sábado, 30 de dezembro de 2017

5235 - O porto de São Sebastião do Caí antes da construção do cais



Duas visões do porto de São Sebastião do Caí na virada dos xéculos XIX e XX

A primeira imagem mostrada acima é mais antiga que a do cartão postal colorizada. No cartão postal o cais do porto já havia sido construído e as árvores à frente dos prédios, pertencentes ao empresário Adolfo Oderich e ao médico  Carlos Frederico Hunsche, não haviam sido plantadas.

Pelo desenvolvimento dessas árvores, presume-se que vários anos se passaram entre o momento representado na gravura e o captado pela foto.
A gravura foi feita por volta de 1900 ou um pouco antes. A foto deve ser de 1910 ou pouco depois.
Veduta del Porto significa vista do porto, em italiano, devido aos imigrantes italianos que colonizaram Caxias do Sul e que tinham o porto caiense como importante recurso para o transbordo de cargas levadas da colônia italiana da Serra para Porto Alegre e vice versa.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

5234 - Arno Carrard, biografia do grande emancipador

Depois de emancipar Bom Princípio, sua terra natal, Arno deu assistência
aos emancipadores de centenas de municípios gaúchos


















Arno Eugênio Carrard nasceu em Bom Princípio, no dia 24 de julho de 1943. Aprendeu a ler e escrever aos três anos de idade. Frequentou o Jardim da Infância no Grupo Escolar Bom Princípio (atual Pio XII). 
Nos três primeiros anos da escola primária ele foi aluno da Escola Paroquial dirigida pelos Irmãos Maristas. Teve ali mestres com alto nível cultural, na sua maioria vindos da França, mas a disciplina era extremamente severa e, para mantê-la, os irmãos professores não hesitavam em usar a vara e à palmatória. No quarto ano primário Arno passou a estudar no Seminário São João Vianney. Como tantos outros garotos de Bom Princípio, ele chegou a sonhar em ser padre. Mas desistiu da ideia e, no ano seguinte, passou a estudar no Grupo Escolar.
Ingressou depois no Ginásio São Sebastião, no Caí, mas fez ali apenas a primeira série do curso ginasial. Por motivos econômicos, foi transferido para o Ginásio Santiago, onde trabalhava para custear os seus estudos. Mas voltou em seguida a estudar no Ginásio São Sebastião, onde concluiu o curso ginasial. 
Estudava de manhã e, para chegar na escola na hora certa, tinha de levantar-se às cinco horas da madrugada. Arno ia para a escola de ônibus, mas não havia ônibus para o retorno, ao meio-dia. Ele, então, voltava a pé. Muitas vezes conseguia uma carona a partir de certo ponto da caminhada. Mas acontecia também dele fazer todo o percurso caminhando. Foi um líder entre os seus colegas ginasianos, com os quais criou um jornalzinho impresso em mimeógrafo, organizou uma olimpíada estudantil e criou a União Caiense de Estudantes. Talvez aí tenha iniciado a sua saga como escritor.
Fez depois o curso clássico, no colégio estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre e, em 1964, ingressou na faculdade de Direito da PUC, também em Porto Alegre. Formou-se em 1968. Participou de concursos de oratória, foi presidente da Academia de Oratória da URGS e, sendo premiado num concurso, ganhou uma bolsa para estudar nos Estados Unidos. Ele tinha, então, 22 anos e fez estágio de dois meses, na ONU, na OEA e no Centro de Exilados Cubanos.
O fato de seu pai ter sido um líder tão destacado não fez com que a família desfrutasse de situação econômica privilegiada. Para se manter enquanto estudava, Arno sempre precisou trabalhar. Seu primeiro emprego, quando ele era ainda adolescente, foi como ajudante de pedreiro, na construção da casa canônica de Bom Princípio. Em 1961, quando tinha 18 anos e foi estudar em Porto Alegre, ele passou a trabalhar no antigo Sulbanco. Dois anos depois passou a trabalhar na Superintendência do Desenvolvimento Regional do Sul – SUDESUL – já ocupando a função de Secretário do Conselho Deliberativo. O que o pôs em contato com importantes personalidades políticas. Faziam parte do Conselho os governadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o Ministro do Interior e representantes de todos os demais ministérios. Depois de formar-se em Direito ele se tornou Procurador Federal.
Paralelamente a estas atividades, Arno Carrard sempre se envolveu com a política. Em 1961, logo que chegou a Porto Alegre para estudar, tornou-se secretário da União Gaúcha de Estudantes Secundários e, ao mesmo tempo, presidia o Conselho da Ala Moça do Partido Libertador. Poucos anos depois, na faculdade de Direito, foi secretário do Centro Acadêmico Maurício Cardoso. Quando, no governo militar, os antigos partidos foram extintos e criada a ARENA como partido de sustentação do governo, Arno tornou-se o primeiro presidente da ARENA Jovem estadual, bem como da Comissão Nacional.
Quando foi extinto o bipartidarismo, participou – juntamente com Sinval Guazelli, Luiz Fernando Cirne Lima, Mário Ramos, Clóvis Stenzel e outros – da criação do Partido Popular, que era liderado nacionalmente por Tancredo Neves. Mais tarde o Partido Popular fundiu-se com o PMDB para viabilizar a candidatura de Tancredo Neves a presidente Arno assumiu a secretaria do PMDB gaúcho que era presidido por Pedro Simon e tinha Sinval Guazelli na vice-presidência. Depois de haver comandado o movimento pela emancipação de Bom Princípio nos anos de 1981 e 1982, ele passou a apoiar outros movimentos emancipacionistas que ocorreram no estado resultando na criação de 260 novos municípios entre os anos de 1982 e 1990. Muitos deles criados com a sua participação decisiva. Considera que estas emancipações foram um dos mais importantes fenômenos político-sociais ocorrido no estado no século XX. Elas contribuíram para o desenvolvimento econômico e social das comunidades do interior e frearam o êxodo rural para as grandes metrópoles.
Aposentado em 1995 como Procurador Federal, Arno Carrard se dedica hoje à advocacia, principalmente na área eleitoral. Casado, em 1970, com Liane Veit, tem quatro filhos, todos atuando na área do Direito. A família reside em Porto Alegre mas passa os fins de semana em Bom Princípio, onde também possui residência.
Como emancipador a sua primeira atividade foi a luta pela emancipação de Bom Princípio, que conseguiu com grande êxito. Vieram depois os envolvimentos nas emancipações de todos os municípios do Vale do Caí emancipados após 1982. E esta experiência fez com que fosse advogado em centenas de comunidades que pleiteavam o mesmo. E o êxito foi tanto que ele recebeu incontáveis condecorações como cidadão honorário de municípios que ajudou a criar.

