segunda-feira, 3 de março de 2014

3746 - A praça Independência (atual Rui Barbosa)

A praça Independência teve o seu nome mudado para Rui Barbosa
no ano de 1949 - Esta foto, provavelmente, é da década de 1940 e
o seu nome era ainda o original
A praça Rui Barbosa no tempo em que ainda se chamava Independência:
na década de 1930


Ninguém nas ruas. À direita, vemos a moderna casa de Isse proprietário do Estaleiro Montenegro. Depois a casa do doutor Paulo Ribeiro Campos que, depois, abrigou a agência do Banrisul. Na qual Hélio Alves de Oliveira destacou-se como gerente.
Do outro lado da rua Ramiro Barcelos vemos o café e hotel Central e, à direita dele, o telhado do Ginásio São João Batista, dos irmãos maristas. 
As torres da Igreja Matriz,como sempre, enfeitam a foto, assim como o imponente prédio da Prefeitura. 
Na rua Ramiro Barcelos, de frente para a praça, o velho armazém Griebler, onde foi instalada a loja a Barateira. Na rua São João, adiante do armazém, o cartório de Ivo Bühler e na Ramiro ao lado bem esquerdo a Casa Müller e finalmente a novissima praça.
E no fundo o morro. 
Nos fundos do café Central na rua São João funcionava uma casa de jogo, pife e poker.Algumas pessoas de destaque na cidade jogavam ali. O jogo de cartas, inclusive a dinheiro, era uma das principais diversões dos adultos e, mesmo, das crianças.
Em clubes, bares e nas sociedades do interior, os adultos jogavam a  dinheiro.
É notável o fato dessas duas fotos haverem sido feitas do mesmo local.

RECOMPOSIÇÃO DA MATA NAS ENCOSTAS DO MORRO
Note-se como, de uma foto para a outra, aumentou a cobertura vegetal nas encostas do morro São João. Antes dessa época, praticava-se a agricultura nessas encostas. Principalmente com campos e lavouras de milho, visando a produção de leite, que abastecia as famílias montenegrinas.
Com a pasteurização veio a produção e distribuição de leite através de grandes empresas e a produção de leite por pequenos agricultores nos arrabaldes das cidades foi se extinguindo gradualmente. Processo que, como se vê, já podia ser sentido, em Montenegro, na década de 1940.

Fotos dos acervos de Egon Arnoni Schaeffer e Romélio Alves de Oliveira

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