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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

5236 - O prefeito caiense Clóvis Duarte tem história no futebol brasileiro

O prefeito caiense Clóvis Duarte em encontro com os amigos Paulo César Nienow, 
Felipe Scolari e seu irmão Cláudio Duarte

A Copa do Mundo começa dia 12 de junho, e, nesse ano, será mais empolgante ainda, pois a competição será realizada no Brasil, inclusive com jogos disputados em Porto Alegre.

O Brasil inteiro estará torcendo pela vitória da sua seleção e, no Vale do Caí, não será diferente. Em Montenegro e no Caí, então, a torcida será maior ainda e, nessas cidades, haverá um tipo de torcedor especial: aqueles que vão torcer mais ainda pelo treinador Luiz Felipe Scolari do que pela própria seleção.

Felipão, é natural de Passo Fundo. Mas, depois de encerrar a sua carreira futebolística trabalhou, por alguns anos, em Montenegro, como professor da escola A J Renner (a Escola Industrial) e, quando jogou futebol, teve como seus companheiros de time dois caienses: Clóvis Duarte e Paulo César Tatu.

Entre as muitas virtudes reconhecidas do Felipão está a lealdade com os amigos. Por onde ele anda, faz amizades e as guarda para sempre.


“Ele tem o grupo na mão”
Paulo César Nienow é caiense nato e, hoje, trabalha como instrutor no CFC Silva Flores. No passado foi um grande jogador do futebol profissional.
Ele foi mais conhecido, no futebol, pelo apelido de Paulo César Tatu. Jogou em vários times importantes, inclusive no Guarani de Campinas. Isso por volta de 1970, o que lhe deu a oportunidade de enfrentar jogadores legendários, como Pelé, Rivelino, Gerson e Clodoaldo.

Antes jogou, no Caxias e, lá, foi companheiro de time do zagueiro Felipe Scolari. O Felipão, que depois veio a tornar-se treinador da seleção.

Por coincidência, os dois se apresentaram para jogar no Caxias no mesmo dia e hora. Se encontraram no portão do estádio e ali começou a amizade que dura até hoje.

“Felipão convocou jogadores que estavam desacreditados e, sob o seu comando, eles estão jogando bem.”Paulo César Tatu
Na época, o Felipão já era professor de educação física na escola A J Renner, de Montenegro e morava nessa cidade. Por isso ele era liberado dos treinos pela manhã, no time do Caxias. Ao mesmo tempo, Felipão estudava Educação Física à noite no IPA, em Porto Alegre. 

Para ir de Montenegro até Caxias, ele costumava usar o seu Fusca vermelho para ir até o Caí e, de lá, seguia para Caxias de ônibus. Na volta, vinha até o Caí de carona com Paulo César e depois seguia de ônibus para o IPA. Daí surgiu, entre eles, uma amizade que dura até hoje.

Paulo César está confiante quanto às possibilidades de vitória do Brasil na copa. 

Ele sente que Felipão “tem o grupo na mão”. Ou seja: os jogadores estão seguindo fielmente o que é determinado pelo treinador. É a tal da disciplina tática. O grupo está focado e trabalha de forma organizada, seguindo a batuta do treinador.

Paulo César considera, também, que a seleção tem um bom grupo e destaca, principalmente, os zagueiros Davi Luiz e Tiago Silva, além de Oscar e Neymar.

Lembra que, além de Júlio César, Felipão soube reabilitar o Jô, outro jogador que estava um tanto desacreditado. E, na Seleção, os dois passaram a jogar muito bem.

“Liderança e seriedade”
Clóvis Duarte não nasceu no Caí, mas vive na cidade há décadas e tornou-se pessoa de destaque na cidade. Exerce, atualmente, a função de Secretário Municipal de Saúde e é visto, até, como possível candidato a prefeito, nas próximas eleições.
Clóvis é policial civil aposentado mas, antes disso foi jogador de futebol profissional, tendo jogado em grandes clubes brasileiros.

Apesar dos êxitos alcançados na carreira, o que mais lhe dá orgulho e alegria é o fato de haver jogado sete anos tendo como companheiro de equipe o atual treinador da seleção brasileira Felipe Scolari. Os dois estiveram juntos no Caxias, por cinco anos e mais dois no Juventude.

“Felipão vê coisas que outros não percebem e toma decisões sem temer opiniões contrárias”Clóvis Duarte
Mesmo depois de tornar-se um dos principais treinadores de futebol do mundo, Felipão não mudou sua postura com os velhos amigos e já visitou Clóvis, no Caí, por várias vezes.
Clóvis está muito confiante nas possibilidades de sucesso da seleção brasileira nessa copa e o que lhe dá mais confiança é a qualidade do treinador. A honestidade de Felipão faz com que ele conquiste a confiança e a colaboração de todo o seu time.

Segundo Clóvis, Felipão vê coisas, no futebol e nas pessoas, que a maioria não consegue enxergar. Na Copa do Mundo realizada na Coreia do Sul e Japão, em 2002, Felipão foi muito contestado pelo fato de não haver convocado o craque Romário e, no entanto, conquistou o título. Agora causou estranheza o fato dele ter como seu titular o goleiro Júlio César, que não passa por fase brilhante na sua carreira. 

Para Clóvis, Felipão sabe o que faz e toma as decisões necessárias, mesmo contrariando a opinião da maioria.

Além disso, é um grande líder. Na época em que jogava futebol, ele não se destacava pela sua qualidade técnica, mas sim pela sua autoridade e liderança junto aos companheiros de equipe. Por isso, era ele que usava sempre a braçadeira de capitão.

Matéria publicada pelo jornal Fato Novo em 28 de maio de 2014

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