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domingo, 2 de novembro de 2014

4947 - Os negros no cais do porto do Caí

Era significativa a presença do negro na população caiense
no início do século XX


Pelo final do século XIX e início do século XX, o Caí tinha ares de uma cidade germânica. A maior parte da população era de orgiem alemã e o idioma alemão era o mais utilizado pela maioria das pessoas.
Mas não eram poucas as pessoas de origem portuguesa e também, a presença dos negros na população caiense.
Muitos negros eram escravos libertos, originários das fazendas vizinhas ou que tenham pertencido, mesmo, a colonos alemães que conseguiram maior prosperidade e, portanto, capacidade para adquiri-los.
Havia, também, uma elite negra constituída pelos filhos e netos de Bernardo Mateus, o primeiro proprietário das  terras em que situa-se a cidade. Bernardo era português imigrado para o Brasil e tomou posse desse território na última década do século XVIII. Não se casou, mas adquiriu escravos e teve filhos com suas escravas. Depois da sua morte, seus filhos negros eram pessoas de destaque na cidade devido ao valor da sua herança.
Note-se na foto a presença de um negro bem vestido e idoso, com barbas brancas. Possivelmente um dos filhos de Bernardo. Outros negros estão presentes na foto. Esses, negros trabalhadores, empregados na estiva: trabalho manual e pesado de transpor as cargas das carretas para os barcos e vice-versa.
Esses trabalhadores da estiva ganhavam salários reduzidos e moravam em casebres situados, predominantemente, nos atuais bairros Navegantes e Quilombo.  Nomes bem significativos, pois Navegantes tem a ver com a profissão de muitos caienses da época, que trabalhavam nos barcos da navegação fluvial. Já o nome Quilombo sugere um local com   aglomeração de pessoas negras.

Reprodução parcial do painel fotográfico existente na entrada 
do Centro de Cultura: foto realizada por volta de 1910

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