quarta-feira, 30 de maio de 2012

1393 - Acervo de Felipe Braun chega a 25.000 fotos


No início do século, famílias inteiras já viajavam para a praia nos meses do veraneio

O jornalista Felipe Kuhn Braun, apesar de jovem, já realizou uma obra monumental. Desde a adolescência ele abraçou a missão de preservar um tesouro da cultura gaúcha.
Felipe, que tem 25 anos, preocupou-se com o fato de que  fotos antigas, guardadas pelas famílias, estavam se perdendo. Muitas pessoas acabam jogando no lixo, ou queimando, fotos antigas deixadas por seus antepassados.
Preocupado com isso, Felipe passou a visitar famílias e tratou de copiar, através de um scanner, as fotos que elas guardavam. Descendente de alemães, ele focalizou o seu trabalho nos vales do Sinos e Caí.
Depois de dez anos de trabalho, Felipe conseguiu acumular 25 mil fotos e, também, muito conhecimento. 
Com esse material, o jovem pesquisador já publicou cinco livros sobre a história e os costumes dos alemães que vieram para o Rio Grande do Sul e seus descendentes. E a sua sexta obra está deverá ser lançada ainda nesse ano.
Ainda sem nome definido, o novo livro vai ser dedicado ao hábito dos colonos irem à praia para o veraneio. No litoral, especialmente em Tramandaí, existiam fotógrafos à beira mar e praticamente todas as famílias tiravam fotos com eles, para guardar de lembrança.


A TV FEEVALE produziu matéria sobre o trabalho de Felipe Braun, que pode ser assistido em 
http://www.youtube.com/watch?v=qLL2n2Tos2k&list=UUjMbLpXQDFG8jsZ0Myo1OuQ&index=5&feature=plcp
Clique sobre o endereço acima para assistir.

1392 - Rio Caí no seu mais baixo nível

Nesta foto, tirada no verão de 2012, o rio estava normalmente baixo
No ano de 1997, o nível do rio esteve muito baixo, como se pode observar nessa foto tirada na ocasião




No dia 29 de maio de 2012, o rio Caí baixou a um nível raramente observado. Talvez o mais baixo da história

A imagem acima foi tomada numa época em que o rio estava cheio. Até esse nível, não se considera que haja enchente. Nas maiores enchentes, a água chega a entrar no piso térreo do casarão que se vê na foto

A cidade de São Sebastião do Caí surgiu junto ao rio porque, na época, a navegação fluvial  era o melhor meio de transporte disponível na região. O seu desenvolvimento inicial foi junto ao porto e, por isso, grande parte dela é sujeita a enchentes.
No dia 29 de maio de 2012, foi observada a maior estiagem da última década. Talvez a maior da história. Mesmo assim, o abastecimento de água da cidade, que é feito com água extraída do rio, não foi prejudicado. Desde que foi implantada a usina da CORSAN na cidade, no início da década de 1960, nunca o nível do rio ficou tão baixo a ponto de faltar água para o abastecimento da cidade.
Uma foto tirada em 1997 (veja acima) mostra o rio num nível muito baixo e com bancos de areia visíveis. Contando-se as linhas de pedras do cais (abaixo da escadaria) percebe-se que o nível da água naquela ocasião foi semelhante ao observado em 2012. O fato de aparecer areia na foto de 1997 se explica pela dragagem que foi feita em 2005, extraindo muita areia naquele local.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

1391 - Mapa atual de São Sebastião do Caí

Mapa rodoviário, com localização das localidades do interior
O território caiense diminuiu muito desde a sua emancipação, ocorrida em 1875. Caxias do Sul, Nova Petrópolis, Feliz, Nova Santa Rita e Portão já fizeram parte do território caiense, assim como Bom Princípio e São Vendelino, Alto Feliz, Vale Real e Linha Nova. Capela de Santana e São José do Hortêncioforam os últimos distritos a se emancipar reduzindo o município à menor porção de território na sua história.
Em 2012, o Caí recuperou uma pequena porção de terra que havia perdido para Capela de Santana, junto ao bairro São Martim.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

1390 - Olavo Steffen: o pai foi o primeiro grande professor


Olavo, no alto da escadaria, com a esposa, os pais e outros parentes

Os pais de Olavo Steffen residiam em Bom Princípio, que então era um pequeno vilarejo pertencente ao município de Montenegro. Eles se chamavam Emílio Steffen e Angelina Schneider Steffen. 
Seu Emílio era funileiro instalador hidráulico. Como funileiro, ele fabricava desde utensílios domésticos até grandes instalações, como os alambiques que serviam para a fabricação de cachaça. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando se tornou impossível a importação de gasolina e outros derivados do petróleo, ele dedicou-se, também, à fabricação de gasogênio: equipamento que era adaptado aos automóveis e produzia o combustível para a movimentação dos mesmos através da queima de carvão.
Como o Brasil também não produzia chapas metálicas e a importação ficou prejudicada, seu Emílio negociava com os colonos trocando o telhado de zinco das suas casas por telhas de barro, obtendo assim a matéria prima necessária para o seu trabalho como funileiro.
Olavo nasceu em 27 de outubro de 1938 e, desde os seis ou sete anos de idade, ajudava o pai no seu trabalho. Mas não foi descuidada a sua educação. Bom Princípio contava, na época, com uma das melhores escolas do estado, o Colégio Coração de Jesus, que foi o primeiro colégio marista no Rio Grande do Sul. Depois de um ano de estudo no Colégio das Freiras, o ele ingressou no colégio dos Irmãos Maristas e passou a ter ali uma educação de primeiro mundo. Tão boa que famílias ricas de todo o estado mandavam seus filhos para estudar ali em regime de internato (os alunos moravam no colégio). Estudou depois no Seminário São João Maria Vianney, também em Bom Princípio. Chegou a dar prosseguimento aos seus estudos no Seminário São José, em Gravataí, onde ficou até os 15 anos, completando quatro anos de estudo equivalente ao segundo grau da época, chamado de ginasial. Desistindo então de seguir a vida sacerdotal, Olavo voltou para Bom Princípio e passou a trabalhar com seu pai, aprimorando os conhecimentos que havia adquirido desde a infância.

