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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

5001 - História do Seminário de Pareci Novo - Últimos anos



A 1º de janeiro de 1936, o vigário de Harmonia benzeu a nova igreja de Pareci,
construída em dois anos. Dirigira as obras o Ir. Francisco Gellermann. A nova igreja foi
confiada ao P. Jacó Thiel que a administra como coadjutor sujeito ao vigário de
Harmonia. Desde então o colégio tem mais sossego, pois já não se fazem as cerimônias
religiosas na nossa capela pública.
O ano de 1939 foi de suma importância para a Companhia de Jesus no Brasil. O
P. Luiz Gonzaga da Fonseca, professor no Instituto Bíblico em Roma, fora nomeado
visitador das três Províncias brasileiras. Após estadia de cerca de um ano nas Províncias
do Norte e do Centro, aportou o P. Fonseca na nossa Província. A casa do noviciado de
Pareci agasalhou o R. Visitador desde 23 de junho até 20 de julho.
Tendo a visita do P. da Fonseca por objetivo principal a reforma dos estudos,
não é de admirar que os estudos do Juniorado de Pareci passassem por uma
transformação bastante radical no sentido de melhor aplicação do “Ratio Studiorum” da
Companhia de Jesus. O futuro da nossa Província mostrará que foi acertada a reforma
dos estudos trazida de Roma pelo P. Luiz Gonzaga da Fonseca.
Para as resoluções finais convocara o R. P. Visitador para Porto Alegre os três
Provinciais do Brasil. Após as consultas, o P. Cândido Mendes, Vice-Provincial do
Norte, o P. Luiz Riou, Provincial do Centro, mostraram grande interesse em visitar as
casas mais importantes da nossa Província. Foi assim que o colégio de Pareci, em 1º e 2
de agosto, agasalhou o R. Visitador juntamente com os três Provinciais da Companhia
de Jesus no Brasil.
Se no ano de 1939 a casa do noviciado de Pareci Novo agasalhara visitantes
ilustres, ela, em 1940, foi visitada pelo pioneiro da nossa civilização. Por duas vezes o
colégio de Pareci presenciou a passagem triunfal do coração do B. Roque Gonzáles de
Santa Cruz. Sendo tão grato a todos e tão inaudito o fato de, pela primeira vez, o
coração dum santo passar pela nossa casa, não posso furtar-me ao prazer de registrar por
extenso o percurso triunfal por Pareci da sagrada relíquia do nosso santo popular.
Pelas 06h30 da tarde do dia 22 de fevereiro chegava de Montenegro o coração
do Beato Roque. Enorme multidão de povo de Pareci e arredores esperava-o ansiosa.
Ao chegar à encruzilhada dos caminhos de Pareci, Montenegro, Caí, formou-se solene
procissão que avançava silenciosa e reverente. O nosso colégio em peso esperava perto
da igreja pela vinda do seu heróico co-irmão.
Trazia a relíquia em auto festivamente engalanado o P. Leopoldo Arntzen,
acompanhado pelo vigário de Montenegro, P. Leopoldo Marx, e pelo P. Inácio Valle.
Aspecto comoventíssimo: homens, mulheres, jovens e crianças; as associações
religiosas de Pareci e Montenegro, cerca de 20 autos e caminhões formavam o cortejo.
Todos pareciam rivalizar na homenagem tributada ao proto-mártir do solo riograndense.
Nós, padres, escolásticos e irmãos, enfileiramo-nos no préstito solene que se
dirigia à capela velha do nosso colégio. Esta tinha sido completamente esvaziada e feita
um grande salão bem ornamentado. Foi preciso que mão firme contivesse o povo
ardente de entusiasmo à entrada da capela para dar ingresso aos religiosos. 

PARECI NOVO –  CASA DOS JESUÍTAS  De 1895 a 1996 Padre Inácio Spohr, SJ

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