terça-feira, 28 de outubro de 2014

4935 - São João, o morro das antenas e do gigante adormecido


Morro São João em Montenegro RS




O Morro São João é avistado de longe pelos que chegam ao município. Localizado no centro da cidade, possui uma estrada de acesso e dois mirantes. Diz a lenda que o Morro é um gigante adormecido.
DSCN1374
É possivel visualizar o Morro São João de praticamente toda a cidade. Embora seja um local anda pouco explorado para o Turismo, é sem dúvidas um dos locais mais promissores para uma grande variedade de opções turísticas.
Não é nem preciso subir até o topo do morro para ter uma visão prinvilegiada da cidade, pois durante a subida existem alguns pontos onde não há vegetação bloqueando a vista e se pode então ter uma visão muito interessante da cidade e do Rio Cai.
DSCN1401
Clareira que permite visão da cidade durante a subida do morro

A subido ao morro pode ser cansativa para quem tiver problemas cardíacos, mas no geral é uma subida constante, e que leva em torno de 1 hora a pé sem paradas. Se você quiser, você pode parar pelas clareiras, aproveitar o vento fresco e a vista.
Não é recomendado subir em dias de fortes ventos ou de chuva, deslizamentos já aconteceram no morro e arvores cairam, portanto é importante tomar muito cuidado ao subir o morro principalmente em dias de vento e chuva.
O melhor é subir o morro quando já estão alguns dias sem chover.
No topo do morro estão as antenas de comunicação, aparelhos de alta voltagem, que são necessários para a comunicação da cidade, porém ocupam a grande parte do topo do morro.
DSCN1407
Um dos únicos pontos de observação no moro é parcialmente obstruido pela estátua que fica localizada no local.
A imagem é uma homenagem ao Santo Antonio, personagem da mitologia católica.
DSCN1410

A Lenda do Gigante do Morro São João

Há muitos anos, antes da descoberta do Brasil, a região de Montenegro era habitada por índios, e tinha uma grande diversidade de animais e flores. Vivia entre as árvores do Vale do Caí um Gigante, do qual os índios fugiam assustados. Nem os pássaros chegavam perto dele, pois seu enorme tamanho a todos assustava.
O Gigante andava muito, sempre destruindo alguma coisa. Um dia um forte temporal atingiu a região, forçando o gigante a parar no meio do vale. O seu enorme corpo protegeu a vegetação e os habitantes do lugar, mas o esforço o deixou muito cansado. Quando ele se deitou para descansar, estendendo eu corpo no chão, um espírito da floresta o transformou em pedra.
Visto de longe, o conjunto de elevações que estão no centro de Montenegro remetem as formas do Gigante: o Morro da Pedreira (a cabeça), o Morro São João (o corpo, com sua enorme barriga e seus braços), e o Morro dos Fagundes, também conhecido como Morro da Formiga (as pernas e os pés).
Até hoje o Gigante dorme, coberto pela terra e vegetação, protegendo os montenegrinos da força dos ventos e tornando a paisagem do município mais bela.
Localização: estrada Cláudio Kranz, Montenegro RS
Abaixo foto de arquivo histórico do Morro São João
O gigante adormecido
Foto do acervo de Romélio Oliveira

Matéria publicada no site MontenegroTur

sábado, 25 de outubro de 2014

4934 - Hospital Montenegro: a fase negra

O doutor Mattana acompanhou boa parte da história do hospital 


Mas uma fase negra da entidade estava por vir. Sem alterar a voz mansa, o veterano médico lembra as dificuldades enfrentadas. “Com a unificação da previdência social, as hospitalizações passaram a ser pagas pela Previdência, e como faz parte da História do Brasil, a Previdência Social nunca foi boa pagadora”. Com os recursos públicos minguando, o Hospital Montenegro ia gradativamente gastando dinheiro próprio. “Assim conseguimos manter até uma determinada fase, quando entramos em prejuízo, gastando mais do que recebíamos”.