Texto de Alex Steffen

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

5233 - Um adeus a Breno Sauer

O caiense Breno Sauer foi um dos maiores instrumentistas gaúchos, 
com carreira em Porto Alegre, São Paulo e Chicago


Morreu no dia 13 de março de 2017, em Niles, na grande Chicago, o veterano pianista, vibrafonista, acordeonista e band leader gaúcho Breno Sauer.
Nascido em São Sebastião do Caí, em 3 de novembro de 1929, Breno era um sujeito que buscava um som, uma assinatura. Encontrada pela primeira vez em 1957 – um ano antes da Bossa Nova –, em Curitiba, onde fez fama com seu modernérrimo Breno Sauer Quinteto.
A referência era Art Van Damme, acordeonista de jazz que explodiu a cabeça dos músicos gaúchos dos anos 1950 e 60, gerando dezenas de grupos chamados “Conjuntos Melódicos” – o mais famoso foi o de Norberto Baldauf.
E qual o segredo do som mortal de Van Damme? A combinação inédita de vibrafone, acordeom (que pode ser um instrumento suave, se tocado por quem domine seus instintos predatórios), guitarra (de jazz, grave e discreta), baixo acústico e bateria com vassourinhas.
O quinteto Sauer só tinha craques: Breno no acordeom, Garoto no vibrafone, Olmir “Alemão” Stocker na guitarra, Gabriel Bahlis no baixo, Pirata na bateria. Garoto, Olmir e Bahlis seguem vivos e atuantes – o primeiro em Porto Alegre, onde dirige uma big band, os outros dois em São Paulo.
E foi em São Paulo que, fato extraordinário para qualquer músico gaúcho dos anos 1950, em quatro anos lançaram pela CBS quatro discos: Viva o Samba (1959), Viva a Música (1960), Viva a Bossa (1961) e Viva o Ritmo (1962). Todos ótimos, todos encontráveis na internet – mas eu jamais diria pra você procurar raridades fora de catálogo em sites de pirataria como orfaosdoloronix.wordpress.com. Isso é feio.
Já a música é linda: segundo a contracapa de Viva o Samba, “uma nova dimensão, um novo som para o samba. Sambas tipo segunda metade do século XX”.
Em 1962, passa por Porto Alegre, onde se encanta com a jovenzinha Neusa, que vencera o concurso A Voz de Ouro ABC, da rádio Gaúcha. Ela, 16. Ele, 33.
Escândalo – e nunca mais se separaram. Outro teste para a fortaleza de seu coração foi que o cantor e então estudante de medicina Sabino testou no peito de Breno um captador de som que estavam desenvolvendo para seu grupo, o Renato & Seu Conjunto.
Resultado: diagnóstico de arritmia radical e recomendação de procurar um cardiologista. Troca então de instrumento. Sai o pesado acordeom e entram o vibrafone e o piano – que, sabemos, são mais pesados, mas não ficam pendurados em ti.
De volta a São Paulo, incorpora o baterista rio-grandino Portinho – ainda hoje um dos grandes bateristas do jazz latino-americano –, e lança mais um discão: Sambabessa, de 1963, pela RGE. Manda chamar o pianista porto-alegrense Adão Pinheiro (virtuose falecido em 2013) e cria o Breno Sauer Quarteto, num clima Modern Jazz Quartet: vibrafone, piano, contrabaixo e bateria.
Mandam ver num som nem bossa, nem samba-jazz, muito particular, que rende mais dois discos, pela Musidisc: 4 na Bossa e 4 no Sucesso. O primeiro lhes dá, em São Paulo, o prêmio de Grupo Instrumental do Ano de 1965.
E olha que competiam com Sergio Mendes & Bossa Rio, Edson Machado, Meirelles & Copa 5, Zimbo Trio... (Alguns destes trabalhos, lendas entre colecionadores, foram relançados em CD e LP pela gravadora inglesa whatmusic.com. Vale procurar.)
E aí o cenário musical brasileiro mudou. MPB, canção de protesto, Jovem Guarda e Tropicália: o espaço sumiu pra grupos instrumentais. Acrescente-se o acirramento da ditadura militar e uma emigração em massa: Tom Jobim, Carlinhos Lyra, João Gilberto, Chico Buarque, Caetano, Gil, Edu Lobo, Francis Hime, Sergio Mendes, João Donato, o também gaúcho Manfredo Fest. Todo mundo indo embora.
Pois em 1965, novamente em Porto Alegre e com um melancólico emprego num cabaré, Breno é convidado para ir ao México com o também pianista Peixoto Primo, montando um grupo juntos. Pelos próximos cinco anos, terá agenda cheia, até que, em 1972, atravessa a fronteira com Neusa e os dois vão encarar os Estados Unidos, onde fixam-se em Chicago.
Lá, montam os grupos Made in Brazil e Som Brasil, misturando hard-bop e música brasileira, lançam dois discos e viajam pelo hemisfério norte até Breno cansar de grupos, em 1995. Mas seguiu tocando regularmente, com variadas formações. Entre elas, um trio com um guitarrista chileno e um bandoneonista uruguaio, num repertório inédito pra ele: tangos, milongas e chamamés.
Aos 80 anos, Breno se redescobria cavando suas mais profundas raízes: “Eu nunca fui muito desse negócio de música gaúcha. Mas certamente nunca me senti menos gaúcho por causa disso”.
P.S.: em 2015, Breno me escreveu dizendo que vinha a Santa Catarina visitar uma filha e que, “se eu juntasse a turma”, ele desceria até Porto Alegre. Chamei o Renê Goya, da Estação Elétrica, e reunimos quase 20 dos remanescentes de “turma” no Café Fonfon, gravando tudo. Foram horas de risadas, choro e histórias incríveis, com gênios como Tasso Banguel, Norberto Baldauf, Breno, Adão Pinheiro, Garoto e muitos mais – uns iam telefonando pros outros e não parava de chegar gente. Parte pequena disso está numa série – Porto Alegre 100 Anos de Música - que fizemos para a TVE. A maior parte do material segue inédito.

