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domingo, 25 de fevereiro de 2018

5313 - O final da guerra e a dispersão

Os brummers viviam como escravos e eram mal vistos pela população
Continua a crônica de Frederico Michaelsen:
"Meu primeiro emprego assumi no final de 1852, em “quatro colônias”, perto de Campo Bom. Ali trabalhei como professor e ao mesmo tempo como trabalhador rural durante seis meses. Recebi em pagamento por todo esse tempo; “um bolivian”(moeda de 800 réis), uma capa de chuva, uma camisa e uma calça (ambas tecidas na própria colônia), um chapéu de palha estilo calabrês e um par de tamancos.
Com esse equipamento mais parecia um condenado as galés do que um professor!
Apresentei-me ao “pai dos Brummers”, o Sr. J. Felter, em Campo Bom, que costumava socorrer os “Brummers” sem pátria.
Aqui encontrei imediatamente uma “brilhante” função, ganhando quatro Mil réis por mês!
Minhas funções eram as seguintes: pela manhã abrir as covas onde eram curtidos os couros (Felter tinha um curtume junto da casa de negócios), moer cascas para fazer tanino, algumas vezes trabalhar na roça, e finalmente submeter-me a todos os serviços domésticos.
À tarde lecionava para as crianças e à noite colocava em ordem a contabilidade e as anotações diárias da casa de negócios.
Estas obrigações cumpri durante oito meses, mas durante todo esse tempo não consegui economizar nada! Além de tudo, não era respeitado pelas mocinhas... Não poucas vezes era obrigado a escutar, nos bailes, quando uma daquelas belas era convidada a dançar com um “Brummer”:
 – Eu não danço com mercenários..."

MEMÓRIAS DE UM PROFESSOR Luiz Alberto de Souza Marques 

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