Enquanto a secretária de Saúde e a presidente da OASE, Elaine Leser Daudt, assinavam um novo convênio, aumentando o repasse de verbas para quase quatro milhões de reais ao mês, Mattana recordava a escassez de recursos no pior período de existência da instituição. “Assumimos uma dívida imensa naquela época, que nunca conseguíamos pagar, eram juros sobre juros, em seguida houve uma debandada de médicos para a Unimed, e ficamos sem corpo clínico”, recorda Mattana, ressaltando que além dele, apenas mais dois médicos permaneceram no Hospital Montenegro. “E temos que ressaltar a índole dos funcionários, que mesmo com meses de salários atrasados, permaneceram firmes”.

Quando o prefeito Percival de Oliveira convidou Mattana para administrar o HM, ele não pode negar. “Vamos fazer o que pudermos”, respondera o médico na ocasião. “Foi a pior fase do hospital”, recorda agora o mais antigo profissional em atividade no Hospital Montenegro. “Em dado momento a comida era escassa, não havia troca de roupa de cama, não havia manutenção, estávamos em uma derrocada total”, narra o ex-diretor.


Matéria de J B Cardoso, publicada pelo jornal Fato Novo em 25 de outubro de 2014

4933 - Fotos de Garibaldi em 1912




















O atual município de Garibaldi já pertenceu a Montenegro, Conquistou a sua emancipação em 1900. Doze anos depois, em 1912, Álvaro da Costa Franco captou essas fotos da cidade, com sua máquina Kodak. Fotos que, hoje, são importante documentação histórica.
Seu filho Sérgio da Costa Franco é um grande historiador, dedicado principalmente ao estudo de Porto Alegre.
No passado, a Estrada Buarque de Macedo, que começava em Montenegro e ia até Lagoa Vermelha, no norte do estado. Por ela, já pela década de 1880 acontecia o tropeio de gado, que foi fator de desenvolvimento inicial. Em 1870 foi criada a primeira área de colonização estrangeira na região da Serra Gaúcha: a Colônia Conde D´Eu, com a chegada das primeiras 15 famílias de imigrantes europeus, vindas da Prússia (Alemanha). Já viviam no local alguns brasileiros de origem lusa e, também,uns poucos índios kaingangs.
Em 1874 começou a vinda mais intensa de imigrantes,vinda do norte da Itália, que foi fundamental para a povoação de toda a região serrana. Mas foi importante, também, a chegada de imigrantes círios, com os sobrenomes Koff, Nehme, Mereb, Lahude e Nejar, que se tornaram grandes comerciantes.

Fotos divulgadas na coluna Almanaque Gaúcho, de Ricardo Chaves, jornal Zero Hora, 
em 24 de outubro de 2014

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

4932 - Meio milhão de acessos

O número que aparece  sobre a foto, na página inicial do blog, informa 
o número de acessos já obtido pelo blog
O Vale do Caí já se destaca por muitos aspectos positivos. Ter as melhores administrações municipais e os melhores índices de alfabetização do país são alguns deles. Mas não é só isso. A região se destaca em muitos outros aspectos. Inclusive por ter o maior blog de história regional do país.

Nesta semana, o blog denominado Histórias do Vale do Caí alcançou a invejável marca de 500.000 acessos. 

Fato notável, considerando-se que ele se dedica apenas ao estudo e à divulgação da história de uma região relativamente pequena. O vale tem apenas 200 mil habitantes.

Mesmo sem contar com apoio de governos ou de empresas privadas, o Histórias do Vale do Caí se aproxima de cinco mil postagens. Sendo, cada uma delas, equivalente a um artigo ou capítulo sobre temas da história da região.
ESFORÇO COLETIVO
Isso tem sido possível graças à colaboração de dezenas de pessoas, que fornecem informações e fotografias para o blog. 

No Histórias do Vale do Caí, cada postagem é acompanhada de uma (ou mais) fotografia. Com isso, o blog já acumula uma coleção de perto de cinco mil fotos relacionadas com os municípios componentes do Vale do Caí.

Desde Montenegro e Caí aos menores e mais distantes municípios, como Linha Nova e Barão acumulam considerável volume de informações e fotografias no blog.
BUSCA
O volume de material é tão grande que seria difícil encontrar o que mais interessa a cada pessoa: assuntos relativos à sua localidade ou a sua família, por exemplo. Mas, felizmente, existe um sistema de busca, semelhante ao Google, dentro do próprio Histórias do Caí. Basta digitar uma palavra chave (Schneider ou Pareci Novo, por exemplo) que as postagens desejadas são selecionadas e acessíveis para quem pesquisa.
EDUCAÇÃO
Com o seu acervo incomparável, o blog Histórias do Caí se torna um excelente instrumento para a educação. 

