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sexta-feira, 10 de abril de 2015

5138 - Sobre o padre Aloísio Steffen

O padre em solenidade de inauguração, com Darci Lauermann, Egon Schneck
e Baiano Bennemann
Quem não se lembra de nosso saudoso padre Aloísio? Ele era uma pessoa carismática, que conseguia trazer para junto de si a comunidade, não importando classe social ou faixa etária, porque ele entrava no universo dos fiéis e assim conseguia desenvolver um diálogo igualitário.
Ele, já no jeito de entrar na igreja, trocando palavras com os fiéis os trazia para sua igreja, afinal de contas era muito gratificante ver o pároco passando na fila do seu banco na igreja, olhando para você, sorrindo e dizendo:
- Que lindo ver você todos os domingos aqui! - E abria um sorriso largo, mostrando sua satisfação em ver aquela pessoa disposta a assistir sua missa e ouvir seu sermão.
Aliás, seus sermões tinham uma particularidade: ele geralmente encerrava-os contando uma história inusitada ou engraçada da vida, a qual podia associar ao seu sermão. E assim ele dava o recado bíblico com exemplos práticos e muitas vezes hilários de acontecimentos que faziam suas falas criarem mais credibilidade e, principalmente mais interesse para serem ouvidas. E ele tinha um prazer inusitado em fazer seus sermões neste estilo, a gente notava seu olhar de satisfação.
Então, principalmente suas missas do final da tarde de domingo foram criando corpo, cada vez mais gente ia para assistir, e cada vez mais ele refinava as histórias que contava, justamente para prender seus ouvintes. Eu fui o tipo de pessoa que estava meio desestimulado para ir todos os domingos à missa, mas vendo uma ou outra vez em que fui, o jeito como ele conduzia toda a cerimônia, comecei a pegar gosto e frequentar suas missas do final de domingo.
O padre Aloísio sempre tinha aquele ar de bonachão. Nunca vi ele xingar por algo que não gostasse ou que fizesse seu trabalho não se desenvolver da forma como ele gostaria. Mesmo já existindo os celulares, ele não se incomodava com algum celular de fiel tocando durante sua celebração. A tática que ele usava era de constranger os que insistiam em levar o celular à missa, ou mantê-lo ligado. Então, quando o telefone do fiel tocava durante a celebração, padre Aloísio parava tudo, cruzava os braços e dizia:
- Pode atender seu celular. Vamos esperar terminar esta ligação, então continuaremos a missa.


Foto e texto do acervo de Pio Rambo

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