1389 - Começo de vida


Nesta garagem, situada em frente à igreja luterana, Olavo começou a sua oficina 
Aos 18 anos, Olavo Steffen cumpriu o dever do serviço militar na Base Aérea de Canoas. Devido às suas habilidades como encanador, eletricista, pintor e outras profissões do gênero. Ele cumpriu o seu ano de serviço militar obrigatório trabalhando na manutenção da base. Chegou até a trabalhar na reforma de aviões.
Quando encerrava o serviço militar e pensava no que fazer da sua vida a partir de então, ele passou pelo Caí e percebeu que estava sendo implantada a usina hidráulica da CORSAN na cidade. Antes o Caí contava apenas com uma pequena rede de abastecimento municipal que era abastecida por um poço artesiano situado na Praça Júlio de Castilhos (atual Praça Cônego Edvino Puhl).
Imaginou que, com a instalação, do sistema de abastecimento da CORSAN (Companhia Riograndense de Saneamento), haveria muito serviço para quem soubesse trabalhar com encanamento e instalação hidráulica. Afinal, as casas teriam de ser ligadas à rede geral da CORSAN.
Olavo tratou logo de abrir a sua firma no Caí. Começou modestamente alugando uma garagem ao lado da casa de Helmuth Webster, em frente à Igreja Luterana. E começou a trabalhar. Sua empresa foi registrada em 31 de março de 1958, mas ele já havia iniciado o seu trabalho na cidade em 31 de dezembro de 1957. E nunca lhe faltou serviço.
Embora as obras da CORSAN tenham se desenvolvido lentamente e ela só tenha sido inaugurada cerca de cinco anos depois, Olavo teve logo muito serviço dentro das atividades que havia aprendido com o pai. Não haviam profissionais no Caí nas áreas de funilaria e hidráulica. O mais parecido que havia eram as oficinas de ferreiros. Assim, logo Olavo se firmou como profissional e conseguiu garantir suas condições financeiras. A ponto dele, já em 31 de dezembro de 1958, casar com a caiense Cilésia, filha de Arnaldo Diesel e Celestina Borges dos Santos Diesel.

1388 - De encanador a comerciante

Com o sucesso nos negócios, Olavo construiu esta casa para sua loja (no térreo) e residência (no segundo piso)

Incansável e empreendedor, Olavo Steffen dedicava-se também à fabricação de calhas para residências e utensílios domésticos. Praticava, também, uma reciclagem, aproveitando latas de azeite usadas. Ele apagava a imagem impressa nas latas e reaproveitava a lâmina metálica.
Com isso, começou uma atividade comercial, pois vendia na sua oficina os produtos que ele mesmo fabricava. Seu irmão Ivo veio trabalhar com ele e, quando o sistema da CORSAN foi implantado, precisou contratar funcionários para cavar valos para as ligações da rede geral com cada residência ou prédio. Chegou a ter 20 funcionários trabalhando neste serviço e mais um que, na oficina, trabalhava apenas em fazer rosca na ponta dos canos. Quando a usina hidráulica da CORSAN estava prestes a ser inaugurada, não havia nenhum profissional autorizado a fazer as ligações da rede para os prédios particulares. Ele foi a Porto Alegre e expôs a situação para os dirigentes da companhia. Era urgente fazer as ligações, se não a hidráulica seria inaugurada, mas não haveria consumo para a água. Conseguiu a autorização no mesmo dia e, com isso, Olavo fez 70 a 80 % das ligações de água da rede da CORSAN para as residências e prédios da cidade. Os funcionários só cavavam o valo. Olavo fazia a instalação dos canos em todas as obras e, para atender a todo esse serviço, ele comprou uma Lambreta e, depois, uma camionete pick up.
Todo material que Olavo precisava comprar, ele tinha de buscar em outras cidades. O Caí carecia bastante de comércio para material de construção. Havia apenas a funilaria do Edmundo Werner e a Ferragem Müller, que tinham pouquíssimo sortimento, já que este tipo de comércio não era o foco principal desses estabelecimentos. ,Ele passou, então, a revender parte dos materiais que ia buscar fora e assim foi surgindo, aos poucos, a loja Olavo Steffen.

1387 - Sucesso nos negócios

Numa convenção de revendedores dos fogões Geral, da esquerda para a direita, um dos filhos de Adelino Colombo,  Olavo, Adelino Colombo, Oscar Müller, José Ernesto Mentz e Marcos Hans  

Com a loja estabelecida, Olavo Steffen foi procurado para ser o primeiro distribuidor local de gás em botijões. A mesma empresa incentivava a venda de fogões a gás, para criar novos consumidores, e ofereceu a Olavo Steffen a oportunidade de vender fogões a gás no crediário. Começando pelos fogões, a loja passou a vender outros eletrodomésticos e utensílios para o lar. Para comportar a loja, foi necessário um prédio maior e Olavo construiu um na esquina das ruas 7 de Setembro e Coronel Paulino (a rua da Rodoviária). Fez um grande prédio, com segundo piso servindo de residência para a família. Ali se criaram os filhos Sergei, Sidney, Susele, Angelita e Inesita. A loja fez grande sucesso e permitiu a construção de um novo prédio, no ano de 1970. O mesmo em que funciona hoje a loja Olavo Steffen (ao lado do Banrisul), mas com apenas o piso térreo. Com visão de futuro, Olavo fez a obra com estrutura para ser acrescida de mais dois pisos. O que foi feito com o tempo.
Nas últimas décadas, o comércio caiense se desenvolveu muito e atraiu filiais de grandes redes (TaQi, Quero-Quero e outras), mas e a Olavo Steffen continua como uma das maiores da cidade em material de construção, móveis e utensílios domésticos.

1386 - Metido na política

Em 1988, como presidente da CDL, Olavo presidiu debate entre os candidatos Mário Leão (com o microfone) e Egon Schneck. Também na foto, Maurício Bohn, Bruno Cassel, o juiz Sejalmo de Paula Nery e Zenon Koch da Silva
No ano de 1970, Olavo Steffen foi convidado a ingressar na Arena, partido político que tinha o Doutor Bruno Cassel como principal líder local. Em 1972, aceitou o convite do médico/prefeito para concorrer a vereador. Foi o mais votado na Sede, perdendo apenas para Otelo Peters, que tinha sua base eleitoral em Bom Princípio (então um distrito caiense).
O Doutor Cassel, mesmo sendo prefeito, priorizava a sua atividade médica e, nos dois mandatos de prefeito que havia exercido anteriormente, pouco aparecia na prefeitura. Desta vez ele comprometeu-se a participar mais. Mas, mesmo assim, precisava de um secretário que cuidasse, realmente, da administração da prefeitura. E o seu escolhido para isso foi Olavo.
Entusiasmado com a oportunidade de participar tão intensamente do governo municípal, Olavo dedicou-se à função de secretário com afinco. Ele era o secretário da administração, Dalva Motta a secretária da fazenda e João da Silva Reis o secretário de obras. A administração municipal, na época, era muito mais enxuta e os recursos à disposição da prefeitura eram bem poucos. Mesmo assim, foi possível promover alguns avanços importantes nesta, que segundo comentou o Doutor mais tarde, foi a melhor das suas quatro gestões como prefeito caiense.

