sábado, 24 de outubro de 2009

499 - Armindo Carrard

Armindo Carrard, de Bom Princípio, quase elegeu-se prefeito de Montenegro

A família Carrard sempre teve participação destacada na vida de Bom Princípio e da região.
O primeiro Carrard a se destacar foi Eugênio que, ainda no século XIX, foi administrador da Colônia de Santa Maria da Soledade. Ele era natural do cantão de Friburgo, na Suíça e veio para o Brasil quando ainda era um adolescente, acompanhando os pais Pedro Carrard e Margarida Klei Carrard. Nasceu no dia 3 de junho de 1838.
Estabeleceu-se na localidade de Piedade, hoje pertencente ao município de São Vendelino, mais precisamente no lugar conhecido até hoje como Morro Carrrad. Destacou-se por transmitir aos colonos técnicas avançadas de produção agrícola e tornou-se um importante líder comunitário.
No ano de 1892, com a república instaurada no Brasil, Eugênio Carrard continuava prestigiado. Tanto que foi escolhido para presidir a primeira seção eleitoral do 4º Distrito de Montenegro, que compreendia Bom Princípio e São Vendelino. Esta seção funcionava na casa do Tenente Coronel Carlos Bürgel e tinha como mesários Antônio Oppermann Sobrinho, Henrique Bleil, Cristiano Pedro Jacob Seibert e Pedro Werner. A segunda seção funcionava na casa de Carlos Weirich, era presidida por Maurício Bournier e tinha como mesários Pedro Nedel, João Henrique Schultem, Pedro Antes e Carlos Lydmaier. A terceira seção, que funcionava na casa de Jorge Anchau, tinha como presidente João Martinazzo e mesários Teodoro Cosseau, Antônio Zubaldro, Teodoro Moelman e Adolfo Frager. A quarta seção, que funcionava na aula pública de João Antônio Dias de Andrade e era presidida pelo mesmo, contava com os mesários Carlos João Frederico Daubermann, Pedro Winter, João Ludwig e Pedro Liesenfeld. Eugênio veio a falecer em 1º de abril de 1924. Ele era casado com Claudina Rodrigues da Fonseca, que era filha do pioneiro colonizador de Bom Princípio Mathias Rodrigues da Fonseca.
Um dos filhos de Eugênio, chamado Eugênio Isidoro Carrard, foi dono de uma importante casa comercial no centro de Bom Princípio, praticamente em frente à igreja. Nascido em 1876, ele morreu no ano de 1945 tendo sido uma das primeiras vítimas de acidente automobilístico na região. Ele andava montado na sua mula quando o animal assustou-se com a passagem de um caminhão e veio a chocar-se contra o veículo. Eugênio faleceu em conseqüência deste fato, que veio a ser um dos primeiros acidentes automobilísticos ocorridos na região.
No seu estabelecimento comercial denominado Casa Carrard, vendia mercadorias nacionais e estrangeiras e comprava a produção dos colonos. Junto à sua Casa Carrard ele tinha engenho de arroz e prensa de alfafa. No engenho ele processava o arroz colhido pelos colonos e a prensa servia para enfardar a alfafa que, cultivada na região, era exportada para ser consumida como ração para cavalos, especialmente os do exército brasileiro. A alfafa foi, por muitos anos, um importante produto agrícola da região.

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