segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

1304 - Família Laux em Tramandaí, no ano de 1925

Henrique Laux e seus familiares, na praia de Tramandaí, pelo ano de 1925
(clique sobre a foto para ver melhor)
Henrique Laux era um próspero agricultor e tafoneiro, com terras nos arredores do Caí (hoje ocupadas pelo Loteamento Laux). Possuía um caminhãozinho do tipo jardineira (um pequeno ônibus com bancos de madeira e aberto nas laterais que possibilitava o transporte de aproximadamente vinte pessoas). O que indicava o seu elevado poder aquisitivo, pois poucas pessoas possuíam veículos automotivos naquela época.
Seu Henrique, que foi avô de Dary Laux, ia para a praia levando a família e parentes. Lá ele alugava uma casinha de pescador, como era comum na época. A casa e a jardineira aparecem no fundo da foto.
Observese nesta foto quase centenária:
a) nas mãos do patriarca Henrique Laux, o chimarrão. Um hábito gaúcho que os colonos alemães adotaram com entusiasmo.
b) na cabeça de Fredericho Juchem, um chapéu de aba larga, tipicamente gaúcho. 
c) em outras cabeças masculinas, chapéus de palha com grandes abas. Era moda na praia e protegia a pele branca dos germânicos contra a agressão do sol.
d) Câmaras de automóvel, pelo visto na foto, eram usadas pelos banhistas, para flutuar no mar.
Crianças, sentadas no chão, da esquerda para a direita: (não identificado), Helmi Laux (filha mais nova de Henrique Laux, irmã de Arlindo, Irene, Osvino, Íria, Olívia, Artur e Waldemar), ..... Juchem, Elvina Adam (grande professora, depois casada com Artur Laux, lecionou na escola do Angico e em Escadinhas, Feliz), Almerinda (Alma) Mentz (tornou-se esposa de Otávio Lamb: mãe de Tavinho), Olívia Laux, (não identificado), Melita Laux (filha de Reinaldo Laux), Bruno Mentz (irmão de Arlindo, filho de Alberto).
Na fileira logo acima, o patriarca Henrique Laux, seu filho Waldemar, sua esposa Idalina, as filhas Irene e Íria, Marta Müller (sobrinha de Amália Mentz), Erica Juchem (filha de Berta e Frederico Juchem), Amália Mentz (esposa de Alberto Mentz e mãe de Alma Mentz). De pé, Alberto Mentz, (não identificado), Afonso Laux (Filho de Henrique, pai de Dary), Artur Laux (filho de Henrique, esposo de Elvina), não identificado.
Os três de pé, ao fundo, são Berta Juchem, irmã de Henrique Laux, seu esposo Frederico e Reinaldo Laux (irmão de Henrique).


1303 - Sociedade Santa Cecília, de Picada Cará

Primeiro prédio da Sociedade Santa Cecília, de Picada Cará
A Sociedade Cultural Santa Cecília existe ainda, na localidade de Picada Cará, interior do município de Feliz. Esta é uma localidade situada às margens do rio Caí, na margem oposta e um pouco a montante (rio acima) da cidade de Feliz. Atigamente a localidade era conhecida como Tabakstal, ou seja, Vale do Tabaco.
Ali foi fundada a sociedade, por antigos colonos alemães, com o nome de Caecilen Gesan Verein, ou seja, Sociedade de Canto Coral Cecília. Seu primeiro presidente foi Jacob Feltes e a foto acima mostra o primeiro prédio em que funcionou a entidade. Hoje a sociedade conta com um grande e moderno prédio.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

1302 - O Caí sai da estaganação econômica

O crescimento da Oderich foi fundamental no desenvolvimento do município
Há vinte anos atrás o Caí era o município mais rico da região. Com duas fábricas da Azaléia, a cidade teve um progresso exuberante, mas de pouca duração.
Ao longo da década de 90, a Azaléia começou a se enfraquecer, até que veio a fechar completamente no ano de 2005.
Neste meio tempo, a fábrica Oderich cresceu, veio o frigorífico da Agrosul e o setor de comércio e serviços expandiu-se muito. Com isso, evitou-se a crise que se temia, caso as fábricas da Azaléia fechassem. Mas a economia caiense, como um todo, ficou estagnada.
Enquanto os municípios vizinhos (Bom Princípio, Tupandi, Harmonia e Pareci Novo) aumentavam a sua capacidade de produzir riqueza, o Caí permaneceu no mesmo patamar por quase 20 anos.
Felizmente, a situação começa a mudar. Em 2010, a produção do município aumentou 20 % e os primeiros números relativos a 2011 indicam que este percentual de aumento deverá ser repetido ou até superado.
Crescimento próximo a 50 % em apenas dois anos representa um extraordinário salto de desenvolvimento. Ainda mais para um município que ficou parado por tanto tempo.
A Agrosul deu importante contribuição ao crescimento econômico caiense









O valor adicionado corresponde ao PIB e representa o valor daquilo que foi produzido num país ao longo de um período. Normalmente, em um ano.
Através do PIB e do PIB per capita (o PIB dividido pelo número de habitantes) é possível avaliar o desenvolvimento econômico do país e o mesmo se pode fazer com relação ao município.
No Caí, por exemplo, podemos observar que, do ano de 2004 a 2009, o PIB não cresceu.  Foi uma época em que o crescimento da Conservas Oderich e da Agrosul apenas compensaram o fechamento da Azaléia, evitando um desastre econômico de grandes proporções.
No ano de 2010, no entanto, a economia caiense deu um verdadeiro salto. O valor adicionado gerado pela indústria, serviços e agropecuária teve crescimento de 20 %.
Satisfeito com esse resultado, o secretário municipal do desenvolvimento, Alzir Bach, está mais otimista ainda com o crescimento ocorrido em 2011. As principais empresas do município, a Oderich e a Agrosul, são grandes exportadoras e devem ter sido beneficiadas pela valorização do dolar. Como elas faturam em dolar, a sua receita aumentou naturalmente. A Leitz, terceira maior empresa do município, apresentou crescimento muito bom e o mesmo aconteceu com a QIX, a Delta Frio e empresas do setor comercial. E a grande novidade positiva é a Flora Produtos de Limpeza e Higiene, empresa surgida no ano que passou e que já figura como a quarta maior do município.
Os números ainda não estão totalmente computados, mas Alzir está muito otimista porque também o comércio e, principalmente, o setor rural cresceram muito. É bem possível que o crescimento em 2009 seja maior do que os 20% obtidos em 2008.
Na história do Cai, não se tem notícia de outra sequência de dois anos com crescimento tão significativo. Ao que parece, o crescimento nestes dois anos a economia do município cresceu mais de 50 %. Crescimento maior do que o alcançado nas duas décadas anteriores.
É uma verdadeira explosão de crescimento no município. Algo que, na região, só se costumava ver no município de Tupandi.
Se o ano de 2012 também for de forte crescimento, então, o Caí merecerá ser objeto de estudo dos economistas e administradores públicos.
Em todo caso,ra  só pelos resultados de 2010 e 2011, já se pode considerar que o Cai passa por uma fase de extraordinário progresso econômico.
O pleno emprego é um dos reflexos positivos de um crescimento acelerado como o observado atualmente. E existe, de fato, queixa de falta de mão de obra no municipio. Tanto que a prefeitura faz planos de implantar cursos de treinamento de mão de obra para atender às necessidades das empresas. Em 2010, o número de caienses com carteira assinada já havia crescido 431. Em 2011 o número aumentou em mais 871.
Outro benefício do crescimento econômico é o aumento no retorno de impostos para a prefeitura. O prefeito Darci Lauermann comemora o fato de que neste ano as contas da prefeitura fecharam no azul. Coisa que há muitos anos não acontecia. Com isso a prefeitura poderá fazer mais obras e melhorar os serviços que presta à população.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

