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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

2734 - Morre o ambientalista Otto Vaske

George Otto Vaske era um idealista: lutava em defesa
da paz e do meio ambiente
No ano de 1923 um casal, vindo da Alemanha, chegou ao Brasil pelo Rio de Janeiro.

O marido se chamava Theodor Vaske e a esposa Gretche Vaske. Com a Alemanha arruinada pela derrota sofrida na Primeira Guerra Mundial, o casal vinha em busca de melhor oportunidade.

Gretche estava grávida e o menino nasceu logo depois da chegada ao Rio. Era o primeiro filho do jovem casal e ganhou o nome de George Otto Vaske.

Do Rio, o casal foi para a cidade de Rio Negrinho, em Santa Catarina e, algum tempo depois, para Passo Fundo, onde fixou residência. Theodor era paisagista e foi ele que fez a principal praça do centro de Passo Fundo.

O filho de Theodor Vaske cresceu naquela cidade e, depois de servir o exército, foi em busca de um sonho: o de ser aviador. Para conseguir isso mudou-se para o Rio de Janeiro e fez o curso de radiotelegrafista de bordo. Naquela época, a tripulação dos aviões era composta de um comandante, um piloto e um radiotelegrafista.

O primeiro emprego de Otto Vaske na aviação foi na Varig e depois passou para a Cruzeiro. Voou muito pelo país e, mais ainda, pela América do Sul, especialmente para Buenos Aires que, na época era uma das maiores e mais ricas cidades do mundo.

Em certa ocasião o motor do avião em que ele voava explodiu e o piloto conseguiu fazer um pouso de emergência na selva amazônica. Foi perto de Manaus e ele não se feriu. Mas até que chegou o socorro, ele e os demais tripulantes e passageiros tiveram de sobreviver no meio da selva.

Naquela época, os acidentes aéreos eram muito mais comuns do que hoje. Na época da sua aposentadoria ele constatou que metade dos radiotelegrafistas que haviam se formado com ele haviam morrido em desastres aéreos.

Em 1969, seu George Vaske aposentou-se. Tinha quatro milhões de quilômetros voados e 20 mil horas de vôo. Não quis ficar morando no Rio. Achou o lugar muito agitado e perigoso. Ele gostava da natureza e da paz.

Veio para o Rio Grande do Sul, mas não quis ficar em Porto Alegre. Buscava um lugar sossegado e procurou até achar um sítio no Caí. E ali ele viveu, por mais quarenta anos, com sua esposa Maria de Jesus Vaske (que era piauiense e ele conheceu no Rio de Janeiro) e os três filhos: Max (que tinha onze anos), Cid e Nei.

Como aposentado, seu Vaske pode dedicar-se mais aos seus ideais. Queria contribuir para a paz e o progresso humano. Aprofundou seus estudos de esperanto (a língua universal), ensinando o idioma aos filhos e a esposa e promoveu cursos grátis no Caí. Dedicava-se muito ao conservacionismo e manteve, por muitos anos, coluna sobre o assunto no jornal Fato Novo.

Em agosto de 2012, sua esposa faleceu, com 88 anos, e ele sentiu muito a perda. Foi definhando gradualmente, até que veio a falecer na última segunda-feira.

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