Texto de Arthur de Faria publicado pelo jornal Zero Hora


5232 - Típica casa ao estilo enxaimel

Milhares de casas construídas no estilo enxaimel ainda são encontráveis
pelo interior do Rio Grande do Sul e outras regiões de colonização alemã


Quando os imigrantes chegavam à terra que lhes havia sido concedida pelo governo - ou adquirida em loteamentos da iniciativa privada - a sua primeira tarefa era abrir clareiras na mata, derrubando árvores.
Com isso podiam construir uma casa temporária com condições mínimas para abrigar a família nos primeiros anos.
Anos depois, já com as condições de sobrevivência mínimas asseguradas, a família partia para a construção de uma casa mais sólida e confortável. Geralmente uma casa enxaimel.
Mais do que um estilo, o enxaimel é uma técnica de contrução predial.
Seundo a Wikipédia,
"O Enxaimel, ou Fachwerk (originário de "Fach" assim denominavam o espaço preenchido com material entrelaçado de uma parede feita de caibros), é uma técnica de construção que consiste em paredes montadas com hastes de madeira encaixadas entre si em posições horizontais, verticais ou inclinadas, cujos espaços são preenchidos geralmente por pedras ou tijolos. Os tirantes de madeira dão estilo e beleza às construções do gênero, produzindo um caráter estético privilegiado. Outras características são a robustez e a grande inclinação dos telhados. Na adaptação do enxaimel às características climáticas da região, foi necessária a implantação, por conta da elevada umidade local, de uma estrutura feita de pedra que sustenta as construções evitando que a madeira se molhe.

História[editar | editar código-fonte]

Ainda que normalmente se faça uma ligação natural entre o Enxaimel e a Alemanha, a verdade é que o estilo não possui uma origem propriamente determinada. Embora seu desenvolvimento maior tenha sido, sim, neste país europeu e regiões vizinhas, especialmente no período renascentista, sabe-se que o povo etrusco, habitante da região da península itálica, já praticava a técnica no século VI a.C..

