sábado, 24 de outubro de 2009

485 - Irmão Weibert

O Irmão Alfredo Henz escreveu o livro Maristas no Brasil Meridional e nele registra outras informações interessantes. Consta na obra que “logo depois do Congresso da Feliz, o Padre Stenmanns, auxiliado pelos colegas vigários das demais Paróquias, pôde enviar pelo Banco da Província do Rio Grande do Sul 1.722 francos e 65 centavos aos Superiores da Europa para custear a viagem de três Irmãos.”
Outros trechos interessantes da mesma obra:
“O Irmão Weibert, chefe da pequena missão, era homem enérgico e decidido, ia direto aos objetivos visados. Já no dia 13 de junho, festa do Sagrado Coração de Jesus, os três iniciaram sua longa viagem.” Por isto os irmãos diziam que, “se surgir uma obra, chamar-se-á Província do Sagrado Coração de Jesus.”
“A viagem durou uns 30 dias. E a bordo do Guaíba, não havia sacerdote. Os três religiosos foram penalizados por ter que permanecer tanto tempo sem o consolo da celebração eucarística.
Após quatro semanas, atracaram no porto de Maceió, Alagoas. Houve exclamação de satisfação: Enfim, chegamos! Ilusão! Foi-lhes respondido que tinham de rumar mais para o sul.
Ladeando as costas do Brasil, procuravam, por todos os modos, junto aos passageiros, saber onde ficava a “cidade” de Bom Princípio, quais seus meios de comunicação, suas indústrias seu número de habitantes etc. Estranharam que ninguém lhes soubesse dar a mínima informação.”
“A primeira aula começou no dia 16 de agosto, duas semanas após a chegada: funcionava numa sala improvisada, na base da torre da igreja.
Eram 39 alunos da primeira turma destinada à Escola Complementar. Todos chegaram aos exames finais realizados no dia 12 de dezembro seguinte.
Os irmãos não conheciam o sistema de exames da colônia. No dia anunciado apareceram na escola os membros da Comissão do Congresso, os vigários e professores das paróquias vizinhas, os parentes dos alunos e todos quanto quisessem informar-se dos novos professores e de seu sistema escolar. Os anais referem: Jamais se viu tribunal igual, para julgar alunos e professores.
Note-se que em carta de 20.01.1898, o Padre Stenmanns havia escrito ao Ir. Superior Geral : os alunos, na casa deles, não têm nenhuma noção da língua portuguesa.
O progresso dos alunos foi tal que os exames, no fim do primeiro ano, já puderam ser realizados em duas línguas, alemão e português.”
“Em 1903, os Maristas tinham na França aproximadamente 3.000 Irmãos distribuídos em 600 comunidades. Precisamente naquele ano, deu-se, na França, a grande perseguição religiosa com a conseqüente expulsão das Congregações Ensinantes menores, isto é, aquelas que trabalhavam com o povo das pequenas cidades do interior.”
“Até 1920, por força da lei de expulsão dos religiosos da França, chegaram ao Brasil Meridional 15 turmas de missionários maristas, num total de 159 irmãos, em geral jovens professores com votos temporários, ainda na primavera da vida.”

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