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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

5223 - Octaviano Azevedo morre aos 103 anos

Seu Octaviano e a esposa Vilma Metz


CAÍ - Morreu, no último domingo, o caiense Octaviano de Azevedo, com a admirável idade de 103 anos. Alcançou, talvez, a mais elevada idade já atingida por um caiense.Morava numa bela casa construída por ele há mais de 50 anos,  junto à RS-122, entre o bairro São Martim e o Areião.
Mesmo tendo perdido sua esposa, dona Vilma Metz de Azevedo, há oito anos, ele manteve-se lúcido e sereno.
Seu Octaviano podia se orgulhar de haver formado bem os seus filhos e ter dado sempre uma contribuição positiva para a sociedade.
Carregava consigo muita sabedoria de vida, que deixou como importante legado para seus descendentes. 
Ele era conhecido pelo apelido de  Bibi e assim como seu irmão Fortunato (cujo apelido era Dadá), ele soube educar os próprios filhos, transmitindo a eles um conhecimento tão ou mais importante quanto aquele que recebiam na escola. 
Os filhos de seu Octaviano são Vera Maria de Azevedo, que mora em São Leopoldo e foi quem mais se dedicou a cuidar do pai; Paulo Amauri, também morador de São Leopoldo, Ilásio Carlos de Azevedo, ex-funcionário do Banco do Brasil, residente em Montenegro e Clair Fátima Ramos, professora e agente de turismo que mora no Caí.
Seu Octaviano era irmão de  Fortunato Rodigues de Azevedo, conhecido como seu Dadá, que teve filhos notáveis, como o ex-secretário estadual da educação José Clóvis Azevedo e a cantora lírica Cláudia Azevedo.
Ele gostava de ler e de viajar com a família. Teve primeiro um Aero Willis, depois uma Brasília e, por fim, um Gol. Com esses veículos ele gostava de passear com a família, indo à praia e mesmo a Santa Catarina. No caminho falava sobre os mais variados assuntos, transmitindo seus conhecimentos a eles. Tinha um forte interesse em aprender e gostava de transmitir aos filhos aquilo que sabia.
SABEDORIA e SAÚDE
Seu Octaviano nasceu em 1914, quando iniciava a Primeira Guerra Mundial e, como era comum naquela época, ele não teve muita oportunidade de estudar. Mas compensou isso amplamente através da leitura. Ele gostava muito livros e jornais e estava sempre se instruindo. Era católico e gostava, também, de ler a Bíblia.
Ele era moderado na alimentação e consumia, basicamente, os alimentos que produzia na sua propriedade. Especialmente verduras e frutas. E comia moderadamente.
Era muito dedicado ao trabalho e foi ele mesmo, com a ajuda de um cunhado que era pedreiro, o construtor da sua casa. Por sinal, uma casa excelente, que hoje ainda causa admiração.
Ele já tinha 32 anos quando casou-se com Vilma Metz tiveram os filhos Ilásio, Paulo, Vera Maria e Clair Fátima, que nasceu quando seu Octaviano tinha quase 40 anos.
Até os 92 anos ele ainda dirigia bem, mas começou a sentir deficiência na visão e decidiu parar de dirigir. Aos 94 perdeu a visão num olho. Mas ainda vivia bem, até que aos 97 anos sofreu uma queda que causou lesão interna. A partir de então passou a ter problemas de saúde. Principalmente asma. O que  o levou a usar doses elevadas de antibióticos e sua saúde foi ficando cada vez mais frágil. No último domingo ele sentiu febre alta e veio a falecer às cinco horas da madrugada de segunda-feira.

Matéria publicada pelo jornal Fato Novo em 6 de dezembro de 2017

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