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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

5232 - Típica casa ao estilo enxaimel

Milhares de casas construídas no estilo enxaimel ainda são encontráveis
pelo interior do Rio Grande do Sul e outras regiões de colonização alemã


Quando os imigrantes chegavam à terra que lhes havia sido concedida pelo governo - ou adquirida em loteamentos da iniciativa privada - a sua primeira tarefa era abrir clareiras na mata, derrubando árvores.
Com isso podiam construir uma casa temporária com condições mínimas para abrigar a família nos primeiros anos.
Anos depois, já com as condições de sobrevivência mínimas asseguradas, a família partia para a construção de uma casa mais sólida e confortável. Geralmente uma casa enxaimel.
Mais do que um estilo, o enxaimel é uma técnica de contrução predial.
Seundo a Wikipédia,
"O Enxaimel, ou Fachwerk (originário de "Fach" assim denominavam o espaço preenchido com material entrelaçado de uma parede feita de caibros), é uma técnica de construção que consiste em paredes montadas com hastes de madeira encaixadas entre si em posições horizontais, verticais ou inclinadas, cujos espaços são preenchidos geralmente por pedras ou tijolos. Os tirantes de madeira dão estilo e beleza às construções do gênero, produzindo um caráter estético privilegiado. Outras características são a robustez e a grande inclinação dos telhados. Na adaptação do enxaimel às características climáticas da região, foi necessária a implantação, por conta da elevada umidade local, de uma estrutura feita de pedra que sustenta as construções evitando que a madeira se molhe.

História[editar | editar código-fonte]

Ainda que normalmente se faça uma ligação natural entre o Enxaimel e a Alemanha, a verdade é que o estilo não possui uma origem propriamente determinada. Embora seu desenvolvimento maior tenha sido, sim, neste país europeu e regiões vizinhas, especialmente no período renascentista, sabe-se que o povo etrusco, habitante da região da península itálica, já praticava a técnica no século VI a.C..

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Por influência de José Bonifácio, Dom Pedro I decidiu inaugurar com os alemães um programa de imigração para o sul no início do século XIX movido não apenas por questões de segurança nacional, diante das sucessivas disputas territoriais naquela então erma região fronteiriça, como também por um casamento de interesses políticos, literalmente – filha de Francisco I, da Áustria, a imperatriz Leopoldina tinha sangue germânico (vale ressaltar que a colonização alemã em Nova Friburgo, RJ foi anterior à de São Leopoldo, RS). O êxodo foi impulsionado, também, pela escassez de terras que apenas garantia sua posse ao primogênito de cada família.
As casas no chamado estilo enxaimel são uma das principais atrações turísticas em qualquer região de colonização alemã. Quando os primeiros alemães chegaram ao Brasil, a arquitetura enxaimel já não era utilizada havia muito tempo, mas foi considerada a mais adequada para as condições encontradas em São PauloParanáRio Grande do Sul e Santa Catarina.
Além de fortes, as casas eram baratas e de construção simples. Enxaimel quer dizer enchimento. Primeiro, era construído o esqueleto da casa, todo de toras grossas de madeira. Entre as vigas verticais eram colocadas as horizontais e, nas extremidades das paredes, algumas em ângulo, para evitar inclinação. Pronta a "caixa", os espaços eram completados com materiais disponíveis de acordo com a região: no Rio Grande do Sul, há fechamentos com taipa, barro socado, tijolos maciços rebocados e até mesmo pedra grês cortadas. Em Santa Catarina, há maior ocorrência de tijolos maciços sem uso de reboco.
Vale do Itajaí e o Norte do estado de Santa Catarina têm uma das maiores concentrações deste modo construtivo na América. Os municípios de IndaialBlumenauJoinvilleSão Bento do SulTimbó, Taió e Pomerode têm número significativo de enxaiméis.
No Paraná essa técnica é encontrada na localidade de Marechal Cândido Rondon, a cidade mais alemã do Paraná e em áreas preservadas na região de Curitiba além de pequenas casas rurais em localidades isoladas no norte do Paraná,como em RolândiaCambé e Warta (distrito de Londrina).
Higino Palace Hotel, em Teresópolis, cuja arquitetura é baseada no estilo.
No Rio de Janeiro encontram-se diversos exemplos nas cidades de colonização alemã como PetrópolisNova Friburgo; além do icônico Higino Palace Hotel em Teresópolis.
Em São Paulo encontra-se em algumas casas de bairros tipicamente alemães, como Santo Amaro e Bresser. É muito frequente nas cidades de Campos do Jordão e Holambra, e há também em regiões mais isoladas e preservadas do interior do estado.
No Rio Grande do Sul, se destacam os municípios emancipados da antiga colônia alemã de São Leopoldo (IvotiDois IrmãosPicada CaféSanta Maria do HervalMorro ReuterLinha Nova e Presidente Lucena), a região do alto Taquari (EstrelaTeutôniaWestfáliaImigranteColinas), e ainda algumas localidades rurais de Nova Petrópolis e Gramado.."

Foto do acervo de Felipe Kuhn Brawn

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