1385 - Da Festa da Bergamota ao Parque Centenário

Como secretário municipal da administração, Olavo teve participação fundamental na criação do Parque Centenário
No inverno de 1971, aconteceu a segunda Festa da Bergamota na sede municipal. A primeira havia sido realizada no ano anterior, em Capela de Santana que, na época, era um distrito caiense. O sucesso da primeira e da segunda festas (esta já na sede municipal), fez com que ela fosse realizada novamente em 1972, já no governo do Doutor Cassel e coube a Olavo Steffen grande papel na sua organização. O evento foi realizado na praça central da cidade. Houve uma extraordinária afluência de público, mostrando que o evento era atrativo, mas o local era insuficiente para acolher tanto público. Isso despertou a necessidade de criar um local apropriado para o evento e a solução encontrada foi a criação do Parque Centenário. Idéia inspirada na criação do Parque Centenário de Montenegro.
Para isso foi adquirida (por 22.500 cruzeiros) uma área de dez hectares pertencente à Sociedade União Popular, a entidade católica que era a mantenedora do Hospital Sagrada Família. A diretoria da entidade relutou em fazer a venda e Olavo teve de ir  21 vezes a Porto Alegre para tratar do assunto com o senhor Both, que era o administrador da União Popular. O que possibilitou a realização da próxima Festa da Bergamota já naquele local.
Como a prefeitura não contava com muito pessoas e também lhe faltavam recursos, foi o próprio Olavo que planejou o parque, traçando as vias internas e determinando a posição de prédios e do lago.
Para a preparação do parque, houve grande colaboração dos tradicionalistas locais, que construíram um galpão rústico no local e que, antes mesmo da Festa da Bergamota, realizaram ali o primeiro Rodeio Crioulo de São Sebastião do Caí, que foi um grande sucesso.

1384 - Atraindo empresas para o município

A atração da fábrica Eran ocorreu na administração do Doutor Cassel, com  Olavo Steffen de secretário
Aquela administração teve como grande meta, também, a atração de empresas. Olavo Steffen teve particular participação na vinda das empresas Cimar (depois denominada Inpacol) , indústria de postes de cimento que ainda existe no bairro Rio Branco, e também da SGS. Atuou também na compra de uma área de terras que seria destinado a um empreendimento da VARIG (um aviário). O projeto não se concretizou, mas a área serviu posteriormente para a implantação da fábrica de calçados Fasolo. O prédio, construído por esta empresa serviu depois para a Azaléia Conceição e hoje abriga a Delta Frio.
Nesta administração do Doutor Cassel, a prefeitura do Caí conseguiu atrair a fábrica Eran, que começou suas atividades num galpão construído no Parque Centenário para a Festa da Bergamota. A Eran prosperou e, mais tarde, construiu instalações próprias, no bairro Vila Rica. Depois teve problemas e vendeu a fábrica para a Vacchi. Esta também teve dificuldades e foi vendida para a Azaléia que tornou-se a maior empresa do município e de todo o Vale do Caí, dando formidável impulso ao progresso caiense.
Depois de quatro anos como secretário, vendo que esta atividade o ocupava muito e prejudicava os seus negócios particulares, Olavo Steffen afastou-se da função, assumindo o mandato de vereador, para a qual havia sido eleito. Foi sucedido, na Secretaria Municipal da Administração, por Léo Angst.
Por dois anos, Olavo  foi presidente da Câmara Municipal, mas continuou colaborando intensamente com o Doutor Cassel na administração do município. Ao completar o mandato, resolveu afastar-se da política para concetrar-se no seu trabalho como empresário. Não se candidatou à reeleição.

1383 - Líder comercial e comunitário

A loja Olavo Steffen está situada no ponto mais central da cidade

Quando a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) foi fundada no Caí, em 22 de julho de 1971, Olavo Steffen foi um dos fundadores e o vice-presidente na primeira diretoria, cujo presidente foi Carlito Adam. Desde então, ele participou de diversas diretorias da entidade e, por fim, tornou-se presidente da entidade no ano de 2003 e exerceu o mandato até 2007.
Permaneceu na presidência da entidade por quatro anos e, neste período, realizou grandes campanhas de prêmios para atrair mais consumidores para as lojas locais. A cada ano foi distribuído um carro zero quilômetro e muitos outros prêmios de valor. Outra grande realização foi a aquisição da sede própria da CDL.
O seu ótimo desempenho na presidência da CDL caiense fez ele ser chamado a ocupar o cargo de diretor financeiro da Federação das CDLs do Rio Grande do Sul e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas.
Foi presidente do Esporte Clube Guarany, numa época em que o clube disputava o Campeonato Estadual de Amadores.

1382 - A importância da educação


Olavo Steffen foi um dos responsáveis pela fundação da Escola Cenecista Alceu  Masson, também aluno e formou-se na primeira turma de alunos
Acompanhando a educação dos filhos, Olavo Steffen envolveu-se no apoio às escolas nas quais eles estudavam, começando pela Creche Santo Antônio. E foi assim, também, com o Grupo Escoteiro Taquató. Mais importante ainda foi o seu envolvimento na fundação da Escola Cenecista Alceu Masson. Um estabelecimento importantíssimo, pois foi o primeiro a oferecer ensino de segundo grau (o atual ensino médio) no Caí e municípios vizinhos. Depois de ajudar na fundação desta escola comunitária, foi o presidente da entidade mantenedora e seu aluno. Depois ingressou na faculdade de Administração de Empresas, na Unisinos (que não chegou a completar), e atuou como professor na Alceu Masson.

domingo, 13 de maio de 2012

1381 - Bom Princípio, a terra do empreendedorismo


As principais estradas do interior foram asfaltadas e, nesta área na localidade de Arroio das Pedras, a prefeitura está implantando um núcleo empresarial