1301 - Dary Laux ganha busto em sua homenagem

Dary Laux, para sempre, no coração da Vila Rica
Dary nasceu na localidade de Angico, no dia 17 de janeiro de 1930, filho mais velho do casal Alfons Laux e Sibylla Ströher Laux. Muito jovem, trabalhou junto com a família na propriedade dos pais, que mantinham também uma olaria e uma atafona.
Iniciou seus estudos na pequena escola da localidade do Angico, depois na Escola Duque de Caxias, antiga escola alemã, mantida pela Comunidade Evangélica Luterana.
Com o intuito de prosseguir nos estudos, aos 14 anos se mudou para Porto Alegre, onde cursou o ginasial na Escola do Sindicato dos Empregados do Comércio. Para se manter, foi trabalhar em um armazém de secos e molhados do caiense Arthur Fetzer e após, por três anos, trabalhou no escritório da Empresa A. J. Renner, indústria de vestuário que havia se transferido de São Sebastião do Caí para Porto Alegre.
Em 1947, com 17 anos, voltou para o Caí, trabalhando na Mecânica Caiense. Foi convocado para o serviço militar e rumou para o quartel da cidade de São Gabriel, retornando depois de um ano. 
Em agosto de 1950 formou sociedade com Lauri Rangel e adquiriu parte da Padaria Princesa, no bairro Vila Rica. A rotina de entrega dos produtos da padaria em várias localidades do município tornou Dary muito conhecido e querido pelos seus clientes em toda a região. 
Em 52 casou-se com Vera Diesel, com quem teve duas filhas Vânia e Jane. No mesmo período iniciou sua dedicação as entidades sociais e esportivas, principalmente na Sociedade Esportiva e Cultural União da Vila Rica e no Esporte Clube Guarani, fazendo parte das diretorias. Durante a década de 50, ainda colaborou na criação do Ginásio São Sebastião, e em 60 e 70 foi sócio-fundador do Country Tênis Clube e do Clube Rio da Mata. Além disso teve participação na implantação da Escola Cenecista Alceu Masson. 
Em 1959 ingressou na política onde foi por três mandados vereador e Vice-Prefeito de São Sebastião do Caí, totalizando 32 anos de vida política. 
Como empreendedor, em 1965 fundou uma metalúrgica, a Balanças São Sebastião.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

1300 - Solução viável para as enchentes no Caí

Uma ponte com dois acessos poderá ser a solução definitiva para as enchentes no Caí

QUATRO PROBLEMAS
Nova ponte sobre o rio Caí 
- É necessária a construção de uma nova ponte sobre o rio Caí junto à cidade de São Sebastião do Caí, já que a existente hoje é estreita e frágil para o trânsito pesado que terá de suportar com a conclusão da ligação Rodoviária Intervales. 
Esta ligação está surgindo com o asfaltamento das estradas entre São José do Hortêncio e entre Pareci Novo e Poço das Antas. Com isso, será possível transitar, por via asfaltada, do Vale do Sinos até o Vale do Taquari, passando pelo Vale do Caí, em trajeto mais curto e menos congestionado. O que fará com que as estradas que compõem a ligação tenham intenso movimento.
Interrupção da ligação rodoviária Intervales
- Para melhor utilização desta nova ligação rodoviária é preciso resolver o problema da passagem de trânsito pesado por dentro da cidade de São Sebastião do Caí e pela ponte estreita sobre o rio Caí. A falta de estrutura adequada fez a prefeitura e o DAER proibirem a passagem de caminhões pesados pela cidade e pela ponte (já que o único acesso à ponte é pelo centro da cidade). 
Enchentes cada vez maiores
na cidade de São Sebastião do Caí - Em 1982 houve uma enchente extraordinária, que atingiu o nível de 14,70 metros acima do nível normal. Em 2000, outra grande enchente atingiu o nível de 14,75 metros e, neste ano de 2011 ocorreu enchente ainda maior, com o nível de 14,80 metros. 
O trânisto é interrompido
na RS-124 por ocasião das enchentes, na localidade de Matiel. 

UMA SOLUÇÃO
A construção de uma nova ponte ligando a localidade de Matiel (no município de Pareci Novo) com o bairro Navegantes (na cidade de São Sebastião do Caí) é a solução mais eficaz e barata para todos estes problemas e trará enorme vantagem para os municípios diretamente envolvidos e para o Estado do Rio Grande do Sul.
Com a construção da ponte no local aqui indicado, fica também solucionado o problema da interrupção do trânsito na RS-124, por ocasião das enchentes, pois ao passarem pela ponte os veículos não precisarão utilizar o trecho da rodovia que atualmente fica coberto nas enchentes.
A estrada/dique é obra de valor reduzido, pois terá curta extensão e porque, mesmo sendo feita em várzea, não exigirá a implantação de galerias, que oneram muito as obras de rodovias que atravessam terreno alagadiço.
A ponte será construída logo ao sul da rua São João, a última do bairro Navegantes. A estrada/dique terá dois braços: o sul e o norte.
O braço sul irá da ponte até o traçado antigo da RS-122 a, aproximadamente, 300 metros do Cemitério Municipal.
O braço norte irá da ponte até as imediações da empresa Esquadrias Selbach, onde entroncará com o mesmo traçado antigo da RS-122. A extensão dos dois braços, somada será de aproximadamente sete quilômetros.
A rodovia/dique permitirá a passagem do trânsito da Intervales pela cidade de São 
Sebastião do Cai de forma rápida, segura e econômica, sem causar danos à pavimentação das ruas, estrutura dos prédios e ao trânsito da cidade.


1299 - O Professor Lutz ganha fama internacional como guru

O Professor Lutz foi reconhecido como Mestre Guru em evento realizado em Amsterdam
No Caí, onde já atua há muitos anos, Dorcelino  Lutz ainda é conhecido como Professor Lutz. Mas hoje ele atingiu um outro patamar. Tornou-se o Guru Lutz e tem viajado pelo mundo dando palestras e trocando experiências com outros místicos de grande prestígio.
Em agosto do ano passado, ele foi escolhido para participar de um congresso em Amsterdam, na Holanda que reuniu 84 gurus vindos dos principais países do mundo.
Houve um concurso entre eles e o Professor Lutz foi um dos oito vencedores, passando à categoria de Mestre Guru.
Aproveitando a viagem, ele foi a Jerusalém, onde gravou cenas, ao vivo, no Monte das Oliveiras, para o seu segundo DVD. Esteve também em Jericó, no local onde Jesus fez seu retiro de 40 dias e 40 noites.
Depois de dois dias de gravações em Jerusalém,  o Professor viajou para Amã, na Jordânia, onde foi recepcionado por vários místicos que o aguardavam no aeroporto. Nesta cidade ele manteve encontro com o mais velho Guru do mundo, chamado Najmi.
Depois disto foi até o Egito, onde gravou mais cenas para o seu segundo DVD junto às pirâmides e ao monte Sinai. Participou lá de quatro cursos, visitou o museu egípcio e vários locais místico do país. Lá foi condecorado como Guru do Ano e assinou contratos para fazer palestras no Chile, Argentina, Peru e Espanha. Foi convidado a fazer a abertura no maior congresso de gurus, que será realizado em 2013, no templo de Apolo, na Grécia.
As gravações realizadas ao longo desta viagem foram incluídos no DVD Sombra de Deus 2, que aborda o tema Poder Adormecido no Psíquico da Humanidade, que já se encontra a venda em oito países. Neste DVD, o guru Professor Lutz ensina como fazer, por si mesmo, uma consulta buscando respostas para os seus enigmas no próprio inconsciente.
Natural de Farroupilha, Lutz começou sua vida como músico. Foi só em 1979 que ele começou a estudar as questões místicas, por simples curiosidade. Dois anos depois, em Araranguá, Santa Catarina, ele começou a dar consultas e, aos poucos, foi enriquecendo o seu conhecimento e sua fama foi se espalhando.
Publicou livros e DVDs e os seus clientes satisfeitos o recomendaram a outras pessoas, até ganhar o prestígio que tem hoje. No Caí, ele já atua há 13 anos, mas hoje só pode atender aos seus clientes locais de tempos em tempos, pois atua em vários estados brasileiros e em países da América e Europa.

