O Vale do Caí é a região brasileira com maior desenvolvimento sócio/econômico e as melhores administrações municipais. Foi colonizado, predominantemente, por brasileiros de origem lusa a partir de 1740, e por imigrantes alemães, desde 1827. EDITORIAL: veja postagem 1410 TAMANHO DAS FOTOS: um clic sobre as fotos pode mudar seu tamanho.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
779 - A cidade do Caí, em 1940
778 - Picada ou linha
As mulas cargueiras eram o único meio de transporte para cargas que podia ser usado nas estreitas picadas de antigamentePicada significa, originalmente, um caminho estreito aberto no meio do mato. Mais estreito do que uma estrada, permitindo apenas a passagem de pedestres e montarias (cavalos, mulas). Mas Alceu Masson já alertava, em 1940, para o fato de que na região colonial do Vale do Caí a palavra era usada com um sentido diferente.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
777 - Os passos
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
776 - Caí Velho
Quem vai pela RS-122 do Caí a Bom Princípio, logo antes de chegar a esta cidade, passa por uma grande ponte sobre o rio Caí. Se reparar bem, verá que por baixo desta ponte, além do rio, passa uma estrada. É a velha estrada Rio Branco, que ia do Caí até a Feliz, quase sempre acompanhando a margem do rio.
775 - As estradas municipais
Segundo a Wikipédia, paquete é a denominação dada aos antigos navios de luxo de grande velocidade, geralmente movidos a vapor. Na origem do nome está a designação inglesa de packet boat e que pode ser traduzida para português como navio dos pacotes. Estes navios faziam travessias regulares levando encomendas (pacotes) e correio. Posteriormente, alguns armadores realizaram contratos com a Coroa de Inglaterra para levar o correio, ganhando o direito de usar o prefixo RMS (Royal Mail Ship). O Titanic tinha este prefixo, por exemplo.
Introduzida em 1850, a linha de Paquetes a Vapor 'estabelecida por conta Régia de Sua Majestade Britânica', rompeu mais de três séculos de incerteza do tempo de travessia do Atlântico pelos navios à vela. O impacto dessa linha a marcou o imaginário popular."
Consta que o nome da fazenda Paquete se deve ao naufrágio de um navio no rio Caí, em frente a esta fazenda. Poderia ser o caso do vapor Horizonte, que naufragou naquelas imediações. Ou talvez um caso mais antigo que não identificamos.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
774 - Tal e Kronental
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Residência, moinho e marcenaria de Henrique Seibert
pelo ano de 1940, no que é hoje a cidade de Vale Real
(clique sobre a foto para ver melhor)
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
773 - Estradas Presidente Lucena e Buarque de Macedo
772 - Estrada Rio Branco
O Museu Zanini, na localidade de Terceira Légua (no interior de Caxias do Sul), guarda lembranças dos primeiros colonos italianos, que lá se estabeleceram antes de chegar a CaxiasA estrada Rio Branco "parte da sede do município e segue em direção ao norte, acompanhando o rio Caí pela margem esquerda. No lugar denominado Escadinhas interrompe-se e só recomeça no Kaudenbach (hoje, Arroio Feliz), pois nesse trecho, que primitivamente lhe pertencia, passa atualmente a estrada Júlio de Castilhos", relatava Alceu Masson, em 1940.
sábado, 19 de dezembro de 2009
771 - A estrada Júlio de Castilhos
No relatório que faz das rodovias exitentes no município do Caí, em 1940, Alceu Masson destaca a rodovia federal (hoje denominada BR-116 que, construída para ligar Porto Alegre à capital federal (então o Rio de Janeiro). Passando por São Leopoldo e Novo Hamburgo, esta estrada passava por território caiense nos então distritos caienses de Nova Petrópolis e Nova Palmira. As obras no trecho Porto Alegre - Vacaria, foram inciadas em 1938. O trecho da estrada que passava pelo município começava na ponte sobre o arroio Cadeia, em Picada Café, subia a serra até Nova Petrópolis, depois descia novamente, chegando ao vale em que se encontra a localidade de Nova Palmira e depois subia novamente, em direção a Galópolis (localidade já situada no município de Caxias do Sul.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
770 - Navegação no ano de 1940

No seu livro, Alceu Masson descreve a navegação pelo rio Caí.
