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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

5273 - Primeiros povoadores de Montenegro

O morro  conhecido como Monte Negro fica próximo
à cidade que recebeu o seu nome

O primeiro povoador da região onde se situa, hoje, a cidade de Montenegro, ao que se saiba, foi Inácio César de Mascarenhas. Ele era paulista de origem, que se 
apossou das terras, vendendo-as deepois, em 1758, ao capitão José Antônio Quibedes. 
Como era de costume na época, Inácio se apossou da área e depois  tratou de legalizar a sua posse. O que conseguiu através de uma concessão de sesmaria, em 1764. 
Era de interesse do império português, naquela época, ocupar o território do atual estado do Rio Grande do Sul porque essa era uma área que também o império espanhol reivindicava como sendo sua.
O MORRO
Devido ao morro existente ali, junto ao rio Caí, conhecido já na época como Monte Negro, Quibedes deu à sua propriedade o nome de Fazenda de Montenegro. Daí a origem da atual cidade e município de Montenegro.
A Quibedes sucederam outros sesmeiros no período que vai de 1768 a 1820, constituindo
assim a fazenda, a célula da qual surgiu o município, cujo povoamento foi feito, de início, com elementos açorianos, paulistas e catarinenses.
Os índios, porém, constituíam, naquela época, uma constante ameaça aos habitantes da região.
Aproveitando a ausência dos homens em suas ocupações cotidianas, roubavam, destruíam os povoados nascentes, matavam e não raro levavam mulheres e crianças. Para contê-los foram organizadas “bandeiras”, cujo principal objetivo era afugentá-los. 
Podem ser citadas a de 1832, a cargo de Custódio Machado e dois anos mais tarde, a de Manuel José de Simas.
Por essa época, chegaram os irmãos João e Augusto Brochier, franceses que se embrenhando nos sertões e lá ficaram, deixando enorme descendência. 
Fixaram-se nas nascentes de um arroio, ao qual foi dado o nome de Arroio dos Franceses. Catequizaram os índios, implantaram lavouras, instalaram serrarias, povoaram a colônia.
A Guerra dos Farrapos teve também como palco as terras do Município. Entre os heróis
locais, citam-se: José Garcia, Manuel Jacinto e coronel Francisco Pedro de Abreu.
Outro núcleo populacional surgido nesse período, foi o “Passo do Tristão”, assim chamado,
pelo fato de Tristão José Fagundes transportar passageiros de uma para outra margem do rio Caí. A palavra passo significa que ali era um local próprio para a travessia do rio e o Passo do Tristão corresponde ao local onde, hoje, se encontra o centro da cidade de Montenegro.
Mas Tristão foi mais longe. Planejou um lugarejo (origem da atual cidade), organizando uma planta em que figuravam três ruas principais e cinco transversais. Ele vendeu lotes da sua propriedade e os vendeu. E assim surgiu o lugarejo que hoje é uma grande cidade.
 A 13 de novembro de 1847, a Lei provincial n° 80 criava a primeira escola pública.
A COLÔNIA DE MONTRAVEL
Depois da independência do Brasil, em 1855, um contrato entre o Governo Imperial e o Conde Paulo de Montravel estabeleceu que seriam vendidas a Montravel as terras situadas entre o rio Caí e o arroio Maratá, sob a condição de serem colonizadas em 5 anos, a partir da medição e demarcação.
À nova colônia foi chamada de Santa Maria da Soledade e para lá acorreram agricultores da Colônia de São Leopoldo. Mais tarde vieram holandeses, suíços, franceses, italianos e poloneses.
Enfrentando inúmeras dificuldades, o empreendimento não foi avante. O contrato foi
rescindido, a firma indenizada e as terras voltaram ao Governo.
O malogro, porém, não impediu que a colonização prosseguisse.
Em 1856, Andreas Rochemburger e Pedro Schreiner fundavam a Colônia Maratá. No ano
seguinte Lothar de la Rue organizou a de Piedade e em 1861, as de Schweitzer e São Vendelino.
Entrementes, crescia o povoado de Passo do Tristão, sendo ali construída, em 1855, uma
capela curada sob o orago de São João. 
Em 1863, foi aberto o Passo das Laranjeiras no mesmo local do Passo do Tristão. Em 1870, mediam-se e demarcavam-se terras nas colônias Conde d’Eu e Princesa Isabel, na serra gaúcha. 
Os alemães chegavam a Maratá e a freguesia, que havia sido criada em 1867, foi elevada à categoria de Vila com o nome de São João de Montenegro.
E daí, não mais parou o crescimento do Município. Nem mesmo os movimentos
revolucionários, advindos posteriormente, abalaram a paz e a prosperidade que Montenegro passou a desfrutar, tornando-se um dos mais importantes centros econômicos da região.

Baseado em Montenegro, de José Cândido de Campos Netto, secretário municipal de Montenegro, publicado em 1924 - Foto: Daniel Klein

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