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| Ernesto Nicolau Kremer, quando solteiro, em 1914 |
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| Henrique e Valdo Kremer, irmãos de Ernesto Nicolau, em foto realizada no Atelier Huhnfleisch |
Na fase inicial da colonização alemã no Rio Grande do Sul, ocorreu o fenômeno da marcha para o oeste e para o norte. Os imigrantess que inicialmente haviam se estabelecido no Vale do Sinos e imediações, ganharam terra suficiente para a manutenção de suas famílias. Mas, quando os filhos cresciam e formavam novas famílias era necessário adquirir novas terras para eles. E isso se resolvia adquirindo propriedades em colônias novas.
Assim foram sendo colonizadas novas áreas como a de Feliz, Bom Princípio, São Vendelino, Tupandi, Pareci Novo, Salvador do Sul, Maratá, Brochier, São Pedro da Serra e outras. E os filhos dos colonos dessas áreas, quando cresceram, tiveram de buscar áreas mais além, onde novas colônias iam sendo abetas e as terras podiam ser adquiridas a preços baixos.
Dessa forma, muitos jovens do Vale do Caí, pelo início do século XX, migraram para o norte do estado, Santa Catarina e Paraná. Outros foram para o norte da Argentina e houve alguns que foram atrás de terras no Paraguai.
De 1901 até 1935 o Paraguai passou por períodos de tumultos
políticos onde 2 partidos disputavam o poder. Neste período houveram muitas
revoltas que deixaram o país em situação de instabilidade
constante. E alguns se deram mal com isso, devido à instabilidade política que imperava naquele país.
O casal Ernesto Nicolau e Celina Kremer, após o seu casamento, em
1920, foi morar no Paraguai, na cidade de Encarnación. Lá, eles administraram um
curtume em sociedade com um irmão de Ernesto.
Mesmo com a difícil crise econômica por que passou o país naquela época, com forte inflação, Ernesto e Celina moraram lá até 1926 e, neste período, tiveram quatro dos seus 14 filhos: Osvaldo,
Ulda, Valter e Albino.
Naquele ano, os conflitos políticos se agravaram. Aconteciam saques e
pilhagens nas propriedades e muitas pessoas eram mortas. A situação chegou a tal ponto que eles resolveram voltar ao Brasil.
Na fuga, caminhavam durante o dia e, à noite, escondiam-se na mata, passando por várias dificuldades com as crianças que
tinham entre um e 6 anos de idade.
Depois de três semanas, foram pegos pela polícia local. O medo
foi grande. Sua sorte foi que um dos oficiais conhecia Ernesto Kremer e
deu-lhe um passaporte para voltar ao Brasil.
Percorreram o restante do caminho de barco e, dali em diante, de trem, até chegarem a Montenegro.
Texto de Isolete Mossmann e fotos de seu acervo


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