sábado, 24 de outubro de 2009

466 - Jacó Felipe Selbach

João Guilherme Winter foi um pioneiro, um desbravador, e teve grande mérito na atração de colonos para a região do Vale do Caí. Mas não foi o único grande empreededor na história inicial de Bom Princípio. Nome igualmente destacado foi o do comerciante Jacó Felipe Selbach. Nascido na Alemanha, ele veio para o Brasil quando completava seus sete anos de idade. Isto ocorreu em 1829, e ele chegou acompanhado do seu pai, João Pedro Selbach (que era viúvo de Ágata Clemens) e de três irmãos: João, com 14 anos; José, com nove e Pedro, com seis. O irmão mais velho morreu na Revolução Farroupilha, em 1840.
No mesmo navio (o Olbers), veio o imigrante Pedro Prinz, que tinha origem nobre, era descendente do Grão Duque de Luxemburgo. E, na viagem, nasceu uma filha de Pedro Prinz chamada Isabel. Tanto a família Prinz como a Selbach estabeleceram-se em São José do Hortêncio. Jacó Felipe Selbach criou-se em São José do Hortêncio e lá conheceu Isabel Prinz, com a qual veio a casar-se em 1845, na igreja de Santana do Rio dos Sinos (Capela de Santana). Capela era a sede da paróquia à qual pertencia a povoação de São José do Hortêncio naquela época.
Na Alemanha, a família do imigrante Pedro Selbach vivia às margens do rio Mosel, na cidade de Traben, onde se dedicava ao comércio e à navegação. Mas os Selbach também eram agricultores, com destaque para a produção de uvas e de vinho. No Brasil Pedro seguiu a mesma vocação e, já no ano de 1829, ele se dedicava à navegação no arroio Cadeia. Pedro Selbach era um homem de recursos e veio acompanhado da empregada doméstica Bárbara Bernardi. Logo que chegaram ao Brasil, Pedro e Bárbara se casaram. Pedro Selbach era navegador fluvial no rio Mosela, profissão que havia herdado do seu pai que também se chamava João Pedro (Johann Peter) Selbach.
Quando jovem, já vivendo em São José do Hortêncio, Jacó Felipe Selbach foi trabalhar na propriedade de Hortêncio Leite de Oliveira que era um grande fazendeiro local (daí o nome São José do Hortêncio). Assim ele aprendeu o português. Sua função era construir lanchões, ou seja, as embarcações que serviam para fazer a navegação no arroio Cadeia. Ele aproveitou os conhecimentos que sua família tinha da navegação e da construção de barcos, na Alemanha.

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