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sábado, 21 de setembro de 2013

2752 - A casa de Carlos Henrique Oderich

A casa do fundador da Conservas Oderich
Essa casa, que ainda existe no cento do Caí, foi construída pelo industrial caiense Carlos Henrique Oderich.

Carlos Henrique Oderich era filho de Adolfo Oderich.

Adolfo, nascido na Alemanha, veio jovem para o Brasil. Era de família rica e influente. Mas, como não era o filho mais velho, não herdou o negócio de seu pai e teve de buscar o sucesso na vida em outras terras. Depois de formar-se em técnicas comerciais, ele veio para Porto Alegre (em meados do século XIX) e foi trabalhar numa empresa comercial. Ralou muito, percorrendo o interior do estado na função de caixeiro-viajante. Casou com uma caiense e ficou na cidade. Foi comerciante e industrial, destacando-se como exportador de banha. Certamente os seus relacionamentos na Alemanha, sua terra natal, o ajudaram muito.
Adolfo Oderich construiu um grande sobrado, ainda hoje existente e bem conservado, no qual reside o industrial Cristiano Oderich.
Adolfo Oderich, na primeira década do século XX, mandou seu filho Carlos Henrique Oderich estudar na Alemanha. Ele foi e aprendeu técnicas moderníssimas de conservação de carnes em latas. Voltou para o Brasil e, com apoio do pai, criou a Conservas Oderich, em 1909. Uma das primeiras indústrias no mundo a produzir e comercializar carnes enlatadas.
Quando Carlos Henrique Oderich construiu sua casa, a fez menor que a do seu pai. E ali residiu a sua esposa, Alzira Michaelsen Oderich (irmã de Egydio), até o seu falecimento (na década de 1980) com mais de cem anos de idade.

A casa aparece na foto como era quando nova. Talvez logo após a sua construção. Ela parece mais simples e menos bonita  do que a sua aparência atual, apesar dela estar, agora, desabitada há bastante tempo.

A Conservas Oderich passou por período de grande decadência em meados do século XX. A fábrica de conservas chegou a fechar e foi Carlos Henrique Oderich Sobrinho que conseguiu recolocá-la em atividade. Depois disso, os filhos de Carlos Henrique Oderich (principalmente Marcos, Cláudio e Lúcia) conseguiram fazer com que a empresa prosperasse, voltando a ser uma potência  mundial na produção de conservas alimentícias.

Observando essa foto e a comparando com a imagem atual  do prédio, nos chama atenção o fato de que não  existiam  árvores em torno  a casa e a  própria construção parece descuidada, com problemas  na  pintura.  Impressões que se tem  quase sempre ao vermos fotos antigas.

Quanto às árvores, o que provavelmente explica essa impressão é a aversão que os  antigos tinham pelo mato. Havia mato demais e viver no meio do mato era muito ruim. Os primeiros imigrantes, largados  no meio do mato, sofreram muito. A selva era o inferno e eles sofreram muito para transformar aquilo em um lugar agradável para se viver.

Ninguém, naquela época, queria saber de árvore. O mais que se queria fazer era desmatar para fazer plantações e criar animais  úteis. O negócio, naquela época era cortar o mato para se livrar de cobras, aranhas escorpiões e outros animais  perigosos, possibilitando a criação de vacas, ovelhas, cavalos, porcos e a plantação de milho, feijão, aipim, mandioca, frutíferas e outras plantas  úteis. Bem no início, até mesmo índios selvagens (saíam do mato) atacavam os colonos, matando os homens e sequestrando mulheres e crianças. Até os macacos saíam em bandos do meio do mato e atacavam as plantações de milho dos colonos, destruindo tudo.

Quanto à pintura, é muito comum observar-se o mau aspecto das casas em fotos antigas. A explicação, talvez, está no fato de que a qualidade das  tintas usadas naquela época era muito inferior à atual. Além disso, o poder aquisitivo das pessoas, e das empresas, no passado, era muito inferior ao atual. Naquela época, os mais ricos viviam uma vida simples e desprovida de conforto, se comparada com a que levam as famílias da baixa classe média atualmente. A falta de tintas de qualidade e de recurso financeiro, pelo visto, fazia com que a conservação dos prédios deixasse a desejar.

Foto disponibilizada na  internet por PabloSane Hentz



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