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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

5123 - Harmonia e Pareci: municípios que progrediram com a criação de aves e suínos


Harmonia teve um excelente desenvolvimento no primeiro governo do prefeito Lico Fink, graças ao forte investimento da prefeitura no incentivo aos aviários e pocilgas. Estratégia que foi continuada nos governos de Silvio Specht e no segundo mandato de Lico Fink. Por isso, o extraordinário desenvolvimento alcançado pelo município.

No Pareci Novo, o prefeito Oregino Francisco também teve sucesso usando a mesma estratégia de desenvolvimento. No seu último mandato, o crescimento foi menor devido ao fechamento de um grande empreendimento de suinocultura.
Para se desenvolver, é preciso investir na produção
Quem vai aos Estados Unidos ou à Europa geralmente fica encantado com o que vê. A infraestrutura, a segurança, a saúde, a educação, a ordem, a limpeza, o conforto... Tudo é incomparavelmente melhor no mundo desenvolvido.
No Brasil, a vida é bem mais difícil, as oportunidades são menores, o atendimento à saúde é precário... Existe muita pobreza, até miséria e fome.

Se bem analizada, a grande diferença que existe entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos, como o nosso, está na capacidade de produzir. Nos países ricos, as pessoas produzem mais, porque têm mais qualificação para o trabalho e estão mais equipadas para produzir. Os países mais ricos e os povos melhor atendidos são os que, no passado, investiram na sua capacidade para produzir.

Assim acontece com os municípios. Os melhores prefeitos não são aqueles que fazem obras para atender as necessidades imediatas do povo, mas sim aqueles que investem no fortalecimento econômico do município. Os que fazem investimentos para que a economia cresça pensando nas vantagens que a população terá no futuro.

Se um prefeito investe em incentivo para a construção de um aviário, isso proporcionará retorno de impostos durante décadas. O que vai dar condições para a prefeitura proporcionar muitos benefícios para a população.

Se o prefeito investe no asfaltamento de uma rua para fortalecer uma indústria (como ocorreu no caso da Agrosul, no Caí), essa indústria, além de gerar empregos, vai aumentar o retorno de impostos por longo tempo, viabilizando muitos benefícios para a população.


Incentivar os locais é melhor do que atrair investidores de fora

Na pesquisa que o Fato Novo vem realizando sobre o desenvolvimento dos municípios do Vale do Caí, o que melhor se saiu até agora foi Harmonia. 
Nos últimos 17 anos, o seu valor adicionado (equivalente ao produto interno bruto dos países) cresceu quase 1.000%. Pareci Novo ficou na segunda colocação, mas bem atrás, com crescimento de 518% e Montenegro vem depois, com 505%. O Caí, que cresceu apenas 245%, ficou com o último lugar, nesse campeonato.

O que pode consolar os caienses é o fato de que o progresso ocorrido no município aconteceu nos últimos anos, depois de 14 anos de retrocesso. Nos quatro anos mais recentes, ele cresceu substanciais 27%. Se continuar assim, pode se recuperar.

Até a década de 1990, quando contava com a potência das suas fábricas da gigante Azaléia, o Caí se destacava na região, enquanto Pareci Novo e Harmonia, eram apenas lugarejos desestruturados. Hoje, pelo contrário, a estrutura encontrada nesses municípios supera a do Caí em muitos aspectos. O que se nota, por exemplo, no asfaltamento das ruas. O que não se vê no Pareci ou Harmonia.
Progresso próprio
Quando o setor calçadista entrou em crise, as fábricas abandonaram a cidade, que amargou anos de depressão econômica.
Esse é o risco de “atrair empresas” para o município”. Essas empresas não têm raízes no município e, se a situação ficar difícil, elas vão embora.

Nos municípios de Harmonia e Pareci, que melhor se saíram até agora na pesquisa, as prefeituras incentivaram os seus agricultores a construir aviários e pocilgas. Ou seja, ajudaram as famílias locais a progredirem. Esses são empreendimentos locais, que dificilmente irão se mudar para outro município. Uma receita mais segura para o desenvolvimento continuado e duradouro.

Matéria publicada pelo jornal Fato Novo em 2 de janeiro de 2015



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