1298 - Lotário Vier comanda grandes investimentos no CEASA

Na  presidência da CEASA, o harmoniense Lotário Vier tem grandes projetos para a entidade
A CEASA é um gigante incrustrado dentro da cidade de Porto Alegre. Com 42 hectares de área e situado ao lado do aeroporto Salgado Filho, a Central de Abastecimento foi implantada em 1973 e, desde então, vem prestando serviço fundamental para o abastecimento de alimentos na Grande Porto Alegre e no estado.
Desde janeiro do ano passado a CEASA RS é presidida pelo harmoniense Lotário Vier. Filho de agricultores, atualmente com 55 anos de idade, ele trabalhou na roça e, por sete anos, foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Harmonia. Foi também vereador no seu município e projetou-se na política como defensor da classe de trabalhadores agrícolas. Originário do PT, lotário pertence hoje aos quadros do PSB.
Lotário tem a missão de modernizar a Central de Abastecimento, que precisa de reformas e ampliações nos seus prédios, que totalizam 85 mil metros quadrados de área construída.
Para isso já conseguiu a destinação de 12 milhões de reais em recursos do tesouro do estado e empréstimo do BNDES. Com isso serão realizadas obras de reforma nos prédios, reforma dos encanamentos de esgoto e recapeamento das vias internas asfaltadas. Será construído um novo galpão para comercializar produtos da agricultura familiar.
O Vale do Caí, apesar de pequeno, é responsável por 5 % do fornecimento de alimentos para a Central. No Rio Grande do Sul, perde apenas a região da Serra e grande parte dos produtos comercializados na CEASA vêm de outros estados.
O fluxo de pessoas trabalhando na CEASA chega a 30 mil em um só dia. Ali estão estabelecidas 400 empresas e 3.300 produtores rurais estão cadatrados como fornecedores.
A CEASA está muito desaparelhada e conta com apenas 33 funcionários para a administração do complexo. Usa muitos serviços terceirizados.
Lotário acredita que o desenvolvimento da produção de hortifrutigranjeiros passa pela criação de novas cooperativas de produtores, como a bem sucedida Ecocitrus, de Montenegro.

1297 - Lançamento do projeto Rota Estrada Rio Branco

O professor Brambatti entregou o projeto ao prefeito Darci Lauerman


Saiba mais sobre o projeto Rota Estrada Rio Branco 
no blog Rota Estrada Rio Branco:
                                                                    http://estradariobranco.blogspot.com/


No dia 28 de fevereiro, os prefeitos do Vale do Caí, Caxias do Sul e Vacaria deverão participar de uma reunião que terá por objetivo criar uma nova rota turística denominada Estrada Rio Branco. Percorrendo a antiga estrada Rio Branco, a rota passará pelo Caí, Bom Princípio, Feliz e Vale Real e depois subir a serra, chegando a Caxias e Vacaria.
As rotas turísticas são grande sucesso e um bom exemplo disto é a Rota Romântica, que já atraiu milhões de turistas. São roteiros temáticos que têm sua motivação em cenários diferenciados, seja pelo aspecto paisagístico ou cultural.
Entre estas existem algumas muito famosas que mostram aos turistas antigas estradas, com marcante significado histórico. É o caso, por exemplo, da Via Claudia Augusta, que vai de Veneza rumo ao norte, passando pelos Alpes. Os turistas reconstituem o caminho de uma estrada contruída pelos romanos há mais de 2.000 anos.
Outro exemplo bem sucedido deste tipo de roteiro é a Estrada Real, que vai de Paraty, antigo porto marítimo na costa do Rio de Janeiro,  até a cidade mineira de Diamantina, passando por São João del Rei, Tiradentes e Ouro Preto. Caminho pelo qual o ouro extraído nas Minas Gerais era levado para Portugal.
Mas o mais famoso roteiro baseado na fama e na glória de uma antiga estrada é o da Rota 66, antiga estrada que liga Chicago a Santa Mônica (na Califórnia) e que inspirou filmes consagrados.
Algo semelhante está sendo proposto pelo professor doutor Luiz Ernesto Brambatti, que é coordenador do curso de turismo da Universidade Federal do Paraná. Na sua fase inicial, o projeto será coordenado pelo secretário do turismo de Caxias do Sul, Jaison Barbosa, com apoio do prefeito João Ivo Sartori.
Em reunião ocorrida nessa segunda feira, na prefeitura do Caí, o professor Brambatti apresentou a idéia de criação da rota denominada Estrada Rio Branco.
Trata-se de uma velha estrada construída a partir de 1874, pelo governo imperial brasileiro. Ela partia do Porto dos Guimarães e ia até Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, perto da divisa com Santa Catarina.
Essa estrada foi construída com um propósito definido. Ela serviria para conduzir os imigrantes italianos até a região serrana: especialmente para o local denominado Campo dos Bugres, hoje cidade de Caxias do Sul.
A região serrana, naquela época, era praticamente deserta. Os índios foram retirados dali pelo governo, que os transferiu para o extremo norte do estado, deixando as terras livres para serem distribuídas aos imigrantes italianos.
Depois de chegarem a Porto Alegre, os colonos eram levados de barco pelo rio Caí, até o Porto dos Guimarães, localidade que, em 1875 foi elevada ao nível de cidade e sede municipal, ganhando o nome de São Sebastião do Caí.
O município se estendia até o alto da serra, incluindo o local onde hoje existe a cidade de Caxias do Sul.
São Sebastião do Caí passou a contar logo com uma delegacia e um forum, porque passou a cumprir a função de centro da região colonial, onde os colonos recebiam o apoio prestado pelo governo. A cidade foi planejada com esmero pelos engenheiros do império, com ruas largas e bem traçadas.
Do Caí, os imigrantes iam a pé até Caxias do Sul e localidades próximas. E os seus modestos pertences eram levados em lombo de burro.
Passaram-se vários anos até que a estrada foi alargada e a primeira carreta de bois conseguiu percorrer o caminho do Caí a Caxias.
Até 1910, quando foi concluída a estrada de ferro ligando Porto Alegre a Caxias, as carretas e as mulas foram os únicos meios disponíveis para o transporte de mercadorias.
Ao longo do caminho, se encontram marcas desta época heróica de desbravamento. O cais do porto, no Caí, e a ponte de ferro na Feliz são monumentos à coragem e ao trabalho dos imigrantes, assim como inúmeras casas construídas por eles, que ainda se encontram de pé e poderão ser visitadas pelos turistas.
Depois de constituída a rota da Estrada Rio Branco, milhares de turistas, especialmente os descendentes dos colonos alemães e italianos, percorrerão o mesmo caminho trilhado pelos seus antepassados e poderão ter uma idéia do tremendo esforço que eles tiveram de fazer para transformar matas em lavouras e transplantar para a selva a civilização que deixaram no seu país de origem.
Para quem chega de Porto Alegre, o Caí será o ponto de partida no percurso da Estrada Rio Branco. Além dos locais históricos, os turistas terão a oportunidade de ver paisagens magníficas, principalmente junto ao rio Caí. Passarão por Escadinhas, pela Ponte de Ferro de Feliz (construída em 1900) e visitarão o moderno e magnífico Parque Municipal da cidade. Visitarão a localidade de Vale Real, cruzando o rio na ponte baixa construída pelos agricultores locais, visitarão os parreirais da Forqueta Baixa (na época da colheita) e depois subirão a serra, conhecendo uma paisagem totalmente diferente, mas igualmente bela. 



