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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

5222- Balduino Rambo

O padre Balduíno Rambo, nascido em Tupandi, foi um dos maiores intelectuais
riograndenses nos meados do século XX









Balduíno Rambo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Balduíno Rambo (Tupandi11 de agosto de 1906 — 12 de setembro de 1961) foi um religiosoprofessorjornalistaescritorbotânico e geógrafo brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Nicolau Rambo e Gertrudes Vier[1], desde cedo foi interessado pelas ciências naturais. No ginásio iniciou sua coleta de plantas, tendo logo juntado uma grade coleção.[2]Após ter completado o noviciado no Brasil, cursou filosofia em Pullach. Na Alemanha, aproveitava os dias de folga para excursões científicas, cujos resultados foram publicados em revistas alemãs e brasileiras.[2]
Voltou ao Brasil, em 1931 e tornou-se professor de história natural no Colégio Anchieta em Porto Alegre, onde ficou até 1933.[2] Sua primeira obra, uma monografia sobre líquenesfoi publicada no mesmo ano, no Relatório do Colégio Anchieta, dali em diante não parou de publicar, publicando quase anualmente.[1] Estudou teologia no Seminário Conceição de São Leopoldo, ordenando-se em 1936. Voltou a lecionar no Colégio Anchieta, onde fixou e residência e passaria a maior parte de sua vida.[2]
Foi fundador da cátedra de Antropologia e Etnografia da UFRGS em 1940, também lecionou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Leopoldo, futura Unisinos. Fez campanha pela criação de um Jardim Botânico em Porto Alegre e conseguiu que o Itaimbezinho fosse declarado Parque Nacional.[2] Suas pesquisas botânicas resultaram num acervo de plantas de 50 000 exemplares, em 1948, cerca de 90% da flora nativa.[2] Organizou o Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais e fundou a revista Iheríngia.[1]
Em 1942 publicou sua primeira grande obra, A fisionomia do Rio Grande do Sul, uma descrição detalhada da geografia do estado, incluindo mapas e 30 ilustrações paisagísticas, feitas a partir de fotos áereas tiradas por ele em viagens por todo o território, realizadas com um avião do terceiro Regimento de Aviadores de Canoas.[2]
O seu diário, considerado por ele sua maior obra literária e científica, escrito de 1919 a 1961, contém os mais variados assuntos, inclusive suas aspirações e conflitos pessoais. Parte destes escritos foram publicados na obra Em busca da Grande Síntese[2]
Foi redator do principal veículo de comunicação jesuíta no estado, a revista Sankt Paulusblatt, destinada à formação e à informação dos colonos teuto-brasileiros católicos.[2] É a revista católica em língua alemã mais antiga do Brasil, uma das poucas que voltou a circular após a campanha de nacionalização empreendida pelo Estado Novo, circulando até os dias de hoje.[2] Em seus escritos muitas vezes alertou sobre os problemas ecológicos que já começavam a aparecer no estado, tornando-se com isso um dos precursores do ambientalismo brasileiro.[3] Notóriamente Balduíno Rambo foi um dos poucos na história do desenvolvimento orgânico da variante riograndense do dialeto germano-brasileiro hunsriqueano riograndense, no próprio chamado de Riograndenser Hunsrückisch, prestes a celebrar seus duzentos anos de existência (em 2024), que por um longo período de tempo produziu textos nessa língua regional, publicados em periódicos e jornais de sua época, lidos não só no Brasil mas na Argentina e alhures.[4]

Obras[editar | editar código-fonte]

Livros didáticos[editar | editar código-fonte]

  • 1. Elementos de História Natural. 1a ed., Tipografia do Centro.Porto Alegre, 1934; edições seguintes pela Livraria do Globo, Porto Alegre.
  • 2. Elementos de Química p/ 3° ano seriado (tradução) e p/ 4° ano seriado. Livraria do Globo. Porto Alegre, 1934-1935.

Botânica[editar | editar código-fonte]