Será muito proveitoso para a formação das novas gerações se os professores de história passarem a utilizar o blog nas suas aulas, estimulando os alunos a fazer pesquisas sobre a história regional.

Criado em junho de 2009, o blog tem pouco mais de cinco anos de existência e continua crescendo rapidamente. Não faltam novas descobertas e contribuições e a intenção é chegar muito mais longe, revelando a maravilhosa história dessa terra tão peculiar e pródiga.
Matéria publicada pelo jornal Fato Novo na sua edição de 22 de outubro de 2014

4931 - Fábrica de calçados Hack & Renner

Depois do fechamento da empresa, o prédio da Hack & Renner foi aproveitado
pela escola Jacob Renner


A empresa Hack & Renner estava instalada em grande prédio situada na rua Osvado Aranha, na cidade de Montenegro. O prédio era muito grandde e ficava na quadra situada entre as ruas Capitão Cruz e Capitão Porfírio. 
Percebe-se, nesta foto, até o local dos montes de retalhos de couro no qual as crianças gostavam de brincar. Era nos fundos do prédio, com frente para a rua Capitão Porfírio.
Neste prédio funcionou uma parte da escola Jacob Renner.

Foto do acervo de Romélio Oliveira

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

4930 - José Clóvis Azevedo inaugura a nova escola Álvaro de Moraes

José Clóvis Azevedo esteve presente  na entrega da ampla reforma feita na escola
A emoção da diretora Ana Accadroli era visível, enquanto ela falava durante a cerimônia que marcou a entrega da 'nova escola'. “Esta é a grande recompensa pelos quase dois anos que esperamos pela obra”, dizia. Ao seu lado, o secretário estadual da Educação, José Clovis Azevedo, concordava com a situação. Nascido em São Sebastião do Caí, Azevedo ressaltou os investimentos feitos pelo governo do Estado na recuperação de mais de mil escolas gaúchas, muitas no Vale do Caí.

No início de 2013 os bombeiros interditaram a Escola Estadual Álvaro de Moraes, do bairro Ferroviário, em razão da precariedade da instalação elétrica. Depois de uma vistoria, o governo decidiu fazer uma ampla reforma no prédio de mais de 50 anos. Enquanto a obra transformava a escola, os alunos se dividiam entre a Estação da Cultura e o CTG Os Lanceiros. “Eu agradeço imensamente ao prefeito Paulo Azeredo pela cedência da Estação e ao patrão do CTG, por concordar em abrigar algumas turmas”, frisou Ana.

Ao todo foram investidos R$ 960 mil na recuperação da escola, e o secretário lembrou que governos anteriores não haviam feito nada. “Preferimos as críticas, até os possíveis atrasos nas obras, do que simplesmente não fazer e colocar em risco alunos e professores”, declarou. Segundo ele, as manifestações de pais e alunos, como as feitas na época da interdição, são normais. “A comunidade precisa se manifestar sempre que se sentir prejudicada”, salientou.

Matéria de J B Cardoso para o jornal Fato Novo, edição de 22 de outubro de 2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