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

1296 - Triunfo: município mãe

Triunfo é um dos municípios mais antigos do estado e, inicialmente, abrangia a maior parte do Vale do Caí. Quando o município de São Leopoldo foi criado, a divisa entre os dois passou a ser o rio Caí: a margem direita pertencia a Triunfo e a esquerda a São Leopoldo
Triunfo possui muita história para contar. Terra de Bento Gonçalves e cenário das mais importantes batalhas da Revolução Farroupilha, Triunfo foi habitada, antes da colonização, pelos índios Patos. No ano de 1752, o então Governador Geral da Capitania do Rio Grande do Sul, General Gomes Freire de Andrade, doou a Manuel Gonçalves Meireles e sua esposa (avós de Bento Gonçalves), uma área de terras, localizada entre o rio Taquari, seu afluente Arroio Capote e o antigo Arroio da Ponte denominada, à época, Sesmaria da Piedade. Triunfo foi fundado em 11 de março de 1754 e ganhou jurisdição sobre as Freguesias de Santo Amaro, Taquari e Rio Pardo em 1761. Anos se passaram e de município em 1831, Triunfo passou a comarca em 1878. Somente em 1938, passou a denominar-se cidade. Completando 256 anos de uma rica história que vai desde uma vasta arquitetura luso-açoriana, fartamente vislumbrada em seus casarios históricos, até uma das mais lembradas batalhas da Guerra dos Farrapos, a da Ilha do Fanfa, que resultou na prisão do mártir da Revolução Farroupilha e filho ilustre de Triunfo, o general Bento Gonçalves da Silva, quando foi transferido para o Forte do Mar, em Salvador.
Como principais pontos turísticos destacam-se a Igreja Matriz (terceira mais antiga do Estado) que abriga a imagem do Santo Bom Jesus, padroeiro do município; o Theatro União (segundo mais antigo do Estado), fundado em 1848; a casa onde nasceu o general Bento Gonçalves que hoje abriga o Museu Farroupilha; a Casa do Império, única existente no Estado, pertencente à Cúria Metropolitana atualmente passando por processo de tombamento e restauração.

Além disso, desde 1976, Triunfo sedia o maior complexo petroquímico da América Latina, o III Polo Petroquímico, que abriga diversas empresas de primeira e segunda geração, produzindo resinas termoplásticas e elastômeros, matéria-prima para produção de plástico em todas suas variações. As empresas que compõem o Polo Petroquímico de Triunfo são responsáveis por 80% da arrecadação do município, salientando que a produção primária também se destaca no expressivo cultivo de melancia, acácia e arroz.
Texto extraído do site da Prefeitura Municipal

1295 - 30 anos do Fato Novo: o jornal nasceu para mudar uma realidade

Há 30 anos, o Fato Novo acompanha a vida das pessoas 
O Vale do Caí foi uma região muito dinâmica na segunda metade do século XIX. Os imigrantes alemães, com técnicas agrícolas mais avançadas do que as dos luso-brasileiros, davam grande produtividade às suas culturas. A ponto da pequena região do Vale do Caí tornar-se, nesta época, a principal produtora de feijão do país. Outro exemplo desta pujança agrícola está na produção de alfafa. Era no Vale do Caí que o Exército Nacional se abastecia de alfafa para a alimentação dos cavalos que transportavam seus pelotões de cavalaria. A criação de suínos era outra grande riqueza, transformando a banha em item importante das exportações brasileiras.
Além do que, os imigrantes também se dedicavam à extração da madeira (foi do Vale do Caí que saiu a maior parte da madeira usada para as construções de Porto Alegre no século XIX) e uma grande variedade de indústrias. Os moinhos (impulsionados por rodas d’água) disseminaram-se pela região. Haviam mestres na construção destes engenhos (como foi o caso do pai de A J Renner). Os colonos também exploravam atividades como a indústria cerâmica, com suas tradicionais olarias; a produção de farinha de mandioca e polvilho, que era feita nas atafonas; a de cerveja, com dezenas de fábricas espalhadas pelo Vale; a de cachaça, nos alambiques, além das fábricas de banha.
São Sebastião do Caí era o centro de uma rica região colonial que incluía Harmonia, Tupandi, São Vendelino, Bom Princípio, Alto Feliz, Vale Feliz, Farroupilha, Caxias do Sul, Nova Petrópolis e São José do Hortêncio.
Tudo que se produzia nesta grande região colonial era levado em carroças e no lombo de burros ou mulas (ou ainda em tropas, no caso de animais) até o porto do Caí. O que deu à cidade a condição de tornar-se um dos mais importantes polos comerciais do estado e favoreceu, inclusive, o desenvolvimento da indústria. Ali surgiu, em 1908, a fábrica de conservas Oderich (uma das indústrias pioneiras na produção de conservas de carnes a nível mundial) e, em 1911, foi fundada a pequena indústria de confecções na qual A J Renner passou a produzir as primeiras capas de chuva impermeáveis do Brasil.
Nesta época, 1910, a cidade de São Sebastião do Caí contava com população de 3.150 habitantes. Era um dos mais importantes polos comerciais e industriais do estado. Destaques que fazia dela uma das poucas cidades gaúchas a contar com ligação telefônica com Porto Alegre.
Ocorreu, então, a inauguração da estrada de ferro ligando Porto Alegre a Caxias do Sul e, com isto, a navegação fluvial pelo rio Caí começou a perder importância. O movimento no porto foi diminuindo e a cidade entrou em decadência. A J Renner, percebendo isto, mudou sua fábrica para Porto Alegre. A mudança começou em 1914 e foi concluída em 1917. E a cidade entrou numa fase de profunda estagnação, da qual custou a recuperar-se. Tanto que, no ano de 1960, a sua população era de 3.425 habitantes. Cinqüenta anos após, permanecia quase a mesma de 1910.
A falta de progresso da cidade (em comparação com outros núcleos coloniais) foi muito notada. Era flagrante a discrepância entre o progresso de cidades como Caxias do Sul e Novo Hamburgo em relação ao Caí.
O geógrafo Jean Roche, na sua obra A Colonização Alemã e o Rio Grande do Sul, escrita em 1962, registrou bem esta situação, como se pode observar nos seguintes trechos:
“Caí, cujo porto servia uma imensa interlândia (até Caxias) e que disso tirava a sua prosperidade comercial, foi vítima de uma verdadeira imobilidade em benefício da via férrea, cuja abertura o feriu de morte.”