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Por influência de José Bonifácio, Dom Pedro I decidiu inaugurar com os alemães um programa de imigração para o sul no início do século XIX movido não apenas por questões de segurança nacional, diante das sucessivas disputas territoriais naquela então erma região fronteiriça, como também por um casamento de interesses políticos, literalmente – filha de Francisco I, da Áustria, a imperatriz Leopoldina tinha sangue germânico (vale ressaltar que a colonização alemã em Nova Friburgo, RJ foi anterior à de São Leopoldo, RS). O êxodo foi impulsionado, também, pela escassez de terras que apenas garantia sua posse ao primogênito de cada família.
As casas no chamado estilo enxaimel são uma das principais atrações turísticas em qualquer região de colonização alemã. Quando os primeiros alemães chegaram ao Brasil, a arquitetura enxaimel já não era utilizada havia muito tempo, mas foi considerada a mais adequada para as condições encontradas em São PauloParanáRio Grande do Sul e Santa Catarina.
Além de fortes, as casas eram baratas e de construção simples. Enxaimel quer dizer enchimento. Primeiro, era construído o esqueleto da casa, todo de toras grossas de madeira. Entre as vigas verticais eram colocadas as horizontais e, nas extremidades das paredes, algumas em ângulo, para evitar inclinação. Pronta a "caixa", os espaços eram completados com materiais disponíveis de acordo com a região: no Rio Grande do Sul, há fechamentos com taipa, barro socado, tijolos maciços rebocados e até mesmo pedra grês cortadas. Em Santa Catarina, há maior ocorrência de tijolos maciços sem uso de reboco.
Vale do Itajaí e o Norte do estado de Santa Catarina têm uma das maiores concentrações deste modo construtivo na América. Os municípios de IndaialBlumenauJoinvilleSão Bento do SulTimbó, Taió e Pomerode têm número significativo de enxaiméis.
No Paraná essa técnica é encontrada na localidade de Marechal Cândido Rondon, a cidade mais alemã do Paraná e em áreas preservadas na região de Curitiba além de pequenas casas rurais em localidades isoladas no norte do Paraná,como em RolândiaCambé e Warta (distrito de Londrina).
Higino Palace Hotel, em Teresópolis, cuja arquitetura é baseada no estilo.
No Rio de Janeiro encontram-se diversos exemplos nas cidades de colonização alemã como PetrópolisNova Friburgo; além do icônico Higino Palace Hotel em Teresópolis.
Em São Paulo encontra-se em algumas casas de bairros tipicamente alemães, como Santo Amaro e Bresser. É muito frequente nas cidades de Campos do Jordão e Holambra, e há também em regiões mais isoladas e preservadas do interior do estado.
No Rio Grande do Sul, se destacam os municípios emancipados da antiga colônia alemã de São Leopoldo (IvotiDois IrmãosPicada CaféSanta Maria do HervalMorro ReuterLinha Nova e Presidente Lucena), a região do alto Taquari (EstrelaTeutôniaWestfáliaImigranteColinas), e ainda algumas localidades rurais de Nova Petrópolis e Gramado.."

Foto do acervo de Felipe Kuhn Brawn

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

5231 - Santos Fagundes teve contribuição fundamental para o asfaltamento da estrada de São José do Hortêncio

Santos Fagundes, político petista, como assessor parlamentar do senador 
Paulo Paim, desenvolveu intenso trabalho em benefício das pessoas cegas 

Entre outros benefícios que Santos prestou ao seu município de origem, destaca-se o seu 
trabalho em favor do asfaltamento da rodovia RS-874, que liga São Sebastião do Cai a São 
José do Hortêncio.
Ele articulou, juntamente com a Câmera de Dirigentes Lojistas (CDL) de São Sebastião do Caí 
o encaminhamento da obra junto no último ano de governo do governador petista Tarso 
Genro.
Trabalho realizado no ano de 2013 que resultou na conclusão da obra quatro anos depois, 
no governo de Ivo Sartori.

Conforme matérias publicadas pelo jornal Fato Novo

5230 - Barragem Rio Branco em funcionamento

A barragem Rio Branco garantia a navegabilidade até o porto de São Sebastião do Caí


Construída no final do século XIX, a barragem Rio Branco permitia que os barcos de maior calado chegassem ao porto de São Sebastião do Caí até mesmo nas épocas de menos chuva, quando o nível do rio fica mais baixo.
A navegação no rio Caí era fundamental para o transporte de importantews produtos do Vale do Caí como o feijão, a banha e a alfafa.

Foto publicada no site

domingo, 24 de dezembro de 2017

5229 - Fundadores da Cerâmica Vogel

Felipe e Delfina Vogel foram os fundadores 
de uma das mais antigas indústrias cerâmicas do estado


Fundada em 1955 por Felippe Helmuth e Delfina Leonida Vogel, juntamente com seu filho CIRILO J. R. VOGEL, a Vogel produzia tijolos e telhas francesas de maneira artesanal. Utilizaram a experiência adquirida junto a olaria do pai de Delfina onde trabalhavam desde 1939.

