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quarta-feira, 23 de julho de 2014

4570 - Antarctica: uma empresa que já foi a maior de Montenegro

A fábrica Antartica, de Montenegro, produzia 32 mil litros de cerveja por dia
A Antarctica  funcionou em Montenegro entre os anos de 1973 e 2006
A área, de excelente localização, poderá servir como um centro comercial
Britto foi um dos primeiros funcionários dessa unidade e permaneceu
na empresa até a aposentadoria
Reunião na prefeitura traçou os planos para novo aproveitamento da área
A área, de três hectares, foi declarada de interesse público





































Quem não é da cidade talvez não se dê conta da história que se desmancha com o tempo às margens da RS 240, em Montenegro. Bem próximo ao Rio Caí, vários prédios, alguns em ruínas, rodeados de mato, guardam em seus interiores a marca da passagem pela região de uma das maiores fabricantes de cerveja do mundo. Nascida em 1973, como Cervejaria Antarctica, nos anos 90 passou a se chamar Ambev, após a fusão com a Brahma. Nos tempos de franca produção, a indústria chegou a empregar quase 500 funcionários. O encerramento das atividades foi um duro golpe na economia local, em 2006.

Pois esta área, localizada na entrada da cidade, pode se transformar em breve num moderno centro de compras e lazer. 

Recentemente o prefeito Paulo Azeredo decretou o local como imóvel de utilidade pública, para possibilitar a desapropriação por parte do município. Nos 30 hectares há 26.149 metros quadrados de área construída. O valor venal (para cálculo de IPTU) é de R$ 1 milhão, mas calcula-se que para venda o valor possa chegar a R$ 7 milhões.

Planejamento 
Na sexta-feira da semana passada, dia 18, ocorreu a primeira reunião para tratar do assunto. No encontro, na Prefeitura, o prefeito Paulo Azeredo e o secretário de Indústria e Comércio Carlos Eduardo Müller (Kadu) receberam representantes da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Montenegro e Pareci Novo (ACI) e da Associação Montenegrina dos Micro e Pequenos Empresários (Amepe) para iniciar as conversações a respeito da área. Participaram da reunião os secetários Dorivaldo da Silva (Planejamento) e Vagner Coitinho (Obras Públicas), além chefe de Gabinete Marcio Menezes e o vereador Ari Müller.
A ideia da Administração Municipal é criar um mix empresarial na área da antiga cervejaria, contemplando empreendimentos de comércio e turismo, com praças de alimentação e lazer para a população de Montenegro e região. “O desejo é fazer um investimento para algo que inove, com infraestrutura moderna, preservando a natureza” diz o secretário Kadu, destacando a parceria da ACI para consultar possíveis investidores.

O secretário da SMIC ressalta porém que o planejamento precisa de de longo prazo. “Primeiro vamos fazer contato com a administração da Ambev, e saber deles quais os planos para aquele imóvel”, explica. “Quem sabe a própria empresa se torne um parceiro nosso no empreendimento”, especula. Depois de acertada a situação com a proprietária da área, deverá ser elaborado um projeto, para ser apresentado a possíveis parceiros. “Temos que mostrar aos empreendedores o potencial do local, com uma localização geográfica privilegiada, à margem do rio e próximo do Vale do Sinos e Serra Gaúcha”, salienta Kadu.

Outra lembrança importante que faz Kadu é em relação à adequação da área. “Com certeza, para colocarmos a área em condições de receber novas construções, deverá ser feito um grande trabalho de limpeza. Para isto terá que ser feito um trabalho de engenharia, que deverá ter um custo bem elevado”, observa.
Vida dentro da cervejaria
Antonio Carlos de Britto tem 61 anos. Atualmente, além de curtir a aposentadoria, passa o tempo consertando máquinas de costura. Mas basta a conversa tratar da Anterctica, que as histórias começam a ser contadas com um entusiasmo contagiante. 

Britto entrou na cervejaria em novembro de 1974, aos 23 anos. Ele fazia parte da primeira turma de empregados. “Fomos para Estrela, onde havia a outra fábrica, aprender todo o processo”, recorda. Alguns meses depois começou o engarrafamento na unidade de Montenegro. “E não demorou muito para que toda a produção fosse realizada aqui”, conta.
Britto lembra que na época de maior produção, a empresa chegou a produzir 32 mil litros de cerveja por dia. E com sua dedicação ao trabalho, em 1990 passa a ser o encarregado geral da produção. Por problemas pessoais decidiu se aposentar em 1996. Ao saber que o local pode ser revitalizado, o ex-funcionário exclama: “Aquilo ali não pode ficar abandonado, pela história que tem ali”.
Matéria de JB Cardoso publicada pelo jornal Fato Novo em 23 de julho de 2014
Fotos antigas: acervo Antônio Carlos de Britto
Fotos aéreas: JB Cardoso

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