1294 - 30 anos do Fato Novo: cidade morta

No ano de 1981, uma menina le a primeira edição do jornal
Na visão de Jean Roche, o Caí era uma cidade estagnada, como as “cidades mortas” descritas por Monteiro Lobato no seu livro de mesmo nome. O escritor referia-se no livro à situação que encontrou na cidade de Areias, no estado de São Paulo. O crítico Jean Danton, resumiu assim o que Lobato queria dizer com a expressão cidades mortas.
“Em 1917, Lobato, já formado, é nomeado promotor público da cidade de Areias, no interior paulista. Areias era o que o autor mais tarde chamaria de Cidades Mortas. Vítimas das mudanças econômicas, esses lugarejos, antes prósperos, viviam em estado de lesmice patológica. Com a economia local quebrada, a maior parte dos jovens se mudara para cidades mais desenvolvidas e só ficava em Areias quem não tinha condições ou idade para a mudança.
Numa cidade como essa, até o passeio matutino do recém-nomeado promotor público virava atração pública. As moças saiam na janela para ver Lobato passar. Naquela época, Lobato já namorava sua futura esposa, Maria da Pureza Natividade. Ia de vez em quando a São Paulo para vê-la. As cartas escritas para ela revelam gripes, caçadas a onças, uma ou outra refrega entre vizinhos e muita saudade. Em suma, não havia o que fazer em Areias. Assim, Lobato gasta a maior parte do tempo lendo e escrevendo. Vai passando para o papel o que observa no lugarejo. São esses escritos que mais tarde formarão o livro Cidades Mortas. Nos escritos, Areia é rebatizada de Oblivion, depois Itaoca.
Em Oblivion, só meia dúzia de pessoas recebe jornais. São a intelectualidade local. Livros só há três, que passam de mão em mão. Cada um que pegava fazia questão de escrever algo. “Li e gostei”, afirmava um. Outro versificava: ‘Já foi lido - pelo Valfrido’. Cidades Mortas é cheio desses casos, entre eles o de um réu que escapou enquanto o júri permanecia horas reunido numa sala, incapaz de tomar uma decisão.”
No Caí das décadas de 1910 a 1950 a situação era parecida. Não tão grave como a de Areias (segundo a descrição de Lobato), mas o suficiente para impressionar a Jean Roche e todos que conheceram a cidade naquela época.
Roche calculou que, entre 1900 e 1950, pelo menos 23.000 pessoas haviam deixado o município.
Ele escreveu ainda, no seu livro, que “Caí...não fez senão sobreviver desde que a estrada de ferro e a rodovia que servem São Leopoldo se apoderaram do seu tráfego comercial”.
Na década de 50, o asfaltamento da estrada até Porto Alegre deu um pequeno alento à cidade. Depois houve o renascer da fábrica Oderich, que havia quase cessado as suas atividades. Mas a fábrica não ganhou impulso significativo a não ser pelas décadas de 80 e 90.
A industrialização, que fez crescer cidades como Caxias do Sul e Novo Hamburgo (antes menores que o Caí) não se firmava na cidade. Vários empreendimentos que pareceram promissores na década de 1940 (como a Fecularia Caiense e a Frutas do Rio Grande Ltda) fracassaram. Uma fábrica de extrato de tomate criada pela Arrozeira Brasileira chegou a ser instalada no prédio atualmente pertencente ao Country Clube. Mas fechou em seguida, sem chegar a produzir efetivamente. Pelo ano de 1960 instalou-se na cidade uma fábrica de sorvetes da Kibon. Mas também esta fechou depois de alguns anos. Na década de 70 o doutor Bruno Cassel empenhou-se em atrair empresas para o município e conseguiu concretizar a vinda da Eran, uma fábrica francesa de calçados. Pioneira na produção de calçados com solado injetado. A fábrica se desenvolveu bem por alguns anos, mas seus proprietários acabaram se desinteressando pelo negócio e vendendo a empresa para a Vacchi (curtume de Sapucaia do Sul), que também não teve sucesso na continuação da empresa. Só na década de 80, quando a fábrica foi novamente vendida (para a Azaléia) a empresa teve um desenvolvimento realmente satisfatório que chegou a ser empolgante no período compreendido entre meados da década de 80 e a de 90, mas depois entrou em gradual declínio. Até o seu fechamento no ano de 2005.

1293 - 30 anos do Fato Novo: enfrentando a descrença geral

50 anos depois, a menina terá crescido e continuará leitora do Fato Novo
Contrastando com a situação de estagnação observada no Caí, outras cidades da região colonial alemã prosperavam, como frisou Jean Roche no seu livro de 1962: “Com exceção de Caí, todas essas pequenas cidades teuto-brasileiras dão uma impressão de prosperidade e dinamismo”.
Tal situação fez com que os caienses criassem um complexo de inferioridade e um certo fatalismo. A impressão era de que no Caí nada dava certo e a única solução, para quem quisesse prosperar, era deixar o município rumando para uma cidade maior e mais progressista. E os destinos mais procurados foram Porto Alegre e Novo Hamburgo.
Nas décadas de 60 e 70 o trânsito na RS-122 se intensificou, com o asfaltamento desta estrada até Caxias do Sul. Mas o Caí continuava parado, vendo o progresso passar pela rodovia. Gaiatos da época diziam que a prefeitura devia estimular o desenvolvimento do turismo na cidade colocando uma placa à margem da rodovia com a seguinte inscrição: “Visite o Caí, antes que ele desapareça”.
Foi neste quadro de desalento que surgiu o Fato Novo, no dia 17 de dezembro de 1981.
Antes dele o Caí já havia tido vários jornais. Os quais, porém, não conseguiram se desenvolver e acabaram morrendo depois de alguns anos. O que também contribuiu para reforçar o desalento dos caienses quanto às perspectivas de progresso da sua cidade.
E o Fato Novo surgiu com o propósito determinado de combater o desânimo que se instalara na mente dos caienses. A idéia era salientar as potencialidades do município e da região, estimular as boas iniciativas e mudar a cabeça das pessoas, fazendo com que eles acreditassem na sua capacidade de progredir na sua cidade, crescendo junto com ela.
Desde o início, o Fato Novo procurou transmitir esta filosofia na sua área de atuação que incluía, além da atuais divisas do município, os ex-distritos de Bom Princípio, São José do Hortêncio, Capela de Santana e São Vendelino; os ex-distritos montenegrinos de Pareci Novo, Harmonia e Tupandi e o município de Feliz (que então incluía Vale Real, Alto Feliz e Linha Nova.
A excessão da cidade de Feliz, que já se beneficiava com o sucesso da fábrica de calçados Reichert, todas as demais localidades viviam situação de estagnação semelhante ou até pior do que a da cidade de São Sebastião do Caí.
E o prognóstico que se fez sobre o destino do Fato Novo foi o de que ele brevemente fecharia. Tal como acontecia com quase todos os empreendimentos surgidos na região

1292 - 30 anos do Fato Novo: começo difícil

Grupo de funcionários no ano de 2007
Renato Klein, o fundador do jornal, nasceu no distrito caiense de Capela de Santana. Seus pais mudaram-se para a sede municipal em 1960, para que ele tivesse a possibilidade de freqüentar o Ginásio São Sebastião, onde Renato pode fazer as quatro séries do curso ginasial. Depois ele fez os três anos do curso científico na escola estadual Pedro Schneider, em São Leopoldo e ingressou na faculdade de Ciências Econômicas, da UNISINOS, na mesma cidade. Com pouco mais de 20 anos, Renato foi trabalhar na empresa de um primo, em Porto Alegre. Não se adaptou e voltou ao Caí depois de meio ano. Trabalhou por dois anos no escritório da Conservas Oderich SA e depois abriu seu próprio negócio: uma loja de discos, livros e revistas, em São Leopoldo.
Teve sucesso no negócio que, depois de seis anos, se transformara na maior loja de discos do Vale do Sinos (inclusive com filial em Novo Hamburgo). Uma das maiores do interior do estado. Mesmo assim, resolveu largar a atividade comercial, na qual não se sentia realizado. Ainda solteiro, voltou a residir no Caí, junto com os pais Wilibaldo e Helmi.
Por três anos, Renato dedicou-se a concluir os dois cursos universitários que havia iniciado: o de Jornalismo (no qual formou-se em outubro de 1979) e o de Ciências Econômicas (em março de 1981).
Em 1981 ele passou a colaborar com o jornal Panorama, escrevendo artigos. Em meados do ano passou a exercer a função de jornalista no mesmo periódico. Experiência de apenas três anos que foi abreviada por uma tragédia: a morte em acidente do diretor do jornal, Tadeu Lourenço.
Na época o comércio caiense era extremamente pobre e nas demais localidades abrangidas pelo jornal, exceto Feliz, a atividade comercial era absolutamente precária. Para se ter uma idéia, na maioria das localidades abrangidas pelo jornal (Hortêncio, Linha Nova, Vale Real, Alto Feliz, São Vendelino, Capela de Santana) não havia ruas calçadas e nem esgoto pluvial. E mesmo Bom Princípio, Tupandi, Harmonia e Pareci Novo era vilarejos de estrutura bastante precária e atividade econômica rudimentar.
O Fato Novo começou como um empreendimento modestíssimo, no qual Renato Klein era a única pessoa que trabalhava efetivamente. Ele desempenhava praticamente todas as funções, desde o jornalismo à venda de anúncios e até mesmo a entrega dos jornais nos pontos de venda em toda a região. O que era feito inicialmente de moto, enfrentando estradas muito precárias que se tornavam quase intransitáveis no inverno. Mesmo assim, o jornal nunca deixou de sair e ser entregue no dia certo.
No seu primeiro ano, o jornal tinha apenas uma edição a cada duas semanas, com 12 páginas apenas em cada edição. Este era o jornal que a pobre região de abrangência do Fato Novo comportava. A pobreza da população e o seu baixo nível cultural tornavam o mercado para venda de jornais extremamente reduzido. O comércio diminuto e arcaico no Caí e nas demais localidades não dificultava a obtenção de uma suficiente captação de publicidade. E a expectativa de que o jornal iria quebrar em seguida tornava inviável a venda de assinaturas.
Para se ter uma idéia da precária situação da região naquela época. O telefone no Caí e em todas as demais localidades continuava a ser de manivela. E o Fato Novo não conseguiu dispor de um telefone a não ser quando, algum tempo depois da sua fundação, começou a funcionar no Caí a nova central de telefonia automática. Todo o trabalho do jornal (tanto jornalístico quanto comercial e administrativo) teve de ser realizado sem o uso de telefone.