Em meados dos ano 80, iniciou-se a fabricação de telhas portuguesas, que foram muito bem aceitas pelo mercado.

Com investimenos e qualificação o processo foi inovado com o forno túnel. aumentando a produção em até 100%. Uma empresa familiar, com um início difícil e uma história de trabalho, que se tornou a própria história das telhas no Rio Grande do Sul.

Texto extraído do site da empresa Cerâmica Vogel

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

5228 - Sucesso dos eventos no Parque Centenário favorece a implantação da indústria do turismo no Caí

O extraordinário sucesso do Encontro de Carros Antigos 
motivou os caienses a realizar outros eventos no local


Nos últimos anos o Caí se transformou numa das cidades mais visitadas do estado. Um fato notável, se for considerado que é uma cidade relativamente pequena.
A razão desse sucesso se deve ao fato da cidade haver desenvolvido uma extraordinária capacidade para produzir eventos atrativos.
No Caí acontece o maior encontro de carros antigos do estado, além de dezenas de outros eventos que acontecem no excelente Parque Centenário. 
É no Caí, também, que acontece o encontro anual dos fiéis devotos de Nossa Senhora Aparecida do Sul, no santuário que está sendo erguido no bairro Conceição.
Os caienses aprenderam a fazer eventos de grande porte através da sua Festa de São Sebastião e da Festa da Bergamota.
O sucesso da Festa da Bergamota estimulou a prefeitura a criar o seu parque municipal - o Parque Centenário -  e a aprimorá-lo a cada realização do evento.
Chego-se ao ponto, agora, em que está se criando a meta de realizar eventos estaduais no parque em todos os finais de semana. E esses eventos servirem para a criação de algo ainda maior: a implantação da indústria do turismo no município.
A exemplo do que aconteceu em Gramado e Canela, a atração de turistas para os eventos locais deverá ser o meio pelo qual se implantará essa lucrativa indústria, capaz de aumentar a renda e melhorar as condições de vida da população caiense.
Em vários lugares do mundo, o turismo é a principal fonte de renda da população. Pela sua capacidade de gerar empregos, ele é chamado de “indústria sem chaminés”
A extraordinária localização da cidade, próxima a Porto Alegre e Caxias, que são os dois principais polos econômicos do estado, favorece a implantação da indústria turística no município.

Foto da divulgação do evento

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

5227 - Desperta a vocação de São Sebastião do Caí para o turismo

Cidade pequena e bonita, situada na Grande Porto Alegre, o Caí conta com potenciais pontos de atração turística que podem ser preparados para isso

CAÍ - Nos últimos anos o Caí se transformou numa das cidades mais visitadas do estado. Um fato notável, se for considerado que é uma cidade relativamente pequena.
A razão desse sucesso se deve ao fato da cidade haver desenvolvido uma extraordinária capacidade para produzir eventos atrativos.
No Caí acontece o maior encontro de carros antigos do estado, além de dezenas de outros eventos que acontecem no excelente Parque Centenário.
É no Caí, também, que acontece o encontro anual dos fiéis devotos de Nossa Senhora Aparecida do Sul, no santuário que está sendo erguido no bairro Conceição.
Os caienses aprenderam a fazer eventos de grande porte através da sua Festa de São Sebastião e da Festa da Bergamota.
O sucesso da Festa da Bergamota estimulou a prefeitura a criar o seu parque municipal - o Parque Centenário -  e a aprimorá-lo a cada realização do evento.
Chego-se ao ponto, agora, em que está se criando a meta de realizar eventos estaduais no parque em todos os finais de semana. E esses eventos servirem para a criação de algo ainda maior: a implantação da indústria do turismo no município.
A exemplo do que aconteceu em Gramado e Canela, a atração de turistas para os eventos locais deverá ser o meio pelo qual se implantará essa lucrativa indústria, capaz de aumentar a renda e melhorar as condições de vida da população caiense.
Em vários lugares do mundo, o turismo é a principal fonte de renda da população. Pela sua capacidade de gerar empregos, ele é chamado de “indústria sem chaminés”
A extraordinária localização da cidade, próxima a Porto Alegre e Caxias, que são os dois principais polos econômicos do estado, favorece a implantação da indústria turística no município.

sábado, 16 de dezembro de 2017

5226 - A morte de seu Raimundo Flores, aos 100 anos

Morre o Seu Miúdo, aos 100 anos



Seu Raymundo teve, com sua esposa Nilza, um casamento muito feliz e duradouro

Seu nome é Raimundo Flores, mas todos o conhecem por Miúdo. Aliás, Seu Miúdo, que é como o tratam devido ao respeito que todos têm por ele.

Chegar vivo a uma idade tão avançada é uma grande vitória, mas seu Miúdo se destaca não apenas por isso. 