Quando Bom Princípio se emancipou, no ano de 1982, era um modesto distrito caiense. A rigor, nem teria condições de constituir um município. Pela lei, a localidade não dispunha de população e renda suficiente para se manter como um município independente. Por isso, a comissão emancipadora incluiu no projeto os territórios de Tupandi, São Vendelino e até mesmo a localidade caiense da Vigia.
A atual cidade de Bom Princípio era, na época, um simples vilarejo, com pouquíssimas ruas pavimentadas e bem poucos moradores.
Hoje, 30 anos passados, a realidade do município é muito diferente. O que era vilarejo tornou-se uma cidade pujante, com grandes edifícios, comércio intenso e ruas movimentadas.
No interior, a maioria das estradas já foram asfaltadas e é grande a estrutura de escolas, postos de saúde e até de uma Unidade de Pronto Atendimento especializada em traumatologia.
As boas administrações municipais colaboraram muito para isso, especialmente pelo incentivo que deram ao empreendedorismo. Hoje, existem no município nada menos que 605 empresas registradas. Um número muito elevado, considerando-se que a população de Bom Princípio é de 12 mil habitantes. Portanto, para cada 20 habitantes do município existe uma empresa.
É um número extraordinário e que cresce constantemente. No dia 1° de janeiro de 2009,  existiam apenas 340 empresas no município. De lá para cá, em pouco mais de dois anos, a quantidade de empresas quase dobrou. Em pouco mais de dois anos, portanto, a quantidade de empresas quase dobrou. Não se conhece os números a esse respeito, mas é provável que esta seja uma situação única no país. Ou, pelo menos, muito rara.
Dá para dizer que uma parcela significativa da população principiense é constituída por empresários e suas famílias. E isso pode ser facilmente percebido pelo nível das residências e dos veículos que são vistos na cidade e, mesmo, no interior do município. E a grande quantidade de empresas resulta em que a riqueza não estaja tão concentrada. Em Bom Princípio quase não existem famílias pobres e todos são iguais. Ou, pelo menos, mais próximos do que em outros municípios brasileiros.
No vizinho município de Tupandi ocorreu um fenômeno de desenvolvimento que teve, como principal fundamento, a implantação de aviários e pocilgas. Isso ocorreu graças a um esforço planejado e executado pela prefeitura municípal  há mais de 15 anos e que deu enorme resultado.
Percebe-se agora que o mesmo aconteceu em Bom Princípio.
A vocação empreendedora já existia em Bom Princípio mesmo antes da emancipação. O distrito caiense já se destacava então por empresas como a INCAVAS, a Backes & Schmitz e a Cerâmica Vogel, entre outras. O que foi fruto, talvez da boa educação exixtente na localidade, onde funcionou um colégio de irmãos maristas.
Quando ocorreu a emancipação, os empreendedores locais passaram a ter melhor apoio da prefeitura o que favoreceu o surgimento de novas empresas e o crescimento de muitas das já existentes.
Bons prefeitos, inclusive Hilário Junges (que foi o primeiro prefeito de Bom Princípio e depois comandou o processo de desenvolvimento de Tupandi), souberam apoiar os empreendimentos particulares e, com isso, geraram progresso para o município.
Mas foi só no final da década de 90, no primeiro governo do prefeito Nestor Seibel, que o incentivo ao empreendedorismo se transformou em política de governo. Fato que já foi destacado no livro Bom Princípio, uma colônia exemplar, um modelo de município. O que pode ser constatado no trecho deste livro que reproduzimos nesta edição com o título “Empreendedorismo foi plano de governo”.
Os números comprovam o sucesso desta iniciativa do governo municípal que se constiuiu, na verdade, num legítimo plano estratégico de desenvolvimento. Tal como aconteceu em Tupandi, com a implantação de aviários e pocilgas.


O incentivo ao empreendedorismo é um programa de governo desde a administração anterior do prefeito Nestor Seibel, conforme ficou registrado no livro "Bom Princípio: uma colônia exemplar, um modelo de município".


Ver postagem 519 desse blog.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

1380 - Comércio garantiu progresso à cidade, depois do fechamento da Azaléia

Ao lado da delegacia, um grande prédio está sendo erguido para as lojas Paludo
Construção do edifício Schneider está adiantada
Em frente ao Centro de Cultura, uma grande construção
Na rua Tiradentes, outra gande loja está em fase adiantada de construção
O Caí não é um município rico. No setor industrial e, principalmente, no agrícola ele perde para municípios vizinhos. No comércio e prestação de serviços, no entanto, o município vem crescendo muito, nos últimos anos. Tanto que já, há algum tempo, faltam salas comerciais na cidade e muitas estão sendo construídas atualmente.
Novos prédios estão sendo erguidos na frente do Centro de Cultura, ao lado da Delegacia de Polícia, ao lado da loja Lebes, na rua Oderich (perto da confeitaria Doce Vida) e em mais uma dezena de outros pontos da cidade.
Além disso, o grande edifício Schneider (na esquina da rua Tiradentes com a rua da Prefeitura) está em fase adiantada de construção e terá grandes lojas no térreo.
O comércio caiense tem grandes possibilidades de crescimento futuro. Vários fatores contribuem para isso: a indústria e a o setor agropecuário estão crescendo significativamente e há a perspectiva de futuro asfaltamento das estradas para São José do Hortêncio e Capela de Santana (pelo Passo da Taquara) o que atrairá mais consumidores desses municípios para as lojas, escritórios, oficinas, consultórios, lancherias e demais estabelecimentos da cidade.
Para os comerciantes caienses não tem sido fácil enfrentar a concorrência das grandes redes de comércio. Mas a maioria da população ganha com a modernização do comércio e a geração de empregos. 

1379 - Rodeio Crioulo

O 14º Rodeio Crioulo de São Sebastião do Caí, realizado no núcleo da UCS, foi o maior da história do evento, atraindo mais de 12 mil pessoas
Na época em que era realizado no Parque Centenário, o Rodeio Crioulo de São Sebastião do Caí já alcançou grande público e foi um dos maiores do estado

O primeiro Rodeio Crioulo realizado no Caí ocorreu no final da década de 1970, no governo do prefeito Bruno Cassel, quando o Parque Centenário ainda começava a ser implantado. Nas suas quatro primeiras realizações, o patrão do rodeio foi o José Ancelmo Flores, o Ferrinho. E, naquela época, o rodeio se destacou muito chegando a ser classificado como o segundo maior do estado, perdendo apenas para o de Vacaria.


