, encaminhou-os às mãos habilidosas do Atelier Alice Prati de Restaurações, para um processo de limpeza e conservação.
  • João Faria Vianna nasceu e morreu na Capital (1905-1975) e era um apaixonado pela cidade. Os desenhos foram produzidos sob encomenda, em 1940, e dois deles foram publicados originalmente – com excelente qualidade – no raro livro Imagens sentimentais da cidade, de Athos Damasceno Ferreira. Faria Vianna foi também professor, ilustrador da Revista do Globo e, em 1938, fundou a Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (cujo nome homenageia o Aleijadinho), tendo sido o seu primeiro presidente.
  • No Brasil, obteve diversas premiações. Existem obras dele em várias coleções particulares nos Estados Unidos da América, Inglaterra, França, Portugal e Itália, o que de certa forma explica a presença destas no nordeste brasileiro. As cenas, baseadas em antigas fotos do final do século 19, reproduzem as docas, o antigo Mercado Público e o casario colonial da Rua da Praia.

Texto e ilustrações publicados na coluna Almanaque Gaúcho, de Ricardo Chaves, no jornal Zero Hora, edição de 1 de setembro de 2014

Coincidência:

Cartola encontrada pelo bisneto do fabricante Emílio Hanssen (Foto: Erika Hanssen Madaleno/Arquivo pessoal)
O neto do chapeleiro Emílio Hansen guardou até a sua morte essa cartola fabricada, provavelmente, pelo seu bisavô

Morreu, recentemente, em Harmonia, o senhor Klaus G. Kurt Hanssen.  Ele tinha 87 anos e era neto do imigrante alemão Emílio Hanssen, proprietário de uma fábrica de chapéus situada em Porto Alegre. O filho do chapeleiro foi Eresto Hanssen, que foi um dos primeiros praticantes do futebol, em Porto Alegre, no início do século XX..
Quando Klaus Hanssen morreu, veio de São Paulo um filho seu para tomar as providências necessárias. Ele se chama Bernardo e é, portanto, bisneto do chapeleiro, encontrou entre os pertences de seu pai uma cartola, em impecável estado. Provavelmente um produto da chapearia de Emílio Hanssen. 
A mesma fábrica que vemos retratada na segunda das três gravuras de João Faria Vianna reproduzidas acima.




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