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A crueldade da Guerra do Paraguai era a mesma de todas as batalhas
ocorridas no mundo da época, inclusive no Vale do Caí
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“Por pouco, o tenente Ernesto não mandou acabar com os inimigos que estavam feridos e enterra-los na mesma vala, junto com os demais. Foi preciso a intervenção do capitão Thomé para acalmar o homem. Um piquete de 5 provisórios sob o comando do sargento Gaudêncio, mais 2 escravos, foram encarregados de levar os prisioneiros até a freguesia do Triunfo, e lá entregá-los ao intendente militar do império, para serem transferidos até capital da província. No fim da tarde a tropa provisória retornou para o acampamento e, no dia seguinte, mandou devolver o espólio para os verdadeiros donos, nas vizinhanças. Ficaram ali aguardando o sargento Gaudêncio retornar da sua missão. Enquanto uns descansavam, outros tratavam dos feridos. Se reorganizavam para voltar para a fazenda.”
“ O Capitão Thomé recebera um ferimento leve no ombro esquerdo, coisa pouca, sem importância, mas que ficou como uma marca daquele combate. Para eles representava motivo de orgulho. Era como se fosse uma condecoração recebido no campo de luta. Coisa de muito valor, um troféu a mais na bagagem do bom guerreiro do exército provisório. Muitas vezes eram as cicatrizes do corpo, que destacavam a bravura dos combatentes, quando os ferimentos fossem relacionados com este tipo de acontecimento.
“Com a chegada do piquete, sob o comando do sargento Gaudêncio, a caminhada de volta foi iniciada ao clarear do dia seguinte. Devido aos ferimentos, a marcha somente poderia ser feita nas horas mais frescas do dia. Por isso, o tempo gasto para cobrir o trajeto foi bem mais longo. No fim do segundo dia, a tropa chegou à Fazenda do Cadeia, onde todos esperavam com muita ansiedade. O farejador já vinha vindo na frente para dar a notícia da hora da chegada. Foi uma marcha penosa. A dor e o cansaço tomavam conta de todos.”
Texto postado por Marcos Aguigarto, com base no livro de Duclece Pires intitulado “Os Provisórios - A saga dos Pires Cerveira”

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