Nos dias 4, 5 e 6 de maio de 2012 aconteceu o 14° Rodeio Crioulo de São Sebastião do Caí. Desta vez no núcleo da UCS, na localidade de Lajeadinho. O local é excelente. Esse foi o terceiro rodeio ali realizado. O primeiro foi promoção da própria UCS e depois vieram duas edições do Rodeio Crioulo de São Sebastião do Caí: a 12ª e a 13ª.
O núcleo da UCS é um local muito bonito, com entrada monumental e um grande lago, além de amplo espaço de área verde. A estrutura do rodeio foi montada aos fundos do prédio principal da UCS e já conta com estrutura invejável.
14ª Edição

Depois de nove anos de interrupção, o Rodeio Crioulo de São Sebastião do Caí voltou a ser realizado. E, apesar da longa interrupção, o evento voltou com tudo, superando até os rodeios da década de 1980, quando ele chegou a ser considerado o segundo maior do estado.
Mais de mil pessoas participaram das provas de tiro de laço e das gineteadas. O público que foi lá para assistir as proesas desses esportistas ou para curtir o ambiente de tradição campeira foi estimado em 12.500 pessoas. O número de carros estacionados também foi impressionante.
O evento foi tão grande que nem caberia no Parque Centenário, caso fosse realizado lá, como acontecia no passado.
A enorme área do núcleo universitário da UCS foi quase totalmente ocupada por barracas, e caminhões de participantes que acamparam no local.
Nada menos que 500 cabeças de gado foram alugadas para servir de alvo nas provas de laço.
Ginetes vieram de longe, inclusive um de Santana do Livramento. Foram 50 competidores, entre os melhores do estado.
Apesar da grandiosidade do evento, a organização funcionou bem, não faltando água e energia para os acampados. Também não aconteceram distúrbios capazes de empanar o brilho do evento.
Os elogios recebidos pelos organizadores do evento foram entusiásticos.
O tempo também foi excelente, ajudando no sucesso do Rodeio. Oneide Smit, que preside o Grupo Escoteiro Taquató e coordenou a bilheteria do evento, calcula que o público ficou acima de 12.500 pessoas.
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Com tanto sucesso, os tradicionalistas caienses já estão empolgados com as possibilidades do próximo rodeio, o 15°, que vai acontecer já no próximo ano e tem até data marcada. Será nos dias 3, 4 e 5 de maio.
Antes disso vão acontecer as comemorações da Semana Farroupilha, no Parque Centenário. Evento que deverá repetir o sucesso alcançado no ano passado. E já com uma atração a mais: a primeiro Festival Raizes da Canção. Os compositores já podem ir preparando as suas composições.
A coordenadora do Rodeio foi Ingrid Borschardt, que também foi a responsável pela organização da Semana Farroupilha. O seu êxito é mais uma demonstração de que o tradicionalismo faz bem em aceitar as mulheres na patronagem. O que nem sempre foi bem visto.

1378 - Breno Sauer: o maior músico caiense

Breno, jovem, quando ainda tocava o acordeom
Breno, á direita, com a esposa Neusa 
e outros integrantes do seu grupo

Breno Sauer saiu jovem do Caí, se aprimorou 
em Porto Alegre e fez carreira nos Estados Unidos

Breno Sauer é um músico de excepcional talento. Ele vive hoje na cidade de Chicago, onde é bastante respeitado e tem convivência feliz com sua esposa, a cantora e os filhos do casal. Um grupo de músicos brasileiros, inclusive o caiense Tony Ewerling formam um conjunto de música brasileira que se apresenta em festas e num famoso bar da cidade.
As pesquisas a respeito dele ainda não são completas. Mas sabe-se que ele nasceu no Caí  na década de por volta do ano de 1935 e era filho de um barbeiro chamado Antonico Sauer. A casa da família ficava na rua 1° de Maio, quase esquina com a rua Coronel Paulino Teixeira. 
Seu Antonico era barbeiro e seus filhos eram bons músicos. Dois deles, mais velhos do que Breno, eram ótimos gaiteiros, mas não deixavam o irmão mais novo mexer nas suas gaitas. Por isso o menino costumava ir à loja e oficina de bicicletas de Plínio Juchem, onde o comerciante permitia que ele  experimentasse as gaitas que lá se encontravam à venda. Breno ficava horas e horas se exercitando, experimentando, e foi aprendendo por si a tocar o instrumento. 
Seu Plínio, que foi pai de Ellemer Juchen e grande pioneiro do comércio de antiguidades no Caí, tinha também uma banda chamada Jaz Céu Azul (depois, nos anos 60, rebatizada como Orquestra e Típica El Dourado.
Por volta de 1950, quando tinha 14 anos, o menino Breno já tocava bem e até ensinava músicas para o gaiteiro da banda, chamado Plínio Brandt e logo passou a tocar também na banda caiense. Ficou no Caí só mais dois ou três anos e partiu para Porto Alegre, onde estudou música e passou a tocar em bandas da cidade. Começou com música gauchesca, mas foi influenciado pelo gaiteiro francês Art Van Damme e foi sofisticando a sua música e veio a tornar-se gaiteiro do mais famoso grupo musical gaúcho da época: o Conjunto Melódico Norberto Baldauf.
Depois formou grupo próprio,   que levou o nome de Breno Sauer Quarteto ou Breno Sauer Quinteto, variando o número de componentes do grupo.
Breno tornou-se, também, músico da Rádio Gaúcha e, depois, da TV Gaúcha, onde conheceu sua esposa Neusa. Uma jovem cantora 16 anos mais nova do que ele, que passou a integrar o conjunto. 
O grupo fez sucesso, gravando vários discos, principalmente no gênero bossa nova.
Mais tarde foi para o eixo Rio e São Paulo onde estavam as melhores oportunidades de trabalho e desenvolvimento profissional.
José Carlos, do Búzios Bossa Blog. fez um levantamento parcial dos discos gravados por Breno Sauer no Brasil.
"Em 1962, com um sexteto, grava "Viva O Ritmo".
Em 1963 grava o disco “Viva a Bossa” e o “Sambabessa”
Seu "primeiro disco", segundo ele, se esquecendo dos anteriores, foi Breno Sauer Quinteto – "Viva O Samba" e "Viva O Ritmo". Depois gravou "Sambabessa e Agostinho" acompanhando o cantor Agostinho dos Santos. A partir de então, agora na linha do conjunto Modern Jazz Quartet, formou o Breno Sauer Quarteto. Com essa formação gravou em 1965 o "4 Na Bossa" e em 1966 "4 No Sucesso". Com esse grupo gravou, no México, com Leny Andrade, Pery Ribeiro e Altamiro Carrilho. Foi aclamado com o prêmio de Melhor Grupo em 1965 e 1966 no Brasil.
Em 1967 partiu para uma turnê no México com o seu grupo Breno Sauer Quarteto. O México, depois dos EUA, foi o destino de muitos músicos brasileiros. Assim como Breno, João Gilberto, Carlos Lyra, Luizinho Eça com o seu Tamba Trio, Primo Trio, Leny Andrade, Pery Ribeiro, Luis Carlos Vinhas e muitos outros gravaram bons discos lá. Morou lá por um bom tempo. Gravou um excelente disco com Leny Andrade no México.
Em 1974 foi pra Chicago, USA, e formou o grupo Made in Brasil, com músicos de diferentes nacionalidades residentes no país (americano, japonês, brasileiro, cubano). A base era trompete, sax, piano, baixo, bateria, percussão e voz. Esse nome Made in Brasil logo foi abandonado por haver no Brasil uma banda de rock com esse mesmo nome. Então ele trocou o nome para Som Brasil. Em 1983 esse grupo gravou o disco “Tudo Jóia” que foi muito bem recebido pela crítica. O Som Brasil conta com sua esposa Neusa como cantora."


