sexta-feira, 15 de novembro de 2013

3070 - Frederico Mentz & Cia Ltda

Fundada no Caí, por um caiense, a empresa foi uma 
das maiores do estado, nas primeiras décadas do século XX
Uma das maiores empresas gaúchas, na primeira metade do século XX, foi a Frederico Mentz & Cia Ltda. 
Pertencente ao caiense Frederico Mentz e seus herdeiros,  a empresa tinha sua sede com frente para a rua Voluntários da Pátria, no centro de Porto Alegre, com fundos para  o rio Guaíba, onde tinha um cais próprio.
Veja mais informações sobre Frederico Mentz utilizando a ferramenta Pesquisar este blog, do Histórias do Vale do Caí.

Na Wikipedia, Frederico Mentz é assim apresentado:


Frederico Mentz (Hamburgo Velho15 de maio de 1867 — 13 de agosto de 1931) foi um empresáriobanqueiro e comercianteteuto-brasileiro.
Perdeu a mãe quando tinha somente 5 anos, trabalhou até os 21 anos, com seu pai, como simples colono na lavoura. 1 Aos 21 anos, resolveu mudar de vida e transferiu-se para São Sebastião do Caí, chegou modestamente e foi trabalhar como balconista na Claudino de Melo Maia & Cia., onde logo se destacou e passou a gerente e alguns anos depois a sócio a empresa.1 
Em1893 casou-se com Catarina Trein. Genro de Christian Jacob Trein, montou com ele uma firma para refinamento de banha. Junto com seu genro e diversos outros investidores2 , entre eles A. J. Renner, fundou uma pequena tecelagem que se chamou Frederico Engel & Cia1 A empresa, no primeiro ano, não obteve bons resultados, consumindo o capital inicial e desanimando os investidores. Renner, tendo depositado ali suas esperanças e economias, propôs seu nome para a direção na reunião dos acionistas, dando origem a A. J. Renner & Cia.1
Liderou no início de 1924, ano do centenário da colonização alemã no Rio Grande do Sul, uma campanha junto à liderança política do Rio Grande do Sul, para que fosse incluído um candidato de origem germânica na nominata para a câmara dos deputados.3 O nome sugerido foi o de Alberto Bins.3
Quando faleceu, aos 64 anos, era dono de um grande conglomerado de empresas. A principal delas foi a Fábrica de banha Phenix. Outros braços do seu império eram os bancos Frederico Mentz e Sulbanco, a Cia Aliança Riograndense de Seguros Gerais, uma companhia de navegação fluvial, duas fábricas de tecido, uma fábrica de móveis e comércio de sal e de couro com lojas em Porto AlegreSão Sebastião do CaíCaxias do SulPelotas e Novo Hamburgo.4
A Cia Aliança Riograndense de Seguros Gerais foi liquidada no início dos anos 70, o Edifício Poty5 , de sua propriedade foi desapropriado pelo Governo Federal.6 7

Referências

  1. ↑ a b c d RENNER, A. J. A. J. Renner: discursos e artigos (1931/1952); org. por Gunter Axt. – Porto Alegre: Assembléia Legislativa do Estado do RS/CORAG, 2000. 300p..
  2.  Outros sócios foram: Adolfo e Carlos Oderich, Frederico Engel, Reinaldo Selbach, João Elias Nabinger, F. J. Michaelsen, Felipe Ritter, Frederico Mueller e Rudolf Kallembach.
  3. ↑ a b GERTZ, René Ernani. O aviador e o carroceiro: política, etnia e religião no Rio Grande do Sul dos anos 1920. EDIPUCRS, 2002, 271 pp. ISBN 8574302929ISBN 9788574302928.
  4.  Histórias do Vale do Caí: 395 - Frederico Mentz
  5.  Rua Vigário José Ignácio, nº 303, em Pôrto Alegre
  6.  Decreto nº 67.174, de 11 de Setembro de 1970
  7.  Diário Oficial da União, 8 de agosto de 2005

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