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| Uma casa grande, sede de uma fazenda, na visão de Rugendas |
“No dia 29 de abril de 1895, ao entardecer, chegou à casa-grande da Fazenda do Cadeia, um emissário da freguesia de Montenegro, para entregar ao capitão Thomé uma missiva que relatava o seguinte: “ meu bom amigo e ilustre comandante da Tropa Provisória do Cadeia, capitão Thomé Pires Cerveira. Peço a você que envie piquete de uns 20 cavaleiros bem armados, para se juntar com a minha já pequena força, que está encampada perto do morro pelado, combatendo Chimangos, que penso ser mais de 40, muito dispostos avançar em direção à vila. Resistiremos segurando eles por mais uns cinco dias. Rogo auxílio imediato. Se não chegar reforço até lá, só Deus sabe o que pode acontecer. Assinado: Tenente Laureano dos Santos.”
“O Capitão Thomé convocou imediata reunião. O emissário foi alimentado e foi feita a troca de cavalo. Enquanto isto, o capitão Thomé redigiu um missiva com a seguinte redação:
“ Você deve usar, por todos os meios, a capacidade de resistência e a valentia dos seus bravos comandados. Dentro de dois dias chegaremos aí com 25 dos nossos mais bravos e bem armados cavaleiros para castigar e esmagar os chimangos rebeldes. Que Deus vos proteja. Assinado, Capitão Thomé Pires Cerveira”
“Thomé passou a discutir os planos com todos companheiros da tropa. Determinou que somente 25 homens marchariam para a zona do conflito. O restante ficaria a guarnecer, em regime de alerta máximo, todos os flancos vulneráveis das duas fazendas sob o comando do sargento Gaudêncio. As mulheres e crianças daqueles que partiam deveriam ficar recolhidas dentro das imediações das casas grandes de ambas as fazendas, para receberem total proteção e atendimento até o retorno da força provisória.”
“No dia seguinte, os preparativos começaram logo ao amanhecer. Gaudêncio preocupado com a defesa das fazendas, tratou de reunir os moradores em torno das casas grandes, deixando postos avançados em pontos estratégicos, guarnecendo em turnos de revezamento. E batedores em permanentes incursões, para rastrear as barrancas do Rio Caí, margem direita rio acima e rio abaixo.
O capitão Thomé insistiu com o tenente Ernesto para ele não fazer parte da expedição, e que permanecer na retaguarda como medida de segurança pessoal, em virtude dos problemas de saúde que estava enfrentando naquele momento. Mal que vinha se agravando nos últimos dois anos. Ele padecia de bronquite pulmonar, oriunda de uma pneumonia dupla adquirida em plena frente de batalha da Guerra do Paraguai. Na época, a doença foi mal curada devido às condições miseráveis de carência de medicamentos e serviços dos hospitais de campanha.”
Texto postado por Marcos Aguigarto, com base no livro de Duclece Pires intitulado “Os Provisórios - A saga dos Pires Cerveira”

Ola meu nome é Michele Kétlin Pires,tenho o livro da saga dos Pires cerveira,que é do meu avô
ResponderExcluirThomé Pires Cerveira é meu tataravô.
Só que meu nome aqui esta Rose por um cantor que eu gosto,obvio.
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