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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

5274 - Os 119 anos de dona Doralina Borba

Morre a montenegrina de 119 anos

Em janeiro deste ano, Doralina Borba ainda falava ao celular no dia do seu aniversário

A idosa montenegrina tinha a sua idade registrada na carteira de identidade

Todo dia 22 de janeiro a reportagem do Fato Novo visitava dona Doralina Borba. Na primeira vez, com pouco mais de cem anos, ainda foi fotografada capinando numa horta no pátio de sua casa, na rua Assis Brasil. Mas nas últimas vezes, inclusive neste ano, estava muito debilitada e não saia mais da cama. "A mãe estava muito fraquinha", diz a filha Eronita de Oliveira, de 73 anos, que cuidava da "Vó Dora", como ficou conhecida a simpática centenária montenegrina.

Em 2009, quando completou 115 anos, Doralina virou notícia em vários veículos de comunicação, entre jornais, emissoras de TV e rádio. Teve bolo e muita comemoração, inclusive ganhando uma camiseta do Grêmio, seu time do coração, do Consulado local. Mas como a festa deixou Vó Dora agitada, desde então as comemorações passaram a ser mais modestas, reunindo alguns familiares e amigos próximos.

No último dia 22 de janeiro dona Doralina ainda concedeu entrevista. Pediu um bolinho de aniversário e lembrou dos nove filhos (quatro já falecidos), netos, bisnetos e tataranetos. Lembrou da infância em Beija-Flor, localidade do interior de Estrela, onde nasceu, onde trabalhava na agricultura. Estava mais animada do que nos últimos anos. Sorrindo, chegou a lembrar dos bailes em que dançava e era disputada pelos rapazes. E pediu a música "Tropeiro Velho", de Teixeirinha, seu cantor preferido, para ser tocada na Rádio América, emissora que escutava diariamente e onde foi novamente homenageada com o parabéns a você.

Doralina morava há mais de 50 anos em Montenegro. Conforme wikipédia, a enciclopédia da internet, figurava na lista dos supercentenários mais velhos do mundo. Na sua carteira de identidade constava a data de nascimento: 22 de janeiro de 1894.

A despedida
Nos últimos dias Vó Doralina estava mais fraca e cansada. Variava bastante, chorando quando lembrava da morte de familiares.

Na noite do último domingo, dia 7, por volta de 21 horas o coração de dona Doralina parou de bater. Foi uma despedida tranquila, de uma guerreira que foi exemplo pela sua longevidade. O sepultamento ocorreu no final da tarde de segunda-feira, no cemitério de Montenegro, com o acompanhamento de familiares e amigos.

Em janeiro do próximo ano lamentavelmente não estaremos noticiando os 120 anos de dona Doralina. Mas ficará a lembrança da montenegrina centenária que sempre recebia a todos com um sorriso. 
Matéria de Guilherme Baptista para o jornal Fato Novo

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