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| A Porto Alegre de 1858 causou boa impressão à nobre holandesa |
Agentes de loterias incitam os escravos a furtar a seus donos para ter com o que tentar fortuna. Inútil dizer que o negro nunca ganha, obrigado que é, por não saber ler, a confiar na boa fé do agente que, único confidente destas transações clandestinas, quase sempre se apropria dos lucros.
Além da receptação, do abuso de confiança e do empréstimo a prestação, o indivíduo pratica a usura em larga escala, sem prejuízo do infame ofício com que ele se põe, nos portos marítimos, à disposição dos capitães.
A aristocracia é representada, em Porto Alegre, pelos verdadeiros indígenas, os brasileiros puro-sangue. Povo um pouco indolente porém dócil, benevolente e de uma boa-fé incontestável. Hospitaleiro com tato e delicadeza, ele se esmera em tornar seu país agradável aos estrangeiros, cujos elogios lhe dão prazer. No entanto, não lhe aponte melhoras a introduzir em seu governo ou em suas administrações; ele lhe escutará sem acreditar em você e lhe responderá sorrindo: Paciência.
Os alemães que, pela perseverança e o trabalho adquiriram, no Brasil, um grande conforto ou fortuna, permanecem simples e dignos, muito unidos entre si, e educam perfeitamente seus filhos.
Do livro Uma Colõnia no Brasil, escrito pela Madame van Labedonck

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