4929 - A Ramiro, perto do rio



Essa foto foi publicada por Romélio Oliveira na página de Facebook Montenegro de Ontem. Ela mostra o trecho inicial da rua Ramiro Barcelos, próximas ao rio Caí.
Pessoas que moraram no local ou o conheceram bem fizeram interessantes comentários sobre a foto, que aqui transcrevemos:
O ângulo do qual foi feita essa foto dá a impressão de que ela só pode ter sido feita do alto do prédio do Frigorífico Renner. Único prédio alto existente no local, no passado. Mas Romélio Oliveira considera que essa foto tenha sido feita antes de 1938, pois as paredes da igreja evangélicas ainda eram claras. Segundo ele, foi nesse ano que a cor foi mudada  para escuro. E, em 1938, ainda não havia sido construído o frigorífico. Por isso, Romélio supõe que a foto tenha sido feita do telhado da fábrica de banha Renner.
Alídia Teresinha Fischer informou que a primeira casa à direita era de seus tios Amauri e Lídia Schu.
Flávio Brochier, que trabalhou no frigorífico, comentou que um filho desse casal chamado Paulo Roberto Schu foi seu colega  de aula e também trabalhou no frigorífico.
Segundo Oscar Francisco Paes de Oliveira, no lado esquerdo da rua, ao lado dessa casa alta, se vê a casa de um homem chamado Franco. Casa que ainda existe e tem escrito, na sua frente, o ano da sua construção: 1934. Logo ao lado, na esquina, vê-se a casa em que morava um outro Schu. Este, ainda conforme lembra Oscar Francisco Paes de Oliveira (com certa dúvida), se chamava Fridolino e gostava muito de jogar bocha no bar que havia em frente. Oscar informa, ainda, que no local onde se vê uma chaminé morava o Paveq. Hoje se encontra ali o edifício São João.
Carlos Roese diz que na casa do outro Schu (a da esquina) moravam seus amigos Di, Banha e mais um irmão. Carlos jogava bola num campinho de tanino, no lado direito da Ramiro, em frente à casa do Milton Vargas.
Oscar informa que o Di e o Banha ainda estão vivos e o outro irmão, que era magrinho, chamava-se Elton e já faleceu. Outro irmão caiu no rio com um Fusca e também morreu.
A casa do Rigon ficava em frente ao campinho de tanino, que tinha goleiras feitas de taquara.
Carlo Roese lembra que, certa vez, numa festinha de aniversário na casa do Di, foi que ele comeu uma azeitona pela primeira vez. Quase quebrou um dente, pois não sabia que dentro da azeitona existe um caroço. Lembra também que era uma festa quando eles tinham uma bola nova, da marca Cauduro. para jogar e que no verão, quando suavam, o pó do tanino grudava no corpo e a pela ficava escura. Só ao redor dos olhos ficava limpo.
Oscar Francisco de Oliveira lembrou que o nome do terceiro irmão do Di e do Banha se chamava Maurício. Foi esse que caiu no rio. Lembra também que, quando jovam no campinho de tanino, a sola dos pés ficavam pretas.
Romélio Alves de Oliveira, que também foi funcionário do Frigorífico Renner informa que o prédio do Frigorífico Renner (hoje um esqueleto em vias de ser implodido) foi construído em 1947.
Adroaldo Artur Almeida lembra que, anos depois de ser feita essa foto, foi implantado um campinho de futebol de sete chamado Beira Rio. Ele ficava antes da primeira casa que aparece, nesta foto, no lado direito da Ramiro.
Oscar Francisco Paes de Oliveira, lembra do tempo em que jogavam no campinho de tanino e quebravam muito vidro de janela com boladas. Diz ele que haviam dois bares naquela esquina, o Navegantes, da dona Mazilda e o Continental, do seu Olípio. O movimento nesses bares era grande pois, na época, o frigorífico tinha cerca de 800 funcionários.
Carlos Roese comentou que os jogos no campinho de futebol sete atraiam grande público sendo, na sua maioria, funcionários do Renner e vizinhos.
Romélio conta que chegou a jogar naquele campinho de tanino (misturado com terra) e que era bom jogar naquele piso.

Foto do acervo de Romélio Oliveira

4928 - Inauguração do prédio Riservato Boreale

O edifício visto pela sua face norte
A frente do edifício para a rua Marechal Deodoro
A face sul do edifício, com frente para a rua Benjamin Constant
Às véspera da sua inauguração (no dia 28 de outubro de 2014), o edifício Riservato Boreale foi fotografado por três ângulos diferentes: norte, sul e leste. Os seus ângulos mais requintados.
Além de ser construído na rua Marechal Deodoro, que é a mais central da cidade, o Boreale encontra-se num dos pontos mais altos do centro caiense. O que proporciona vistas deslumbrantes das suas sacadas.
O edifício é o mais  requintado já construído na região e é um empreendimento da  construtora Sebastiany Imóveis, que tem sua sede em São Sebastião do Caí.