  • 1. Lichenes. Relatorio do Gymnasio Anchieta p. 1-30, 7 il. Porto Alegre, 1932.
  • 2. La Vegetación del Alto Uruguay. Revista Sudamericana de Botánica vol. 2, p. 108-110. Montevideo, 1935.
  • 3. Lichenes Megapotamici. Broteria, Série Ciências Naturais: vol. 4, p. 174-191; vol. 5, p. 36-73, 97-112, 145-160; vol.6, p. 5-16, 49-65. Lisboa, 1935-1937.
  • 4. Florae Riograndensis Cives novae vel minus cognitae in Herbario Anchieta asservatae. Lilloa: vol. 12, p. 87-109; vol.14, p. 101-131; vol. 17, p. 17-47, 83-111. Tucumán, 1946-1949. Nota: artigos em co-autoria com Karl Emrich.
  • 5. A flora Central Antártica e Andina no Rio Grande do Sul. Boletim Geográfico, IBGE no. 67, p. 705-754. Rio de Janeiro, 1948.
  • 6. Estudos Botânicos em Sombrio. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 1, p. 7-20. Itajaí, 1949.
  • 7. A Flora de Cambará. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 1, p. 111-135. Itajaí, 1949.
  • 8. Padre João Evangelista Rick. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 1, p. 70-84. Itajaí, 1949.
  • 9. Aráceas Riograndenses. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 2, p. 5-7. Itajaí, 1950.
  • 10.A Porta de Torres. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 2, p. 9-20. Itajaí, 1950.
  • 11.O Elemento Andino no Pinhal Riograndense. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 3, p. 7-39. Itajaí, 1951.
  • 12.A Imigração da Selva Higrófila no Rio Grande do Sul. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 3, p. 55-91.Itajaí, 1951.
  • 13.Martius (esboço biográfico). Instituto Hans Staden 20p. São Paulo, 1952.
  • 14.Análise Geográfica das Compostas Sulbrasileiras. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 4, p. 87-159.Itajaí, 1952.
  • 15.Sapindaceae Riograndenses. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 4, p. 161-185. Itajaí, 1952.
  • 16.Estudo Comparativo das Leguminosas Riograndenses. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 5, p. 107-184. Itajaí, 1953.
  • 17.História da Flora do Planalto Riograndense. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 5, p. 185-232. Itajaí, 1953.
  • 18.Análise Histórica da Flora de Porto Alegre. Sellowia vol. 6, p.9-112. Itajaí, 1954.
  • 19.História da Flora do Litoral Riograndense. Sellowia vol. 6, p.113-172. Itajaí, 1954.
  • 20.Der Regenwald am Oberen Uruguay. Sellowia vol. 7, p. 183-233. Itajaí, 1956.
  • 21.A Flora Fanerogâmica dos Aparados Riograndenses. Sellowia vol. 7, p. 235-298. Itajaí, 1956.
  • 22.Die Väter der Botanik in Rio Grande do Sul. Staden-Jahrbuch vol. 4, p. 31-39. São Paulo, 1956.
  • 23.Friedrich Sellow in den Namen Brasilianischer Pflanzen.Staden-Jahrbuch vol. 5, p. 79-91. São Paulo, 1957.
  • 24.Die Auslesse im Naturversuch. Pesquisas vol. 1, p. 181-219.Porto Alegre, 1957.
  • 25.Regenwald und Kamp in Rio Grande do Sul. Sellowia vol. 8, p. 257-298. Itajaí, 1957.
  • 26.O Gênero Eryngium no Rio Grande do Sul. Sellowia vol. 8, p.299-353. Itajaí, 1957.
  • 27.Die Alte Südflora in Brasilien. Pesquisas vol. 2, p. 177-198.Porto Alegre, 1958.
  • 28.An Historical Approach to Plant Evolution. Pesquisas vol. 2,p. 199-222. Porto Alegre, 1958.
  • 29.Asclepiadaceae Riograndenses. Iheringia, Série Botânica vol.1, 57p. Porto Alegre, 1958.
  • 30.Johann Rick, S.J. Iheringia, Série Botânica vol. 2, p. 8-12.Porto Alegre, 1958.
  • 31.Johannes Rick, S.J. Montfort vol. 10, p. 1-56. Dornbirn, 1958.BALDUÍNO RAMBO S. J.
  • 32.Floresta Riograndense. Agronomia Sulriograndense vol. 3, p. 3-15. Porto Alegre, 1958.
  • 33.Die Gattung Oxypetalum in Rio Grande do Sul. Sellowia vol.9, p. 117-145. Itajaí, 1958.
  • 34.Geografia das Melastomatáceas Riograndenses. Sellowia vol.9, p. 147-167. Itajaí, 1958.
  • 35.Apocynaceae Riograndenses. Iheringia, Série Botânica vol.3, 23p. Porto Alegre, 1959.
  • 36.Cyperaceae Riograndenses. Pesquisas vol. 3, p. 353-453.Porto Alegre, 1959.
  • 37.Towards the Concept of the Species in Plant Evolution.Pesquisas vol. 3, p. 455-493. Porto Alegre, 1959.
  • 38.Bignoniaceae Riograndenses. Iheringia, Série Botânica vol.6, 26p. Porto Alegre, 1960.
  • 39.Die Europäischen Unkräuter in Südbrasilien. Sellowia vol.12, p. 45-78.
  • 40.Die Südgranze des Brasilianischen Regenwaldes. Pesquisas,Série Botânica vol. 8, 41p. Porto Alegre, 1960.
  • 41.Euphorbiaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.9, 78p. Porto Alegre, 1960.
  • 42.Solanaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.11, 69p. Porto Alegre, 1961.
  • 43.Migration Routes of the South Brazilian Rain Forest.Pesquisas, Série Botânica vol. 12, 54p. Porto Alegre, 1961.
  • 44.Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do Sul, Brasilia.Iheringia, Série Botânica vol. 2, p. 1-56; vol. 4, p. 54-124; vol. 5, p. 125-192; vol. 7, p. 193-295; vol. 8, p. 296-450;vol. 9, p. 451-489. Porto Alegre, 1958-1961. Nota: trata-seda publicação da coleção de fungos do Pe. Johannes Rick, S.J., editada postumamente pelo Pe. Rambo.