Ele é casado com Nilza Bueno Flores, que tem 93 anos, e o casal se dá muitíssimo bem. Agora, na idade em que estão, os dois costumam ficar sentados na sala, conversando de forma muito serena e carinhosa, demonstrando a continuidade do amor que, entre eles, dura mais de 80 anos.

O casal tem nove filhos vivos: o mais velho é Cilon, com 72 anos, e os demais são Antônio Vilson, com 69; Neusa Werner, com 66; Eliete Knop, com 62; Carlos Francisco, com 58; Eronete Fink, com 55; Luiza Hartmann, 54; Marines Fernandes, 53 e Ana Flávia Metz, 50 anos.

Além desses, seu Miúdo e dona Nilza tiveram mais dois filhos que faleceram em acidentes: Luís Dilon e Inácio.

O centenário caiense trabalhou na roça desde novo. Comprou um caminhão e se dedicou a revender produtos coloniais da região, que ele levava para o mercado em Porto Alegre.

Nascido e criado na localidade de Passo da Taquara, Seu Miúdo mudou-se, posteriormente, para a  casa, no Caí, na rua 13 de Maio, junto ao centro da cidade.

Mas, mesmo morando na cidade, não deixou de trabalhar nas suas plantações e comércio de produtos coloniais. Ele só parou com essas atividades na idade de 94 anos.

Seus filhos contam que Seu Miúdo foi sempre muito atencioso com os filhos. Toda noite lhes contava uma história com enredo que ele mesmo inventava. A cada dia uma história diferente.

Dizem também que ele trabalhava sempre com alegria, seja na roça, seja no caminhão. Seu Miúdo ama as pessoas e os animais. Não gostava de assistir ao abate de animais. Na colônia, quando um boi, porco ou mesmo galinha era morto não podia ver e ficava triste com os gritos ou gemidos dos animais sacrificados.

Quando a árvore que havia na calçada da sua casa foi destruída por um vendaval, plantou uma bergamoteira no lugar, para que as pessoas pudessem apanhar e consumir a vontade.

Outra coisa importante para ele foi a religião. Décadas atrás ele costumava ir à missa com seu caminhão, levando a esposa e todos os filhos. Hoje não vai mais a igreja. Mas, em casa, assiste à missa pela TV. Duas por dia!

Mais recentemente seu Raimundo foi notícia, no Fato Novo, pelo fato de ainda dirigir seu automóvel pela cidade quando já tinha 95 anos.

Certa vez, quando já tinha 89 anos de idade, seu Raimundo e dona Nilza estavam na casa de veraneio de uma das filhas quando resolveram voltar para o Caí. E, ao invés de falar para a filha, eles resolveram fugir e vieram sozinhos, com ele dirigindo o carro até o Caí.


Longevidade
A boa saúde física e mental de seu Raimundo, apesar da sua idade, faz com que surja a curiosidade quanto ao seu modo de vida.

Conforme foi dito pela sua filha Neusa, ele sempre gostou de comer feijão, arroz e carne, frutas e verduras comia menos. 

Sua alimentação era a mais natural possível, comia o que plantava. Nunca bebeu e fumou, e também não gostava de ficar parado, sempre foi muito ativo.

5225 - São José do Hortêncio por Felipe Kuhn Braun


Continuo na minha fase saudosista. Esta fase teve origem na visita que fiz ao meu irmão, em Mondaí SC., recentemente.  Entre as conversas, retornamos às longínquas origens em Harmonia, em meio a reportagens, livros e cartas, que ele guarda com muito cuidado. Entre os livros, um deles me chamou particular atenção. A História de São José do Hortêncio - A antiga picada dos portugueses. Se eu falar da portugieserschneis, as pessoas da minha idade certamente se lembrarão.

O livro sobre São José do Hortêncio, da Editora Oikos.

Eu conheço esta pequena cidade, pois numa certa ocasião fui para lá, em companhia de um outro irmão meu. São José do Hortêncio tem hoje, apenas algo em torno de quatro mil habitantes, o que não faz jus à sua antiquidade e à sua importância histórica. São José do Hortêncio foi simplesmente a primeira localidade de imigração germânica no vale do rio Caí e a primeira paróquia da região.(Isso praticamente significa, para os dias de hoje, a sua elevação a município, devido a unidade entre a Igreja e o Império) A fundação desta paróquia data de 1849 e ela esteve ao cuidado dos padres jesuítas alemães, que acabavam de chegar ao Brasil no ano anterior. Os jesuítas a conduziram até o ano de 1911, passando então o comando para os padres seculares. Os primeiros registros da presença alemã datam de 1828, quando lá já havia lusitanos. Lembrando que os primeiros imigrantes alemães chegaram em São Leopoldo, no vale do rio dos Sinos, em 25 de julho de 1824.

