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sábado, 13 de janeiro de 2018

5252 - Imigração Alemã no Rio Grande do Sul





Colonos chegados a São Leopoldo, na década de 1820, tiveram de derrubar o mato 
fechado para fazer suas  plantações e moradias


  1ª etapa (1824-1845)


     Foi a fase mais difícil para quem veio para o Brasil, conhecida com a fase de subsistência. 
Além da dificuldade para pagar a "dívida colonial" referente à viagem para o Brasil e 
o estabelecimento nas novas terras, os alemães tiveram de enfrentar conflitos com os indígenas 
que habitavam as terras, a Guerra da Cisplatina e a Revolta dos Farrapos. Em 1830, a lei 
orçamentária do Império não previa mais recursos para a imigração, dificultando ainda mais 
difícil a vida dos recém-chegados. 


2ª etapa (1845-1870)

Foi a fase da expansão do comércio. Após se estabeleceram e iniciarem 
o processo agrícola, a produção de excedentes deu início às trocas comerciais - 
surge a figura do comerciante de origem alemã. Como somente ele possuía 
os meios de transporte (mulas e barcos) para elvar a produção até Porto Alegre, 
pagava muito pouco aos colonos e vendia a bons preços na capital da província. 
Nessa fase, os imigrantes estabeleceram suas colônias em Feliz, Bom Princípio, 
Estrela, Lajeado, Santa Cruz do Sul,


       Família Winter, de Bom Princípio

[Imigraçao+escola.jpg]
Escola em Estrela, RS
Família Jacobsen, de Venâncio Aires

3ª etapa (1870 em diante)    

A fase do desenvolvimento da industrialização. A acumulação de 

capital dos comerciantes permitiu investimentos no setor 

industrial: cervejarias, fábricas de calçados, olarias, curtumes 

e construção naval. Surgem, nessa época  algumas das principais 

“dinastias” familiares de origem germânica: Ritter,Renner, Mentz, 

Dreher, Sperb, Vontobel, Gerdau... 

Lembra dessas marcas, todas de origem alemã.
                      


     Houveram  imigrantes alemães que, diferente da grande maioria, 
trouxeram consigo capitais para investir, mas eram industriais de menor
cacife financeiro - os mais ricos foram para São Paulo e Rio de Janeiro. 
Foram eles os Rheingantz (1874, Rio  Grande, indústria têxtil) e os 
Neugebauer (1891, Porto Alegre, fábrica de doces e balas). A diferença 
entre as indústria gaúcha e paulista era que a indústria gaúcha tinha 
capital proveniente 
do mercado interno, enquanto na indústria paulista prevaleciam as 
ligações com o mercado externo - principalmente pelo café. 
A arrancada industrial se deu ao mesmo tempo no Rio Grande do Sul 
e em São Paulo, porém, a diferença de capital entre os industriais daqui 
e do centro do país era muito grande. 
Os mais ricos estavam (e estão, até hoje) em São Paulo.

A grande maioria da comunidade alemã continuou sendo de colonos  agricultores, submetidos a grandes dificuldades: precariedade técnica, pouca renda, fracionamento de heranças dos lotes coloniais que já não eram muito grandes - o que causou o êxodo rural em direção ao planalto.



     O desenvolvimento dos imigrantes não foi acompanhado de uma efetiva participação política, a não ser nas Câmaras Municipais nos municípios de colonização alemã.

Somente em 1881, com a Lei Saraiva, os não-católicos e estrangeiros naturalizados tiveram direto a voto. Isso beneficiou os alemães que eram, em sua grande maioria, protestantes. Essa lei não valia, no entanto, para os italianos recém-chegados.

     Abaixo, para efeitos de comparação, segue um levantamento do IBGE sobre a chegada de alemães ao Brasil. Para o Rio Grande do Sul interessam basicamente os dados do século XIX que foi quando a imigração teve como destino o sul do país.




Matéria publicada no blog História e Vestibular

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