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terça-feira, 4 de agosto de 2015

5167 - Memórias do Caí, por Nelson Belém, filho do primeiro gerente da Kibon

No prédio que existe ainda hoje, a Kibon instalou-se no final da década de 1950,
permanecendo ali até meados dos anos 60
 Nelson Moraes Belem é filho de José de Lima Belem, que foi gerente da fábrica Kibon e ajudou a instalá-la no Caí, nos anos de 1958/1959 e de Dulce Moraes Belem. Figuras destacadas da sociedade caiense naquela época. Por ter vivido parte da sua juventude na cidade, Nelson guarda forte sentimento afetivo pelo Caí e os caienses. Aqui, ele conta suas lembranças da vida dos Belem na cidade.

A estada da família Belem no Caí se deu em duas fases: 
A primeira delas foi do final de 1958,  quando da instalação da Kibon, até 1963 quando fomos para Porto Alegre e meu pai deixou a Kibon, voltando para São Paulo em meados daquele ano.
Voltamos ao Caí em meados de 1966 em um projeto para ocupar o prédio da Kibon sob a administração da Lacesa, (Laticinios Lajeado) o qual ficou apenas no papel e retornamos a São Paulo em fins de 1969. José de Lima Belém já estava bastante doente, vindo a falecer em maio de 1970. 
A Griffith, que se instalou no mesmo prédio e ficou poucos anos  foi gerenciada pelo engenheiro Ismael Mistrello. Este foi um dos primeiros funcionários do senhor Belem, como era chamado, e, posteriormente, os dois se tornaram compadres.
O Caí sempre fez parte das nossas melhores memórias afetivas, minhas e de minha mãe, que veio a falecer há cinco anos. 
Estivemos, algumas vezes, visitando os amigos que lá deixamos e que se tornaram extensão da nossa família. Dona Cenyra Blauth, o casal Mauro Selbach e Elaine e seus filhos, a quem trato por tios e primos afetivos. 
Com minhas duas filhas, Fernanda e Daniella, minha esposa Miriam e mamãe fizemos uma visita ao Caí em 2007. Foi a última vez que estivemos aí.
Nestas épocas de enchente no Sul, fico mais atento ainda em saber notícias deste meu rincão.
Fui para o Caí com 3 anos. Fora os 3 anos que voltamos para São Paulo, saí do Caí aos 15 anos. Aprendi a ler e a escrever no Ginásio São Sebastião. Pertenci ao Grupo de Escoteiros Taquató, que era coordenado pelo Nestor Selbach e pelo Potter. Tivemos uma passagem de muito relacionamento com os nossos queridos amigos caienses. Minha mãe jogava Bolão pelo clube Aliança e frequentávamos o Country. 
Na fase em que papai trabalhava na Kibon, nossa casa se tornou uma espécie de embaixada paulista. Os gestores da Kibon e nossos familiares iam constantemente para o Sul e se hospedavam lá em casa, ao lado da Igreja Matriz e do Ginásio São Sebastião. 
Meu avô, Luis Moraes, foi o primeiro dono da tabacaria que funcionava na sala da frente da casa do Mauro Selbach, (hoje, o Calçadão), que posteriormente foi cuidada pela Sra, Elaine e a filha Cristina Quando estive aí, pela última vez, já era uma floricultura e loja de ornamentos domésticos da Cristina e da esposa do Cláudio Selbach.
Vi em um de seus "posts" uma menção ao nome do meu pai e a instalação da Kibon. Meu pai foi um dos primeiros funcionários da Kibon, (Cia Harkson de Produtos Alimenticios). Entrou lá em 1942 e chegou a completar 20 anos de empresa. Tenho muito orgulho deste fato, pois são poucos aqueles que ajudaram a construir uma empresa que ainda tem seu nome forte e com grande tamanho de mercado. Aquelas empresas que vieram para durar. Na década de 50, junto com o "boom" industrial do Brasil, a direção da Kibon escolheu o Rio Grande do Sul para ter a sua primeira fábrica fora do eixo São Paulo-Rio. Homens com os doutores. Egydio Michaelsen, Orestes Lucas , Cassio e Mario Leão, foram os grandes incentivadores da instalação da Kibon no Cai. 

Foto e texto do acervo de Nelson Moraes Belem

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