quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

3430 - As gasolinas eram fundamentais, numa época em que as estradas eram precárias

A gasolina Santa Maria, juntamente com a Yolanda, 

desempenhavam importante papel na empresa Ritter & Cia
A empresa Ritter & Cia era um estabelecimento comercial do ramo atacadista. Ou seja, ele operava em grande escala e não vendia para o consumidor final. Ela fornecia mercadorias para os  armazéns e lojas da época.  Trabalhava com secos e molhados, como constava na fachada do novo prédio da sua filial construída em 1941, no bairro Niterói (Canoas) bem perto de Porto Alegre. 
A sede da empresa ficava em Lajeado, no Vale do Taquari. Centro de uma importante região colonial alemã. De lá eram levados produtos coloniais como o feijão, milho, aipim, farinha de mandioca e arroz para serem vendidos em Porto Alegre. 
A Ritter possuía duas gasolinas (barcos movidos a motor de explosão que usavam o querosene como combustível): a Santa Maria e a Yolanda, que eram usadas para o transporte desses produtos.
Quando voltavam para Lajeado (na época escrevia-se Lageado), as gasolinas levavam principalmente produtos industriais, como tecidos, velas, sal, açúcar, ferragens, confecções. Inclusive produtos importados da Europa e dos Estados Unidos. Na época não haviam estradas viáveis para ir até Lajeado e o transporte de mercadorias era feito todo através das gasolinas.
Os caminhões estavam apenas começando a surgir e eram utilizados mais na cidade. A Ritter possuía um na sua filial, que era usado para a entrega dos produtos nos armazéns e lojas de Porto Alegre e cidades vizinhas.

Fotos do acervo de Egon Arnoni Schaeffer

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