domingo, 15 de novembro de 2009

620 - Plano estratégico

Hilário Junges foi o mentor do extraordinário case de sucesso observado no município de Tupandi

Note-se que o fato de São Vendelino haver perdido território e população em virtude da inconformidade de alguns moradores de Piedade acabou sendo benéfico para as finanças do município na sua fase inicial. A arrecadação da prefeitura com o Fundo de Participação dos Municípios seria a mesma com ou sem estes territórios perdidos. E as obrigações com conservação de estradas, eletrificação, educação, saúde e tudo mais seriam maiores.
Nos primeiros anos, o dinheiro recebido do Fundo de Participação era praticamente a única fonte de recursos para a administração. Mas Jair estava consciente de que o município não poderia ir muito longe se continuasse a depender apenas do Fundo de Participação dos Municípios. Prova disto é que outros municípios igualmente pequenos e pouco populosos, embora tenham também se beneficiado do mesmo volume de recursos do Fundo de Participação, não conseguiram progresso sequer semelhante ao de São Vendelino.
Era necessário investir na atração de empresas e no incremento à produção agropecuária para dar emprego e renda para a população e maior retorno de impostos para a prefeitura. Jair chegou à conclusão de que precisava atacar em duas frentes, promovendo a atividade econômica tanto no interior, com a agropecuária, como na cidade, com a indústria e o comércio. Uma das primeiras providências foi a de incentivar a criação do Sindicato Rural.
Pensando em incrementar a indústria e o comércio, o prefeito comprou uma área de terras e começou a implantação do loteamento industrial e residencial. Qualquer pessoa que quisesse implantar uma indústria ou comércio no município ganhava ajuda com terraplenagem e parte do cimento, areia e brita. Ao final da primeira administração já haviam surgido algumas novas empresas no município, como a Metalúrgica Lutz, a Esquadrias Tulipa e a Fibras Bonfanti. A prefeitura chegou a construir um prédio para a instalação de uma fábrica de luminárias, que funcionou por meio ano e depois mudou-se para outro município. Investidores foram incentivados a construir pavilhões industriais para alugar para empresas. Surgiram, ainda no período da primeira administração municipal, os primeiros ateliers de costura, empresas que não apresentam grande estrutura (prédios, máquinas etc) e nem dão muito emprego no município, mas que geram muito retorno de impostos. Estas empresas, ao lado dos aviários, se constituiriam na grande fonte de riqueza e progresso para o município.
Começou também um programa de estímulo à implantação de aviários. Existiam, então, apenas dois pequenos e antiquados aviários no município, com capacidade para criar um total de 7.000 frangos por lote. Buscou, para isto, inspiração em programa semelhante desenvolvido pela prefeitura de Teutônia. Inspirou-se, também, no trabalho que o ex-prefeito de Bom Princípio, Hilário Junges, vinha desenvolvendo na prefeitura de Tupandi. Com a parceria da Frangosul, a prefeitura passou a oferecer incentivos e conseguiu que quatro agricultores locais investissem na implantação de aviários modernos, com maior produtividade. A Frangosul financiou o investimento destes primeiros avicultores, aceitando receber o pagamento do empréstimo em produto (frangos).

Nenhum comentário:

Postar um comentário