1291 - 30 anos de Fato Novo: um objetivo, desde o princípio

Funcionários do Fato Novo na gráfica, em 2007. A impressora Audax foi a primeira usada para imprimir o jornal
O  jornal sobreviveu e prosperou, apesar das precárias condições de mercado existentes, graças à sua qualidade jornalística, incomum nos jornais do interior daquela época. O que fez com que ele tivesse uma aceitação inesperada. E também o regime de rigorosa contenção de gastos, que fazia os custos da empresa serem muito reduzidos.
O que fez Renato Klein fechar as suas lojas em São Leopoldo e Novo Hamburgo, que eram muito rentáveis, para se dedicar à edição de um jornal no seu município, que era visto como o menos próspero de toda a região de colonização alemã?
Vários fatores de ordem pessoal contribuíram, certamente, para o seu desejo de voltar à terra natal e ao convívio mais direto com seus pais. Mas não há dúvida de que a principal razão desta mudança na sua vida foi o desejo de contribuir para a mudança que Renato considerava necessária na mentalidade dos caienses para que o município e a região em torno tomassem o rumo do desenvolvimento.
O jornal, na sua visão, é um instrumento fundamental para promover uma mudança na mentalidade coletiva de modo a promover o progresso social e econômico de uma coletividade. E o Fato Novo seria o meio pelo qual Renato pretendia contribuir para este resultado.
Daí o nome Fato Novo.
Expressão usada na linguagem jurídica, fato novo significa algo inesperado, que surge num determinado processo e faz com que o seu andamento mude radicalmente, levando-o a um desfecho diferente daquele que parecia ser o seu resultado natural. Por exemplo: quando tudo indicava que o réu seria condenado, surge uma prova que muda totalmente a convicção do juiz ou dos jurados e provoca a absolvição do acusado. Assim, o Fato Novo (nome original, inexistente no mundo como nome de jornal, a não ser pelo plágio cometido por um semanário da cidade de Taquari).
O nome do Fato Novo indica o objetivo pelo qual ele foi criado: mudar a triste realidade de estagnação por que passavam o Caí, seus distritos e distritos dos vizinhos municípios de Montenegro e de Feliz.
Por isto, o Fato Novo nunca se limitou a simplesmente retratar a realidade. Ele sempre pretendeu mudá-la.
Não teve, ainda mais no seu início modesto, a pretensão de fazer isto sozinho. Mas sempre se empenhou em apoiar as boas iniciativas. Isto se tornou evidente logo na segunda edição do jornal, publicada em 31 de dezembro de 1981, quando foi publicada a primeira grande reportagem do Fato Novo. Duas páginas (das doze que tinha aquela edição) foram dedicadas ao projeto de emancipação de Bom Princípio. A importância que o jornal deu ao assunto contribuiu para dar maior credibilidade ao projeto que muitos consideravam irrealizável. Depois disto, muitas outras reportagens foram publicadas pelo Fato Novo até que a emancipação se consumasse, alguns meses após com a vitória do Sim no plebiscito realizado para decidir a emancipação.
Hoje a realidade do Vale do Caí é totalmente diversa da que imperava em 1981. Ampla matéria publicada pela prestigiada revista Veja deu publicidade a um fato que o Fato Novo já vinha registrando em diversas oportunidades. O Vale do Caí é hoje a região mais desenvolvida do Brasil.
Que diferença! Ao invés da estagnação que Jean Roche registrou em 1962, o que se tem agora é uma situação de extraordinário progresso, servindo a região de modelo para o desenvolvimento do país.

1290 - 30 anos do Fato Novo: incentivando as emancipações

Renato Klein entrevista o vereador Abílio Luft, num dos primeiros anos do jornal
A emancipação de Bom Princípio - que teve Arno Carrard como seu grande artífice - foi um dos fatos históricos que levaram a região a esta mudança tão extraordinária. E o Fato Novo, ao ser lançado pouco menos de um ano antes da sua efetivação, teve a oportunidade de dar sua modesta contribuição para o sucesso deste grande empreendimento.
Maior foi a contribuição dada pelo jornal na etapa seguinte do processo histórico que levou o Vale do Caí ao fantástico desenvolvimento que hoje exibe. Este fato ocorreu também em Bom Princípio, quando o seu primeiro prefeito, Hilário Junges, conseguiu fazer uma administração modelar e imprimir ao município recém criado um progresso extraordinário.
Ao assumir o cargo de prefeito, Hilário Junges sentia-se inseguro e despreparado para o desempenho de uma função tão complexa. O Fato Novo acompanhou de perto os primeiros passos do seu governo. Além de atuar como jornalista, Renato Klein era ouvido por Hilário Junges também pelos seus conhecimentos de Economia. E ouviu do jornalista/economista uma recomendação que vinha bem de encontro às suas próprias convicções: a de evitar o empreguismo e conter as despesas ao máximo, para que sobrasse dinheiro para fazer investimentos.
Seguindo esta fórmula simples (mas que é fundamental para o sucesso de qualquer administração), o governo de Hilário teve um sucesso espetacular. Nos seus seis anos de mandato, ele conseguiu mudar totalmente a realidade do município. Ao fim do seu sexto ano de existência, Bom Princípio já estava, em muitos aspectos,  mais adiantado do que o Caí, que comemorava o seu 113º. Mesmo desagradando a administração municipal caiense daquela época, o Fato Novo divulgava o extraordinário progresso de Bom Princípio e divulgava a fórmula básica usada por Hilário para chegar onde chegou: a de evitar o desperdício, especialmente na contratação desnecessária de funcionários.
O Fato Novo fez, com isto, uma verdadeira campanha de incentivo às novas emancipações. O acontecido em Bom Princípio, não deixava dúvidas: valia a pena emancipar-se. Principalmente se os governantes dos novos municípios seguissem o modelo administrativo ensinado por Hilário Junges.
E assim, no ano de 1988, surgiram vários novos municípios na região: Harmonia, São José do Hortêncio, Capela de Santana, Tupandi, São Vendelino, Brochier do Maratá e Barão. E todas estas emancipações resultaram em grande progresso para estas localidades. Quatro anos depois, mais sete municípios encaminharam suas emancipações: Pareci Novo, Maratá, São Pedro da Serra, Vale Real, Alto Feliz, Linha Nova e São José do Sul.
Seguindo os caminhos mostrados por Arno Carrard e Hilário Junges, todos estes municípios conseguiram êxito no seu processo de emancipação e também nos seus governos, conseguindo efetuar grandes investimentos na educação, saúde e infraestrutura, além de orientar o desenvolvimento econômico e social nas comunidades. E o Fato Novo contribuiu para o bom êxito de mais esta grande etapa do processo de desenvolvimento da região: a implantação de uma nova divisão geográfica da região, com novos municípios geridos por governos enxutos, competentes e com visão estratégica de desenvolvimento.