O meu interesse pelo livro se deve a uma observação sobre as primeiras famílias que ali se estabeleceram. Na página 44 do mesmo se lê o seguinte: Nicolau Rech: Imigrante católico, nascido em 1802, emigrou solteiro no ano de 1829, vindo como militar. Casou-se com Margarida Ludwig, com quem teve 9 filhos. Seu filho Jorge aparece na lista de fundadores da igreja matriz de São José do Hortêncio. Como vimos, esta foi fundada em 1849. Numa anotação do meu irmão, os primeiros filhos aparecem como tendo sido batizados em São Leopoldo e outros em São José do Hortêncio. Alguns não tiveram o registro de batismo, em função da Revolução Farroupilha. Entre estes devia estar o pai do meu avô. O meu avô eu cheguei a conhecer. 

Este senhor Nicolau Rech deve ter sido o avô do meu avô. Esta ascendência já vai longe. O fato de ser militar não significa muita coisa. Foi este, inclusive, um dos motivos pelos quais os alemães da região do Hunsrück decidiram emigrar. Os pesados serviços militares que lhes eram impostos. Era o tempo das guerras napoleônicas. Esta região está na divisa com a França. Lembrando ainda que a unificação alemã só ocorrerá bem mais tarde, apenas em 1871.

O livro é de autoria de Felipe Braun Kuhn, jornalista de profissão. Ele é um estudioso da imigração alemã no Brasil. A parte inicial do livro é dedicada aos motivos que levaram os alemães para a emigração e à escolha do Brasil como seu destino. A maior parte do livro é dedicada às atividades da comunidade católica de São José do Hortêncio, pelo fato, deduzo, de que existe o maior número de registros. Estes são um tanto monótonos, pois os fatos, invariavelmente se repetem, ano após ano: a troca dos padres, as dificuldades financeiras dos colonos, o irmão leigo que ajuda nas tarefas da igreja, as cartas aos superiores bem como as respostas e as visitas destes. Também merecem registro as epidemias, as secas e as procissões pedindo chuvas, bem como as enchentes provocadas pelos seus excessos.

Depois vem os registros da comunidade protestante. Quero destacar que ao longo do Império, a construção de igrejas do credo protestante era proibida e os registros de suas atividades não tinham o devido reconhecimento. Os demais temas que merecem notas são o registro das ocupações e profissões, as atividades dos comerciantes e a sua ascensão econômica, a guerra do Paraguai, que envolveu cinco pessoas do local, os Muckers, as bandinhas e as diversões, além de observações sobre o sistema educacional. Alguns colonos, inclusive, chegaram a ser proprietários de escravos. O livro também é acompanhado de uma bateria de fotos das famílias dos descendentes. Fotos de família, de casamentos, de primeira comunhão e de festas da comunidade. Estas já remetem para a década de 1920.
Um mapa para ajudar na localização. Sempre é bom.

Merece também um destaque especial o fato da rápida multiplicação das famílias. Todas tiveram muitos filhos e o problema das terras promoveu novas migrações. Raros são os descendentes de alemães, espalhados pelo Brasil afora, que não tiveram um de seus ascendentes originários de São José do Hortêncio. Assim ocorreu com a povoação de todo o vale do rio Caí, do rio Taquari, da região missioneira, tanto no Rio Grande do Sul, quanto na Argentina e no Paraguai, de Santa Catarina, e depois, Brasil afora. Doze paróquias se desmembraram da paróquia original.

Li o livro com os olhos e os interesses voltados para Harmonia. A primeira data remete ao ano de 1887, ano em que a sede da paróquia de Tupandi (São Salvador) é transferida para Harmonia, a partir de informações falsas que o bispo teria recebido. A solução encontrada foi a elevação à paróquia das duas localidades, sendo que Harmonia não seria entregue aos padres jesuítas e sim aos padres seculares. A segunda referência data de 1904, quando Harmonia recebeu a visita do padre Theodor Amstad para formar a Associação de Poupança e a terceira, é referente ao ano de 1909, quando houve uma reunião regional do clero.

O episódio da visita do padre Theodor Amstad, um jesuíta suíço, me despertou particular interesse. Este padre é singular. Tem algumas observações bem peculiares no livro, que não passam despercebidas a um olhar mais atento. Uma é sobre as suas obrigações religiosas, que teriam sido negligenciadas e uma outra fala de um possível envolvimento seu em política, tomando partido. O certo é que ele teve muitas ideias cooperativas e em Harmonia existe, até hoje, uma cooperativa, que começou com a união dos suinocultores. O padre tem muita história em Nova Petrópolis, ligadas a atividade cooperativa no mundo das finanças. Tem a ver com o SICREDI, fundado pelo padre em 1902, nesta cidade de Nova Petrópolis, cuja paróquia, por sinal, também foi desmembrada de São José do Hortêncio.

