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sábado, 16 de dezembro de 2017

5226 - A morte de seu Raimundo Flores, aos 100 anos

Morre o Seu Miúdo, aos 100 anos



Seu Raymundo teve, com sua esposa Nilza, um casamento muito feliz e duradouro

Seu nome é Raimundo Flores, mas todos o conhecem por Miúdo. Aliás, Seu Miúdo, que é como o tratam devido ao respeito que todos têm por ele.

Chegar vivo a uma idade tão avançada é uma grande vitória, mas seu Miúdo se destaca não apenas por isso. 

Ele é casado com Nilza Bueno Flores, que tem 93 anos, e o casal se dá muitíssimo bem. Agora, na idade em que estão, os dois costumam ficar sentados na sala, conversando de forma muito serena e carinhosa, demonstrando a continuidade do amor que, entre eles, dura mais de 80 anos.

O casal tem nove filhos vivos: o mais velho é Cilon, com 72 anos, e os demais são Antônio Vilson, com 69; Neusa Werner, com 66; Eliete Knop, com 62; Carlos Francisco, com 58; Eronete Fink, com 55; Luiza Hartmann, 54; Marines Fernandes, 53 e Ana Flávia Metz, 50 anos.

Além desses, seu Miúdo e dona Nilza tiveram mais dois filhos que faleceram em acidentes: Luís Dilon e Inácio.

O centenário caiense trabalhou na roça desde novo. Comprou um caminhão e se dedicou a revender produtos coloniais da região, que ele levava para o mercado em Porto Alegre.

Nascido e criado na localidade de Passo da Taquara, Seu Miúdo mudou-se, posteriormente, para a  casa, no Caí, na rua 13 de Maio, junto ao centro da cidade.

Mas, mesmo morando na cidade, não deixou de trabalhar nas suas plantações e comércio de produtos coloniais. Ele só parou com essas atividades na idade de 94 anos.

Seus filhos contam que Seu Miúdo foi sempre muito atencioso com os filhos. Toda noite lhes contava uma história com enredo que ele mesmo inventava. A cada dia uma história diferente.

Dizem também que ele trabalhava sempre com alegria, seja na roça, seja no caminhão. Seu Miúdo ama as pessoas e os animais. Não gostava de assistir ao abate de animais. Na colônia, quando um boi, porco ou mesmo galinha era morto não podia ver e ficava triste com os gritos ou gemidos dos animais sacrificados.

Quando a árvore que havia na calçada da sua casa foi destruída por um vendaval, plantou uma bergamoteira no lugar, para que as pessoas pudessem apanhar e consumir a vontade.

Outra coisa importante para ele foi a religião. Décadas atrás ele costumava ir à missa com seu caminhão, levando a esposa e todos os filhos. Hoje não vai mais a igreja. Mas, em casa, assiste à missa pela TV. Duas por dia!

Mais recentemente seu Raimundo foi notícia, no Fato Novo, pelo fato de ainda dirigir seu automóvel pela cidade quando já tinha 95 anos.

Certa vez, quando já tinha 89 anos de idade, seu Raimundo e dona Nilza estavam na casa de veraneio de uma das filhas quando resolveram voltar para o Caí. E, ao invés de falar para a filha, eles resolveram fugir e vieram sozinhos, com ele dirigindo o carro até o Caí.


Longevidade
A boa saúde física e mental de seu Raimundo, apesar da sua idade, faz com que surja a curiosidade quanto ao seu modo de vida.

Conforme foi dito pela sua filha Neusa, ele sempre gostou de comer feijão, arroz e carne, frutas e verduras comia menos. 

Sua alimentação era a mais natural possível, comia o que plantava. Nunca bebeu e fumou, e também não gostava de ficar parado, sempre foi muito ativo.

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