4927 - O Riachuelo em 1949

O alegre futebol dos velhos tempos


Esse era o time do Riachuelo no ano de 1949. A foto foi feita no campo do Municipal e é bem possível que o do Riachuelo ainda não existia.
Passados 65 anos, é difícil a identificação dos jogadores.
A escalação mostra o modo de jogar defensivo usado pelos treinadores da época. Além do goleiro Juca, o time tinha dois zagueiros, três no meio de campo e cinco no ataque.

Foto do acervo de João Carlos Savino

domingo, 19 de outubro de 2014

4926 - Correio do Município

O segundo jornal editado em Montenegro foi o  Correio do Município,
que encerrou suas atividades em 1921
Segundo ampla pesquisa realizada por Fernando Marcos Ronna e publicado em Montenegro Ontem & Hoje (ano 1982), Montenegro teve muitos jornais, sendo que o primeiro deles chamava-se O Montenegro. Sua primeira publicação ocorreu em 23 de março de 1898, O jornal era editado por Arthur Uchoa e não durou um ano, devido a desentendimento com a direção política do município.
O segundo foi o Correio do Município,lançado em 1901, dirigido por Octávio Dias Ferraz e José Moreira Magalhães. Em 1903, o jornal estava localizado na rua Capitão Porfírio e saia em duas edições por semana. Neste mesmo ano sua publicação foi suspensa, passando a ser editado em São Leopoldo e, depois, em Caxias do Sul. Voltou a sair em Montenegro no ano de 1909, dirigido por Otávio Dias Ferraz e foi editado até o dia 1º de janeiro de 1921, quando encerrou definitivamente a sua circulação.

Foto do acervo de Romélio Oliveira

4925 - Riachuelo campeão caiense

Treinador: João Birula, Goleiros Rui Klein e Barão,  Joir Silva (filho do Pai João), Cláudio Liell,
Colé, Paulo Bitski, Erasmo Coelho (irmão do craque Mauro Coelho), Alceu de Paula (professor
e vereador), Nujica, Gastão Knack (que seguiu carreira na marinha e aposentou-se como 

almirante), Schmia, Neguinho, Clóvis Weisheimer (Cachaça), Brás, Betinho e o massagista 
Enísio Lamb


Treinada  por João Birula, o mais vitorioso treinador caiense do final do século XX, contava com uma dupla de goleiros que também foi um grande destaque. Rui Klein e Barão. Rui, especialmente, jogou em alguns dos maiores clubes do futebol brasileiro.

Foto do acervo de João Carlos Savino

4924 - Riachuelo no ano de 1962



Em 1962 contava com um time sem estrelas. Não contava com jogadores que fizeram carreira no futebol. Os mais conhecidos na foto são os cartolas João Soares da Silva (o popular Pai João), que era inspetor de polícia, e Pithan, que também era policial civil.

Foto do acervo de João Carlos Savino

4923 - Proprietários do Cine Pathé, de Montenegre






Dona Octavina Decusati foi convidada a descerrar a fita inaugural do Cine Tanópolis

No mesmo local onde foi construído o prédio do Cine Tanópolis (hoje, bazar Oba Oba),  houve, antes, um grande prédio de madeira no qual estava instalado o Cine Pathé.
O Pathé pertencia ao casal Luciano e Octavina Decusati.
Segundo lembra o esteiense Juvêncio José Farias da Silveira, que viveu sua juventude em Montenegro, quando esse cinema encerrou as suas atividades, o prédio desocupado serviu de quartel provisório para a Brigada Militar.
A inauguração do Cine Tanópolis ocorreu em 29 de janeiro de 1957,

Foto do acervo de Ema Debusati, postada na sua página de Facebook

sábado, 18 de outubro de 2014

4922 - Riachuelo 1968

O cartola Pai João foi dirigente do Riachuelo


No ano de 1968, João Soares da Silva, o Pai João, era patrono do Riachuelo. Seu filho Joir era jogador do time. 

Foto do acervo de João Carlos Savino

4921 - Grêmio Esportivo Riachuelo



O Riachuelo surgiu como uma segunda força do futebol caiense. Surgiu com a prentenção de enfrentar o Guarani que foi, por décadas, o grande clube da cidade, praticamente sem rival. E teve sucesso.

