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domingo, 25 de fevereiro de 2018

5316 - A viagem

A viagem em veleiros por mares era um verdadeiro suplício e as condiçõe
oferecidas aos soldados brummers, no Brazil, também não era nada confortável

Em sua pesquisa, Michaelsen (1995, p. 36) constata que Frederico Michaelsen foi o primeiro, de sobrenome Michaelsen, a pisar em solo brasileiro, e isto aconteceu em 24 de maio de 1851, na cidade do Rio de Janeiro. 

O embarque na Alemanha aconteceu em 7 de abril, na cidade de Hamburgo, viajando sob o comando do Comandante Henrichesen no navio Hamburg. 
Nesse ponto, os relatos posteriores evidenciam que os dados nem sempre coincidem no tocante ao embarque para o Brasil. 
De acordo com as evidências nos textos de Lenz e Schnack, Michaelsen embarcou no veleiro “Heinrich”, no porto de Hamburgo, em 22/6/1851, sob o comando do capitão Boyen. No mesmo veleiro viajaram os soldados que comporiam a 4ª bateria do Regimento de Artilharia, num total de 156 soldados, chegando ao porto do Rio de Janeiro em 24 de agosto de 1851. 
Lenz (1997, p. 97) relata em suas memórias: Pouco sei do posterior destino de meus camaradas, porque eu e mais três companheiros recebemos terras em plena selva, onde tive poucas relações com o mundo exterior. Só mais tarde fiquei sabendo do destino de alguns. 
Vários dos oficiais abraçaram o ofício de agrimensor: Hennig, Brinkmann, Mützel, Schlimmerpfennig, Gärtner e Wedelstedt. Outros oficiais assim como subtenentes e cabos, dedicaram-se ao magistério: Meyer, Röhe, Michaelsen, Anderson. 
Na nominata de os Brummers, que, conforme Hilda, foram surgindo ao longo das traduções e outras informações posteriores, Michaelsen, Hennig, Brinkmann, Mützel, Wedelstedt, Schnack, Gärtner e Lenz viajaram no veleiro “Heirich”. REP - Revista Espaço Pedagógico, v. 16, n. 1, Passo Fundo, p. 71-84, jan./jun. 2009 75. 
Os termos empregados “meus antigos camaradas” permitem deduzir que o grupo esteve junto tanto na viagem como na composição do batalhão, o qual, conforme o autor, se compunha de 400- 500 homens no total. 
Ainda, nas memórias de Lenz, os homens de nossa bateria formavam um mapa demográfico multiétnico, com gente de todos os cantos e recantos de nossa então ainda não unificada pá- tria. Velhos e jovens, brutos, grosseiros e mal educados, mas também polidos e com fina educação. A maioria já conhecia a vida de soldado por experiência própria.

MEMÓRIAS DE UM PROFESSOR Luiz Alberto de Souza Marques 

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