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domingo, 25 de maio de 2014

4059 - No tempo em que os meninos eram educados para a guerra

Na década de 1940, o uniforme escolar seguia o figurino militarOs meninos 
que aparecem na foto eram da turma de admissão ao ginásio
(5º ano primário) do Ginásio São João Batista, de Montenegro.
O ano é 1949 e os garotos são
. Waldyr Seelig, Lenir Lutz, Airton Oliveira, .....,
Waldemar Zietlow e Valmir de Oliveira Borba.


Convencer os jovens de um país a ir para uma guerra não deve ser fácil. Afinal, quem ia para uma guerra tinha grande possibilidade de não voltar vivo. No passado, milhões de jovens morreram em guerras e isso acontecia até mesmo nos países mais avançados, como a Alemanha, a Inglaterra e a França.
A foto acima mostra alunos do Ginásio São João Batista, colégio dos irmãos maristas, com seus uniformes escolares. O figurino da moda, naquela época, era o militar. 
Os governos incentivavam isso visando criar jovens dispostos a irem para a guerra sem titubear.
Na época, os jovens eram torpedeados com propaganda que os induzia a ver a guerra como algo glorioso. A oportunidade dos jovens serem heróis, servindo a pátria. Os jovens, fanatizados, dispunham-se a dedicar suas vidas à defesa e a glória da pátria.
Hoje, a doutrinação é para o consumo. Para que ocorra progresso, o governo e a sociedade liberam a propaganda comercial e os jovens dedicam suas vidas ao consumo, contribuindo para o engrandecimento da indústria e do comércio.
Não é, ainda, um modelo ideal. Mas parece bem melhor do que o modelo anterior. 
Na evoluída Inglaterra, na década de 1910, o filósofo Bertrand Russel foi preso porque se manifestava contra a guerra. Quem contrariava a doutrina belicista era preso. Hoje, quem é contra a escravidão do consumo é considerado esquisito ou otário. Não é muito bom, mas é melhor do que ser preso.

Foto do acervo de Waldyr Osvin Seelig 



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