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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

5009 - Historia do Seminário de Pareci Novo - O terreno e a casa



Esboço histórico do Colégio de São José, de Pareci Novo
Publicado em “Notícias da Província Brasileira do Sul da Companhia de Jesus”,
março de 1942, nº 17, páginas 130-139.
(..........)

O terreno e a casa

Até pelos meados do século XIX, o Pareci não era senão uma vasta fazenda
inabitada. O extenso terreno, aqui e ali levemente ondulado, era cortado pelo rio Caí e
compreendia mais ou menos a metade do atual município de Montenegro e uma parte
do vizinho município de São Sebastião do Caí. O território todo media cerca de três a
quatro léguas, isto é, 15 a 20 quilômetros quadrados. Com exceção de 1/4 de légua de
campo em Pareci Velho, todo o resto era fertilíssima terra de mata virgem. O
proprietário da fazenda residia numa comprida casa de um andar de cerca de 80 metros
de comprimento e 11,5 de largura, a atual casa de retiros.
José Inácio Teixeira, mais conhecido pelo nome de Juca Inácio, mandou em
1854 medir suas terras e confiou-as a dois colonos de São José do Hortêncio para que as
vendessem e colonizassem. Paulino Teixeira, filho e herdeiro único de Juca Inácio,
herdou mais tarde as posses do pai. Mudando-se, porém, para a outra banda do rio, para
a atual casa do senhor Teodoro Teixeira, deixou como administrador da fazenda o
senhor Jacó Ely. Este começou logo a derrubar as grandes matas e para valorizar a
madeira, construiu uma serraria que se estendia do atual tanque em direção à estrada
pública.
Pelos anos de 1885, o P. Theodor Amstad, então coadjutor na paróquia de São
Sebastião do Caí, pastoreava os primeiros habitantes do Pareci. Conhecendo a grande
fertilidade do sole e as condições favoráveis para fundar florescente povoação, o bom
padre empenhou-se muito em trazer sempre mais colonos. Visitava frequentemente seu
pequeno rebanho, instruindo a boa gente nas verdades da religião e rezando-lhes
mensalmente missa no atual armazém do senhor Albano Kirst, onde então funcionava
modesta ferraria.
Como nos refere o próprio Padre Amstad, foi numa de suas visitas ao rebanho do
Pareci que chegou ao plano de transferir para alí o seminário menor que, desde 1893, se
achava em São Sebastião. Era na festa dos Reis Magos de 1895. O padre caminhava ao
longo da casa da antiga fazenda quando lhe acudiu a ideia de que naquele casarão se
poderiam alojar 80 a 100 seminaristas, enquanto que em São Sebastião só havia lugar
para cerca de 20 alunos. Entabulou logo negociações com o senhor Jacó Ely que então
possuía o edifício e a conselho seu o P. Guilherme Doerlemann, então Superior da novel
Missão, em 1895 comprou a casa da antiga fazenda e o terreno em derredor pela soma
de 20:000$000. O falecido Padre Amstad pode, portanto, ser considerado não só o fundador
da povoação de Pareci, mas também do nosso Colégio.

PARECI NOVO –  CASA DOS JESUÍTAS  De 1895 a 1996, Padre Inácio Spohr, SJ

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