Muito boa a leitura que me satisfez muitas das minhas curiosidades neste meu tempo de saudosismo. Ainda uma observação, no sentido de destacar a importância histórica desta cidade. No livro A missão dos jesuítas alemães no Rio Grande do Sul, o padre Ambros Schupp (Ed.Unisinos) chama São José do Hortêncio como a outra colônia-mãe, sendo Dois Irmãos a outra, ou a primeira que ele descreve.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

5224 - A boa saúde de Octaviano Azevedo

Seu Octaviano com os filhos, na festa do seu centenário

Ele era moderado na alimentação e consumia, basicamente, os alimentos que produzia na sua propriedade. Especialmente verduras e frutas. E comia moderadamente.
Era muito dedicado ao trabalho e foi ele mesmo, com a ajuda de um cunhado que era pedreiro, o construtor da sua casa. Por sinal, uma casa excelente, que hoje ainda causa admiração.
Ele já tinha 32 anos quando casou-se com Vilma Metz tiveram os filhos Ilásio, Paulo, Vera Maria e Clair Fátima, que nasceu quando seu Octaviano tinha quase 40 anos.

Até os 92 anos ele ainda dirigia bem, mas começou a sentir deficiência na visão e decidiu parar de dirigir. Aos 94 perdeu a visão num olho. Mas ainda vivia bem, até que aos 97 anos sofreu uma queda que causou lesão interna. A partir de então passou a ter problemas de saúde. Principalmente asma. O que  o levou a usar doses elevadas de antibióticos e sua saúde foi ficando cada vez mais frágil. No último domingo ele sentiu febre alta e veio a falecer às cinco horas da madrugada de segunda-feira.

Matéria publicada no jornal Fato Novo em 6 de dezembro de 2017

5223 - Octaviano Azevedo morre aos 103 anos

Seu Octaviano e a esposa Vilma Metz


CAÍ - Morreu, no último domingo, o caiense Octaviano de Azevedo, com a admirável idade de 103 anos. Alcançou, talvez, a mais elevada idade já atingida por um caiense.Morava numa bela casa construída por ele há mais de 50 anos,  junto à RS-122, entre o bairro São Martim e o Areião.
Mesmo tendo perdido sua esposa, dona Vilma Metz de Azevedo, há oito anos, ele manteve-se lúcido e sereno.
Seu Octaviano podia se orgulhar de haver formado bem os seus filhos e ter dado sempre uma contribuição positiva para a sociedade.
Carregava consigo muita sabedoria de vida, que deixou como importante legado para seus descendentes. 
Ele era conhecido pelo apelido de  Bibi e assim como seu irmão Fortunato (cujo apelido era Dadá), ele soube educar os próprios filhos, transmitindo a eles um conhecimento tão ou mais importante quanto aquele que recebiam na escola. 
Os filhos de seu Octaviano são Vera Maria de Azevedo, que mora em São Leopoldo e foi quem mais se dedicou a cuidar do pai; Paulo Amauri, também morador de São Leopoldo, Ilásio Carlos de Azevedo, ex-funcionário do Banco do Brasil, residente em Montenegro e Clair Fátima Ramos, professora e agente de turismo que mora no Caí.
Seu Octaviano era irmão de  Fortunato Rodigues de Azevedo, conhecido como seu Dadá, que teve filhos notáveis, como o ex-secretário estadual da educação José Clóvis Azevedo e a cantora lírica Cláudia Azevedo.
Ele gostava de ler e de viajar com a família. Teve primeiro um Aero Willis, depois uma Brasília e, por fim, um Gol. Com esses veículos ele gostava de passear com a família, indo à praia e mesmo a Santa Catarina. No caminho falava sobre os mais variados assuntos, transmitindo seus conhecimentos a eles. Tinha um forte interesse em aprender e gostava de transmitir aos filhos aquilo que sabia.
SABEDORIA e SAÚDE
Seu Octaviano nasceu em 1914, quando iniciava a Primeira Guerra Mundial e, como era comum naquela época, ele não teve muita oportunidade de estudar. Mas compensou isso amplamente através da leitura. Ele gostava muito livros e jornais e estava sempre se instruindo. Era católico e gostava, também, de ler a Bíblia.
Ele era moderado na alimentação e consumia, basicamente, os alimentos que produzia na sua propriedade. Especialmente verduras e frutas. E comia moderadamente.
Era muito dedicado ao trabalho e foi ele mesmo, com a ajuda de um cunhado que era pedreiro, o construtor da sua casa. Por sinal, uma casa excelente, que hoje ainda causa admiração.
Ele já tinha 32 anos quando casou-se com Vilma Metz tiveram os filhos Ilásio, Paulo, Vera Maria e Clair Fátima, que nasceu quando seu Octaviano tinha quase 40 anos.
Até os 92 anos ele ainda dirigia bem, mas começou a sentir deficiência na visão e decidiu parar de dirigir. Aos 94 perdeu a visão num olho. Mas ainda vivia bem, até que aos 97 anos sofreu uma queda que causou lesão interna. A partir de então passou a ter problemas de saúde. Principalmente asma. O que  o levou a usar doses elevadas de antibióticos e sua saúde foi ficando cada vez mais frágil. No último domingo ele sentiu febre alta e veio a falecer às cinco horas da madrugada de segunda-feira.

Matéria publicada pelo jornal Fato Novo em 6 de dezembro de 2017