Trabalhos publicados postumamente[editar | editar código-fonte]

  • 45.Labiatae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol. 15,44p. São Leopoldo, 1962.
  • 46.Convolvulaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânicavol. 16, 30p. São Leopoldo, 1962.
  • 47.Umbelliferae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.17, 37p. São Leopoldo, 1962.CADERNO Nº. 31
  • 48.Rubiaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol. 18,74p. São Leopoldo, 1962.
  • 49.Myrtaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol. 20,62p. São Leopoldo, 1965.
  • 50.Verbenaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.21, 59p. São Leopoldo, 1965.
  • 51.Melastomataceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol. 22, 45p. São Leopoldo, 1966.
  • 52.Leguminosae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.23, 166p. São Leopoldo, 1966.
  • 53.Malvaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.24, 50p. São Leopoldo, 1967.
  • 54.Bromeliaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.25, 27p. São Leopoldo, 1967.
  • 55.Amarantaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.26, 30p. São Leopoldo, 1968.
  • 56.Gramineae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.36, 191p. São Leopoldo, 1984.

Geografia e Geologia[editar | editar código-fonte]

  • 1. A Fisionomia do Alto Uruguay. Relatório do Ginásio Anchieta,31p. Porto Alegre, 1935.
  • 2. A Estrutura da Serra nos Vales do Caí e do Rio dos Sinos.Anais do II Congresso de História e Geografia Riograndense vol.1, p. 89-110. Porto Alegre, 1937.
  • 3. A Fisionomia do Rio Grande – Viagens de Estudo. Relatório do Ginásio Anchieta, 58p. Porto Alegre, 1938.
  • 4. Aspectos do Brasil – Viagens de Estudo. Relatório do Ginásio Anchieta, 63p. Porto Alegre, 1940.
  • 5. A Fisionomia do Rio Grande do Sul – Ensaio de monografia natural. 1ª ed., Livraria Selbach, 360p. Porto Alegre, 1942; 2ª ed., Livraria Selbach, 456p. Porto Alegre, 1956; 3ª ed.,Editora Unisinos, 472 p. São Leopoldo, 1994.
  • 6. A Fisiografia Natural de São Leopoldo. Anais do Congresso de História e Geografia de São Leopoldo 1846-1946, 12p.Porto Alegre, 1947. Nota: publicado pela Livraria do Globo.
  • 7. A Fisionomia do Rio Grande do Sul. Fundamentos da Cultura Riograndense, 1a série, p. 13-30. Porto Alegre, 1954.

Zoologia[editar | editar código-fonte]

  • 1. A Caranguejeira (Grammostola longimana). Relatório do Ginásio Anchieta, 33p. Porto Alegre, 1933.
  • 2. Eciton praedator (A Formiga-de-Correição). Relatório do Ginásio Anchieta, 16p. Porto Alegre, 1941.

História e Antropologia[editar | editar código-fonte]

  • 1. Os Índios Riograndenses Modernos. Província de São Pedro vol. 10, p. 81-88. Porto Alegre, 1947.
  • 2. Arqueologia Riograndense. Fundamentos da Cultura Riograndense, 2a série, p. 31-44. Porto Alegre.
  • 3. A Imigração Alemã no Rio Grande do Sul (1824-1914). Enciclopédia Riograndense vol. 1, p. 77-123. Canoas.
  • 4. A Religiosidade Católica na Colônia Alemã. Enciclopédia Riograndense vol. 2, p. 35-42. Canoas.
  • 5. Jesuit Scientifical Writings in Rio Grande do Sul, South Brazil. Pesquisas, Communications 1, p. 15-31. Porto Alegre, 1960.
  • 6. A Nacionalização. Enciclopédia Riograndense, vol. 6, 26p.

Outros[editar | editar código-fonte]

  • 1. Religião: Mensagem Celeste. Editora Vozes, 48p. Petrópolis,1941.
  • 2. Romance: Vida por Vida. Edições Paulinas, 100p. Porto Alegre, 1960.
  • 3. Romance: Drei Jahre auf dem Mars (Três Anos no Marte). Federação dos Centros Culturais 25 de Julho, 120p. São Leopoldo, 1987.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • A fisionomia do Rio Grande do Sul. Série Documentos históricos. organização:
  • Faculdade de Filosofia e Universidade do Rio Grande do Sul. Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Texto divulgado na Wikipedia

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