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terça-feira, 27 de maio de 2014

4063 - Darcísio Braun

Darcísio Braun: empresário, político e esportista felizense
Nascido em 8 de novembro de 1952, Darcísio, 60, é filho de Vendelino (falecido) e Irma Braun. Irmão de Décio José, Clarice Lautert, Glaci Pooter e Gládis Seidl (falecida), casado com Ilce Mertins e tem três filhos: Daniel, 32, que, com a esposa Joana, lhe deu o neto Vicente, de seis meses; Carolina, 29, mãe de David William, de 10, e Henrique, 24
Como começa a história do pequeno Darcísio?
Fiz o Primário na Escola Imaculado Coração de Maria. Depois, pretendendo ser padre, fui estudar no Seminário São João Wianey, em Bom Princípio, onde integrei uma turma de 63 alunos. Depois de um ano, passei para o Seminário São José, em Gravataí, onde fiquei dois anos, tendo a 3ª série ginasial. Mais tarde, já moço, em 72, terminei o ginásio na Saturnina (escola Maria Saturnina Ruschel) e, posteriormente, cursei contabilidade.
E depois?
Aí, meu pai, Vendelino Canísio Braun, adoeceu e, por isso, minha mãe, a dona Irma, pediu e eu voltei para casa, em 1971, mediante licença de um ano concedida pelo então arcebispo Dom Vicente Scherer.
O seu pai trabalhava com o que?
Ele puxava leite (era leiteiro) com uma carroça e duas mulas. Ele foi o primeiro leiteiro da região. Trabalhava para a Laticínios Bennemann. A carroça foi aposentada mais tarde, quando eu voltei para casa do Seminário. O pai comprou uma camioneta C 14, que foi o primeiro carro do Canto do Rio, aqui na Feliz. Depois, o negócio expandiu e o Irineu Bennemann, um dos sócios da empresa de laticínios, comprou uma linha de leite de Valéria e José Fröener e a negociou com meu pai. Aí, o seu Vendelino passou a atender Linha Nova, Morro Grande, Vale do Lobo, Canto Christ, Escadinhas, Canto do Rio e Feliz (Centro). E eu o ajudava.
Com a chegada da Lacesa, que comprou Laticínios Bennemann, adquirimos outras linhas de leite. Passamos a atender Salvador do Sul, Bom Princípio, Vale Real e São Vendelino. Trabalhei um tempo ainda com a Parmalat, que posteriormente havia comprado a Lacesa. Como não chegamos a um acordo passei então a puxar leite para a Cooperativa Piá, de Nova Petrópolis. Porém, deixei de puxar leite há mais ou menos uns seis anos.
O senhor foi inclusive eleito para ser presidente da Piá. Por que não assumiu?
Realmente, já fui o mais votado para assumir o comando da Cooperativa Piá. Porém, optei por não assumir porque, em razão da minha atividade como empresário, não poderia destinar tempo integral à cooperativa, da qual já fiz parte do Conselho Fiscal e fui diretor societário. Então, deixamos o posto para quem pudesse fazer melhor que eu, no caso, o Vitor Grings.
Mas segues transportando?
Hoje, continuo no ramo de transporte. Administro uma transportadora que leva toda a espécie de mercadoria, desde leite, passando por ração para cachorro e até móveis. Isto é feito por uma frota de 13 caminhões, e ainda tenho outra empresa que se dedica somente ao transporte de ração. Comecei com ela em 86, atendendo a Doux/Frangosul com integrados de frango e suíno. Fiquei com aquela empresa até o fechamento dela. Agora puxamos ração para perus para a BRF, de Garibaldi, e o Frigorífico Seara, de Caxias do Sul.
E o Darcísio gostava de esportes?
Fui ponta-direita do segundo quadro do Juventus e também goleiro. Preferia jogar na frente, mas se precisava eu dava uma força debaixo das traves. Mais tarde na década de 80, eu passei a juntar uma gurizada para jogar bola em uma área de minha propriedade na estrada velha que vai em direção à Escadinhas, Rua Julio de Castilhos, Bairro Matiel. Foi aí que nasceu o Maringá. O nome teve a ver com a árvore Maringá, já que tinham muitas nas proximidades do campo. Conseguimos alguns bons resultados no Campeonato Municipal.
Tens, ainda, algo a ver com o clube?
Não. Os guris cresceram, nenhum mais se interessou e eu larguei o Maringá, depois de ter ficado por uns dez anos na direção do clube.
Você é o vereador mais jovem na história de Feliz. Sua entrada na política ocorreu como?
A convite de Pedro Martini Neto (Pit) entrei em 76, pela Arena. Eu não tinha pretensões políticas, embora, enquanto estudante tivesse sido um líder. Prova disso é que presidi o Grêmio Estudantil do São José, em Gravataí. E no mesmo ano, já fui convidado a concorrer. Fui eleito pela primeira vez, eu tinha só 23 anos. Naquela eleição, recebi 280 votos, só ficando atrás do Clóvis Assmann. Aliás, só fiquei sabendo que tinha sido eleito quando, chegando ao Fórum (o do Caí), o Germano Seibert, contador, veio me abraçar. “Agora vai ter um jovem na Câmara”, disse ele para minha surpresa. Fiquei seis anos na Câmara.
Depois voltei a concorrer. Minha segunda eleição ocorreu em 92, quando o eleitorado me destinou 256 votos. Na terceira reeleição, em 96, totalizei 297 votos. No segundo mandato do Liceu Paulo Caye, atuei como Secretário de Obras. Também com o doutor Paulo, fui secretário de Minas e Energia, podendo me orgulhar de ter promovido 46 instalações trifásicas entre novas e reforços. Fui Vice-prefeito também de 2001 à 2004.
Qual a sua relação com a Fenamor?
Fui quatro vezes presidente da nossa grande festa. Sempre foi difícil, pois pegávamos os caixas vazios para começar a organizar a festa. Em 2001, fui à Brasília e, com o deputado Júlio Redecker e o ministro Pratini de Morais, consegui R$ 30 mil para serem investidos no empreendimento. Lembro-me que pegamos o Parque arruínado pela grande enchente de 2000. Tivemos que consertar tudo para conseguir fazer a festa.
Já em 2002, orientado pelo deputado João Fischer (Fichinha), consegui que a Fenamor fosse abrigada pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC). Foram quatro anos difíceis, mas muito gratificantes, pois fizemos as maiores edições da Fenamor, em questão de público.
Com o senhor vê a política de Feliz?
A política é um ciclo e o de agora é diferente: o país tem mais dinheiro e, então, tudo é mais fácil. Além disso, a globalização também colabora para esta maior facilidade. Para governar bem tem que ter projetos. E se tem projetos consegue verba de Brasília. Não precisa ficar mais de pires na mão como era na nossa época.
Matéria publicada pelo jornal Visão do Vale em 19 de fevereiro de 2013

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