Gravações dessa fase podem ser ouvidas na internet, digitando o nome Breno Sauer no You Tube.
Como a nova música brasileira começava a ser reconhecida nos Estados Unidos o grupo decidiu mudar-se para aquele país. A esperança de conquistar sucesso internacional. Fizeram a viagem com um estágio no México, onde a sua música foi muito bem aceita. Mas não era apenas esse o objetivo: Breno e Neusa queriam chegar a Nova York. Mas não sabiam ainda como fazer isso.
Surgiu, então, o convite para excursionar pelos estados unidos e o grupo decidiu partir. Se apresentaram em vários estados do sul e do centro dos estados unidos, mas para um público não habituado com a bossa nova. O que causava nos músicos a sensação de não estar agradando. Para o artista, o aplauso é muito importante.
A situação melhorou quando chegaram a Chicago, cidade grande e com muita cultura musical, onde existia público para isso. E lá eles estão até hoje. Vivem bem, e a sua música é apreciada. Mas nunca conseguiram realizar o sonho de chegar a Nova York e conquistar o reconhecimento internacional. E é grande a saudade da terra Natal. Anos atrás Breno veio ao Brasil e visitou amigos em Porto Alegre e no Cai. Diz que gostaria de voltar, mas hoje é difícil, pois a família já está acentada em Chicago.
Para ver e ouvir o talentoso caiense Breno Sauer, basta acessar o Google e digitar “Breno Sauer cidadão global”.
Ou clique aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=q2rAIN2Osic

sábado, 5 de maio de 2012

1377 - Vinda da JBS é uma grande notícia para a região

Foto da Notícia
JBS vem para trazer progresso à região

A Frangosul, inicialmente, depois a Doux, tiveram enorme influência no desenvolvimento de Montenegro e da região. Numa época em que indústrias de calçado fechavam, essas empresas foram providenciais ao gerar milhares de empregos diretos e indiretos.


A Doux foi, também, a maior geradora do retorno de impostos para o município de Montenegro, ajudando a prefeitura no custeio da educação e da saúde para a população.


Montenegro deve muito a essas empresas. Mas, mesmo assim, não foi este o município que mais se beneficiou. Mais proveito ainda tiveram municípios como Tupandi, Harmonia, Maratá, São José do Sul e Pareci Novo, que incentivaram a implantação dos aviários que abasteciam a grande empresa montenegrina.


PROGRESSO PARA TODA A REGIÃO
O município de Tupandi é o grande exemplo. Graças à produção de seus mais de 500 aviários e pocilgas (na sua maior parte integrados à Doux) a sua prefeitura tem um retorno de impostos que, levando-se em conta o tamanho e população dos dois municípios, é muitíssimo maior que o de Montenegro.


A Frangosul, desenvolvendo na região o sistema de integração, proporcionou um enorme desenvolvimento ao Vale do Caí. Oportunidade muito bem aproveitada por administrações municipais que apostaram na avicultura e suinocultura, dando incentivo forte aos produtores.


Graças a isso, vários municípios da região têm hoje renda que os aproxima dos municípios de primeiro mundo. E os indicadores de desenvolvimento humano comprovam isso, mostrando que estão no Vale do Caí vários dos municípios mais desenvolvidos do país.


A ESPERANÇA
Mas as notícias são boas. As negociações avançam e, ao que parece, estão sendo criadas as condições para que as dívidas sejam pagas, os empregos sejam mantidos, as prefeituras continuem a reforçar os seus cofres com o retorno de impostos gerado pela empresa e seus fornecedores locais.


O anúncio feito ontem representa uma grande esperança de que a antiga Frangosul e atual Doux, sob outro comando e com nova denominação, continue impulsionando o desenvolvimento de Montenegro e de toda a região.


NOVO IMPULSO
Mais que isso. Livre dos problemas financeiros que prejudicavam a empresa, impedindo que ela investisse em aprimoramento tecnológico e intensificação das suas atividades, o novo grupo controlador poderá dar  impulso ainda mais vigoroso à economia da região.


Sabemos, por exemplo, que empresas similares, em estados como o Paraná e São Paulo, têm incentivado a implantação de biodigestores nas propriedades rurais dedicadas à suinocultura. Com isso elas geram energia elétrica que supre as necessidades da propriedade e da família e ainda gera um excedente que é vendido para a empresa distribuidora de energia elétrica e aumenta a renda famíliar.


TECNOLOGIA
O exemplo acima nos mostra a grande vantagem oferecida por boas empresas integradoras. Elas trazem para a região novas tecnologias e as transmitem aos produtores a ela integrados. Com a Frangosul, os produtores rurais do Vale do Caí aprenderam a criar porcos e aves com alta tecnologia e produtividade, usando recursos e técnicas nunca antes imaginados.