1289 - 30 anos do Fato Novo: análise, incentivo, crítica e perspectiva de futuro

Em 2011, o fundador Renato Klein tira fotos em evento do projeto Caí Shopping (à direita, com blusão branco)
O Fato Novo acompanhou o progresso dos municípios, divulgando toda boa iniciativa, como a ação da prefeitura de Montenegro, quando ela conseguiu sanear as suas finanças, diminuindo despesas e aumentando receitas; como no trabalho da Secretaria de Desenvolvimento do Caí, ao investir na atração de empresas para o município; como na luta do Pareci Novo para conseguir o asfaltamento da RS-124; como na busca de Harmonia pela implantação de um biodigestor com financiamento dos créditos de carbono; como no aplauso ao esforço de Tupandi, Salvador do Sul e Harmonia no asfaltamento de estradas municipais que integram a região.
Outro fato que teve contribuição fundamental para o desenvolvimento da região foi também uma contribuição de Hilário Junges. Como prefeito de Tupandi, ele implantou um ambicioso e extraordinariamente bem sucedido projeto de desenvolvimento da avicultura e suinocultura em regime de integração com a Frangosul e Avipal. Ele contrariou, assim, a crença generalisada de que o progresso do município dependia da atração de indústrias. Com sua credibilidade e eficiência, conseguiu que centenas de aviários e pocilgas fossem implantadas no seu município em poucos anos. E, assim, provocou um explosivo crescimento econômico (de fazer inveja à China). Transformou centenas de pequenos agricultores, antes pobres, em prósperos empresários. E os filhos destes agricultores pouco instruídos, hoje freqüentam a universidade. Conseguiu, com isto, levar Tupandi (cuja economia era africana até 20 anos atrás) a uma condição de Primeiro Mundo. O Fato Novo divulgou o plano de Hilário desde o início e alguns municípios, como São Vendelino, seguiram logo pelo mesmo caminho. Mais tarde o Fato Novo divulgou o extraordinário progresso que o plano de Hilário estava trazendo para Tupandi e hoje a maioria, se não a totalidade, dos municípios da região está seguindo a mesma política de incentivo à avicultura e suinocultura. O que ajudou muito a transformar o Vale do Caí no Vale da Felicidade retratado pela revista veja.
Estimular todas as boas iniciativas, inclusive as da iniciativa privada, é uma constante no trabalho do Fato Novo. Cada nova loja que abre suas portas. Cada edifício que é construído. O trabalho dos bons profissionais e dos bons empresários (que o Fato Novo divulga também através da pesquisa Top of the Top). Tudo o jornal divulga e enaltece, difundindo os bons exemplos e ajudando na boa formação dos jovens.
Assim, identificando os fatores que têm beneficiado o desenvolvimento da região, divulgando as boas iniciativas para toda a região e estimulando a sua adoção nos diversos municípios pelo qual circula, o Fato Novo cumpre o seu papel e pode se afirmar, sem sombra de dúvida, que nos seus quase 26 anos de existência deu uma parcela de contribuição importante para levar o Vale do Caí a uma condição de dar inveja ao restante do país.
Além disto, o Fato Novo exerce como poucos jornais do interior o difícil combate à corrupção e à contravenção, além da crítica aos maus governos e às mas atitudes. O Fato Novo, no exercício diário da sua atividade, informa e educa. Priorizando os fatos locais e a análise da nossa realidade, tornou-se um instrumento fundamental para a compreensão da nossa realidade e solução dos nossos problemas.
Não foi por acaso que a região que era apontada antes como uma das mais estagnadas do estado, mudasse sua trajetória e entrasse num ritmo de crescimento tal que ela seja vista hoje como a mais avançada do país.
Houve um fato novo que contribuiu para que isto acontecesse.

1288 - São Leopoldo: o município mãe

Quando foi criado, o município de São Leopoldo se estendia até a margem esquerda do rio Caí, incluindo os atuais municípios de Capela de Santana e São Sebastião do Caí




Antes da chegada dos primeiros europeus à região, no século XVI, a mesma era habitada por índios carijós. Foi povoada por açorianos. Era um vilarejo conhecido como Feitoria do Linho-cânhamo quando chegaram os primeiros 39 imigrantes alemães à região, em 25 de julho de 1824, enviados pelo imperador brasileiro dom Pedro I para povoá-la. A a desativada Real Feitoria do Linho Cânhamo fora um estabelecimento agrícola do governo onde eram produzidas cordas, mas que não dera muitos resultados, tendo falido, entre outros motivos, devido à corrupção dos administradores.
Essa feitoria localizava-se à margem esquerda do Rio dos Sinos. A data de 25 de julho de 1824 passou a ser considerada a data de fundação de São Leopoldo. Instalados na feitoria até que recebessem seus lotes coloniais, este núcleo foi batizado "Colônia Alemã de São Leopoldo" em homenagem à Imperatriz Leopoldina, a esposa austríaca de dom Pedro I. Nesta época, era então governador do estado o Visconde de São Leopoldo.
Durante a Revolução Farroupilha, a colônia ficou dividida entre os imperialistas liderados por Daniel Hillebrand e os revolucionários liderados por Hermann von Salisch. Nesta época a colônia prestou suporte à Porto Alegre sitiada provendo a cidade com suprimentos transportados em barcas pelo rio dos Sinos.
A colônia se estendia por mais de mil quilômetros quadrados, indo em direção sul-norte de Esteio (hoje) até o Campo dos Bugres (Caxias do Sul, hoje). Em direção leste-oeste de Taquara (hoje) até o Porto dos Guimarães, no Rio Caí (São Sebastião do Caí, hoje). Aos poucos, novas levas de imigrantes ocuparam os vales dos rios dos Sinos, Cadeia e Caí, lançando o progresso através da dedicação ao trabalho, o que ensejou que a colônia alemã se emancipasse de Porto Alegre já em 1º de Abril de 1846, apenas 22 anos depois de fundada.
Concorreu, para este fato, serem os alemães, além de Landmänner (agricultores), também Handwerker (artesãos). Daí, uma variada produção que acabou sendo o embrião industrial do Vale do Rio dos Sinos. É em homenagem a esses imigrantes que o dia 25 de julho é feriado municipal. Em 1865, a colônia recebeu a visita do imperador brasileiro dom Pedro II. Em 1874, foi inaugurada a estrada de ferro ligando a cidade a Porto Alegre, facilitando o escoamento dos produtos da colônia.
Em diversos pontos da sua grande área do passado, surgiram núcleos de desenvolvimento que posteriormente emanciparam-se, tornando-se prósperas cidades atualmente. Ao todo, foram oito novas cidades geradas. O município de São Leopoldo, portanto, deu origem a toda a região atualmente denominada "Vale do Rio dos Sinos".
Resumo histórico extraído da Wikipédia














quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

1287 - Morte na ponte estreita do Matiel

O veículo só foi retirado do local no dia seguinte ao acidente, com a ajuda de um guindaste
As pontes estreitas do Matiel, na divisa entre o Caí e Pareci Novo, foram palco de mais um grave acidente no final da tarde de domingo. Desta vez, resultando na morte de uma pessoa.
Por volta de seis horas da tarde, o comerciante Adolário Schussller, popularmente conhecido como Gamarra, passava pelo local, indo em direção ao Caí. Acompanhado de sua esposa Cleunice Terezinha Mignoni, ele dirigia um potente Jeep Troller e  colidiu com a mureta da ponte. Com o impacto, o muro de concreto foi destruído, caindo junto com o veículo e seus dois ocupantes. 
Depois de bater no barranco lateral, o jeep rolou uma ladeira, batendo em várias árvores, até chegar à parte mais baixa do terreno. Pedaços do veículo, inclusive a capota, foram sendo arrancadas da carroceria e ficaram esparramadas pelo local. Por fim, o jeep ficou caído, de rodas para o alto, no ponto mais baixo do terreno, bem abaixo do ponto em que o carro bateu contra a amureta e a destruiu. A diferença de altura entre os dois pontos é de 12,5 metros.
A “ponte” em questão é, na verdade, uma galeria, pois não passa nenhum rio ou arroio por baixo dela. Foi construída apenas para permitir a passagem das águas do rio quando ocorrem enchentes. 
Gamarra, que tinha 42 anos, morreu no local e seu corpo ficou jogado ao lado do jeep. Quando os bombeiros chegaram ao local, encontraram Cleunice viva, mas inconsciente. Ela estava deitada ao lado do marido. Perto deles a cadelinha do casal, chamada Nina, estava sentada, olhando calmamente para seus amigos humanos. Imaginava, talvez, que eles estivessem apenas dormindo.
Cleunice foi socorrida pelos bombeiros, que tiveram de fazer uma difícil escalada, a levando em uma maca. Seu estado parecia grave e ela foi conduzida, por uma ambulância do SAMU, para o hospital do Caí e, em seguida, para o HPS, em Canoas.
CAUSAS
Pelas marcas deixadas na pista, o veículo freou bruscamente e desviou-se para a direita, atingindo e derrubando a amureta. A potência e tamanho do jeep explicam o fato da amureta não haver resistido ao impacto. Pessoas experientes, inclusive policiais rodoviários presentes ao local consideram provável que um outro veículo tenha entrado na ponte no sentido oposto e, como a ponte é estreita, Gamarra foi obrigado a desviar para evitar o choque frontal. Se foi isso, o acidente foi motivado pelo absurdo das três pontes serem estreitas, impossibilitando o cruzamento de veículos. Elas foram construídas em 1970, quando não se imaginava que o fluxo de veículos no local pudesse chegar ao que é hoje.
O trânsito no local do acidente ficou interrompido até o início da noite, só sendo liberado após a retirada do corpo. O que obrigou os motoristas a fazer grandes desvios, por Tupandi ou por Rincão do Cascalho (Portão).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

1286 - O time da CORSAN

Muito sociável e participativo, Juarez de Souza ficou conhecido como Juarez da Corsan e fazia parte do time de futsal da unidade da Corsan no Caí, que ganhou torneios internos da Companhia
Juarez de Souza era muito sociável e fazia parte, inclusive, do time de futsal da CORSAN. Na foto, da esqurda para direita ele é o primeiro de pé. O time completo, conforme aparece na foto, contava com ele, Juarez, Evandro Kievel, Mário Flores, Antônio Steffens, Gustavo Cornelius e Pedro Motta (falecido) de pé e mais os agachados Júlio Loureiro, César Santiago, Ricardo Nienow, Romar Müller e Romeu Lilge, todos funcionários da CORSAN caiense na época da foto: o ano de 1989.
O time caiense participou de vários campeonatos regionais da Associação de Funcionários da CORSAN.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

1285 - Kappesberg: surge um gigante no Vale do Caí

As fábricas da Kappesberg já somam 100 mil metros quadrados e serão construídos mais 45 mil

A empresa Kappesberg já é a segunda maior do ramo de móveis na América Latina. E tem fôlego para disputar a primeira colocação. A Kappesberg é, também, uma das duas fábricas de móveis brasileiras com maior investimento em publicidade.
Atualmente com 100 mil metros quadrados de área construída, a Kappesberg já prepara a construção de mais um pavilhão com 45 mil metros. Este novo investimento será em Tupandi, na mesma área em que já se encontram as principais instalações fabris e a sede administrativa da empresa. A empresa conta com fábricas também em Viamão e São Vendelino.
Na soma de suas fábricas, a empresa conta atualmente com 1.500 funcionários.
A Kappesberg, que iniciou as suas atividades em 1993, de forma praticamente artesanal, é hoje uma empresa que opera com a mais avançada tecnologia do mundo. 
A nova fábrica, que está sendo implantada em Tupandi, deverá ser a mais moderna do mundo, com equipamentos importados da Alemanha.
Houve a cogitação de adquirir os prédios da antiga fábrica Antarctica, em Montenegro, para a implantação de um Centro de Distribuição (CD), conforme foi até noticiado pelo Fato Novo. Mas esta idéia, segundo a direção da empresa, está praticamente descartada. A inclinação da Kappesberg é concentrar as suas operações em Tupandi. A qualidade da mão de obra disponível no Vale do Caí é um fator 
A marca Kappesberg é  voltada para atender às aspirações das classes C e D, mas a empresa já criou uma nova linha destinada à classe B. Ela será vendida com a marca Ideli e contará, de início, com 36 lojas franqueadas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

1284 - Loira caiense foi musa inspiradora dos Irmãos Bertussi

Oneide apaixounou-se por uma caiense, mas ela era casada 
e a paixão se transformou em música

Os irmãos Bertussi Honeyde e Adelar, foram grandes artistas que, a partir da década de 1950, fizeram grande sucesso tocando e cantando música gauchesca. Honeyde, em especial, foi compositor inspirados. E um dos maiores sucessos do grupo foi-lhe inspirado por uma beldade que ele conheceu na Festa de São Sebastião, no Caí.
A letra conta o que aconteceu:


Loira Casada

Os Bertussi

Domingo levantei cedo
Fui festá em São Sebastião
Me encontrei com uma loirinha
Que doeu no coração
Fiquei todo entusiasmado
Desde a hora em que eu lhe vi
Linda loira flor da serra
Lá da beira do Rio Caí
Quando eu vi esta donzela
Toda de vestido branco
Cabelo loiro ondulado
Bela flor cheia de encanto
Eu falei pro meu irmão
Isto foi na mesma hora
Se ela não topar comigo
Eu pego a gaita e jogo fora
Quando eu olhava pra ela
Ela me olhava e sorria
Até que eu fiz um sinal
De que ela correspondia
Quando eu vi que dava jeito
Fui com ela conversar
Que loirinha tão bonita
Que gaúcha de abafar
Eu cheguei, disse pra ela:
Não me faço de rogado
Eu gostei do teu jeitinho
Porque estou apaixonado
Ela foi me respondeu:
Sei o quanto estou errada
É que sou comprometida
É que eu já sou casada
E ela ainda me falou
Moço não pense mal de mim
Eu fiquei apaixonada
Desde a hora em que eu lhe vi
Moço você vá-se embora
Nunca mais fale comigo
Mas se eu não fosse casada
Eu ia embora contigo
E eu fui disse pra ela:
Não te esqueça o que eu te digo
Se tu não fosses casada
Eu te levava comigo
Mas agora eu vou-me embora
De ti nunca esquecerei
Vou-me embora desta terra
Volto aqui
Quando não sei

Ouça a música clicando no endereço abaixo:
http://letras.terra.com.br/os-bertussi/1197890/

Honeyde e Adelar eram primos dos irmãos Rossetti, que moravam no Caí e eram proprietários da Madeireira do Caí (hoje loja Espaço Luz). Adail, um dos irmãos Rossetti, certa vez perguntou ao primo se era verdadeira a história contada na música. Honeyde respondeu que não era, mas Adail ficou com a impressão de que seu primo mentiu para evitar constrangimento para a caiense  que o havia encnatado tanto.
A música fez enorme sucesso no rádio e nos bailes da época (final da década de 1950) e os comentários no Caí foram intensos. A convicção geral era de que a musa inspiradora era uma jovem e belíssima senhora casada, cujo nome também nos sentimos impedidos de divulgar aqui.