769 - Estrada de ferro
A estação da estrada de ferro em Capela de Santana era muito utilizada pelos caienses nas décadas de 1910 a 1930, quando as estradas ainda eram precáriasAlceu Masson, na monografia, destaca que o Caí era "servido por tríplice sistema de viação: férrea, fluvial e terrestre."
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
768 - Doutor Maurício Cardoso

Joaquim Maurício Cardoso foi figura de grande destaque na política nacional na década de 1930, depois de haver participado da revolução de 1930, que conduziu Getúlio Vargas à presidencia do Brasil.
Nascido em Soledade, no ano de 1888, foi também advogado e professor universitário.
Foi deputado estadual e federal pelo PRR . Foi ministro da Justiça durante o governo provisório de Vargas, tendo assumido em dezembro de 1931.
Destacou-se por medidas legais que representaram grande avanço para a democracia. Aboliu a censura à imprensa e elaborou um novo código eleitoral, que vigorou a partir de 1933 e foi o primeiro no Brasil a permitir que mulheres pudessem votar e ser eleitas, introduziu o voto secreto e foi o único com a figura do deputado classista, eleito pelo sindicatos.
Depois que Vargas tomou medidas ditatoriais, inclusive ao permitir o empastelamento de um jornal, Maurício Cardoso rompeu com o presidente, assim como alguns outros politicos gaúchos de estaque. Mas reconciliou-se com Vargas pouco depois.
Durante o Estado Novo foi secretário do Interior do governo do interventor Manuel de Cerqueira Daltro Filho, no Rio Grande do Sul, e ocupou interinamente o cargo de governador em 1938, após a morte do titular, em 19 de janeiro de 1938. Governou até a posse de Osvaldo Cordeiro de Farias, em 4 de março de 1938. Depois disto foi ainda secretário estadual da agricultura.
767 - Chico da funerária
domingo, 13 de dezembro de 2009
766 - Pontes sobre o rio Caí
A ponte de ferro, na cidade de Feliz, foi construída em 1900 (clique sobre a foto)765 - Afluentes, passos e ilhas do rio Caí

764 - Mudanças climáticas já eram sentidas
763 - Divisas caienses em 1940
Nova Petrópolis emancipou-se do Caí em 1955 (clique na foto)Escrita em 1940, a monografia Caí, de Alceu Masson, procurava abordar todo tipo de informação relevante sobre o município. Faz, inclusive, uma descrição detalhada da geografia municipal. Informações que hoje, em grande parte, perdeu a atualidade como geografia, mas ganhou interesse como história.
762 - Caí

761 - Guarda Nacional
760 - A construção da igreja
759 - Glosário de termos e expressões usados neste blog
O burro cargueiro era o principal meio para o transporte de cargas na colôniaAlvitre - escolha.
Colorado - pessoa de cor, ou seja, negra.
758 - Origem do nome São Sebastião do Caí
Alceu Masson, na sua monografia Caí, explica da seguinte forma a origem do nome São Sebastião do Caí. Assunto que foi mais aprofundado, posteriormente, pelo Monsenhor Ruben Neiss e pelo padre Artur Rabuske.
757 - Solução sebastiânica
756 - Família Guimarães
Tenente Coronel Antônio de Alencastro GuimarãesNa monografia Cai, Alceu Masson publicou dados que obteve de J. A. Edmundo Diehl ("notário desta cidade") sobre a família Guimarães:
sábado, 12 de dezembro de 2009
755 - Henrique Roehe
Embora ainda muito jovem, Felipe Kuhn Braun já demonstra extraordinário conhecimento sobre a história da colonização alemã no Rio Grande do Sul. No seu blog e em artigos de jornal (especialmente o NH), ele vem divulgando suas pesquisas e trazendo ao conhecimento público informações inéditas e importantes. O seu trabalho nos permite conhecer, e compreender, melhor como transcorreu a história dos alemães que imigraram para o Rio Grande do Sul.