A Frangosul e a Doux impulsionaram o desenvolvimento da região na medida em que transformaram em modernos empresários agrícolas os aqueles que, antes, praticavam uma rudimentar agricultura de subsistência.


Infelizmente, por uma fatalidade financeira, a Doux ficou impossibilitada de continuar com a sua missão modernizadora. 


Torcemos todos para que os novos controladores da empresa possam retomar o caminho interrompido e até acelerar o passo, contribuindo para que o Vale do Caí continue se desenvolvendo cada vez mais.

1376 - JBS assume a Frangosul e as suas dívidas

Presidente da JBS, Wesley Batista, anuncia arrendamento da Frangosul e pagamento das dívidas
O anúncio da JBS Friboi, ontem, sexta-feira, na Associação da Doux Frangosul, foi bastante comemorado por funcionários, produtores e por toda a comunidade. A JBS, uma empresa brasileira que é hoje o maior frigorífico do mundo, anunciou o aluguel da Doux Frangosul por dez anos, com a possibilidade de compra de todo o grupo no Brasil. "Estamos assumindo todos os funcionários e o pagamento dos atrasados com os produtores integrados e fornecedores", declarou o presidente da JBS, Wesley Batista. A cerimônia de anúncio, ontem, contou também com a presença de demais diretores da JBS e Doux, do presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia, de secretários estaduais da agricultura, Luis Fernando Mainardi, e de desenvolvimento rural, Ivar Pavan, prefeitos da região e demais autoridades.

O valor do aluguel da Doux Frangosul, incluindo os frigorífico de Montenegro, Passo Fundo e no Mato Grosso, não foi revelado. Mas segundo Wesley Batista serão investidos cerca de R$ 300 milhões em seis meses, incluindo pagamentos das dívidas e capital de giro para a retomada da produção. A projeção é de que na próxima semana, com o início do pagamento dos produtores, voltem a ser alojados frangos nos aviários. "A retomada dos abates será entre 15 e 20 de junho", cita o empresário. Ele garante que os salários dos cerca de 2.700 funcionários serão mantidos em dia e que em 60 dias deverão ser pagos todos os atrasados com produtores, que não recebem desde agosto do ano passado. "É uma excelente empresa para se trabalhar", destaca Aristides Vogt, diretor da Doux, que esteve na França tratando do negócio. Muito elogiado por Wesley Batista, Aristides deverá continuar na empresa durante a fase de transição.

O presidente da JBS revelou que a intenção é comprar todo o grupo Doux Frangosul no Brasil, mas não existe interesse nas unidades da França e da Europa. Sobre a opção pelo aluguel (arrendamento), diz que não havia tempo para negociar a compra. Segundo Batista, se esperasse mais uma semana a Doux Frangosul entraria em colapso e dificilmente seria recuperada. A meta é no primeiro mês abater cerca de 840 mil aves por dia e até setembro alcançar a capacidade máxima de um milhão e cem mil abates.

Anúncio muito comemorado
Prefeitos, representantes dos produtores e dos funcionários, comemoraram muito o anúncio da chegada da JBS e a retomada da produção. Conforme Elton Weber, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), uma reunião com a JBS deve acontecer na próxima segunda-feira, para definir o cronograma de pagamentos. Rigoberto Kniest, da Associação dos Produtores Integrados dos Vales do Caí e Taquari, cita que a intenção é começar a alojar frangos já a partir da próxima semana e em questão de trinta dias devem sair os primeiros lotes. “É o melhor presente no aniversário de Montenegro”, comemorou o prefeito Percival de Oliveira, lembrando os 139 anos do município completados neste sábado, 5 de maio. Ele lembrou que a Doux Frangosul, além do grande número de trabalhadores na indústria e na zona rural, é a maior empresa do município e do Vale do Caí. Só em Montenegro responde por 30% do retorno de ICMS do município. Em torno da Doux Frangosul, agora JBS, gira grande parte da economia da região. A empresa foi a principal responsável pelo crescimento da avicultura, que tanto aumentou a renda dos produtores e dos município.

A comemoração se deve também a chegada em Montenegro e da região de uma grande empresa como a JBS, com capacidade de produção de 9 milhões de aves ao dia. Além disso, a JBS possui unidades em diversos estados brasileiros e também nos Estados Unidos, México e Porto Rico, o que demonstra o seu enorme potencial de crescimento. O número de funcionários, agora somados os da Doux Frangosul, chega a 60 mil no país. Só da Doux Frangosul são seis mil trabalhadores com empregos garantidos e mais os 1.500 produtores integrados, além dos prestadores de serviços, comércio e toda a economia.

Para a gestão da Doux Frangosul, foi criada a JBS Aves Brasil, tendo como presidente James Cleary, um executivo de 47 anos com larga experiência no setor de carnes. Irlandês, ele garantiu que os nomes tradicionais das marcas Frangosul, Doux e Lebon serão mantidos. E a expectativa é de mais investimentos em Montenegro e na região.

1375 - Imprensa caiense na primeira metade do século XX

Alceu Masson foi editor secretário do jornal Eco do Caí, em 1925
Quando Alceu Masson escreveu a obra Caí - Monografia, no ano de 1940, não havia nenhum jornal editado no município. O seu livro contém, no entanto, uma relação de jornais que circularam no Caí antes desta data. Sobre isso, Masson escreveu, na Monografia, o seguinte capítulo:


"IMPRENSA
Em épocas diversas, editaram-se na sede do município quatro jornais hebdomadários" (semanais), que tiveram vida efêmera.
O primeiro, fundado em 1904, denominava-se "O Republicano" e era propriedade do sr. Nicanor B. da Luz, seu diretor-gerente.
Publicou-se, depois, o "Rio Branco", fundado em 1914 pelo seu diretor-gerente, sr. Chateaubriand A. Santos.
Seguiu-se "O Eco do Caí", de propriedade do sr Otto Weber e fundado em 1917.
Depois do "Eco do Caí", apareceu "A Evolução", que teve duas fases.Surgiu pela primeira vez em 1921, fundado pelo dr. Atos de Morais Fortes, que foi seu redator, e pelo sr. Otto Weber, que exerceu o cargo de gerente. Depois de uma longa interrupção, reapareceu em 1925, fundada pelo dr. Atos de Morais Fortes, que foi seu redator, tendo como redator-secretário o autor desta monografia, e como gerente o sr. Aluísio de Morais Fortes.
Publicou-se, por último, o "Correio do Caí", fundado em 1931 pelos srs. dr. Atos de Morais Fortes e Carlos Fuhrmann, respectivamente diretor e gerente do jornal.
Como acima dissemos, todos esses periódicos tiveram pouca duração. Muito concorreu para isso a facilidade com que os jornais de Porto Alegre são enviados à sede do município, onde se distribuem todos os dias, ainda de manhã. Nessas condições, os moradores de Cai liam liam nos jornais da capital as principais notícias do município, antes que fossem publicadas no semanário local, o que tirava a esse a maior parte do seu interesse.
Além disso, os periódicos de Caí encontraram, naturalmente, todas as dificuldades com que luta, em regra, a imprensa do interior. E, só conseguiram manter-se por espaço de alguns anos graças à tenacidade e espírito de sacrifício de seus diretores."