Foto do acervo de João Carlos Savino

4920 - Erasmo e Carlinhos Coelho



Dois jogadores do passado: Erasmo e Carlinhos Coelho jogavam pelo Esporte Clube Municipal, que tinha o seu campo no quarteirão cercado pelas ruas Oderich, 1º de Maio, Coronel Guimarães e 7 de Setembro, no bairro Navegantes.

Foto do acervo de João Carlos Savino

4919 - Riachuelo 1986


O Riachuelo teve uma grande fase, nos anos 1980. Foi tri-campeão caiense nos anos de 1984, 1985 e 1986. Luis (Lui) Flores era o treinador. Paulo Cesar Tatu e Piava, já fora do profissionalismo, atuavam no time.

Foto do acervo de João Carlos Savino

4918 - O Riachuelo joga no Beira Rio




vvvv

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

4917 - Área em que foi implantado o Parque Centenário

A área era muito úmida, e a água da chuva empossava
(foto feita a partir do pátio em frente à Tratoria Di Variani (antiga)


O Parque Centenário foi criado no final da década de 1970, numa das administrações do prefeito Bruno Cassel.
A área, no bairro Vila Rica, era muito alagadiça, como se pode ver na foto acima, feita na época da implantação do parque.
Para tornar o parque utilizável em tempo chuvoso foi necessário investir muito em drenagem. Isso foi feito com o passar do tempo. 

Foto  do acervo de Olavo Steffen, divugada no Facebook por Júlio Cesar Mello

4916 - Área do Parque Centenário, na década de 1970

O local onde hoje se encontra o Parque Centenário, no Caí, 

Quando começava o trabalho de implantação do Parque Centenário, pelo ano de 197..., foi feita essa foto.
O fotógrafo estava no pátio frontal à Tratoria Di Variani (a antiga). 
O prédio que mais se destaca na foto é o da antiga Churrascaria União, que pertencia a .... Christ. Famoso em toda a região pelo seu trabalho como curador. Ele tinha a fama de curar certos tipos de câncer. Por isso a sua churrascaria tinha também quartos e funcionava também como hotel, tanto para viajantes como para pessoas  que vinham de longe em busca do tratamento que  representava uma esperança de cura.
O prédio da Currascaria União tinha os seus fundos voltados para o parque. Em frente passava, na época, a RS-122. Do outro lado da faixa, vê-se na foto, alguns prédios. Entre eles, o da churrascaria que pertenceu a  Arlindo Laux e a casa de Otávio Lamb.

Foto do acervo de Olavo Steffen, divulgada no Facebook por Júlio Cesar Mello

4915 - Campeão caiense de 1957

O time do Riachuelo rivalizava com o Guarani já na década de 1950 
e conquistou o campeonato caiense no ano de 1957

Essa foto foi feita no antigo campo do Municipal e os prédios grandes que aparecem no fundo da foto são os da mansão do empresário Carlos Henrique Oderich (à esquerda) e o da fábrica Oderich (à direita), fundada pelo mesmo empresário.
Na encosta do Morro do Hospital (na época chamado de Morro do Martim, numa alusão ao pai do jogador Martim).

Foto do acervo de João Carlos Savino

4914 - Escola Técnica de Capela de Santana




Escola Técnica Visconde de São Leopoldo, em Capela  de Santana
No ano de 2014, era esse o aspecto do antigo Centro de Treinamento Agrícola de Capela de Santana, O local foi reformado para funcionar como uma escola técnica de agropecuária subsequente.
O nome dado ao estabelecimento é Escola Estadual de Educação Profissional Visconde de São Leopoldo.
Instalado no ano de 1938 pelo Governo Federal, o Posto Experimental da Mandioca, após transformado em Centro de Treinamento da Mecanização da Lavoura, dava formação a jovens que pretendiam trabalhar no setor mecanizado da lavoura. A partir de 1998, este passou a se chamar Centro de Treinamento de Excelência de Capela de Santana. Em 1999, com a mudança do governo, este sofreu nova alteração, visando atender cursos para agricultoras e técnicos, com o nome de Centro de Formação de Capela. O CTML dispõe de bela paisagem e açudes. É composto pela Pousada, que abriga alunos que vêm fazer cursos agrícolas, assim como músicos e visitantes durante os eventos do município, como a Feira do Peixe e do Artesanato; refeitório e salas de aula.