"No ano de 1864 nascia no município de Dois Irmãos uma pessoa que viria a se tornar uma figura histórica para o município de Bom Princípio: Henrique Roehe, um nome até hoje pouco conhecido pelos bom principienses.
A história da família de Henrique, os Roehe, começa com a chegada de seu pai Heinrich Harry ao Brasil no ano de
O imigrante veio para o Brasil com os Brummer, grupo de 1.800 soldados contratados pelo imperador para integrarem ao exército brasileiro e lutarem em uma guerra que nosso país tinha com a Argentina. Roehe também foi Brummer, mas ao chegar ao Brasil, largou o exército e se instalou
754 - Primeiro escrivão de Bom Princípio
Pesquisa realizada por Felipe Kuhn Braun mostra como era a vida nas colônias alemãs do interior riograndense:
"O imigrante Heinrich Harry Roehe foi um líder de sua comunidade e muitas das cartas e documentos que ele escreveu e trouxe da Alemanha, ainda são preservadas pelos seus descendentes. Roehe rompeu tradições da sua época, ao se instalar
Maria passou muito mal e veio a falecer dez dias depois do nascimento de Henrique. O pai tinha muitos compromissos e pediu para que sua vizinha Barbara, uma bela jovem de 17 anos cuidasse de Henrique. Cinco meses se passaram e Heinrich Harry casou com Maria Marbara Doehren. A moça que cuidou de Henrique virou sua madrasta. Junto com Barbara, o imigrante Roehe teve mais nove filhos, sete dos quais, chegaram a fase adulta. Como Barbara não fazia distinção entre seus sete filhos e seu enteado, ela e seu marido combinaram de jamais contar a Henrique que ela não era sua mãe. Acontece que pouco depois de Henrique completar seus 21 anos, ele soube por meio de outras pessoas que sua mãe havia falecido jovem e que Barbara era sua madrasta.
Como uma forma de recompensar o filho pelos sofrimentos e de também proporcionar a ele melhores oportunidades, Heinrich Harry pagou a Henrique o curso de Direito. Cursar Direito na segunda metade do século passado exigia muitos recursos e grandes desafios. No Rio Grande do Sul não havia Universidades na época. Henrique foi a São Paulo e ficou hospedado com seus parentes paulistas. Depois de alguns anos ele voltaria para o sul e se instalaria
753- Advogado, escrivão, maçom e homeopata
Felipe Kuhn Braun realizou importante pesquisa sobre o ilustre, e pouco lembrado, principiense Henrique Roehe:
"Henrique tinha paixão pelas plantas, nos tempos livres se dedicava a estudá-las. Em uma época em que havia esparsos recursos na medicina eram as parteiras, os homeopatas e os religiosos as pessoas procuradas pela comunidade em casos de doenças. Henrique além de ser advogado e escrivão, foi o primeiro médico homeopata de Bom Princípio, por anos Henrique foi procurado pelos Bom Principienses, o sótão de sua casa era repleto de livros sobre a cura através das plantas, como relembra uma de suas netas, Lourdes Heck Steffens de 81 anos, moradora de Novo Hamburgo.
No final dos anos de 1890 Roehe entrou para a maçonaria de São Sebastião do Caí. Infelizmente no ano de
752 - O Caí ganha um livro de História
Apesar de São Sebastião do Caí ser um município antigo e importante para a história do Rio Grande do Sul, poucos livros foram escritos tratando da sua história. Os mais significativos foram "Caí", escrito por Alceu Masson, editado pela Prefeitura Municipal de Caí e impresso pela Livraria Caiense no ano de 1940.