sexta-feira, 4 de maio de 2012

1374 - O paço municipal

Nas décadas de 30 e 40 os prédios da prefeitura abrigavam todo o governo municipal, a câmara, o forum, a delegacia e até a cadeia

Na época do império, eram as câmaras municipais que exerciam o governo. Não existia a figura do prefeito. No Caí a câmara funcionou, inicialmente, num prédio alugado. A terceira câmara eleita, que era presidida pelo Coronel Paulino Inácio Teixeira, mandou construir um prédio próprio para a prefeitura (na época chamada de paço municipal), que passou a ser utilizado em 8 de março de 1886. O prédio original foi construído na esquina das ruas que hoje têm os nomes de Marechal Floriano Peixoto e Pinheiro Machado. Esse prédio, inicialmente tinha apenas o piso térreo. Com o tempo, foi ampliado e melhorado.
O segundo prédio, construído ao lado do original, foi erguido pelo ano de 1930, no segundo governo do intendente Alberto Barbosa e serviu, inicialmente, para abrigar o foro e o quartel da guarda municipal.
Alceu Masson, na Monografia Caí editada em 1940, mostra que, naquela época, os dois prédios comportavam um amplo centro administrativo:
“No edifício do foro, ligado por um patamar ao paço municipal, estão instalados os cartórios do registro civil, de órfãos e ausentes, do cível e crime, a delegacia de polícia e a cadeia civil. No andar térreo do paço municipal, acham-se a coletoria estadual, a junta de alistamento militar e a subprefeitura do distrito de Caí.”
Como se vê, os dois prédios, há 70 anos, abrigavam toda a administração municipal, mais o forum, a delegacia, a exatoria e outros órgãos públicos, inclusive a cadeia. Na época, o município era muito maior do que hoje e mais populoso, mas a estrutura e o funcionalismo municipal eram bem menores.

1373 - Mais um livro de Felipe Kuhn Braun

Em dez anos de pesquisas, Felipe Braun coletou quase 20 mil fotos relacionadas à imigração alemã nos vales do Sinos e Caí e, nesse trabalho, aprendeu muito sobre a grande epopéia vivida pelos colonizadores

O incrível Felipe Braun está lançando mais um livro. A sua quinta obra dedicada à imigração alemã nos vales do Sinos e Caí. Essa focada na história de Novo Hamburgo.
No vídeo que pode ser acessado no endereço abaixo ele fala da sua nova obra.

http://www.youtube.com/watch?v=peOY7Qepg_Y

É incrível a dedicação que esse jovem pesquisador vem demonstrando. Apesar de ser muito jovem, ele já tem 10 anos de trabalho numa pesquisa formidável e acúmulo de conhecimentos.
Se persisitir - e tudo indica que sim - ele ainda dará uma formidável contribuição para o estudo da imigração alemã no Rio Grande do Sul.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

1372 - Encontro de carros antigos encanta os visitantes

215 veículos foram expostos no belo cenário do Parque Centenário














Um legítimo caminhão FNM, o primeiro fabricado no Brasil
O jeep DKW Candango e o Aero Willys: sucessos da indústria brasileira
Um grande público foi ver o show de antigomobilismo






















O tempo ajudou e o público curtiu o passeio no parque
Caienses e muita gente de fora participou da festa realizada no dia 1º de Maio de 2012
O público adorou a festa e se encantou com a beleza do Parque Centenário
O dublê de Elvis Presley fez excelente show que tinha tudo a ver com carros e anos 60
Carros de vários países foram expostos, inclusive estes, importados da Inglaterra e Estados Unidos
Está surgindo mais um grande evento caiense. O Encontro de Carros Antigos, realizado no Parque Centenário no feriado de 1º de Maio foi um grande sucesso. Dificilmente um evento desses atrai tanto público logo na sua primeira realização.
É um bom sinal. Os organizadores ficaram entusiasmados com a presença de público e com as suas manifestações de satisfação.
O Caí, como se sabe, é muito bem localizado. Perto das maiores cidades e das regiões mais prósperas do estado. Os carros antigos ficaram muito bem, distribuídos entre as árvores do Parque.
Estiveram presentes muitos carros que foram capítulos importantes na história da indústria automobilística brasileira. Antigos Fucas, Sinca Chambord, DKW, Aero Willys. E não só carros brasileiros. Também muitos carros estrangeiros,  como um flamante Cadilac preto da década de 1950. Teve até jeep DKW e caminhão FNM. A Brigada Militar expôs duas relíquias do seu patrimônio: um Fusca e um Jeep antigos. E, de Caxias, vieram duas Lambretas, pela estrada, conduzidas por seus orgulhosos proprietários. 
Foram 215 veículos expostos. Na sua maioria de fora do município. Mas os colecionadores caienses também compareceram e seus carros foram muito elogiados.
De quebra ocorreu um ótimo show com o cantor Jairo Mello, que imita Elvis Presley com perfeição e que se comunica muito bem com o público.
A iniciativa do evento foi do caiense Júlio Mello, que contou com grande apoio de Maurício Junges e de Élcio dos Passos, o promotor do já tradicional encontro dos Fuscas, na cidade de Portão. 
Um aficionado por automóveis, Júlio Mello já participou de inúmeros eventos similares e chegou à conclusão de que o Parque Centenário do Caí é o local ideal para este tipo de evento. Animou-se a realizá-lo e provou que estava certo.
O sucesso foi tanto que Júlio já está pensando em realizar, para o próximo ano, o segundo Encontro de Carros Antigos de São Sebastião do Caí.