Fotos de divulgação da escola

terça-feira, 14 de outubro de 2014

4013 - O Barão e a Baronesa von Schlabrendorff

Foto do Barão Hubert Karl Anton Ludwig von Schlabrendorff e sua mãe, 

a Baronesa Maria Anna Friedericka von Wrede von Schlabrendorff. 
Uma foto de 155 anos (1859).




O incansável Felipe Kuhn Braun, apesar dos seus muitos afaseres, aind não perdeu o gosto pela pesquisa. No último domingo visitou a família Steigleder, na cidade de Gramado. Eles lhe contaram histórias de antigamente e permitiram que digitalizasse o acervo fotográfico da sua família. 
Renato Steigleder tem uma foto de 155 anos atrás mostrando seu trisavô, o Barão Hubert Karl Anton Ludwig von Schlabrendorff e sua mãe, a tataravó de Renato, Baronesa Maria Anna Friedericka von Wrede von Schlabrendorff. 
Além de ser uma recordação histórica para a família, é uma imagem muito importante na história da imigração, já que eles eram uma família muito conhecida, que deixou grande descendência e que participou de importantes capítulos da nossa história. 
O Barão von Schlabrendorff foi assassinado em janeiro de 1868, na cidade de Dois Irmãos, quando buscava jovens para lutar na Guerra do Paraguai. A sua história foi retratada por diversos autores. 
A baronesa faleceu no ano de 1876.

Foto do acervo de Felipe Kuhn Braun

4012 - Eduardo Kasper: um século de história para contar

Eduardo Kasper tem a receita para chegar aos cem anos com saúde


O Castelo Kebach, em Montenegro, será o cenário para uma história centenária. Entre os muros que reproduzem as antigas construções medievais, um homem estará comemorando, junto a familiares e amigos, o aniversário de 100 anos. E a festa será no enigmático 12 de outubro, Dia da Criança. Certamente, ao lado de filhos, netos, bisnetos, tataranetos e amigos, Eduardo Kasper vai lembrar que também foi criança. Deverá recordar a infância sofrida no Morro do Cedro, hoje município de São José do Sul. Como a mãe morreu no parto e o irmão gêmeo alguns dias depois, Eduardo acabou sendo criado pela avó. 

Mas quando tinha seis anos a avó também faleceu, e ele passou a ser criado pelos tios.

Eduardo Kasper vai ver as muitas crianças correndo pelos gramados do castelo, e vai lembrar que na sua dura infância a brincadeira era outra. “Nossa brincadeira era trabalhando”, confidenciou ele, durante um passeio no qual revisitou a casa onde nascera, em 1914. “No cabo da enxada a gente fazia de conta que tava brincando”, recordou. 

Ele passou por momentos difíceis. Aos 9 anos viu um vagão de trem levar os mortos da Batalha do Cafundó, ocorrido em 1923, no Vapor Velho. Aprendeu a falar em português aos 11 anos. Enfrentou o peso de ser descendente de alemães em dois períodos de guerra mundial. Trabalhou em açougue e olaria. Casou-se aos 18 anos com Orvalina. Criaram nove filhos com amor e trabalho.

A vida dura, porém, não endureceu o coração de Eduardo. Ao ser perguntado sobre a receita para chegar com saúde aos cem anos, ele deixa brilhar os olhos azuis, sorri e fala: “Comer bem e não discutir”. A alimentação natural e a tranquilidade da alma. Cada vez mais o mundo se esquece disto. Todos temos muito a aprender com Eduardo Kasper, 100 anos, morador de Santos Reis.



