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domingo, 1 de junho de 2014

4088 - A Estrada Rio Branco III

A ponte de ferro junto à cidade de Feliz, será uma das atrações 
da Rota Estrada Rio Branco

fornece-los de viveres até segunda ordem. Deos guarde a V. S. João Weisheimer.
Fonte: TRANSCRIÇÃO DO LIVRO DE REGISTRO DE OFICIOS E REQUERIMENTOS DA COLONIA CAXIAS, 190 fls. , de 1876 a 1880   em 23 de fevereiro de 1876 -  Arquivo Historico do Rio Grande do Sul.

Com o barracão da 3ª Légua pronto em 16 de março de 1876, o Major José Mario Palmeira solicita ao Presidente da Provincia a ordem para examinar o barracão e as casas construídas para os colonos e autorizar a ida dos imigrantes para o local. No mesmo oficio solicita a abertura da estrada, informando ser “quase impraticável a subida e o pique que vai ao referido barracão”.

Os colonos que se achão em Nova Palmyra esperão ansiosos a ordem para subirem para a 3ª e 4ª légua mas para isto se faz mister que o Governo na Provincia mande examinar o barracão como dispõe a terceira parte do respectivo contracto e bem assim a abertura da estrada conforme solicitei em oficio de n. 7 de 26 de fevereiro findo, pois as últimas chuvas tem ainda piorado a subida   que é quase impraticável e o pique que vai ao referido barracão, sendo também muito necessário e urgente abrir picadas para os prazos, não só da dita 3ª légua, mas também da 4ª, como também a construção das casas provisórias, em cuja edificação julgo conveniente serem empregados os próprios colonos, não por arrematação, por ser impossível o director assistir a este serviço em conseqüência das grandes distâncias que tem que percorrer e muitos outros serviços a atender. Relevo a V. S. mandar examinar minuciosamente as casas provisórias edificadas na 3ª légua pelo meu antecessor Capitão Pedro Ferreira Coelho, em cujo serviço julgo que podem ser aproveitados os engenheiros que se acham concluindo a medição dos prazos da 4ª Légua. Deos Guarde a V. M.
Major José Mario F. Palmeira. Delegado Especial de Terras Publicas e Colonização
Fonte: TRANSCRIÇÃO DO LIVRO DE REGISTRO DE OFICIOS E REQUERIMENTOS DA COLONIA CAXIAS, 190 fls. , de 1876 a 1880 , registro de n. 26, de 16 de março de 1876 – Arquivo Historico do Rio Grande do Sul.

            O numero de imigrantes chegados da Europa aumentou muito, como também o movimento no porto do Guimarães, exigindo obras denominadas de “composturas” na época, principalmente na “rua da praia” em São Sebastião do Cahy, que dava acesso ao porto do Guimarães, conforme se observa nesta ata da Camara Municipal de São Sebastião do Cahy, de 7 de maio de 1877.
Em aditamento o que acima fica dito, foi apresentado um requerimento de Guilherme Herbes pedindo pagamento da quantia de 50$000 por quanto contratou um aterro na estrada da rua da praia desta Villa, com a câmara transata o presidente nomeou os vereadores Schmidt e Centeno para examinarem e achado conforme ordenou o pagamento. Eu, Antonio M. da Silva, secretario o escrevi. Assinam os vereadores: João Weissheimer, João Jacob Schimidt, Antonio José da Rocha Jr., Cesar José Centeno e Agostinho de Souza Loureiro.


Em 1877, sob a então direção da colônia do engenheiro Guilherme Greenhalgh, juntamente com o Engenheiro Antonio Pinto da Silva Valle, Adami cita que foi ”derrubada a construção de 3 quilômetros da Estrada Rio Branco, entre o prazo[1] n. 32 da 3a Légua e o lugar denominado Nova Palmira” (ADAMI, Historia de Caxias do Sul, de 1864 a 1970, TOMO I, 1970, p. 156). Fonte: O Rio Grande do Sul, p.58, Arquivo Histórico e Geográfico do Estado do Rio Grande do Sul.
No relatório anual do Presidente da Provincia do Rio Grande do Sul fazia à Assembléia, denominado de “ Falla”, no ano de 1877, ao se referir às obras e viação, cita a “estrada que vai do fundo da Picada Feliz aos Campos de Cima da Serra, passando pelo passo do meio no rio da Antas”. O passo do meio foi o primeiro nome do passo do Korff.
                              
Obras de Viação: Estrada que vai do fundo da Picada Feliz aos Campos de Cima da Serra.
Acha-se designado para inspecionar esta estrada o conductor João Propicio Rodrigues da Silva, o qual seguirá brevemente para encarregar-se também do estudo de uma outra estrada que, partindo da ponte sobre o rio Feitoria, segue com direção ao Cadea, passando pelos prasos coloniais da Linha Café, de uma ponte no dito Rio Cadêa, de outra no passo da Esperança, no rio Cahy, e finalmente de uma estrada na serra das Antas, no lugar designado Passo do Meio.
TRANSCRIÇÃO DA FALLA DO PRESIDENTE DA PROVINCIA, JOSÉ DE AZEVEDO CASTRO, EM 1876 – 1877, p. 45, Arquivo Histórico Do Rio Grande do Sul

De 7 de novembro de 1877 até 9 de setembro de 1878, o engenheiro Higynio José dos Santos , na relação dos trabalhos efetuados, relata a “ exploração de uma pequena extensão da estrada Rio Branco e abertura do respectivo picadão[2]. Já o engenheiro João Carlos Muniz Bittencourt, que serviu de 26 de novembro de 1880 até 4 de outubro de 1881, dentre os trabalhos efetuados, ficou consignado a”derrubada de 12 ditos na que é denominada Rio Branco” [3].



[1] “Prazo” era o nome usado na época para designar os lotes de terra, denominados também de “colônias”. 
[2]ADAMI, Historia de Caxias do Sul, de 1864 a 1970, TOMO I, 1970, pag. 156
[3] Idem, pag. 157 

Texto extraído do blog estradariobrancohistoria, de Luiz Ernesto Brambatti

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