segunda-feira, 9 de setembro de 2013

2686 - Posto Zootécnico das Colônias

O Posto Zootécnico das Colônias, criado pelo governo do estado, quando
Getúlio Vargas presidia o Rio Grande do Sul,  foi o primeiro estabelecimento
do gênero no Rio Grande do Sul e teve extraordinária importância para
a melhoria da agropecuária no estado


Em 1929, com o fechamento da Estação Experimental, o então intendente Egydio Hervê acertou com o governo do estado a aquisição de uma área maior para possibilitar a instalação de um posto zootécnico. 
Getúlio Vargas era o presidente do estado na época e foi ele que autorizou o investimento. Influiu, para isso, um abaixo assinado com o nome de centenas de montenegrinos. Getúlio atendeu ao pedido e a área foi adquirida.
O município e o estado dividiram a despesa na compra da Fazenda do Passo da Cria, que pertencia a Benjamim Athayde Pinto. Era uma grande área, de 352 hectares, situada entre o bairro Timbaúva e o morro Monte Negro, na margem direita do Arroio da Cria (também conhecido como arroio.
O médico veterinário, doutor Thomaz Martins foi nomeado primeiro diretor do posto, tendo como auxiliar o técnico rural Anacreonte Ávila de Araújo e assim o Posto Zootécnico das Colônias (PZC) foi criado. A data inicial foi 16 de março de 1929.
Getúlio Vargas mandou para a Europa e Estados Unidos o engenheiro agrônomo Mário de Oliveira, chefe da Secção de Indústria Animal da Diretoria de Agricultura que adquiriu animais de raça para desenvolver vários postos de zootecnia  no estado. O de Montenegro foi o primeiro deles e foram para lá, inicialmente, todos os animais adquiridos, que depois foram repartidos com os demais postos criados posteriormente.
Eram machos e fêmeas das raças Árabe, Normando, Jersey, Romney Marsh, Duroc Jersey, Polland China, Rhodes Island Red, Leghorn, Holandesa, Hereford, Durhan, Rembuillet, num total de 86 cabeças. Destacaram-se os dois reprodutores da raça holandesa, que tiveram grande papel introdução dessa raça, grande produtora de leite, no Rio Grande do Sul. Os nomes desses dois touros, da mais fina linhagem holandesa, eram Pel´s Ivojan e Marius Bozumer II.
Já em 1935, quando foi realizada a Exposição Farroupilha, em Porto Alegre, o Posto expôs magníficos resultados. Chamou especial atenção as vacas leiteiras com produção diária de 28,8 quilos diários de leite.
A vacina contra a aftosa, grave doença que dizimava  rebanhos, foi desenvolvida no Rio Grande do Sul e as primeiras experimentais, a nível de campo,  foram feitas no Posto Zootécnico das Colônias, em Montenegro. Um acontecimento de importância mundial, na área da zootecnia.
Depois disto, mesmo mudando de nome, a Estação Experimental continuou ativa durante décadas, dando inestimável contribuição para o desenvolvimento da agropecuária no Vale do Caí e em todo o estado. Uma história grande demais para ser contada nesse blog.

Dados extraídos do livro Montenegro de Ontem e de Hoje, 3º Volume, que contém notável levantamento da história do Posto Zootécnico, escrito pelo seu diretor Waldemar Miranda de Oliveira

Foto do acervo de Romélio Oliveira


Um comentário:

  1. renato,fico faceiro que os livros que te dei esta ajudando a dar o historico real das coisas e fatos de montenegro,estes 3 livros sao sensacionais,mas falta ainda conseguirmos o campos neto e no nosso livro que no fim do ano sera lançado,com mais de 220 fotos que os livros de montenegro de ontem e hoje,nao tem.sera praticamente uma complementação.que voces vao gostar e logicamente que ganharao um exemplar.abraço romelio.este blog esta cada vez melhor.romelio

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