Matéria de J B Cardoso, publicada pelo jornal Fato Novo em 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

4011 - Pércio faz grande defesa

Com goleiro do Floriano (de Novo Hamburgo), Pércio Piovesan foi um
dos maiores goleiros do futebol gaúcho



O número 1, Pércio Piovesan, foi goleiro profissional do Floriano (atual Novo Hamburgo) e conquistou o título de Campeão dos Campeões do Estado. Isso aconteceu no ano de 1952l. O tíme, de Novo Hamburgo, com Pércio no gol, disputou o título enfrentando o Grêmio, Internacional e Pelotas.
O Floriano não chegou a ser campeão gaúcho, mas foi quatro vezes vice campeão: em 1942, 1047, 1950 e 1952.
Na foto, Pércio faz grande defesa jogando pelo Guarani, equipe caiense que chegou a ter grande destaque estadual no campeonato de amadores.

Foto do acervo de João Carlos Savino

4010 - O Guarani na sua fase de ouro


Nas décadas de 1950 e 1960, o Guarani tinha um dos melhores times da região.
Pércio Piovesan no gol; Martim Adams, Tostão, ..., Osório e ... de pé. Agachados: ...,
João Birula, Gim, Biquinho e Beto Adams

Foto do acervo de João Carlos Savino

4909 - Time do Guarani em 1972

Branco, o grande craque do futsal, jogava futebol no Guarani
A revista Destaque, de Esteio, publicou a seguinte reportagem referente ao time do Guarani, no dia 20 de abril de 1972.
"O valente esquadrão do Esporte Clube Guarani, fundado em 1917, agora sob a presidência do sr. Olavo Steffen, vem triunfando nos gramados do Vale do Cai. É um dos integrantes do Campeonato de Amadores compreendendo Estância Velha, Ivoti e Dois Irmãos.
Na foto aparecem, da esquerda para a direita, de pé, Adair Antônio, Luiz Athaídes, Londero, Sérgio Luiz, Silomar, José Alvarício, Carlos Alberto e Wilmar. Agachados, Dante, Branco, Luis Carlos, Clóvis, Ivandel, José Airton, Silvano e Carlos André. A diretoria efetua suas reuniões no Bar Ao Barracão."
Silomar é o goleiro Silomar Coelho. Branco foi grande jogador de futsal. Ivandel é Ivandel Fraga. 

Foto do acervo de João Carlos Savino

4908 - Mauro e Tostão jogaram no União Nova Prata

O Caí era um celeiro de craques e os jogadores locais eram procurados
para reforçar equipes de outros municípios


Mauro Coelho e Tostão jogaram juntos na equipe do União Nova Prata. Eles aparecem nesta foto, entre os agachados: da esquerda para a direita, Tostão é o penúltimo e Mauro o último.

Foto do acervo de João Carlos Savino

4907 - Guarani tri-campeão caiense

O Guarani tinha uma equipe formada por caienses, mas vários deles tinham
nível de jogador profissional
No ano de 1962, o Esporte Clube Guarani conquistou o campeonato caiense pelo terceiro ano consecutivo.
Na foto do time campeão aparecem, de pé, da esquerda para a direita, o dirigente Ivo Silva, o goleiro Pércio Piovesan, Nelsinho (cunhado do Elemer), Martin Adams, Adilson, Cacique, Milton Wolf e Osório Nunes (treinador).  Agachados: Nilson, Beto Adams, Gim Cornelius, Biquinho (Ernesto Kievel) e Clóvis (Cachaça).

Foto do acervo de João Carlos Savino

4906 - A pavimentação da rua Ramiro Barcelos

A estrada Buarque de Macedo ligava Montenegro com a Serra e o interior. O mesmo acontecia com a Ramiro Barcelos, que também encaminhava para a Costa da Serra, Maratá e outras localidades do interior do município
Esquina da Ramiro com a Olavo Bilac
A ampliação da foto anterior nos permite ver que estava em ação uma turma
de calceteiros fazendo o calçamento da  rua


A rua Ramiro Barcelos ganhou importância quando foi construído o cais, em 1904. As outras ruas paralelas a ela, a João Pessoa e Doutor Flores, não tinham conexão direta com a estrada Maurício Cardoso, que ligava a cidade com o interior do município e a região serrana. Além disso, a rua é plana, ao contrário das demais. Fator importante na época em que o veículo mais utilizado era a carreta de bois. Por isso, a Ramiro foi a primeira rua a ser pavimentada no município.

Foto do acervo de Romélio Oliveira